Numa amostra que valerá o que vale (leituras dos comentários e contactos estabelecidos ao longo do dia) percebem-se algumas coisas de forma evidente, que vou tentar sintetizar, enquanto não dou um passeio pela blogosfera:

  • São poucos os professores que aceitam este entendimento como mais do que um primeiro passo de um processo. O entusiasmo é fraco na sua defesa.
  • Muitos dos que o defendem, fazem-no de forma táctica. Este foi um passo necessário em termos de trégua e de demonstração que a intolerância negocial não está deste lado. É o meu caso.
  • Quase todos os que acabaram por votar afirmativamente a moção – talvez a esmagadora maioria – querem mais, pelo menos a partir de agora.
  • Uma proporção importante de docentes está efectivamente desagrada com o entendimento, apoiando a radicalização das formas de resistência, quer à implementação da avaliação, quer à segmentação horizontal da carreira. Existem, contudo, dúvidas quanto á forma dessa radicalização e aos seus efeitos práticos.

Perante isto, e não sabendo o resultado final desta consulta alargada da classe docente, quer-me parecer que a Plataforma Sindical deve entender que, mesmo assinando o entendimento e incluindo lá as suas posições de princípio, o pessoal não está minimamente satisfeito e, mesmo entre os que votaram sim, quer que se faça mais.

Agora é necessário discutir o quê, quando e como.

E não atirar sobre as próprias fileiras.