Numa amostra que valerá o que vale (leituras dos comentários e contactos estabelecidos ao longo do dia) percebem-se algumas coisas de forma evidente, que vou tentar sintetizar, enquanto não dou um passeio pela blogosfera:
- São poucos os professores que aceitam este entendimento como mais do que um primeiro passo de um processo. O entusiasmo é fraco na sua defesa.
- Muitos dos que o defendem, fazem-no de forma táctica. Este foi um passo necessário em termos de trégua e de demonstração que a intolerância negocial não está deste lado. É o meu caso.
- Quase todos os que acabaram por votar afirmativamente a moção – talvez a esmagadora maioria – querem mais, pelo menos a partir de agora.
- Uma proporção importante de docentes está efectivamente desagrada com o entendimento, apoiando a radicalização das formas de resistência, quer à implementação da avaliação, quer à segmentação horizontal da carreira. Existem, contudo, dúvidas quanto á forma dessa radicalização e aos seus efeitos práticos.
Perante isto, e não sabendo o resultado final desta consulta alargada da classe docente, quer-me parecer que a Plataforma Sindical deve entender que, mesmo assinando o entendimento e incluindo lá as suas posições de princípio, o pessoal não está minimamente satisfeito e, mesmo entre os que votaram sim, quer que se faça mais.
Agora é necessário discutir o quê, quando e como.
E não atirar sobre as próprias fileiras.
Abril 15, 2008 at 7:01 pm
De acordo a 100%.
Revejo-me neste balanço, que considero transmitir aquilo que “vi” em muitos colegas.
Abril 15, 2008 at 7:01 pm
http://jn.sapo.pt/2008/04/15/primeiro_plano/entendimento_tutela_gera_divisao_ent.html
Abril 15, 2008 at 7:09 pm
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325901
Abril 15, 2008 at 7:09 pm
Não é possível acreditar num governo que mente, “sairá com benzina”. Os sindicatos que se cuidem.
Abril 15, 2008 at 7:14 pm
Fora do tópico – desculpem, não resisti.
O Correio da Manhã ainda só vai no João Pinto: http://asfarpas.com/wordpress/2008/04/15/voce-decide/
Abril 15, 2008 at 7:15 pm
Concordo.
Mas não deixemos que nos iludam.
No entanto, há um caminho que foi percorrido e que no momento é importante. Só que não podemos parar por aqui.
Os professores querem ser avaliados de forma justa, objectiva e não a olhómetro ou com cálculos de queixo.
O DR nº 2 /2008 não é passível de ser posto em prática. E o ME já viu isso . E há feridas que não vão nunca sarar- refiro-me ao concurso para acesso à categoria de professor titular. E há o novo modelo de gestão, o estatuto do aluno, todo o ECD, o decreto que rege o ensino especial, uma equipa no ME que não tem, há muito tempo, condições para lá estar. E mais cego é aquele que não quer ver.
Abril 15, 2008 at 7:20 pm
Este entendimento não resolve nenhum problema de fundo. No entanto, os sindicatos devem assiná-lo. Caso contrário, o ónus cairia todo sobre os professores. O que poderá acontecer se o entendimento não for assinado?
Os sindicatos, porém, devem escutar os professores e alinhar a sua agenda pelos interesses destes. Muitos de nós não nos revemos nos sindicatos, mas não fazemos ondas para não criar divisões. Os sindicatos são precisos, mas precisam de mudar de linguagem e de serem mais profissionais e de não estarem ligados aos partidos. A retórica da luta não chega. É necessário mostrar à opinião pública o que se esconde por detrás desta política, é preciso mostrar aquilo que durante 3 anos tentou triturar todo um sector profissional. Como as mentiras e as meias verdades serviram para uma política de vitimização sacrificial do professorado português.
Só uma curiosidade política. Querem saber o que diria Sócrates e o PS se esta política fosse do PSD e eles estivessem na oposição? Leiam as declarações da Ana Benavente.
Abril 15, 2008 at 7:20 pm
Maria Ferreira, parece-me importante não deixar esquecer o que diz, mas como o Paulo diz:
“Agora é necessário discutir o quê, quando e como.”
Abril 15, 2008 at 7:21 pm
Entendimento, acordo, é semântica, não é?
Abril 15, 2008 at 7:23 pm
Para as últimas do assunto:
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Abril 15, 2008 at 7:23 pm
Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um
> caco de vidro indevidamente deitado na terra), o médico e o doente
começaram
> a conversar sobre a recente manifestação de professores e o
> descontentamento da classe, relativamente às políticas educativas do
> Governo.
> Então o velhinho disse:
> – Bom, o senhor sabe… Essa tal Milú, a Ministra, é uma tartaruga em cima
> de um poste…
> Sem saber o que o camponês queria dizer, o médico perguntou o que era uma
> tartaruga num poste.
> O camponês explicou:
> – É quando o senhor vai por uma estradinha e vê um poste da vedação, em
> arame farpado, com uma tartaruga equilibrando-se em cima dele. Isto é uma
> tartaruga em cima de um poste…
> O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e vendo que ele
> ainda não tinha compreendido, continuou com a explicação:
> – Você não entende como ela chegou lá;
> – Você não acredita que ela esteja lá;
> – Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
> – Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
> – Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto
> estiver lá;
> – Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!
>
>
>
> A BEM DA NAÇÃO.
Abril 15, 2008 at 7:23 pm
Muito se vai decidir na forma como os media abordarem a questão e na forma como os professores reafirmarem na rua as suas posições. Os professores de modo algum podem baixar a guarda.
O protocolo, ou lá que for, só a apenas só deve ser assinado ser forem inequivocamente sinalizadas as diferenças que opôem professores e ME, em especial, o ECD, a fractura da carreira, contratados,avaliação, etc. um monte de coisas, afinal.
Abril 15, 2008 at 7:24 pm
Concordo, no essencial, com a análise que é feita. O entendimento soube a pouco para a maioria dos professores. Pelo que percebi na reunião em que participei (moção aprovada com reticências), os professores estão de tal modo indignados com a equipa ministerial que só a demissão já, os aliviaria. Estou confiante que a Plataforma Sindical encontrará a melhor forma de dar a volta a esta situação complexa, em que muitos colegas querem tudo já, mas não estão dispostos a formas de luta mais duras.
Custa-me também ver que muitos dos que rejeitam o entendimento, como sucedeu na minha escola, não se preocupam minimamente com os contratados.
Abril 15, 2008 at 7:25 pm
Porque não fui à reunião:
- Porque consigo ler sem ajuda
- Porque o dia D não devia ter existido AGORA
- Porque conheço os sindicatos. E porque apesar disso só depois do anunciado “entendimento” apareceram tantos “revolucionários” desqualificando os ditos
- Porque conheço muitos “activistas” que em reuniões decisivas (CP, DC e comissões várias), votam sempre com a maioria porque é mais fácil e não gostam muito de ser incomodados
- Porque em muitas reuniões e em diversos contextos, votei sei lá quantas vezes sozinho (em defesa de alguns colegas ou sectores, tradicionalmente descriminados -ex. 1º ciclo) e vou continuar a fazê-lo
- Porque estou farto de fazer declarações de voto para actas, em defesa de posições minoritáias, aquelas que normalmente incomodam os poderes instituidos
-Porque é bem mais difícil o trabalho nas escolas do que as manifestações de rua (apesar de ir a todas)
- Porque me incomodam muito mais os “grelhadores” do que as grelhas
- Porque é importante ter a opinião pública com os professores, tal como os pais (não confundir com o avô Albino)e os alunos
- Porque me incomodam os oportunistas (Onde estavam os Movimentos que agora tanto contestam o Guterres, o “eduquês”, a Benavente o anterior modelo de avaliação…)
Abril 15, 2008 at 7:26 pm
Paulo, de acordo com o teu balanço. Foi uma pequenina vitória, mas há muito mais para fazer.
Abril 15, 2008 at 7:27 pm
“Memorando de entendimento”: Uma “Porta” para futuras alterações reinvidicadas pelos Professores que andam no terreno( os tais 100.000 ou mais) ou, simplesmente, como a montanha pariu um rato ?…
Abril 15, 2008 at 7:28 pm
Neste momento sou um céptico relativamente à actuação dos nossos sindicatos!!!! Ainda há mita memória dos “pratos de lentilhas” servidos e ruminados por muitos dos seus dirigentes. No entanto… o momento é de unir… e levar os sindicatos ao que os professores realmente querem! O momento é este… lutar contra as arbitrariedades ministeriais, mas também contra os “dirigismos” anacrónicos de alguns senhores.
Abril 15, 2008 at 7:29 pm
é “muita”, como é bem de ver
Abril 15, 2008 at 7:29 pm
Eu nunca gostei de balanços, tenho tendência para enjoar. Prefiro bases sólidas de sustentação, se calhar é deformação profissional de engenharia.
Abril 15, 2008 at 7:34 pm
Caros colegas: temos aqui dois problemas complicadíssimos para resolver, a saber
1.Qualquer que seja a avaliação final do “somatório” do que se passou e votou nas escolas todas do país, o resultado nunca será “esmagador” num determinado sentido e ,se o for, será contra o entendimento;
2. Para complicar isto ainda mais , os chamados plenários, convocados e realizados no período lectivo – facto que a esmagadora maioria dos profs já não apoia – tiveram uma percentagem muito reduzida de todos os profs de cada escola, pelo que o resultado das votações (vejam-se os exemplos descritos por aí…)fica automaticamente ferido de qualquer legitimidade.
Assim, estamos perante um problema tão insolúvel como a aplicação do modelo e das fichas de av do ME.
Eu aconselharia os sindicatos a não assinar NADA, ou a proporem uma MORATÓRIA , sob pena de não existirem sindicatos daqui a 6 meses, o que seria realmente grave e dramático.
É então preferível “morrer de pé” ( a expressão não me agrada)mas não vejo outra solução.
Os colegas arranjam outra solução que não acabe com o “movimento dos 100.000″ ?
António
Abril 15, 2008 at 7:36 pm
É simples: retirar a coitada da tartaruga do poste!
Abril 15, 2008 at 7:38 pm
Subcrevo por inteiro as palavras de Paulo Guinote.
“Agora é necessário discutir o quê, quando e como” e ter consciência de que a procissão ainda vai no adro.
É preciso ter paciência e continuar a lutar e nada de assobiar para os lados, nada de baixar os braços.
Abril 15, 2008 at 7:39 pm
Deitar abaixo o poste.
E, não menos importante, não queimar o poste: antes triturá-lo e enterrá-lo. Uma ideia para combater o efeito de estufa.
Abril 15, 2008 at 7:39 pm
No essencial subscrevo a análise feita pelo Paulo. Creio que, neste momento, não ganharíamos nada em nos recusarmos a assinar o entendimento; contudo, tal não quer dizer (tal como queria o Valter Lemos) que se tenha chegado a acordo. Há ianda todo um conjunto de outros itens que é necessário negociar e fazer retroceder a equipa do ME.
Acho que para o desenvolvimento que se tem vindo a verificar foi muito imoortante a união do pessoal a revelia dos sindicatos. Por que eles (os sindicatos) sentiram que as coisas os ultrapassavam e os factos estavam a ser conduzidos pelos professores por si mesmos, é que não houve tentações, para no momento oportuno uma das facções sindicais (tal como tem sido hábito) assinar um qualquer protocolo com o ME e, dessa forma, promover a divisão do pessoal.
Torna-se, portanto, imperativo que o pessoal se mantenha unido de forma a exercer pressão não só em cima do ME, mas de igual forma nas estrutruras\ sindicais até que se consiga obter um acordo no qual as nossas posições d eprincípio sejam consagradas
Abril 15, 2008 at 7:39 pm
vamos elevar o nível… para baixaria já temos que chegue!
Abril 15, 2008 at 7:40 pm
Corroboro inteiramente as apreciações do Paulo. Acabei de chegar da reunião do dia D na minha escola e foi esse o sentimento. As pessoas votaram maioritariamente a favor do entendimento, mas com muitas reservas que quiseram deixar expressas para a representante do sindicato as fazer chegar junto da Plataforma Sindical.
A ideia é a de que a assinatura deste entendimento não pode implicar a “pacificação” nem a “suspensão dos protestos” dos professores (ouvi isso na rádio a caminho de casa!). Atenção que esta é a mensagem que está a passar (é esta a mensagem que o ME quer que passe!), a de que já conseguimos o que queríamos quando está quase tudo por conseguir. Em suma, é preciso que continuemos mobilizados e que os sindicatos continuem a forçar as negociações. Não se pode deixar avançar esta farsa burocrática no próximo ano! É preciso agendar, o quanto antes, novas formas de luta, acções semelhantes à que nos levou à rua a 8 de Março.
No entretanto, sugiro uma ida ao blogue Defende a Profissão:
http://defendeaprofissao.wordpress.com/2008/03/30/professores-ao-encontro-da-nacao-da-sua-historia-do-seu-futuro/
Abril 15, 2008 at 7:43 pm
Respeite-se a vontade da maioria
Abril 15, 2008 at 7:48 pm
Participei hoje numa reunião na minha escola em que foi aprovada a moção pelos presentes,com apenas uma abstenção num universo de 40 pessoas, cerca de 35% dos docentes da escola.Taltou liderença na convocatória dentro da escola. Penitencio-me, podia ter feito mais e melhor para haver mais gente. Fiquei com a sensação, um pouco extrapolada, que a esmagadora maioria da escola virá para a rua, se tiver que ser.
A plataforma estará em melhor condições que cada um de nós para as leituras que devem ser feitas.
Durante anos a fio, criticámos as Organizações Sindicais por negociarem cada uma por si. Acho que é de saudar o facto da, da PS estar unida, pelo menos assim parece, e pragmaticamente é a estrutura que, neste momento, tem que representar o pulsar dos professores. Tem a obrigação de capitalizar as 100 mil, com a segurança que de na próxima vez seremos 110 mil.
Os sindicatos, neste momento, do que não precisam é de inimigos na retaguarda. Saberemos dar a resposta conveniente. È um momento decisivo para esta equipa ME, apra os sindicatos e para os professores. A maior força é a que resulta da união dos professores.
Abril 15, 2008 at 7:50 pm
‘”navegar é preciso” Diz:
vamos elevar o nível… para baixaria já temos que chegue!’
Hum!, o colega percebe pouco de tecnologia e menospreza o Eça e o Ortigão. O equilíbrio que o consome será sempre o mesmo, independentemente da altura. O que o colega entende como “baixaria” é a forma de expressão que entendo assistir-me como válida.
Abril 15, 2008 at 7:50 pm
Não houve falta de legitimidade, toda gente já tinha conhecimento do dia D porque não foram? ssa não pega
Abril 15, 2008 at 7:51 pm
“Perante isto, e não sabendo o resultado final desta consulta alargada da classe docente, quer-me parecer que a Plataforma Sindical deve entender que, mesmo assinando o entendimento e incluindo lá as suas posições de princípio, o pessoal não está minimamente satisfeito e, mesmo entre os que votaram sim, quer que se faça mais.”
Exatamente! E os sindicatos que percebam que a legitimidade se não é merecida, desaparece. E que não há redutos eternos. Sindicais ou outros. http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 15, 2008 at 7:52 pm
Há colegas que defendem a não assinatura do “entendimento”. No entanto, pergunto o que aconteceria se não houvesse assinatura?
Penso que este “entendimento” é um interlúdio musical. Ambas as partes julgam que ganham qualquer doisa com ele. Ganham tempo, pelo menos. Julgo que o futuro não está fechado. Depende da inteligência com que se dirigir a questão. Há coisas que correm contra os professores, mas também há outras que nos favorecem. O calendário eleitoral não é mau para nós. Posso estar enganado, mas a assinatura do «entendimento», não sendo uma derrota política do governo, é o reconhecimento do estado de cadáver da equipa que dirige o ME. São eles, mas já não contam. Acabou-se-lhe o fôlego e o vigor. Não deveremos ser nós a dar-lho.
Chamo a atenção ainda para outra coisa: a diversidade da plataforma sindical. Uma divisão e seria catastrófico para nós.
Abril 15, 2008 at 7:53 pm
a52abrantes tens toda a razão
Abril 15, 2008 at 7:53 pm
Colega FAFE… disse
Hum!, o colega percebe pouco de tecnologia e menospreza o Eça e o Ortigão. O equilíbrio que o consome será sempre o mesmo, independentemente da altura. O que o colega entende como “baixaria” é a forma de expressão que entendo assistir-me como válida.
serviu-lhe a carapuça… não era para si, mas bom proveito.
não sou engenheiro, sou MESMO licenciado em ensino, daqueles de raíz, e que não se acha superior aos que não o são!
sobre balanços… gosto. Sou velejador, sabe…?
Abril 15, 2008 at 7:54 pm
Vi muitos colegas que não quiseram ir à reunião sindical e depois falão de falta de legitimidade?
Abril 15, 2008 at 7:54 pm
falam
Abril 15, 2008 at 7:58 pm
Espero que os colegas, em geral, te nham o bom senso de não iniciar um pugilato interno.
Quando dois bulham, há sempre um terceiro que daí tira proveito.
entenderam?
Abril 15, 2008 at 8:05 pm
Oiçam a Fada dos Dentes e não dêem “munições” ao inimigo.
É que eu também moro perto de Fafe e também velejadora.
Abril 15, 2008 at 8:11 pm
Renhido é o termo. Na minha escola acabou por se entender apoiar o “entendimento” mas ficou-nos um amargo de boca porque como vai ser em Julho 2009?? Para o ME fez-se a avaliação!!
Abril 15, 2008 at 8:11 pm
Estas opiniões divergentes deixam-me muito contente, aqui há um ano isto era inviável, ninguém ia reuniões sindicais, ninguém se interessava por estas causas. Agora vejo que há um espírito combativo e que apesar das diferenças, as coisas são faladas e debatidas.
Isto quer dizer que continua a haver entre nós uma união.
Abril 15, 2008 at 8:16 pm
Boa, Olinda.
Escrevi há pouco, noutro post:
Também não sinto que o facto de discordarmos em algumas questões nos divida.
Pelo contrário. Parece-me que é mais do tipo: Apesar de discordarmos mantêmo-nos unidos. Não há força maior que essa.
Abril 15, 2008 at 8:20 pm
Concordo inteiramente, Swan Princess.
União na diferença!!!!
Abril 15, 2008 at 8:23 pm
Sim, mas discordar com inteligência.
Abril 15, 2008 at 8:33 pm
Boa síntese, Paulo.
Abril 15, 2008 at 8:49 pm
Há algo que me incomoda nas observações que alguns colegas dirigem aos que não concordam com o entendimento.
Segundo algumas dessas observações, criticar o dito entendimento é dividir os professores ou ser adepto de soluções radicais. Ora isso não é assim. Eu tenho muitas reservas quanto ao acordo, nunca fui radical e vou continuar ao lado dos colegas na luta pelas nossas causas.
Quando os sindicatos fazem opções – e ainda mais quando o fazem sem consulta prévia -devem aceitar ouvir as críticas e reflectir sobre elas. Não podem esperar apenas aplausos nem devem passar a ideia de “quem não é por nós, é contra nós”. Estarmos mobilizados significa perdermos o sentido crítico? Devemos dizer incondicionalmente “sim” a tudo o que nos apresentam? Só a verdade das organizações sindicais é válida?
Alguém tem dúvidas que, antes do entendimento, os professores estavam unidos como nunca o tinham estado antes? Veio o acordo e, naturalmente, as reacções não foram unânimes. Que esperavam os sindicatos? Que, em nome da união, calássemos as nossas dúvidas e objecções? Não quero acreditar nisso como também não quero acreditar que algumas divergências de opinião nos dividam tanto assim – isto porque a nossa revolta se mantém e, para o ano, ainda vai ser maior.
União não é o mesmo que unanimidade. Sinto-me unida a muitos e muitos colegas e não estou sempre de acordo com eles.
Abril 15, 2008 at 8:50 pm
Sintese perfeita! É como se o Paulo estivesse em todos os plenários de todas as escolas!
Abril 15, 2008 at 8:53 pm
Porque não fui à reunião (parte 2):
- Porque não me identifico na guerra contra os titulares (O QUE É DIFERENTE DA GUERRA À ESTRUTURA DA CARREIRA)
- Porque não me identifico na guerra contra os CEs
- Porque é decisivo não passar uma imagem de divisão
- Porque sempre votei e espero que no próximo ano o meu voto contribua, de vez, para correr com esta camarilha que nos tem governado
- Porque se deve assinar o entendimento que era o que estava em cima da mesa e pronto (a contestação aos sindicatos apenas surgiu à posteriori)
O QUE FAZER:
Quanto à avaliação:
- Lutar nas escolas, nomeadamente nos CPs, para “esvaziar” a aplicação das grelhas e das aulas assistidas, minimizando os indicadores de medida e os critérios de interpretação
- Exercer toda a influência possível junto dos CEs para minimizar o impacto da aplicação do modelo (prazos, documentos de suporte e outros)
- Exercer pressão, ATÉ À EXAUSTÂO, junto do Conselho científico (ou Comissão?)para a Avaliação de Professores, nomeadamente pela via electrónica, para que de pronunciem sobre este modelo e, se forem coniventes com a tutela (coisa em que não acredito), colocá-los em causa perante a opinião pública e as diferentes associações de caráter científico
- Exercer o mesmo tipo de pressão sobre o Conselho de escolas
- O mesmo sobre a Comissão de educação da Assembleia da República e TODOS os partidos políticos
Quanto ao resto:
- Mandatar desde já os sindicatos para que, de imediato, exijam negociações sobre o ESTATUTO, que trará, por arrastamento, o decreto da gestão, do estatuto do aluno e do ensino especial (entre outros). Essa é a luta ESSENCIAL.
NÂO OS DEIXAR RESPIRAR
Abril 15, 2008 at 9:01 pm
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=89243
Educação
Apoio dos docentes ao acordo com Ministério é «esmagador»
O apoio dos docentes ao acordo alcançado sábado entre os sindicatos e a tutela é «esmagador», estando assim excluído o recurso à greve e a outros protestos que interfiram com as aulas, segundo a plataforma sindical de professores …
Que se segue? … ou uma mão cheia de nada!!!
Abril 15, 2008 at 9:03 pm
Concordo com o que está dito.Uma avaliação imparcial,não feita por parceiros,mas por colegas formados para tal e exterior.Injustiças entre titulares e não titulares,tanta divisão e baralhada, afinal por não serem ouvidos realmente os professores.Agora pretende-se passar tempo, legislar bastante não importa quem, baralhar uns em relação a outros, sem valorizar realmente os bons.Para onde iremos?para onde irão os nossos jovens?Para onde vai este País?
Abril 15, 2008 at 9:09 pm
Concordo com o coment 26. Que fazer agora? Creio que deveríamos, de certa forma, voltar atrás e dar mais do mesmo. Isto é, deixar os sindicatos e o minist discutir as questões semânticas e outras que acharem por bem (os sindicatos já levaram os recados) e voltarmos a nossa atenção para as decisões dos grupos autónomos de professores, que foram os que desencadearam este processo. Eu notei (posso estar enganado…) uma certa vontade do sindicato (assim em termos gerais…) de questionar as próximas concentrações de professores, que aliás não estão muito divulgadas localmente.
Que tal se as associações independentes de professores começarem a convocar novamente manifestações de professores por sms e email? Eu vou e conheço muitos professores dispostos a ir.
Abril 15, 2008 at 9:11 pm
os smiles foram involuntários
Abril 15, 2008 at 9:12 pm
Paulo estou 100% de acordo e foi esse o sentido do voto expresso na minha escola.
Penso que a maioria dos presentes entendeu este “entendimento” como um ponto de partida. Logicamente houve quem não concordasse e achasse que tudo isto foi uma perda muito grande da oportunidade da união dos professores. Eu pessoalmente e após muita refelxão optei pelo “entendimento” sem baixar os braços. e penso também que tal como disse que pelo menos não houe uma intolerância negocial deste lado. Agora é tempo de cerrar fileiras. Isso é que me parece importante porque há quem queira dividir para reinar. De qualquer modo saliento que há pela 1ª vez uma PLATAFORMA SINDICAL…parece-me um marco histórico e foi salientado na minha escola que deverá continuar!!!!
Abril 15, 2008 at 9:18 pm
colega jaime
fugiram-lhe os smiles para a verdade, verdade seja dita o dia de hoje deve ser visto como uma vitória e não como um beco (não bêco -do Brasil), por isso é favor O PESSOAL POR UM SORRISO DE ORELHA A ORELHA!! algumas escolas reuniram 3/4 horas e mais,
isto é cidadania certo?
Politiqueiros aprendam a lição.
Parabéns para nós colegas, parabéns.
Abril 15, 2008 at 9:26 pm
papoilix: mas essa plataforma sindical foi conseguida por causas externas aos sindicatos. Estes fora, todos para não ficarem de fora, a reboque dos movimentos cívicos.
A expressão “esmagadora maioria” empregue por um dirigente sindical para designar o apoio ao entendimento que vão assinar com a ministra, cheira-me a esturro. Assim como uma possível desconvocação das manifestações distritais.
Consulta ao professores uma treta.
Abril 15, 2008 at 9:30 pm
O que me parece é que o voto ao não entendimento foi o mais significativo! ou estou enganada?!!!
Abril 15, 2008 at 10:01 pm
Deixo só uma pergunta:
Que imagem dos professores vai passar para a opinião pública se a Plataforma assinar este acordo e depois quiser combater o Governo na área da avaliação?
Abril 15, 2008 at 10:06 pm
Jaculina,
Tenho-me colocado a mesma questão e por isso é que já duvido que a plataforma esteja realmente interessada em manter as acções de luta previstas. Está a cheirar-me a um clima de paz podre… Oxalá eu esteja enganada.
Abril 15, 2008 at 10:13 pm
Concordo em absoluto com o Paulo.Com muitas interrogações votámos a favor na minha escola, convictos de que a luta continua.As «guerras» ganham-se batalha a batalha e nesta altura professores e sindicatos não podem ser exércitos inimigos. Temos que pressionar a plataforma e a ME na defesa da nossa dignidade e da escola pública.Já agora é pena que muitos dos 100000 não tenham estado nas discussões do dia…
Abril 15, 2008 at 10:13 pm
Também não gostei da expressão… assim como também não gostei da “Grande vitória dos professores”. Ainda hoje tive ocasião de o referir. O certo é que também me parece que os Sindicatos tiraram também algumas lições de tudo isto!…Outras ainda não as tiraram mas cabe-nos a nós fazer com que as tirem. E olhe que eu estarei presente em concentrações sejam elas convocadas por quem quer que seja, por sms, mail ou pela plataforma!!! Até porque, como disse atrás, penso que não devemos baixar os braços. O “entendimento” não nos satisfez e isso pareceu-me que foi visivel.
Abril 15, 2008 at 10:15 pm
Tenho que concordar com Filos… Foi pena que muitos dos 100000 não tenham participado hoje nas discussões do Dia D.
Abril 15, 2008 at 11:45 pm
‘ “navegar é preciso” Diz:
Colega FAFE… disse
Hum!, o colega percebe pouco de tecnologia e menospreza o Eça e o Ortigão. O equilíbrio que o consome será sempre o mesmo, independentemente da altura. O que o colega entende como “baixaria” é a forma de expressão que entendo assistir-me como válida.
serviu-lhe a carapuça… não era para si, mas bom proveito.
não sou engenheiro, sou MESMO licenciado em ensino, daqueles de raíz, e que não se acha superior aos que não o são!
sobre balanços… gosto. Sou velejador, sabe…?’
Não, não sabia das capacidades de velejador, mas tenho que admitir que isso é deveras importante, apesar de “raíz” me levar a crer na asneira. Não será, por um mero acaso, Vª Exª MESMO da família do Calino?
Sendo ou não, vou dar imensas risadas a proprósito de Vª Exª. Recomendações.
Abril 16, 2008 at 1:59 pm
«Este foi um passo necessário em termos de trégua e de demonstração que a intolerância negocial não está deste lado. É o meu caso.»
E o meu. Acresço duas coisas – pedir em demasia e já, ignorando os inquietantes sinais do mundo em redor, é irrealista e perigoso. Há que ter alguma clarividência – isto é uma guerra global. E, não esperando excessivamente dos sindicatos (que são como nós lhes permitimos ser ao longo de todos estes anos), não podemos fragilizá-los neste momento, antes dar-lhes uma justa medida de apoio controlado. Precisamos de sindicatos atentos às opiniões e vontade dos seus associados. Se conseguirmos sair da inércia habitual e lhes fizermos chegar o nosso sentir. Ainda quanto a esta questão, acredito que seremos nós, os professores, quem, no nosso quotidiano profissional, pode fazer cair o ECD e a restante estrutura repressiva e standardizadora do ME, curricula e programas incluidos. Há muito a fazer. Em mesas negociais, certo. E diariamente, repito, não nos omitindo, e sendo, quando mais não pudermos ser, o grão de areia que vai encravando a engrenagem.
Abril 16, 2008 at 3:34 pm
Colega “FAFE”, não se perca… pretende demonstrar eruditismo, mas fica-se pelo banal! Vá à luta, mostre que vale a pena, deixe-se de pseudo-intelectualismos que só lhe ficam mal… é que são banais!!!!!!!!!!!
Sobre raíz, soa-lhe a asneira, e compreendo-o/a… é fácil deduzir a sua complexidade… faltam-lhe balanços…
Dê aulas… ensine… participe na formação dos cidadãos… isto se for educadora, como me parece que é. De resto, colega (?), lute pela dignidade, com dignidade.
sentir, caro/a colega, sinta quem lê!!!!!!!!!!!
Receba um abraço de quem luta há bons e largos anos pela dignidade plena da profissão.