Não seria possível – agora que até Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu dominar a sua dificuldade em lidar cara a cara com os sindicalistas – que as organizações sindicais dessem um sinal que estão interessadas em ouvir aquilo que os movimentos independentes de docentes têm para dizer?
Se nos lembrarmos que foi deles que partiu muita da movimentação de contestação, na rua e fora dela, dos professores e que em Lisboa muita da mobilização não partiu apenas dos sindicato, talvez fosse interessante que – se prescindissem todos um pouco de algo, em especial em matéria de animosidade – todos se sentassem à mesa e discutissem as suas diferenças e descobrissem o que os une, até para evitar trocas de farpas na praça pública.
Declaro desde já os meus interesses, ou ausência deles: não pertenço a nenhum desses movimentos e não estou a advogar nada em proveito próprio.
Abril 15, 2008 at 10:18 am
Parece-me que os movimentos deveriam ter mais intercomunicação. É só um “palpite”, que aliás nem é original… Creio que, tal como acontece com os sindicatos, há pelo menos um movimento partidarizado, o que complica tudo. Mas, tal como aconteceu com os sindicatos, não é impeditivo que se organizem e se mantenham em contacto permanente. Assim como os grupos de professores que nas escolas tomaram iniciativas fantásticas – aquelas que fizeram o “sistema” tremer – professores que por grande e principal mérito próprio não necessitam de estar enquadrados, ou virem-se a enquadrar, em qualquer movimento. Eles foram e continuarão a ser O Movimento.
Abril 15, 2008 at 12:05 pm
Acho que estás a desejar muito alto. Por muito que custe, os sindicatos pouco têm feito nos últimos anos para valorizar a sério a classe docente…
Abril 15, 2008 at 12:42 pm
Ás 12 horas em Barcelos, por unamidade votámos contra esta proposta de memorando. Somos contra este modelo de avaliação; este simplex é ilegal e uma tábua de salvação para o ministério. Os contratados podem ver os contratos porrogados, já está previsto na lei. Queremos discutir o estatuto da carreira, ai é que está o problema. A manif do dia 8 não serviu para isto. Pede-se aos sindicatos que assumam os compromissos de dia 8. O governo tem eleições em 2009, a bola está do lado de lá, portanto não devemos ser tábua de salvação ao governo. Eles que apresentem propostas sérias, não facilidades, pérolas envenenadas, escalões… nós somos uma classe profissional com dignidade, temos espinha, não temos que vergar ao ME. Nós somos contra este memorando, temos propostas concretas, queremos negociar, agora… o ministério que tem eleições em 2009 que comece sériamente a jogar a bola. Isto não passou de um balão de oxigénio, de uma tábua de salvação no calendário do ME. A LUTA CONTINUA…
Abril 15, 2008 at 12:51 pm
O plenário foi longo (das 9 às 12)e muito participado. Confrontraram-se lealmente todas as posições, incluindo a oficial. Ao fim de três horas passou-se à votação da “Moção” oficil que a Paltaforma dos Sindicatos “mandou”. Foi rejitada por mais de 90% dos presentes. O mesmo aconteceu com o texto do “Memorando”.
E agora estou com pressa.
Mas gostaria de subscrever o que diz o Álvaro, no nº. 1.
Abril 15, 2008 at 1:24 pm
Em Faro na Pinheiro e Rosa, depois depois de uma longa discussão sobre o ponto da situação aprovámos a proposta por unanimidade, em nome do início de uma negociação…Não podemos baixar a pressão, mas devemos desviar a atenção para as questões globais (específicas mas interligadas): ECD; Imagem da Escola Pública e do Professor; Condições de trabalho; Educação Especial e Gestão das Escolas…
Como somos uma das escolas com contrato de autonomia, ainda tentámos discutir a Autonomia das Escolas…mas já estavámos exaustos…(fica para outra oportunidade).
Pausa na Avaliação; acelerador no resto…
ou
Foi bom mas queremos mais, queremos mais (e menos ais, menos ais…)!!
Abril 15, 2008 at 1:35 pm
Olhão Escola Secundária – rejeição do entendimento e moção por todos os professores presentes à excepção de um que apresentou declaração de voto.
Plenário desde as 8H30m até às 12H00m.
Abril 15, 2008 at 1:36 pm
Também foi rejeitada a moção. Redigiu-se um texto curto com proposta para a continuação da luta … na rua, que dentro de portas significaria que concordáramos com tudo o proposto e na calha – repare-se nos dizeres de Valter lemos 8Ministério chegou a acordo com sindicatos sobre processo de avaliação
(Valter Lemos garante que terminou situação conflituosa entre Ministério e professores
14.04.2008 – 14h56 Lusa
O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje que o entendimento entre o Ministério da Educação da Educação (ME) e os sindicatos do sector sobre a avaliação dos professores criou “muito boas condições” para fazer avançar com o processo.)
E não podem como hoje ouvi que não nos podemos deixar iludir pelos movimentos de professores ( por uma pessoa da plataforma) : a proposta do Paulo Guinote é que faz semtido. Também vi na RTP um sindicalista da plataforma dizer que a votação das Caldas da Rainha, salvo erro, tinha sido contra a moção porque era uma escola sui generis e isso não corresponde à verdade , não estão ainda a par do que se passa. O Texto da moção não tinha nada a ver com o texto do entendimento: parecia uma rasteira… é o que me sugere a leitura de ambos os documentos… aliás, ainda ao encontro desta sugestão de paulo Guinote, a mioria dos professores na reunião – 40- não estão sindicalizados…
A luta tem que continuar também na rua… de contrário, damos a ideia de uq ejá nos acomodámos… eu acho… modestamente…
Abril 15, 2008 at 1:37 pm
cont. do coment. 7 rejeitada numa das várias escolas da Guarda. Ainda não sei das outras…não tive tempo!
Abril 15, 2008 at 1:47 pm
Sou, por natureza, uma pessoa optimista (na maior parte dos casos). Depois de se bater no fundo, the only way is up. Resta saber onde anda o fundo…
Na minha escola a moção foi aprovada por unanimidade e não vou perder tempo a explicar porquê, porque o comentário 5 do andre reflecte o discutido na minha escola.
No entanto, quanto à Plataforma ouvir os Movimentos… pura utopia!
O Movimento Democracia promoveu a petição contra a prova de ingresso. Na altura da recolha das assinaturas foi contactada a plataforma sindical, através do SPRC, para um pedido de divulgação da petição… Ainda estamos à espera de resposta.
Reunimos quase 12000 assinaturas e conseguimos a garantia de uma recomendação por unanimidade da AR ao governo quanto à não aplicação da prova a docentes profissionalizados, a ser redigida até meados de Maio.
No dia em que os peticionários foram ouvidos na AR, encontrava-se à porta para reunião a seguir a nós a plataforma sindical, que sabia o que estaria a passar-se na audiência anterior… Quando saímos, nem uma palavra… nem um apoio… Fiquei desiludida. Afinal supostamente estamos a lutar pelo mesmo, não?
Abril 15, 2008 at 1:49 pm
Subscrevo o comentário 1 do Álvaro.
Abril 15, 2008 at 1:51 pm
Cont. do com. 9: Aliás, foi precisamente pela ausência de propostas e posições da plataforma sindical em matéria de prova de ingresso que o MD decidiu avançar com a entrega da petição…
Abril 15, 2008 at 1:59 pm
“Reunimos quase 12000 assinaturas e conseguimos a garantia de uma recomendação por unanimidade da AR ao governo quanto à não aplicação da prova a docentes profissionalizados, a ser redigida até meados de Maio.”
É dessa recomendáção que está à espera o ME, para mais uma cedência.
Aliás a prova de ingresso já não vai para a frente, pelo menos para já, dá trabalho fazê-la, é mais fácil fazer concursos nacionais de professores.
Quem sai prejudicado são os alunos e as Escolas Públicas, já que quem decide por elas são sempre os outros(sindicatos e ME).
Abril 15, 2008 at 1:59 pm
recomendação
Abril 15, 2008 at 2:07 pm
Quando aqui deixei o post 4, pensei que a minha escola ia ser uma das tais aves raras que foge à lógica de todos. Enganei-me. Afinal, a minha escola não está só. Afinal, ao contrário do que escrevi ontem nos meus blogues, eu vou ter de continuar. Isto cansa. Mas fá-lo-ei com muito gosto enquanto eu tiver colegas assim.
António Mota
Escola Secundária D. Maria II
Braga
Abril 15, 2008 at 2:46 pm
Para DA, com.12:
A petição e a recomendação incidem apenas sobre a não aplicação da prova a docentes já profissionalizados. Não sei qual o prejuízo daí, até porque esses docentes são detentores da habilitação para ingresso na carreira por lei. Tratava-se aqui de uma aplicação de uma lei com efeitos retroactivos.
Não se discutiu na petição a anulação da prova de ingresso, desde que essa seja condição constante e conhecida de quem se matricular num curso via ensino, mas com alteração nos moldes da classificação mínima prevista.
Mas devo também dizer que não ouvi muitas associações de estudantes universitários a chamar a atenção para este assunto…
Abril 15, 2008 at 3:21 pm
rendadebilros: É possível entrares em contacto comigo por mail? (nop07238@mail.telepac.pt)
Abril 15, 2008 at 3:58 pm
Após reunião não muito participada, mas com muita intervenção por parte dos que lá estavam (só um contratado), na Sec. de Felgueiras votou-se por unanimidade na moção apresentada pela Plataforma, com algumas ressalvas que se acrescentaram – nomeadamente a antecipação da avaliação prevista para Junho de 2009.
Neste momento em que praticamente todas as escolas estavam a avançar com a avaliação, apesar da contestação de muitos e da oposição da maioria, julgo que é importante obrigar o ME a negociar com os sindicatos. Quer queiramos, quer não, são eles que nos representam e representar-nos-ão tanto mais, quanto mais nós quisermos.
Hoje o ME reuniu com o Conselho de Escolas. É esse que querem para intermediário?
Não sejam impacientes; uma coisa de cada vez. Desta vez conseguiu-se uma pequena vitória; claro que todos gostaríamos que tivesse sido muito mais significativa, mas os dados estão lançados. O ECD, o 2/2008 e o novo Modelo de Gestão, entre outros, ainda estão em cima da mesa. Vamo-nos preparar convenientemente para os contestar. Não baixem já os braços! Não há irreversibilidade nas leis.
Neste momento, apesar duma certa amargura, não me parece que nos restassem grandes alternativas. Insisto, foi importante o ME sentir a obrigação de negociar com os sindicatos. É fundamental que, apesar da grande diversidade de opiniões existente entre nós, nos mantenhamos unidos no essencial: a procissão ainda vai no adro, muita coisa pode acontecer – vamos tentar que aconteça o melhor: a revogação da legislação referida e a melhoria do ensino e também do ambiente que se vive nas escolas.
Ah, e já agora, ontem também estive em Braga e vi lá muita gente, aliás, mais do que aquela que contava ver – é sinal que ainda nos mantemos firmes!
Abril 15, 2008 at 4:03 pm
Queria ter colocado o comentário que fiz no post seguinte e enganei-me. Vou copiá-lo para lá.
Abril 15, 2008 at 6:02 pm
Na Esc. Sec.Dr. Manuel Fernandes,Abrantes, a reunião decorreu sem muita participação mas com uma elevada discussão e por que a maior parte dos professores presentes não consideram que houve qualquer vitória dos sindicatos mas sim do ME votámos NÃO!
Abril 15, 2008 at 6:11 pm
Os sindicatos sentiram que estavam a perder a mão na carneirada e pois os movimentos é que dinamizaram a contestação. Quando o Eng reuniu com os xuxas houve colegas que se manifestaram e o Fenprof disse que estava contra.
Só mais uma questão quem não dá aulas a 18 anos pode ser considerado professor?
Abril 15, 2008 at 6:13 pm
Existem organizações sindicais que os únicos sindicalizados são os dirigentes os sindicatos são uma m*rda. Eu sei fui sindicalizado 15 anos no SPGL