Não seria possível – agora que até Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu dominar a sua dificuldade em lidar cara a cara com os sindicalistas – que as organizações sindicais dessem um sinal que estão interessadas em ouvir aquilo que os movimentos independentes de docentes têm para dizer?

Se nos lembrarmos que foi deles que partiu muita da movimentação de contestação, na rua e fora dela, dos professores e que em Lisboa muita da mobilização não partiu apenas dos sindicato, talvez fosse interessante que – se prescindissem todos um pouco de algo, em especial em matéria de animosidade – todos se sentassem à mesa e discutissem as suas diferenças e descobrissem o que os une, até para evitar trocas de farpas na praça pública.

Declaro desde já os meus interesses, ou ausência deles: não pertenço a nenhum desses movimentos e não estou a advogar nada em proveito próprio.