Fica aqui o documento com o subtítulo Primeira Fase da Acção Reivindicativa Após a Marcha da Indignação (pontosituacao).
Abril 14, 2008
Ponto da Situação Feito Pela Plataforma Sindical
Posted by Paulo Guinote under Educação, O Entendimento, Ponto da Situação, Sindicalismo[11] Comments
Abril 14, 2008 at 10:05 pm
Plataforma Sindical acredita que maioria de professores quer entendimento com Ministério
14 | 04 | 2008 13.06H
A Plataforma Sindical de Professores disse hoje acreditar que a maioria dos docentes concorda com o entendimento sobre avaliação a assinar quinta-feira com o Ministério da Educação, admitindo não o rubricar se essa for a vontade dos professores.
«Os professores sabem o que melhor os defende. Temos recebido inúmeras manifestações favoráveis à assinatura. Os professores sabem que [o entendimento] não resolve os problemas do sistema educativo, não revoga a avaliação, mas a sua não assinatura também não», disse Mário Nogueira, porta-voz da plataforma sindical e secretário-geral da Federação Nacional de Sindicatos da Educação (FENPROF).
O responsável admitiu contudo não rubricar o documento se, durante o dia de manhã, quando este for explicado aos docentes em escolas de todo o país, estes se manifestarem contra a assinatura: «Só admitimos não assinar se durante o dia de amanhã [terça-feira] os professores nos disserem que não se revêem no entendimento».
Mário Nogueira reagia assim às críticas de alguns movimentos de professores, que acusam a plataforma sindical de ter cedido ao Ministério da Educação (ME) na questão da avaliação de desempenho dos docentes.
Continua aqui…
http://www.destak.pt/artigos.php?art=10058
Abril 14, 2008 at 10:27 pm
Devo trabalhar numa escola e num país diferente da plataforma sindical; todas as pessoas com quem falei estavam totalmente contra este dito “entendimento” e mostravam-se indignados e traídos com os contornos que sobressaem da sua leitura. Traídos!!!
Abril 14, 2008 at 10:29 pm
correcçã
todas as pessoas com quem falei estavam totalmente contra este dito “entendimento” e mostravam-se indignadas e traídas com os contornos que sobressaem da sua leitura. Traídas!!!
Abril 14, 2008 at 10:44 pm
Desculpem-me lá, mas afinal querem o quê? Os cerca de 100 mil docentes, que livre e democraticamente mostraram o seu descontentamento no encontro de Lisboa, sentem-se ou não representados pelas associações sindicais? Na altura pareceu-me que sim…que muitas expectativas, e taé responsabilidades, foram depositadas nesses representantes da classe. Nós, nas escolas nada conseguimos fazer! Falo por mim… Não tenho assento no CP e, mesmo se tivesse, de nada valeria. Quando as chefias das escolas dizem “amen” com a ministra, nem que seja só por receio de retaliações, de nada adianta rumar contra a maré. Vamos indo devagarinho. Do mal o menos.
Abril 14, 2008 at 10:45 pm
Na minha escola já respiramos de alívio pelo entendimento que foi conseguido.
Graças a Deus que tudo está mais sereno.
Abril 14, 2008 at 10:51 pm
Preocupante é o que foi feito, mal feito, e o que está por fazer: remediar o mal. Falo, por exemplo, do ECD e, consequentemente, do novo modelo de avaliação que será aplicado a todos a partir do próximo ano lectivo.
Se os passos que os sindicatos vão dando não servem os nossos interesses, demarquemo-nos deles! E depois? Vamos todos para as ruas manifestarmo-nos e, de seguida, pedimos reuniões particulares e independentes com a ministra? Pode lá isso ser? Parece que estou a defender os sindicatos, não é? Não, não estou!
Abril 14, 2008 at 10:54 pm
Quem dera que os professoresm tivessem uma “ordem dos médicos”…
Abril 14, 2008 at 10:57 pm
Acreditem que não é provocação: já uma vez o disse aqui e volto a dizer: não é a ministra ou o ME que me preocupa, inquieta, faz andar desanimada… não é com ela que contacto diariamente, faço-me entender? É melhor não me estender nos meus desabafos para não contribuir mais para a fragilização da classe!
Abril 14, 2008 at 11:04 pm
Hoje não gostei nada do que assisti. Postado por mim pelas 19/20 horas. Para reflectirmos.
TESTEMUNHO (pessoal),
Acabei de regressar de uma reunião geral de professores convocada há uns dias pelo
P.C.E., na sequência de um Pedagógico em que a tal de avaliação de desempenho foi
aprovada para ser aplicada este ano ainda aos professores a contrato e aos que
necessitavam de ser classificados (dos quadros).
Displiscentemente, e atenção que é um homem todo “legalista” e completamente manhoso e
sabe de serviços, esteve uma hora inteira a ler todos os documentos, legislação produzida
para a avaliação de desempenho.
E depois mostrou a todos os presentes que, aquilo que era tido no “Entendimento” (que já
considerou como de facto) já o Agrupamento tinha tomado posição – a avaliação era só para
quem necessitava de ser classificado ainda este ano. Para descanso de todos, era
uniformizado, para todo o país. De resto, tudo prosseguia com “conforto” e sem “stress”.
Reparei então como eram os ajuntamentos no anfiteatro (faço muito leituras da apropriação
dos espaços pelas pessoas, dos “agrupamentos” de interesses, etc) e verifiquei algo a que
nunca tinha assistido. Apesar de todas as divergências, os “super coordenadores
avaliadores” estavam todos juntinhos e com um ar muito satisfeito. Quarto escalão de
tritulares, tarefa principal serem bufos/chefies dos seus colegas e até serem pagos para
isso (creditos lectivos)e outras benesses. Nem uma das únicas professoras de jeito
escapava á alegria. Já não se deve reformar tão brevemente. Agora vai haver massas e
outros “confortos”!
Bom. Amanhã vai ser o dia “D”. Não creio que após este “congresso fraterno” amanhã alguém
abra de facto a boca (?). Os bufos de serviço não vão faltar. Eu abro a boca. E os
outros? Amanhã veremos.
Abril 14, 2008 at 11:11 pm
Ana:
Não seja tão “amarga” contra os colegas titulares….
Os titulares não têm culpa dos erros do estatuto…. muitos passamos por aqui e estivemos no Terreiro do Paço pela 1ª vez numa manifestação…somos todos colegas ou nâo?
Abril 15, 2008 at 12:53 am
anahenriques
Não percebo o seu “ressabiamento”. A questão do 4.º escalão no topo da carreira, sem que haja aumento da mesma, vai certamente trazer vantagens para o tempo de permanência nos escalões inferiores. Não se trata de nenhuma benesse para os titulares (avaliadores ou não) nem os titulares são inimigos a abater pelos outros professores. Hoje, nos Plenários do Dia D, todos teremos de manifestar a nossa determinação em acabar com a divisão da carreira em categorias.