VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ASSINATURA / NÃO ASSINATURA DE DECLARAÇÃO CONJUNTA CONTENDO O “MEMORANDO DE ENTENDIMENTO”
Na próxima quinta-feira deverá ser assinada uma Declaração Conjunta (e não qualquer acordo) entre a Plataforma Sindical do Professores e o Ministério da Educação. Tal declaração conterá:
- Um conjunto de apreciações que será da exclusiva responsabilidade dos Sindicatos e referirá as suas posições sobre o modelo de avaliação e, de forma mais geral, sobre o ECD, a gestão e a necessidade de os professores continuarem a lutar contra a actual política educativa;
- Um conjunto de apreciações que será da responsabilidade do ME;
- Por fim (ou no início, ainda não se decidiu), o Memorando de Entendimento.
A esmagadora maioria dos professores, a comunicação social, todos os partidos políticos da oposição… convergem na apreciação de que se tratou de uma derrota do Governo e de uma importante vitória dos professores, não só pelo que foi alcançado, mas, também, por se tratar de uma derrota política de uma maioria que nunca vergou, nunca cedeu, não recebia os Sindicatos, criou um conselho das escolas para os substituir e, de repente, viu-se que afinal as coisas não são bem assim, podem não ser mesmo assim. Basta que se lute. É um bom exemplo para os professores e para o futuro da sua luta, é, igualmente, um bom exemplo para outros trabalhadores.
Alguns movimentos de professores têm referido que não deverá ser assinado o entendimento e participarão no Dia D, para defenderem essa posição nas reuniões, o que é perfeitamente legítimo que façam, sendo muito importante que participem.
Vejamos, então, as vantagens e desvantagens de assinar ou não assinar uma declaração conjunta que inclua o entendimento.
Este entendimento, é verdade, não prevê a revisão do ECD que dividiu os professores em duas categorias, criou a prova de ingresso, deu cabo dos horários de trabalho…; também não revoga o diploma da gestão que o PR promulgou na semana passada; não altera a legislação sobre Educação Especial, não reabre as escolas que foram encerradas… por essa razão, não se chama Acordo; por essa razão, os Sindicatos não deixaram de acusar o ME de estar a atacar a Escola Pública e os Professores; por essa razão, não passaram a ter uma opinião positiva sobre a actual equipa ministerial e o Governo.
Mas, se é verdade que a assinatura do entendimento não resolve os problemas de fundo do sistema educativo, das escolas e dos professores, a sua não assinatura também não. E se, da assinatura do entendimento, poderá não resultar tudo o que os professores pretendem, da sua não assinatura não resultaria absolutamente nada.
Agora, o que a assinatura do entendimento permite e a não assinatura não permitiria é que:
SOBRE A AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES
- Os contratados que já estavam a ser avaliados e da forma mais diversa, um pouco por todo o lado, alguns com observações de aulas e muitos com a aplicação de inúmeros parâmetros, ficarão pelos que foram alvo de entendimento (e recordo que a autoavaliação não é classificável e que a formação contínua não é obrigatória para os contratados);
- Mesmo as escolas que tinham decidido parar, após a inqualificável pressão e as ameaças feitas pelo ME já estavam a avançar e muitas delas a aprovar procedimentos que iam muito para além dos que ficaram previstos no texto do “entendimento”;
- Ainda que esses procedimentos simplificados, aprovados pelas escolas, fossem estes, teriam de ser validados, ou seja, autorizados pelo ME (DGRHE) e agora já não, pois foram uniformizados
- Sob pressão e ameaça, muitos órgãos de gestão avançavam para evitar processos disciplinares e, desta forma, já os não terão;
- O modelo de avaliação consagrado em lei aplicar-se-ia e os professores, incluindo os 140.000 a classificar no próximo ano, não teriam qualquer protecção de eventuais classificações penalizadoras que resultassem dos disparates que este modelo contém e, assim, fica salvaguardada a anulação dos efeitos negativos;
- Os Sindicatos estavam excluídos do acompanhamento da aplicação do modelo, que estava reservada ao conselho das escolas, à Inspecção e ao ME, mas agora já não, tendo sido criada uma comissão paritária que terá acesso a todos os documentos das escolas e outros das entidades que acompanharão a implementação. Assim, terão ainda mais informação sobre os aspectos negativos do modelo de avaliação para o combaterem. Esta é uma solução ainda mais favorável do que a integração do conselho científico;
- Esta comissão paritária destina-se a preparar negociações para alteração do modelo, o que não se previa no ECD ou na regulamentação da avaliação. Agora até já tem data previsto e tudo.
Os Sindicatos poderiam prescindir de tudo o que foi conseguido (com enorme dificuldade, dada a recusa do ME em ceder em pontos que considerou capitais), que protege os professores e garante a alteração do modelo, mas não estariam a cumprir o seu papel de defesa dos professores e das escolas. Se não assinarem o entendimento, estarão a deixar que se instale, de novo, a balbúrdia e a confusão e daí resultem prejuízos para os professores, que poderão ser muito graves.
SOBRE AS RESTANTES MATÉRIAS CONTIDAS NO TEXTO
Mas, também, quanto à gestão, a questão é tão simples como esta: as escolas teriam de criar, já agora, os conselhos gerais provisórios. Apenas terão de o fazer no próximo ano escolar: isto abre ou fecha espaço para agir contra a implementação do modelo?
Quanto ao novo escalão de topo sem aumento de tempo de serviço: deveriam os Sindicatos deixar que se perdesse a paridade com a carreira técnica superior conseguida em 1986, ou seja, há 22 anos, precisamente pelos Sindicatos de Professores e depois de muita luta dos docentes? Se daqui não resultará aumento da duração da carreira, isto será ou não passível de beneficiar todos os professores de escalões abaixo? Não levará isto a uma alteração positiva dos tempos intermédios de progressão?
E aos contratados com menos de 4 meses, era de deixar que perdessem o tempo de serviço que prestaram? E as negociações que constam do ponto 6, seria de deixar que apenas decorressem com o conselho das escolas, como o ME já acordara com esse conselho? E as horas mínimas que os professores não poderão ter assinaladas no seu horário: seria preferível deixar que se mantivesse a situação actual, ou ganharemos com centenas de escolas a terem de corrigir o que fazem, beneficiando, com isso, os professores? E a formação contínua: seria melhor que os professores tivessem de a fazer em regime pós-laboral ou que as horas de formação sejam descontadas na componente não lectiva de estabelecimento e, assim, passem a ser deduzidas nas horas de permanência na escola?
Os Sindicatos poderiam não subscrever o entendimento e deixar cair tudo isso, mas que ganhariam os professores com essa decisão?! Este entendimento defende os professores, estabelecerá importantes processos negociais e abre perspectivas futuras de luta!
A Plataforma Sindical dos Professores
Abril 14, 2008 at 11:29 pm
a acta já está redigida. Basta ler e assinar (aspecto formal).
Aqui,
http://sinistraministra.blogspot.com/2008/04/colegas-acta-da-reunio-de-amanh-j-est.html
Abril 14, 2008 at 11:31 pm
Sábado, 12 de Abril de 2008
O negócio da venda dos professores
A degenerescência das organizações sindicais politicamente controladas não fazia prever outra coisa relativamente ao conflito professores-governo. A pressa do negócio, firmado ontem, 11-4-2008, entre o Governo e os sindicatos de professores, denota que o adversário dos sindicatos parece ser muito mais o basismo dos protestos e a ameaça de criação de sindicatos independentes do PC e PS do que a política humilhante do Governo sobre a classe. Percebia-se que, com mais cedência ou menos cedência, o negócio fazia-se. Fez-se.
Em troca de um qualquer acordo de avaliação, salva-se a face do primeiro-ministro – a ministra Maria de Lurdes Rodrigues e o falcão secretário de Estado Valter Lemos já estão irremediavelmente perdidos – e do Partido Socialista de matriz socratina, que vão cantar vitória e continuar a impor ao País a perseguição de classes a que chamam “reformas”. Como se a avaliação fosse sequer a causa principal dos últimos protestos e, por isso, se devesse aceitar um compromisso que reduz a importância das demais queixas… Até porque, como é sabido de todos, nenhum professor queria, ou quer, evitar uma avaliação até porque é avaliado todos os dias: não queriam era o absurdo de uma avaliação-que-não-avalia o que deve, nem como deve.
Desbaratado no negócio entre os sindicatos e o Governo, fica o prestígio dos professores – além do capital da mobilização (100 mil professores numa manifestação, além dos demais protestos distritais e locais). Porque quem viu a Marcha da Indignação de 8-3-2008 percebeu que a avaliação absurda era apenas o pingo que transbordou o copo do sentimento de degradação da função de professor e da pré-falência do ensino público sob administração utópica. De fora do negócio do saldo dos professores em troca de um acordo, que pseudo-prestigia sindicatos e Governo, um negócio que, na verdade, envergonha a razão funda dos professores fica, como disse e justifiquei aqui em 9-3-2008, o “delírio didáctico, a desordem pedagógica, o absurdo burocratizante e o abuso laboral do Ministério da Educação”. A razão e a dimensão da indignação dos professores merecia outro respeito sindical/partidário.
Actualizações: este post foi actualizado às 1:20 de 13-4-2008.
http://www.scribd.com/doc/2536958/Do-Portugal-Profundo-O-negocio-da-venda-dos-professores
Abril 14, 2008 at 11:33 pm
http://www.youtube.com/watch?v=58CJih1iYC0
Não paremos!
Abril 14, 2008 at 11:37 pm
Pois é, pois é, meus amigos… Acontece, porém, que há alturas na vida em que o mais decente é não aceitar esmolas. E avançarmos em frente, sem rasteiras contabilidades, límpidos como o céu.
Abril 14, 2008 at 11:38 pm
Tá bem… Bebam a tal aguinha e o cafézinho (inha, inho), mas não se esqueçam de várias evidências: houve de facto recuos da/o ME. Mas são recuos que seriam inevitáveis, sob o risco da/o ME ficar a falar sózinha/o e ver as escolas, uma após outra, dizerem que não avançam com o processo de avaliação, à margem da vontade dos sindicatos, sublinhe-se. Tal seria uma impressionante derrota do Governo e, neste caso particular, do Sistema, sindicatos incluídos. A ME sabia disso. O PM sabia disso e sabia que a acontecer seria ele quem pagaria as favas. O PR também. O PR é um acérrimo defensor do Sistema que encarna. Logo a última coisa que deseja é um movimento de desobediência civil dos professores que poderia – imagine-se! – alastrar a todos os sectores descontentes com a política do senhor Sócrates, que são muitos e o país correria o risco de “congelar”. Congelar como estiveram as carreiras e ordenados dos professores durante anos… Os sindicatos também sabiam disto e sabiam que se não conseguissem um escalpe (o “rico acordo”) iriam ser – uma vez mais – ultrapassados. Portanto, o “rico acordo” era uma necessidade do Sistema, sindicatos incluídos. O problema é que, indecentemente, o “rico acordo” favoreceu os professores-deputados, os professores-sindicalistas-a-tempo-inteiro, os professores-destacados e todos os “professores” que não dão aulas, alguns dos quais provavelmente não as darão – pelo menos no grau de ensino de onde sairam – até ao fim dos seus dias (veja-se todos os ex-dirigentes da FENPROF e da FNE, que nunca mais regressaram ao ensino básico, ou secundário, de onde eram originários). Por isso foi basicamente um mau acordo para os professores que dão aulas, acordo que lhes dará tempo para o tal cafezinho, mas pouco mais. Um café e um copo d’água, faz favor!
http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 14, 2008 at 11:41 pm
Até se houve por aí que o tal novo índice remuneratório é para esses professores (deputados, sindicalistas e tal e coisa)
Abril 14, 2008 at 11:41 pm
“Porque quem viu a Marcha da Indignação de 8-3-2008 percebeu que a avaliação absurda era apenas o pingo que transbordou o copo do sentimento de degradação da função de professor e da pré-falência do ensino público sob administração utópica.”
Em absoluta concórdia, “não passarão!”.
Abril 14, 2008 at 11:42 pm
ouve em vez de houve
Abril 14, 2008 at 11:43 pm
António, Nãopassarão, Ana Henriques, então vamos fazer quê?
Abril 14, 2008 at 11:44 pm
Paulo Guinote, amanhã faço o quê?
Estou perdida!
Abril 14, 2008 at 11:44 pm
Vamos dizer NÃO a esta VERGONHA de memorando. Não aceitamos esmolas. Queremos a dignidade!
Abril 14, 2008 at 11:46 pm
Comentário repetido
14, 2008 at 11:42 pm
Pelas escolas que conheço, e na minha, está tudo devidamente mobilizado. No placrd sindical e na sala de professores está bem explícito que amanhã é o dia “D” e vamos reunir com uma OT clara:
- Modelo de gestão (sim ou não?)
- Este modelo de avaliação (simo ou não?)
_ Este estatuto de carreira assente na divisão (artificial/burocrática/administrativa) sim ou não?
-Formas de luta (?) Quais?
Pus o pessoal a trabalhar…De outra forma quem assumia a liderança formal da reunião era eu. Se for necessário assumo a outra liderança.
Ora.
Num agrupamento perto já está outra colega a “liderar” o processo. Com total auscultação e deliberação dos professores.
Dá trabalho. Nada se faz sem esforço e trabalho.
Abril 14, 2008 at 11:47 pm
Ok, António. E isso significa o quê, traduzido em miúdos?
Abril 14, 2008 at 11:47 pm
Eu quero lá saber que me assistam às aulas com grelhas na mão! Quero é acreditar naquilo que faço!
Abril 14, 2008 at 11:47 pm
Na minha escola ñada consta, Ana.
Abril 14, 2008 at 11:48 pm
Leiam com atenção o último post…é a Moção para amanhã…assinam ou não, conforme estejam de acordo ou não…eu vou assinar…tenho estado indecisa mas não há outra forma… de lutarmos..e está lá tudo o que queremos…
Abril 14, 2008 at 11:52 pm
Desculpem a ignorância mas quem leva a Moção? Os do sindicato ou nós?
Abril 14, 2008 at 11:54 pm
Filomena, dizer “não” significa que a nossa discordância não se fica pelos pormenores do sistema de avaliação. Significa que achamos que o ECD é um fato que não assenta bem a este “corpo”. Que ser bom profissional não obriga a um permanente estágio, envilecedor e humilhante. Se desconfiam da nossa capacidade para dar aulas, que nos despeçam.
Abril 14, 2008 at 11:55 pm
E tem acreditado naquilo que faz, António? A avaliar pela fantochada que somos obrigados a alimentar, falo de planos de recuperação e afins, do faz de conta para constar nas actas, não vá algum gadjet aparecer,,,já nem o que digo quanto mais que escrevo…se sempre fui céptica, cada vez estou mais pessimista.
Abril 14, 2008 at 11:55 pm
António, já não dissemos isso a 100 mil vozes?
Abril 14, 2008 at 11:56 pm
Como L&L? Está lá tudo o que queremos?! Fala por ti.
Suponho que lá esteja o que “alguns” queriam…
Abril 14, 2008 at 11:57 pm
Olhem a TV do Estado!
“A RTP 2 anunciou, há pouco, que os sindicatos vão desconvocar as lutas dos professores. Isso não corresponde à verdade.” no Blog do Ramiro
Abril 14, 2008 at 11:59 pm
Mas é isso mesmo, Filomena! Nos últimos anos temo-nos enterrado numa “babélia insana” desprovida de qualquer sentido. O ECD e a avaliação (e a Gestão!…) são o último calhau que nos vai sufocar. Esta é a hora de dizer NÃO e radicalizar. Agora, que estamos mais unidos e mais alerta do que nunca…
Abril 15, 2008 at 12:00 am
Comecemos, então, por despedir todos os sindicalistas! Ajamos por nossa conta e risco. Como fazer-me ouvir? Numa escola onde nem posso manifestar o meu descontentamento pelo facto de as reuniões se realizarem sempre no mesmo dia da semana em vez de irem rodando pelos vários dias da semana, tendo-ouvido qualquer coisda do tipo: “se não te calas com isso de uma vez, as reuniões passam a ser ao Sábado”. Acredita?
Abril 15, 2008 at 12:01 am
António, então não são estes os pontos da discórdia??? Diga lá o que falta…posso estar a ver mal…
“Um ECD imposto, que deverá ser revisto para dele expurgar a divisão dos professores em categorias, a prova de ingresso na profissão, o actual modelo de avaliação, entre outros aspectos;
- Um regime de direcção e gestão escolar, unilateralmente imposto, que impede a participação democrática da comunidade educativa e, em especial, dos docentes, na vida das escolas, cerceando espaços fundamentais de autonomia, para além de degradar a sua organização pedagógica;
- Uma alteração de sentido muito negativo da legislação sobre Educação Especial, pondo em causa princípios fundamentais da escola inclusiva;
- Um conjunto de outras medidas negativas, como o encerramento de escolas sem alternativas de qualidade e sem o acordo das comunidades, a implementação dos designados prolongamentos de horário no 1.º Ciclo do Ensino Básico sem coordenação ou garantia de qualidade (que o ME pretende estender ao 2.º Ciclo), os sucessivos cortes de financiamento na Educação, entre muitas outras.
É nesse quadro de protesto, mas, também, de construção, que os professores e educadores, com as suas organizações sindicais, continuarão a agir e lutar, ao mesmo tempo que estabelecerão os tempos adequados para auscultação, debate e elaboração de propostas que serão assumidas pela Plataforma de Sindicatos.”
Abril 15, 2008 at 12:02 am
Mário Nogueira, professor do 10º escalão não foi provido em PT. Tem 92 pontos (!?).(não sei como tem estes “pontos” mas tb não interessa).
Já houve outros entendimentos entre o ministério e os sindicatos e ao que consta haverá no próximo ano um novo concurso para PT. Os professores devem acrescentar 8 pontos. Mas como no anterior concurso os professores nos sindicatos só pontuavam 2 pontos, entende-se bem que Mario Nogueira queira resolver o (seu) problema. atenção. Não sei se é mesmo verdade.
A ser é muito grave.
Que Deus nos livre deste inferno.
Abril 15, 2008 at 12:10 am
Ó L&L, vamos lá a ver: os parágrafos que copiou são a parte da declaração da Plataforma. Não fazem parte do memorando propriamente dita. No memorando, pelo que li, só constam vagas promessas que, devidamente espremidas, darão em nada.
O pior deste entendimento é que se está a malbaratar todo o capital de luta conquistado em 8 de Março. Se agora continuássemos a bater o pé, eles teriam de recuar muito mais. Para eles seria insuportável ter uma rentrée em Setembro (a poucos meses de eleições) com multidões na rua…
Abril 15, 2008 at 12:14 am
Eu sou contra o entendimento mas não vou pelo ataque pessoal. O Mário Nogueira merece-me todo o respeito e acho, inclusivamente, que já devia estar a liderar a FENPROF à mais tempo.
Parece-me, isso sim, que ele e outros mais estão a subavaliar a capacidade mobilizadora dos colegas e aceitaram o prato de lentilhas…
Abril 15, 2008 at 12:15 am
“há” mais tempo… (sono)
Abril 15, 2008 at 12:21 am
Ontem estava demasiado aborrecida por outras razões e fiz um comentário demasiado negativo sobre o dito “entendimento”. Melhores dias virão, certamente!
Abril 15, 2008 at 12:23 am
“No entanto, «ficam ainda por resolver várias questões de fundo, como as quotas, prova de ingresso e gestão escolar», adianta ao Destak o secretário-geral da FENPROF e representante da Plataforma de Professores.”
E a exigência da elaboração de um novo ECD de raíz, caíu por terra?!
http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 15, 2008 at 12:40 am
Tenham dó, colegas. Ataques pessoais e calúnias, sem qualquer fundamento, são o pior que nos pode acontecer. O que eu ouvi hoje no Porto, da parte dos dirigentes de TODOS os sindicatos que integram a Plataforma, foi que a Ministra tentou “comprá-los” com a proposta de criar uma situação especial nesse concurso para os dirigentes sindicais e isso foi POR TODOS recusado…
Abril 15, 2008 at 12:42 am
O Memorandum do Entendimento diz apenas respeito às exigências dos 100000 que estivemos em Lisboa no dia 8 de Março… Dessas exigências, a confirmar-se este “Entendimento”, apenas uma (pagamento das aulas de substituição, conforme determinação dos Tribunais) e uma pequena parte de outra (novo modelo de gestão) ficam por atingir. Em tudo o resto o ME foi obrigado a ceder!
Abril 15, 2008 at 1:17 am
cmo:
No próximo ano lectivo diga-me se foi “só” isso em que o ministério não cedeu.
Abril 15, 2008 at 3:29 am
Pois, está bem…
Perderam credibilidade e pronto.
Cumprimentos.
Abril 15, 2008 at 7:59 am
“se não te calas com isso de uma vez, as reuniões passam a ser ao Sábado”. Acredita?
Eu acredito, Filomena. E acho que não se devia calar. Devia insistir e que de facto as reuniões acontecessem ao Sábado.
Havia rotatividade.
Também lhe garanto que depois da primeira, continuava a rotatividade, porque quem responde assim não quer mesmo trabalhar e muito menos ter reuniões ao sábado.
Abril 15, 2008 at 9:41 am
Os acólitos sindicais continuam a pregar a fé nas virtudes transcendentais dos aparelhos da Nomenklatura como meio de garantir a entrada no Céu dos legítimos representantes do Capital.
Mário Nogueira é a Autoridade Suprema e o Sumo Sacerdote deste entendimento sobre a vontade do Capital e não se cansa de dizer que os pobres crentes “nem sequer devem pensar”, uma vez que devem depositar todas as esperanças nas mãos de quem tem uma relação privilegiada com os poderes que conduzem à Salvação.
Ámen
Abril 15, 2008 at 9:48 am
Ó h5n1, se o Mário Nogueira fosse a Autoridade Suprema e o Sumo Sacerdote, certamente não seria o porta-voz de uma Plataforma Sindical que integra em si vários quadrantes políticos, não acha?!
Da minha parte, posso afiançar-lhe que há muito que não vou a uma missa, literalmente, falando.
Abril 15, 2008 at 10:32 am
Comentário 37:Lá está a galinha tola a falar.Ó Rosalina ainda não viste que este tipo só tem um neurónio?
Abril 15, 2008 at 10:44 am
Rosalina
Pois o problema passa por aí.
Com a “morte de Deus” há que substituir o vazio deixado por uma comunhão de espíritos que almejam a Salvação através do comprometimento com um desígnio que nos ultrapasse individualmente.
Os sindicatos ajudam a preencher esse vazio!
Jorgr Dias
Cada um tem o neurónio que merece.