Vou lendo mais textos sobre o chamado entendimento nos jornais, blogues e mail. Nota-se um maior activismo dos que estão contra. Mas nota-se também que por vezes o tom da crítica se dirige mais ao facto da Plataforma Sindical tê-lo feito, do que propriamente ao seu conteúdo.

Do lado dos pró, noto em algumas vozes a satisfação relativa ao facto dos sindicatos terem recuperado uma parte da sua importância como parceiro negocial em todo este processo.

Há, obviamente, dos dois lados, quem se debruce mais sobre a substância do documento produzido e as suas implicações práticas, algumas das quais procurei destacar, nomeadamente o facto de nada valer enquanto não tiver valor legal, publicado em Diário da República e não em despacho exarado pelo punho de um Secretário de Estado.

Mas quanto aos mais acérrimos Contras e Prós, parece-me que existe uma aspereza no discurso, não tanto quanto a «pruridos», como escreve o Miguel Pinto, mas sim mais quanto ao que acho serem problemas de protagonismo ou da ânsia dele. Desculpar-me-ão os que se sentirem visados – mas há que descrever as coisas tal como elas são – mas parece-me que um discurso anti-sindical, visando 15 sindicatos e não apenas 1 ou 2, não se coaduna com iniciativas encapotadas para criar mais um sindicato.

No meu caso, de duas coisas estarão certos: não é ainda desta que me irei sindicalizar em nenhuma das estruturas existentes, mas também não é exactamente agora que acho excelente a ideia de atomizar ainda mais o panorama sindical docente com mais uma estrutura representativa de algumas centenas de associados.

Por isso, vamos lá a saber: estamos a discutir o entendimento ou o papel (passado, presente e futuro) dos seus protagonistas?