Vou lendo mais textos sobre o chamado entendimento nos jornais, blogues e mail. Nota-se um maior activismo dos que estão contra. Mas nota-se também que por vezes o tom da crítica se dirige mais ao facto da Plataforma Sindical tê-lo feito, do que propriamente ao seu conteúdo.
Do lado dos pró, noto em algumas vozes a satisfação relativa ao facto dos sindicatos terem recuperado uma parte da sua importância como parceiro negocial em todo este processo.
Há, obviamente, dos dois lados, quem se debruce mais sobre a substância do documento produzido e as suas implicações práticas, algumas das quais procurei destacar, nomeadamente o facto de nada valer enquanto não tiver valor legal, publicado em Diário da República e não em despacho exarado pelo punho de um Secretário de Estado.
Mas quanto aos mais acérrimos Contras e Prós, parece-me que existe uma aspereza no discurso, não tanto quanto a «pruridos», como escreve o Miguel Pinto, mas sim mais quanto ao que acho serem problemas de protagonismo ou da ânsia dele. Desculpar-me-ão os que se sentirem visados – mas há que descrever as coisas tal como elas são – mas parece-me que um discurso anti-sindical, visando 15 sindicatos e não apenas 1 ou 2, não se coaduna com iniciativas encapotadas para criar mais um sindicato.
No meu caso, de duas coisas estarão certos: não é ainda desta que me irei sindicalizar em nenhuma das estruturas existentes, mas também não é exactamente agora que acho excelente a ideia de atomizar ainda mais o panorama sindical docente com mais uma estrutura representativa de algumas centenas de associados.
Por isso, vamos lá a saber: estamos a discutir o entendimento ou o papel (passado, presente e futuro) dos seus protagonistas?

Abril 13, 2008 at 4:27 pm
reponho o que escrevi lá mais em baixo
o que eu penso
(em poucas palavras)
nada do que eu li no “memorando de entendimento” (apenas a referência no 6. a futuras negociações sobre o concurso para prof. titular não me agrada) põe em causa o essencial da luta.
Aceitou-se a avaliação relativa a 2007/2008 em moldes muito semelhantes à anterior e este facto é positivo.
Vamos ser sensatos e esperar pelo dia 15 e depois pelo 17.
Depois… depois se verá.
Entretanto não se deve “baixar a guarda” tendo sempre em atenção não procurar dividir a “plataforma” enquanto ela merecer.
A avaliação não é o que mais importa mas foi para aí que o governo, estrategicamente, nos empurrou.
Sempre atentos.
Abril 13, 2008 at 4:35 pm
Exacto.
Ao acantonar a discussão em “Avaliação Não!”, podemos estar a caminho de nos encurralarmos.
Abril 13, 2008 at 4:37 pm
citizen:
Será que entendi bem? O memorando não põe em causa o essencial da luta?
Como, se a plataforma, aceita pacificamente a entrada em vigor do Decreto-Reg. 2/2008 no próximo ano lectivo (100 000 para que vos quero!), remetendo para Junho e Julho de 2009 um processo negocial com vista à introdução de eventuais modificações ou alterações?
(Já agora, qual é a diferença entre alterações e modificações?)
Faz cá falta o Variações: É p’ra amanha / Bem podias fazer hoje / Porque amanhã sei que voltas a adiar /E tu bem sabes como o tempo foge / Mas nada fazes para o agarrar.)
Abril 13, 2008 at 4:39 pm
ECD, EA.
Onde ficou a consequência do acórdão?
Abril 13, 2008 at 4:44 pm
Domingo, Abril 13, 2008
O acordo mara-bilha
Os professores que não dão aulas poderão chegar a titulares. Assim, dentro em pouco teremos os professores-deputados-titulares. Poderá até surgir uma nova casta: professores-sindicalistas-deputados-titulares. Entretanto os professores que não conseguirem cargos e funções que os dispensem de dar aulas, se tiverem de faltar por doença serão penalizados. Mas que marabilha!
Aqui
http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 13, 2008 at 4:51 pm
O entendimento obrigou o ME a escrever aquilo que não lhe passava pela cabeça escrever há bem poucos dias atrás.
Não vejo em que medida este entendimento significa apoio da plataforma ao DR.
É claro do texto que o DR pode vir a ser objecto de alterações.
É de assinalar a existência da PS unida até ao momento. Há anos, alguns sindicatos já teriam assinado qualquer coisa. Agora, sentem-se amarrados a 100 mil vozes. EStas gritaram avaliação sim, esta não.
Avaliação, sim. Temos oportunidade de propor o que queremos e devemos propor! Estarei contra quem não pretende avaliação! Claro que não podemos baixar a guarda. Temos mesmo que a reforçar. Como? Participando nas escolas, em todos os espaços de discussão, contribuindo para uma clarifiacação e apropriação de conceitos, como avaliação, estatuto, titulares, etc.
Esta moratória passou a bola para o lado dos professores e para a plataforma sindical. Sejamos capazes de a jogar com sabedoria.
Abril 13, 2008 at 5:38 pm
Podes juntar outra dúvida metódica, Paulo. Presumo que nesta matéria não haverá neutralidade. E se a há, onde fica a equidistância entre os prós e os contras?
Abril 13, 2008 at 6:18 pm
Só pela mínima razão de, a partir de agora, as manifestações e outros protestos passarem a ser contra o ECD / titularidades e a lei de gestão, chega para ficar satisfeito com o entendimento, que nos permite retirar a palavrinha avaliação da ordem do dia.
Adormecer o tema avaliação no media, e estou farto de ouvir o “vocês não querem ser avaliados” que é reação de muita gente quando lê e ouvê as notícias dos nossos protestos, é um alívio.
Esquecer que a guerra é numa legislatura, não é num ano lectivo, e que a proximidade de eleições nos favorece, não me parece muito avisado…
Abril 13, 2008 at 10:31 pm
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS, com o slogan:
“VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!”
É só fazer o download aqui para mandar aos contactos:
http://www.scribd.com/doc/2531726/VOTA-A-DIREITA-OU-A-ESQUERDA-NAO-VOTES-PS