Educação: Governo cede aos sindicatos, avaliação terá este ano lectivo 4 parâmetros universais
Lisboa, 12 Abr (Lusa) – O Ministério da Educação (ME) cedeu hoje às pretensões dos sindicatos de professores e este ano lectivo a avaliação de desempenho terá apenas em conta quatro parâmetros, aplicados de igual forma em todas as escolas.
De acordo com um documento distribuído no final de uma reunião de mais de sete horas, entre a equipa ministerial e a plataforma sindical, a ficha de auto-avaliação, a assiduidade, o cumprimento do serviço distribuído e a participação em acções de formação contínua, quando obrigatória, serão os únicos critérios a ter em conta.
Estes quatro parâmetros integram o regime simplificado da avaliação de desempenho a desenvolver este ano lectivo, sendo aplicados a todos os professores contratados e aos dos quadros em condições de progredir na carreira, num total de sete mil docentes.
E isto toma a forma de um decreto ou é apenas um papelinho? Eu cá ando muito especioso com tais coisas. Sem o meu decretozinho já não passo bem, nem durmo descansado.
Entretanto, para os mais descrentes, de vários quadrantes, eis como as coisas se podem compor, desde que exista o sistema adequado de pressões e contrapesos.
Uma enorme vitória do bom senso, depois de imenso tempo perdido com teimosias e algumas picardias desnecessárias.
E agora, como reagirá a adesivagem que com tanta aplicação queria já este ano grelhar toda a gente?
Abril 12, 2008 at 11:18 am
Caro Paulo,
S.m.o. prevaleceu o bom senso. O Mário Nogueira sabe que teria que apresentar “resultados”, a Ministra sabe que “forçar a barra” não teria sentido. O grau de receptividade às mudanças da classe é menor do que era esperado. Com este enquadramento faz-se o que “tem que ser feito” já este ano para os que de facto precisam e dá-se mais tempo aos que por resistência política ou falta de competência precisam de mais tempo. Sossega-se toda a gente. Concede-se, ainda, tempo a quem não está preparado para se preparar. Ficam todos contentes.
Abril 12, 2008 at 11:20 am
Precisamente. O que farão os CE “alinhados” a tanta papelagem produzida? a tanta “pomba assassinada”? só pela “angústia” produzida já valeu a pena. Agora o que eu gostava mesmo era do “decretozinho”, lá isso gostava…;)
e não sei se não o vou exigir. Afinal sou contratada, mas uma “contratada titular” (14 anos de serviço…)Ah! poizé!
Abril 12, 2008 at 11:22 am
E aquilo que veraddeiramente interessa? Com’é?A pressão não pode abrandar . É malhar enquanto o ferro está quente!
Abril 12, 2008 at 11:23 am
mas…não quero agourar o que fizemos foi só adiar a “batata quente”. O dia D é uma óptima oportunidade para (finalmente TODOS motivados) pensarmos numa alternativa de avaliação. Urge fazê-lo!
Abril 12, 2008 at 11:33 am
pressão não pode abrandar . É malhar enquanto o ferro está quente!
Concordo em absoluto NÃO DESMOBILIZAR
Abril 12, 2008 at 11:34 am
Na assiduidade é o Professor penalizado por estar doente?
Abril 12, 2008 at 11:36 am
O que corre na comunicação social é que já Há acordo entre Ministério e Sindicatos em relação à avaliação. É essa a mensagem que passou para a opinião pública.
Resolveu-se o assunto dos contratados, mais uns quantos professores… e o resto? E a esmagadora maioria? E os 100 000 em Lisboa? Fica tudo adiado para o próximo ano? Isso é uma vitória???… de quem?
Abril 12, 2008 at 11:39 am
Não desmobilizar
Abril 12, 2008 at 11:39 am
Eu não entendi uma coisa, o decreto da avaliação não define um período de dois anos lectivos (2007/2008 e 2008/2009) com uma nota resultante do trabalho desenvolvido nos dois anos? Não impõe ainda a definição de objectivos para os dois anos?
Com mais um período em “banho-maria” como vai ser classificado e repercutido na nota este ano lectivo? Alguém já sabe os seus objectivos hoje para o trabalho que iniciou em Setembro do ano passado?
Isto é aceitável, normal e irrelevante?
Abril 12, 2008 at 11:40 am
Ainada há muito por fazer
Abril 12, 2008 at 11:43 am
Já saiu a nota de ontem
http://www.spgl.pt/artigo_simples.aspx?sid=e889e0c5-6b62-4a28-98ff-eedd7633fe04&cntx=%2BQVgtxvnCPw56COo9ccRNtL6AkvYoc96ZY8aERZS3LlRy0Kp0JgraSja6SD0PPb14Ek%2Fi%2F1q7PUJk%2B2LMnJ7j2P%2Bd0WpA37Z0kj2UcINr0I%3D
Abril 12, 2008 at 11:44 am
Ana # 6, não, de acordo com o artyigo 103º do ECD!
Amarilin #7, já em conversa comparei esta situação à vivida no médio oriente. Todos sabem que é necessário existirem dois Estados poir lá. Mas há quem insita em querer apenas um. Até o radicalismo deve ser pragmático em questões muito básicas.
Pêndulo #9, esse é o problema e por isso mesmo é que eu quero que isto se traduza em diploma legal onde esses aspectos e outros venham especificados.
Ou, por exemplo, como poderão transitar todos aqueles que o deveriam fazer já no início ou meio do próximo ano lectivo.
Porque ou isto se traduz em legislação válida ou tudo é impugnável.
Abril 12, 2008 at 11:44 am
De acordo com a Fenprof, em informação veiculada no seu sítio oficial, e referindo-se ao Modelo de Avaliação, “Qualquer solução de outro tipo, intermédia ou diferenciada, seria ilegal e permitiria que o docente sujeito à avaliação a impugnasse.”
Assim sendo, o modelo simplificado ontem acordado entre Plataforma Sindical e ME já não é ilegal e passivo de ser impugnado? Qual o seu suporte legal?
E porquê a obrigatoriedade de o aplicar aos contratados, já este ano, quando ainda não encontrei em qualquer documento legal produzido pelo ME ser condição para renovação de contrato para 2008/2009 a Avaliação de Desempenho? Apenas números para o ME e o governo apresentarem?
E para o ano? Aplicação “Complex” do 2/2008? Foi esta a Resolução aprovada pelo Professores na Marcha de Indignação de 08 de Março!!
Abril 12, 2008 at 11:47 am
Marilina (7) tem razao. E não é só a opiniao pública que fica convencida.
Muitos(as) colegas (que naõ são contratadas nem vao mudar de escalão) me ligaram contentes, porque “a avaliaçao parou”.
Abril 12, 2008 at 11:55 am
Helena,
Sem suporte legislativo adequado o que ficou acordado ontem poderá ser efectivamente impugnado.
por exemplo, se me avaliarem o desempenho de 2007/08 com base em aulas assistidas e resultados de 2008/09.
Quanto ao Complex para 2008/09, esse é todo um outro campeonato.
É ano de eleições e…
Abril 12, 2008 at 11:57 am
Paulo no artyigo 103º do ECD não vejo lá nada a esse respeito
Abril 12, 2008 at 12:00 pm
Penso que o Cavaco não influiu em nada na resolução deste imbróglio.
O que mexeu com tudo, foi precisamente o Trio Maravilha e o nosso Primeiro, saberem que :
A maioria das escola nada estava a fazer; O primeiro tem medo de manifestações.
Mas apesar de considerar que se ganhou uma baralha, temos de continuar a guerra e daí ser necessário o dia D, para exigirmos novamente a suspensão do 2/2008 chileno e a sua substituição pelo modelo mais avançado , o finlandês.
Abril 12, 2008 at 12:01 pm
Bom dia!
Notícia no Sapo: “Ainda assim, a plataforma sindical conseguiu a realização de um processo negocial que terá lugar em Junho e Julho de 2009, tendo em vista a introdução de “eventuais modificações ou alterações”…
Como?? Em 2009?? final de ano lectivo??? Depois de sermos grelhados pelo “Complex” e pela azia de tritulares ressabiados???è que há muitos anti-corpos em determinados depertamentos de algumas escolas.
Abril 12, 2008 at 12:03 pm
raio do avatar
Abril 12, 2008 at 12:03 pm
A haver um acordo, a data de reunião para alterações (não “eventuais”) teria de ser Junho/Julho de 2008 e nunca 2009!!!
Desculpem, mas o ME fica a ganhar!
Abril 12, 2008 at 12:04 pm
Claro que sim Ana s.!!!
Recuar 1 degrau para galgar o lance de uma só vez!
Abril 12, 2008 at 12:05 pm
A divisão dos professores em Professores e professores titulares deveria ser também questionada,o novo estatuto do aluno e outras ” pérolas ” deste ME.
Abril 12, 2008 at 12:08 pm
Graça:
essas são as questões que a plataforma queria discutir e que o Me recusou, pode ser que com o aproximar das eleições e com manifestações eles cedam. A ME está cada vez mais isolada e só chovem críticas à actuação do Trio Maravilhas.
Abril 12, 2008 at 12:12 pm
As manifs marcadas para segunda na zona Norte vão manter-se?
Abril 12, 2008 at 12:13 pm
Julgo que tudo se mantem
Abril 12, 2008 at 12:14 pm
motta: parabéns pela resposta a Cristina Barbot. Ela merecia uma resposta com aquela qualidade para engolir parte da sua arrogância.
Abril 12, 2008 at 12:18 pm
No Memorando de Entendimento produzido entre a Plataforma Sindical de Professores e o ME parece-me claro estarem-se a criar condições para a aplicação do modelo definido no 2/2008.
Se não vejamos, ao propor-se “(…) um crédito de horas destinado à concretização da avaliação de desempenho dos professores, das condições de horário e remunerações dos membros dos CE e coordenadores (…)”, estamos a assumir o carácter complexo e burocrático subjacente ao processo; e ao referirem que nos meses de “(…)Junho e Julho de 2009 haverá negociações para EVENTUAIS modificações ou alterações (…)” ao Modelo de Avaliação, questiono-me se estas não deveriam estar a ser já introduzidas antes do início do próximo ano lectivo… gostava de sentir o cheiro da vitória, mas não consigo!!
Abril 12, 2008 at 12:21 pm
Claro que se mantêm!!! e deve ser em força!!!! e devemos começar já a passar essa mensagem!… o que se conseguiu diz só respeito ao simplex!… atenção que isto é perigoso: de re pente todos desmobilizam, a opinião pública e os opinion makers desligam e lá fica o assunto arrumado, como se algo estivesse resolvido. Se para o ano voltarmos à carga, o que pensarão: nunca estão contentes.
Vamos em força, que o caminho ainda é longo!!!
Abril 12, 2008 at 12:22 pm
É uma pequena vitoria pois os que já andavam com os modelos de 2/2008 terão de parar tudo.
Abril 12, 2008 at 12:23 pm
… apareceram mensagens entretanto: a minha respota do 28 refere-se à pergunta da Graça, 24
Abril 12, 2008 at 12:24 pm
Helena, eu também não consigo sentir o cheiro da vitória…
Fazer correcções em Junho 2009? Já o trio maravilha anunciava ísso há muito, não é de agora…
Abril 12, 2008 at 12:27 pm
Paulo, a “adesivagem” já tem a papelada pronta para o ano que vem. Porque, em 2008/09, volta tudo à estaca zero. Com a agravante de este ano não contar, o que poderá prejudicar alguns professores (os que tinham boas turmas e para o ano não terão, os que desenvolveram bom trabalho e para o ano não sabem se podem, os que desenvolveram projectos que acabam este ano, etc.).
Este acordo só serviu para salvar a face dos sindicatos e dar tempo ao ME para respirar. Porque, daqui a 5 meses, o 2/2008 é para aplicar em plano. Como se dizia antigamente na RTP, “o programa segue dentro de momentos”.
Abril 12, 2008 at 12:38 pm
Eu penso que o 2/2008 não foi negociado nem chegaram a discutir nem há acordo.
O que ontem se negociou até as 4 da matina foi o modo como se estava a proceder a avaliação em diversas escolas, cada uma a sua maneira, e foi a vitoria da uniformização desse processo, chamado simplicista e que agora o ME tem de escrever , preto no branco essa famosa avaliação.
Quanto ao 2/2008 não houve acordo, há aspectos estranhos como uma comissão paritária de acompanhamento, mas não está escrito em nenhum lado que acordaram no 2/2008. Talvez seja um passo para que seja feita a sua experimentação… talvez haja ainda lugar a mais negociações, se for o entendimento de todos os professores no dia D. Por isso é necessário pedirmos nesse dia D, a suspensão do 2/2008.
Abril 12, 2008 at 12:54 pm
Vitória? Só se for como a vitória de Pirro. Pra esta vitória não era necessário haver acordo nenhum. Ela estava implícita na inviabilidade do processo, mesmo do chamado “simplex”. os conselhos executivos nada mais podia fazer do que aquilo que ficou acordado agora com grande estrondo. Com mais papel ou com menos papel, seria Bom para todos como vai ser agora, com mais papel ou menos papel. O que se conseguiu foi uma chupeta para calar o menino. Em Setembro, tira-se essa chupeta e, quando o menino começar a berrar, aí temos a opinião pública a dizer que o raio do garoto nunca mais se cala.
Não tenho qualquer dúvida que isto foi uma vitória com muitos mortos e feridos, talvês mais do que os que se podem contar no lado dos derrotados.
“Verá-se”, como diz o outro.
Abril 12, 2008 at 12:56 pm
Leia-se “talvez”
Abril 12, 2008 at 1:01 pm
Os sindicatos ACEITARAM a implementação deste modelo no próximo ano lectivo. Só depois de sermos submetidos à experiência é que poderá haver “eventuais” alterações.
Abril 12, 2008 at 2:25 pm
Mais do mesmo! Quais consumidores compulsivos de rebuçados, continuamos a não ver além da espuma dos dias.
Há toda uma geração, na qual me incluo, que está a pagar e vai continuar a pagar estes entendimentos, porque afinal, na susbstância nada muda.
Abril 12, 2008 at 4:49 pm
Que grande equivoco…aplataforma aceitou migalhas,algumas bem boas para sindicalistas…Vergonha!!!que vergonha sinto desta canalha que diz representar os professores!A MIM Não me representam…até estou numa situação(dentro do possível) confortável…estive lá no dia 8, como estive noutras acções…mas não foi pela cambada do sindicato…foi pelos meus colegas!!!
Abril 12, 2008 at 4:51 pm
António Antão,
“os conselhos executivos nada mais podia fazer do que aquilo que ficou acordado agora com grande estrondo.”
Alguns CEs já estão a aplicar o Decreto sem “simplex”.
Sobre os adesivos que ficam mal na fotografia, já ontemtinha comentado isso aqui, foram completamente desautorizados.
Abril 12, 2008 at 4:53 pm
Mais o mais grave cde tudo isto, é que em muitas escolas jamais se aceitará a AD, os avaliadores não são reconhecidos pelos colegas. O principal problema é a forma como se chegaram aos titulares, ontem eram colegas iguais a nós, hoje são nossos avaliadores.
Abril 12, 2008 at 5:20 pm
Em conclusão: nova Lei de avaliação, não é? Enquanto a Lei 2 não for revogada, tudo na mesma…
Abril 12, 2008 at 5:22 pm
Estou com a Fátima Inácio. Isto não soa a vitória… foi o que se conseguiu arranjar para não prejudicar os colegas contratados, mas…há gato escondido com o rabo de fora. Este ano é assim!… e depois??? …. vem aí o 2/2008 com a força toda?!!! Há que continuar com as manifestações agendadas… Estou lá 2º feira…atenção á opinião pública…