Este post soube-me a muito pouco há coisa de uma semana atrás. Fiquei sem saber se o meu ex-professor Medeiros Ferreira tinha achado da prestação da sua colega de blogue Joana Amaral Dias. O tempo em que nos cruzámos, de forma bem amigável, no Mestrado de História Contemporânea foi suficiente para achar que compreendo o silêncio em que caiu quanto ao assunto.

Entretanto, no Correio da Manhã, já este fim de semana, alongou-se um pouco mais sobre os temas educativos, mas mesmo assim continuo a achar curto.

Abriu-se fogo sobre a escola pública. A escola que ensine, a escola que discipline, a escola que guarde as crianças no horário laboral dos adultos, a escola que poupe nos recursos humanos. A escola que fabrique mão-de-obra barata e deite fora tudo quanto a pedagogia cante. A escola que feche o seu espaço ao tumulto social e o abra à comunidade e aos pais purificados à porta de entrada. Até as televisões descobrem os alunos com os telemóveis adolescentes que publicitam.
Depois, confunde-se incivilidade com violência, indisciplina com crime.
Ainda por cima foi o Governo a desencadear o processo da crítica à escola e aos professores na fase de reduzir a despesa. O bispo D. Carlos Azevedo sentenciou: “O grande problema da Educação é o Estado.”
Querida sociedade tão irresponsável…

Sabendo eu como Medeiros Ferreira é mestre no exercício de uma análise de «malha fina», assim como numa ironia nem sempre caridosa, há algo que me continua a faltar nestes pequenos pedacinhos de prosa que fogem pouco à normalidade.