Disclaimer: Não fui eu que fiz a filmagem ou a montagem, muito menos escolhi o título que acho desnecessário. Mas os autores fizeram o mesmo com a Fernanda Vellez, se bem se lembram os que por aqui passaram, pois aqui no deserto somos todos vizinhos.
Ultrapassado este esclarecimento, escolho este naco da prestação em grande parte pela curiosidade do meu interlocutor – talvez por distracção – responder que o estudo que eu estava a citar era «um estudo de vitimização» enquanto «este» (o da sua equipa) «não é um estudo».
Confirmem por favor. Eu sei que foi um lapso. Mas nem por isso deixa de ser divertido.
Abril 2, 2008 at 9:52 pm
Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Conclusões da reunião de hoje entre os secretários de estado e os PCEs de Coimbra
A reunião dos secretários de estado com os presidentes dos conselhos executivos de Coimbra decorreu hoje e as conclusões permitem-nos afirmar que nada mudou e não houve recuo do ME, que continua a tirar com uma mão aquilo que promete com a outra. Estas reuniões têm como finalidade pressionar os conselhos executivos a imporem aos professores a realização do processo de avaliação, no 3º período, aos professores contratados. Da reunião de Coimbra, é possível destacar o seguinte: se os contratados não forem avaliados não poderão ver os seus contratos renovados; os professores do quadro em condições de progredirem na carreira, não poderão progredir se não forem avaliados; ficou no ar a promessa de que o ME está aberto à possibilidade de conceder um crédito horário aos professores avaliadores ou/e uma ligeira redução de turmas; será publicado, na próxima semana, um despacho com a simplificação do processo de avaliação. Leia aqui o documento final que dá conta das conclusões da reunião de hoje. Tire as suas conclusões. As minhas são claras: não se pode confiar nesta equipa ministerial. Se os professores suspenderem a luta, nunca mais vão poder erguer-se e terão de suportar novas e mais graves ofensas aos seus direitos profissionais. Estão na forja novas investidas: a criação do professor generalista nos 5º e 6º anos (um só professor leccionará Matemática, Português, História e Ciências); alargamento do prolongamento de horário nos 5º e 6º anos; o fim das pausas de Natal e da Páscoa; generalização da formação contínua aos sábados; quadro de mobilidade para os professores inaptos para leccionar e excedentários.
http://professoresramiromarques.blogspot.com/2008/04/concluses-da-reunio-de-hoje-entre-os.html
Abril 2, 2008 at 9:54 pm
O homem nem disse vitimização, disse vitimação ou eu ouvi mal???
Enfim , o que continuo a pensar é que as suas intervenções foram as mais lúcidas e inteligentes e serenas – o que eu lhe invejo essa serenidade! – e sabia do que estava a falar…porque outros não sabem falar nem sabem do que estão a falar…
As “movimentações”/reuniões dos Ce’s com o ME é que parece que desandam… E fico cada vez mais triste pelos colegas que vão ficar nesta selva economicista…
Abril 2, 2008 at 9:55 pm
fugiu-lhe a boca “prá verdade”, looool
Abril 2, 2008 at 9:55 pm
não passarão
O Ramiro Marques tem toda a razão …
Abril 2, 2008 at 9:55 pm
Caro colega Paulo: esta luta tem um tempo e timings próprios; o programa foi importante mas existem agora questões urgentes a resolver no interior das escolas…
Foquemo-nos aí… mas claro que o master blogger é você.
António
Abril 2, 2008 at 9:55 pm
Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Este processo de avaliação de desempenho pode violar o CPA
Eu também gosto de analisar a legislação e há muito tempo que estava à espera que surgissem estas incompatibilidades enre os avaliadores e avalaindos, uma vez que ambos estão a competir para as mesmas vagas (quotas).
Dou 2 exemplos que podem realçar essa incompatibilidade.
1.º exemplo) É como se, aluno(avaliado) e professor(avaliador) fossem candidatos ao mesmo número de vagas de um dado curso superior pela mesma modalidade de candidatura (por exemplo, para Medicina);
2.ºexemplo) É como se um dos candidatos (avaliado) para construir o novo aeroporto fizesse parte do Júri (avaliador) que escolhe a empresa que vai realizar as obras.
Muitos outros exemplos comuns poderiam ser utilizados para mostrar a incompatibilidade avaliado / avaliador.
Estas questões têm de ser levantadas em reuniões de grupo / departamento / CP e exigir que fiquem em acta. Deste modo, os avaliadores e CCAD de cada escola poderão reflectir se o trabalho que estão a realizar é ou não legal e observarmos de que lado estão realmente.
Joaquim
Comentário meu
A leitura que eu faço do CPA e do Dec. Regul 2/2008 leva-me a concluir pela existência de incompatibilidades e matéria para suspeição. Repare-se: havendo quotas para excelentes e estando o avaliador e o avaliado a competirem para “entrarem” nessa quota, como é que é possível afirmar que há imparcialidade no processo de avaliação? Há aqui um conflito de interesses que pode e deve levantar um caso de suspeição. Todo o processo de avaliação de desempenho, baseado no conceito de avaliação por pares e com quotas, é claramente parcial, violando vários artigos do CPA. Essa também será a grande arma dos professores. Vamos usá-la? Os sindicatos têm o dever de ajudar os professores a levantarem a suspeição!
Publicada por Ramiro Marques em 14:29
Etiquetas: Avaliação de desempenho
3 comentários:
Maria Lisboa disse…
Pelo que foi dado saber, os serviços jurídicos de alguns sindicatos já estão a tratar deste ponto.
Ontem, também lhes enviei uma chamada de atenção para mais uma situação legislada que também considero como figura de conflito de interesses.
A mesma Comissão de Avaliação que decide (e ratifica) sobre a atribuição das classificações de Exc, MB e Insuf, é a mesma Comissão que vai decidir sobre reclamações.
2 de Abril de 2008 16:03
Anónimo disse…
O novo enquadramento administrativo dos professores impede toda e qualquer avaliação isenta… interna ou externa. Poderão haver pontualmente, casos de seriedade, isenção e de aproveitar a avaliação num sentido pedagógico que deveria ser o único subjacente a uma avaliação, com a finalidade de todos mlhorarmos a nossa prática pedagógica, mas no geral as notas serão dadas conforme as amizades, partidos ou pôr na rua quem é incómodo. Nunca se vai ter a certeza de se estar a afastar a imcompetência. Aliás, não é novidade que no nosso país a competência não é a prioridade para ocupação de certos cargos ou serviços (não nos está na massa do sangue). Neste momento ou se volta atrás em TUDO o que se impôs nestes últimos anos e há uma reflexão séria e conjunta, ou não haverá nenhuma avaliação que nos traga certezas de seriedade. Com pessoas ATERRORIZADAS, NUNCA poderá haver um sistema de ensino com a verdadeira e única intenção de ajudar o futuro dos jovens como pessoas e profissioanis. Assusta-me que até hoje, nesta paranóia da avaliação ainda ninguém exija que os MINISTROS e GOVERNANTES sejam avaliados, não por novas eleições, mas pelo seu desempenho, obrigando-os a pagar por prejuízos que provocaram no país. Enquanto isso não acontecer NENHUMA avaliação é válida moralmente. Também ainda não percebi bem, quem vai avaliar os avaliadores e os avaliadores dos avaliadores, etc… No meu entender TODA e qualquer avaliação deveria UNICAMENTE ter um fim regulador de práticas, de ajuda técnica, para melhorar o desempenho.
2 de Abril de 2008 19:15
http://professoresramiromarques.blogspot.com/2008/04/eu-tambm-gosto-de-analisar-legislao-e-h.html
Abril 2, 2008 at 9:57 pm
Se os professores contratados forem avaliados, a porta fica aberta para o Me avançar com a avaliação de forma generalizada.
Abril 2, 2008 at 9:59 pm
PCE da EB 2, 3 Mª Alice Gouveia de Coimbra: o nosso herói!
“A ministra da Educação tinha deixado entender nos encontros de Viseu que ia ser adoptada uma avaliação simplificada, mas mais uma vez o secretário de Estado Jorge Pedreira voltou com a palavra atrás, o que nos leva a dizer que esta equipa que dirige o Ministério nos merece muito pouca credibilidade”, avançou ao DN João Carlos Gaspar, presidente do conselho executivo da EB 2,3 Drª Mª Alice Gouveia (Coimbra), que recorda que esta não é a primeira vez que a tutela retrocede nas suas intenções de simplificação do processo de avaliação.
Por estas razões, João Carlos Gaspar considera que será muito difícil a avaliação começar já esta ano, embora reconheça que ela é necessária para os professores contratados e para aqueles que precisam de progredir na carreira. “O Ministério criou um monstro que não sabe andar, e nem sequer se sabe quem é o pai deste processo. O que sabemos é que ainda há muito trabalho a fazer e já estamos no terceiro período de aulas”, lembrou.
Comentário meu
Grande exemplo de coragem firmeza e verticalidade! O colega João Carlos Gaspar, PCE da EB 2, 3 Mª Alice Gouveia de Coimbra, é um exemplo para todos os PCEs deste país. Não tem medo de falar e diz o que pensa, com frontalidade, sobre o processo de avaliação de desempenho. Por que razão há tantos PCEs com medo? Por que razão estão em silêncio? Por que razão, se vergaram ao ME? Em Portugal, ainda existe liberdade de expressão. Os PCEs têm o direito e o dever de se colocarem aos lado dos professores da suas escolas. Os professores que os elegeram. O novo modelo de gestão ainda não está em vigor, embora pareça que alguns PCEs e o ME se portem como se já estivesse.
http://professoresramiromarques.blogspot.com/2008/04/pce-da-eb-2-3-m-alice-gouveia-de.html
Abril 2, 2008 at 9:59 pm
Esta gente não presta
Depois de ler o que resultou do “encontro” do ME com os executivos de Coimbra proporcionado pelo blog do Ramiro Marques só posso dizer o seguinte:
Está provado que só alguém independente hierarquicamente do ME pode lidar com eles e liderar a contestação de que o Ramiro fala. às manobras de divisão que o ME usa eu chamo mesmo de corrupção. A senhora ministra deve ter tirado o curso com o de Gondomar que oferece apitos dourados aos árbitros e caravelas douradas a ministras da educação. Ela oferece cargos prolongados, créditos horários e remunerações acrescidas. Às medidas recentes sobre os professores doentes e incapacitados eu chamo-lhes medidas nazis. É preciso chamar os bois pelos nomes. Estes senhores no ME não prestam. São gente sem escrúpulos que usam de tudo, da omissão à mentira, da demagogia à propaganda para atingir os seus objectivos. Se os deixarmos eles subjugarão toda uma classe deixando apenas à superfície os capatazes necessários.
Abril 2, 2008 at 10:04 pm
António,
A vida, os blogues, as lutas, tudo tem o seu timing.
Por aqui vou sendo eu a defini-los.
Desculpe lá qualquer coisinha.
Não é a importância do debate ou mero exibicionismo.
Foi porque os meus amigos se deram a um grande trabalho e e me pediram que o mostrasse e divulgasse.
Quanto ao resto há tantos espaços de contestação neste momento na blogosfera que eu posso de quando em vez dar-me a uma indulgência.
Pode ser?
Abril 2, 2008 at 10:13 pm
Ora aí está. Quem pode manda, simples!!!
Abril 2, 2008 at 10:16 pm
Claro… Paulo…o blog é seu… e os outros problemas sérios também já têm aqui bastantes posts para discussão… e este também foi um momento importante na nossa luta…Ora essaaaa!!!
Abril 2, 2008 at 10:16 pm
Foi uma boa representação da classe!
E se houve este convite é porque o Paulo não passa despercebido pela blogoesfera e é isso que nos interessa!
Mais uma vez parabéns
Abril 2, 2008 at 10:21 pm
Até a minha filha lá por terras catalãs, mal lhe telefonei ontem, quis logo saber como tinha corrido o debate(?)e se tinham deixado falar o Paulo Guinote… Já viu onde chega asua fama?
Abril 2, 2008 at 11:01 pm
Aproveitando a TV Umbigo e o culto da personalidade, cá vão as minhas notas:
A minha votação é:
Expectativa dos seus pares (19), pedantismo (18), conteúdo, mesmo não concordando consigo, esperava mais de si (8)
O seu gozo pessoal também não acredito que mereça uma nota tão alta como atribuiu aquela que atribuiu a si, porque aquilo correu-lhe mesmo mal como pode constatar nos vídeos no site da RTP. De gozo devia ter tido uns (10) até consciencializar que não devia estar ali, nem pedalada para aquilo (5)
Até na média você depende do seus “sim meu educador da classe” (11,4444)
Abril 2, 2008 at 11:05 pm
Não escute o meu alter ego
olhe que até não esteve mal, mas a barba por fazer éque não o favoreceu ..e a camisa ás risacas fazia-o mais gordo..os óculos eram muito grossos e o casaco devia ser encaranado..apaesar de tudo parabéns eu dava-lhe 13,5
Abril 2, 2008 at 11:05 pm
TV ALBINO MAU
Somos obrigados a ver este canal mesmo que não o desejemos.
Vou fazer um zaping.
Abril 3, 2008 at 8:39 pm
Aí vai uma pérola do Anti-Tretas… fonte de referência do Albino Mau, num comentário a uma crítica que lhe foi feita:
“O Decreto-Lei 30/2002 tinha ser aplicado da mesma maneira em todas as Escolas! (está decretado,ponto final! Por isso se chama decreto)
A Lei 3/2008 na sua aplicação varia em função dos RI da cada Escola ( não está regulamentado) ] (Anti-Tretas)”
Gente bem formada, né?!