Esta medida proposta pelo BE tem muito de «politicamente correcto» mas, a ser levada adiante sem ter atenção a situações específicas, acabaria com as turmas dos chamados PCA, onde se dá um apoio diferenciado e específico aos alunos que revelam situações de repetido insucesso escolar ou mesmo risco de abandono. Sejam ou não filhos de «doutores». Ou de «engenheiros».
Aliás, algo que por vezes irrita neste modelo de discurso muito igualitário e pretensamente democrático é optar por posturas paternalistas que acabam por ignorar que ser democrata na Educação é tentar atender às circunstâncias particulares de cada grupo.
Se eu posso com um grupo de 12 alunos com historiais educativos problemáticos alcançar níveis de sucesso efectivo bastante satisfatórios (experi~encia que tive e tenho), porque hei-de distribuí-los aos 2 e 3 por turmas de 25 ou 28 alunos, onde as suas especificidades merecerão muito menor atenção.
A menos que apoiem – como eu – a institucionalização de «pares pedagógicos» para a generalidade das aulas com alunos com estas características.
Abril 1, 2008 at 6:35 pm
Completamente de acordo. Não existe A solução correcta e única. O que propõe é uma autonomia real e efectiva com condições para que as escolas se organizem e possam depois prestar contas.
Abril 1, 2008 at 6:47 pm
Não estou a ver nest proposta o fim do Percurso Alternativo, mas sim a constituição das chamadas turmas “normais” onde selecionam os filhos de e para outra turma os filhos da p….
Também dou aulas a 1 turma de Percrsos Alternativos, sem ser em área educativa especial, e a experiência e o que a maioria do sentimento é de completa frustração. Isto possívelmente terá a ver com o facto de ser o 1º ano de Percursos Alternativos na escola e também pela falta de apoio e de materiais, não querendo já falar sobre a qualidade dos alunos em questão para não ferir susceptibilidades, pois são suis géneris e nem regulamentos nem noemas conseguem acatar, quando se está a pedir o mínimo dos mínimos.
Abril 1, 2008 at 7:11 pm
falta de apoios…. falta de apoios… falta de materiais…. a história do costume: a culpa é sempre deles, não minha.
Abril 1, 2008 at 7:24 pm
“Nesses critérios entram os resultados escolares antecedentes, o nível de escolaridade dos pais e respectivo sector de actividade, bem como os escalões de rendimento “per capita” do agregado familiar.”
Bonito!
E deppois fazemos assim a modos que um médoto de Hondt ou, quem sabe, aplicamos a lei da paridade!
E com uma proposta destas fico preocupada! Lá na escola teremos que importar filhos de doutores para podermos ter turmas heterogenamente repartidas! É que não existe por lá nenhum filho de doutro ou de “status equivalente”, por isso os alunos vão ficar prejudicados. Talvez algum BE queira ir lá matricular os filhos. Também temos alguma dificuldade com os repetentes… é que cada turma (dos 5º e 6º anos) tem entre 6 a 10 repetentes. Nesta parte, dividimos o mal pelas aldeias. Só nos falta mesmo é estatuto… status. Talvez misturando a escola “de cima” com esta e dividindo o mal pelas duas aldeias possamos nivelar por baixo!
Abril 1, 2008 at 7:26 pm
Aí, a/o contra-maré se quiser ir remar contra maré para a minha escola está à vontade. Depois disso aceito todas as críticas que quiser fazer, até lá…
Abril 1, 2008 at 7:34 pm
O problema destes currículos alternativos não será da falta de apoios. Pelo menos da falta de apoios materiais. É difícil fazer seja o que for com a qualidade que se deseja isoladamente, no meio de quatro paredes de uma sala de aula sem uma instituição por trás. Trabalha-se fisicamente numa escola mas não se trabalha na/com/em colaboração com a escola. Em vez da escola valorizar o professor, faz-lhe ver, as vezes de forma bem explícita (perante os alunos), que não é tido nem achado. Os alunos podem ter problemas disto e daquilo mas não são estúpidos, percebem e alguns tiram partido da situação.
Se muitos destes projectos vão funcionando é com certeza por culpa “minha”.
Abril 1, 2008 at 7:59 pm
Quando falo em falta de apopio é mesmo isso e em falta de materiais também, pois a escola não tinha orçamento para comprar materiais, tipo madeira e tic tics.. o prof é que teve de levar o tici tice dele e os resto do material porque a escola não tinha, e depois os apoios não existem.. querem resultados e visibilidade.
Ora, dei um segundo período para me apresentarem um trabalho sobre a 1^República… até hoje…soube que a mala ficou não sei onde e que o trabalho desapareceu, um outro não encontra nadfa na net relativo à 1ª República… nem sequer à biblioteca se dignou ir. Fui à biblioteca com os alunos, dei-lhes os livros de história e as páginas e nem escreveram nda sobre o assunto…enfim…
Isto deve ser por ser o 1ºano em Percursos Alternativos,pois é mesmo o 1ºano, mas tenho colegas que já vão no 3º ou 4º ano e estão totalmente esputefactos por pela 1ª vez não conseguirem nda de nada destes Percursos…
Quanto a apoios foi-nos dito pela DREA que não havia apoios nenhuns, só com CEFs.
Abril 1, 2008 at 8:38 pm
Como eu entendo o colega que tem PCA pela 1ª vez…é que eu também sinto a mesma frustração!Fui “convidada” a ser D.T. e professora destes meninos que já tinham passado várias por mim ao longo dos anos…”voluntariamente” aceitei porque comigo tenho um grupo de trabalho óptimo…só isso ajuda muito mas e o resto?No final das aulas a sensação que fica é de um enorme esforço que não se concretiza…ou seja, parece que nada fizemos durante aquele tempo e que eles nada querem fazer.Mudam-se estratégias,materiais,recursos… e o que acontece?Nada…”ó setora hoje só estamos 6 alunos, os outros não vieram, ficaram no bairro…”Mas a malta resiste e não desiste…Haja esperança!
Abril 1, 2008 at 9:09 pm
Tudo depende das escolas. Tb sou DT de 1 turma de percursos. O CE responde a todos os pedidos de material de apoio a essas turmas (são duas). Não falta nada.
Além disso, se a escola for TEIP (como a minha), foi dito numa reunião da DRE da minha região para se EXIGIR, repito EXIGIR, tudo o que for necessário. Pela minha parte, não tenho qqer razão de queixa.
Quanto à proposta do Bloco, se os alunos da minha turma tivessem sido distribuídos pelas outras turmas, aqueles miúdos estariam completamente perdidos.
Há almas que são contra as turmas de nível (p.ex., Daniel sampaio). Que acham vcs?
Seria interessante, neste blogue, uma reflexão sb essas turmas e sb os TEIP.
Abril 2, 2008 at 2:20 am
A proposta do Bloco é delirante!
Dividir os alunos pelas diferentes turmas é um desastre, baixa o nível médio das aprendizagens para baixo.
Sou favorável às turmas de nível.
Abril 2, 2008 at 11:13 pm
[...] Posted by Paulo Guinote under Esclarecimentos, Legislação, Projectos A propósito deste meu post a deputada Ana Drago teve a gentileza de me enviar os projectos de lei apresentados pelo Bloco no [...]