Esta medida proposta pelo BE tem muito de «politicamente correcto» mas, a ser levada adiante sem ter atenção a situações específicas, acabaria com as turmas dos chamados PCA, onde se dá um apoio diferenciado e específico aos alunos que revelam situações de repetido insucesso escolar ou mesmo risco de abandono. Sejam ou não filhos de «doutores». Ou de «engenheiros».

Aliás, algo que por vezes irrita neste modelo de discurso muito igualitário e pretensamente democrático é optar por posturas paternalistas que acabam por ignorar que ser democrata na Educação é tentar atender às circunstâncias particulares de cada grupo.

Se eu posso com um grupo de 12 alunos com historiais educativos problemáticos alcançar níveis de sucesso efectivo bastante satisfatórios (experi~encia que tive e tenho), porque hei-de distribuí-los aos 2 e 3 por turmas de 25 ou 28 alunos, onde as suas especificidades merecerão muito menor atenção.

A menos que apoiem – como eu – a institucionalização de «pares pedagógicos» para a generalidade das aulas com alunos com estas características.