Para que não digam que é embirração minha quando escrevo que entre nós a produção de estatísticas não passa de um artifício para mascarar a realidade atrás de uns gráficos e uns números recortados a gosto, ficam aqui duas notas recolhidas no Expresso de hoje sobre o modo como o ME encara a representação estatítica da realidade para consumo dos distraídos e para apresentar na forma de «resultados» em debates parlamentares, conferências de imprensas, entrevistas «confortáveis» e outras ocasiões igualmente irrelevantes:
Agora fica aqui o destaque para a edição do Le Monde – Dossiers & Documents deste mês, dedicada exactamente a demonstrar como se falsificam, distorcem e/ou manipulam os números para efeitos políticos.

A roda já foi inventada há muito tempo. Parece é que há muita gente que ainda não percebeu como e continua a não querer perceber a enorme mistificação em curso com estes novos Observatórios de não sei bem o quê.
Março 29, 2008 at 4:46 pm
É o branqueamento ao vivo.
S. Tomé anda a dormir umas sonecas.
Março 29, 2008 at 4:50 pm
É o Sebastião aquele que faz estudos a partir de 2 casos e depois generaliza!!
Aqui é mais do mesmo. Sociólogos da treta, tachistas, para não lhe chamar a eles e às respectivas mães outros epítetos menos abonatórios.
O que produzem é pura m…
Março 29, 2008 at 4:55 pm
As estatísticas, desde que foram inventadas, sempre disseram aquilo que se querem que digam.
A propósito disso, sempre perguntei quem come o meu frango?. É que eu raramente o como, no entanto as estatísticas dizem que eu como um frango não sei de quanto em quanto tempo.
O ME, como de costume, lava as suas mãos de toda a porcaria que promoveu. Um caso de “crime” não é violência, mesmo que passado na escola; um caso de falta de educação, mesmo grave, não é violência porque não há agressão, portanto é indisciplina. É tão fácil!
Março 29, 2008 at 5:11 pm
Vá havendo gente inteligente (e que, felizmente, também tem tempo de antena) que vê mais longe que o “chico-espertismo” dos pretensiosos “intelectotecnalóides” que povoam cargos de consultadoria, poder e decisão!
Também gostaria que olhassem para a diarreia vocabular e pseudointelectual que representam os documentos e organogramas em que se baseia o ME para a tal avaliação (justa, rigorosa, objectiva e que premeia os melhores – não se sabendo bem “melhores em quê”) dos professores!
Março 29, 2008 at 5:58 pm
O Prof Jaime Carvalho e Silva, matemático da Univ Coimbra, diz (citando já não me lembro quem): “se torturarmos os números, eles dir-nos-ão o que quisermos” . Voilá!
Março 29, 2008 at 6:04 pm
maria josé: os nºs são o que quisermos ver…
… as palavras então podem ser de uma ambiguidade, embora queiram parecer objectivas: justa , rigorosa, objectiva avaliação… para premiar os melhores? e não servem outras acções mais directas para avaliar políticos?
Quanto à reunião do VL com os CE’s, alguém sabe algo? Não consegui saber nada…
Março 29, 2008 at 10:30 pm
Lá dizia o professor de Estatística na faculdade:
-”As estatísticas são como os bikinis. Permitem mostrar muita coisa, mas escondem o essencial…”
Na Amazon.co.uk por pouco mais de 10 Euros –
More Damned Lies and Statistics: How Numbers Confuse Public Issues
Março 30, 2008 at 1:19 am
Pela simples possibiidade de interferência do ME se pode aferir da credibilidade do Conselho de Segurança Interna e do seu relatório.