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A opinião publicada sobre Educação, indisciplina e violência nas Escolas aumenta exponencialmente e neste momento já todos opinam, mesmo sem saber muito bem sobre o que falam e escreevem.

No caso de Nuno Melo nota-se mesmo que é para marcar território. Ele deve perceber tanto do assunto como eu das regras protocolares da Tailândia. Mas mesmo assim, lá vai disto.

Quanto a Constança Cunha e Sá escreve um texto que poderia ser assinado por imensas outras pessoas, desde logo por outra articulista do Público como Helena Matos. As argumentações pouco diferem em aspectos essenciais.

Hoje é a vez de José Miguel Júdice repisar o repisado. De Fernanda Câncio se enfadar, de Mário Contumélias elaborar (neste caso até com bastante sentido, certos pormenores à parte).

A malta do costume opina como de costume.

Daqui a uns dias – e desta vez isto até que tem durado mais do que esperava, mas concluído o procedimento disciplinar tudo se considerará resolvido – já todos estarão esquecidos e saltarão todos em sintonia para um novo tema, que pode ser a designação do candidato democrata para a presidência americana ou ou um qualquer escãndalo menor que por aí apareça, quiçá voltem à questão da terceira ponte sobre o Tejo.

E todos os do costume escreverão, como de costume, segundo as fórmulas do costume.

E entretanto tudo ficará sempre na mesma. Mas as almas apaziguadas, porque todos deram as suas fórmulas exactas para a solução do problema que não conhecem se não de ouvir falar nos jornais e lá do caso da senhora da limpeza que tem uma filha que até foi assaltada na outra semana à porta da escola.