Aluna que agrediu docente vai ser transferida

A aluna da Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, que maltratou uma professora de francês por causa de um telemóvel, vai ser transferida para outra instituição escolar.
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Já o aluno que filmou o incidente que envolveu a professora e a aluna está reunido com o conselho executivo da escola.
A agência Lusa refere que, na reunião, deverá ser comunicada ao aluno a decisão relativamente à sua permanência na Carolina Michaelis, ou eventual transferência para outra escola.

A decisão era mais do que previsível, atendendo à estridência mediática em seu redor. O encobrimento tem limites e, por uma vez, as estatísticas que se danem, o ME, através da DREN, deu licença para que a Escola usasse os poderes que lhe restam.

Fica agora a questão do destino da aluna, assim como a de se ter aberto publicamente um interessante precedente em termos de medidas disciplinares.

Como será negociada ou imposta a transferência só os envolvidos saberão, mas eu tenho cá umas quantas ideias sobre a metodologia.

Quanto ao precedente público aberto, espero que não seja apenas para apagar este fogo, enquanto se deixam os outros incêndios em fogo lento até que as labaredas se notem.

Para tentar demonstrar que o Estatuto do Aluno funciona, optou-se por ir até aos seus limites neste caso, o que não critico.

Agora quero vez o que se poderá fazer quando surgirem casos de equivalente ou maior gravidade de indisciplina e/ou violência contra docentes ou inter-pares.

Começará um interessante jogo do empurra, com os alunos problemáticos a circularem de escola em escola, levando ao despoletar de mecanismos de auto-defesa por parte das escolas de destino?

Que os há por aí e nem sequer é preciso procurar muito.