Enunciadas a todo o momento a partir de uma posição de autoridade e dispondo dos recursos adequados, as proposições em causa tendem a tornar-se verdadeiras, e é por isso que a formação que visa tornar-nos dependentes dos especialistas acaba por ser bem-sucedida; mais cedo ou mais tarde, somos nós próprios que começamos a buscar insistentemente e por nossa própria iniciativa o conselho «daqueles que sabem». À medida que deixamos de confiar no nosso próprio juízo, tornamo-nos presa possíveis do medo de errar; chamamos pecado, culpa ou vergonha ao que tememos, mas seja qual for o nome que lhe dermos, passaremos a sentir a necessidade da prestimosa mão do especialista que nos reconduzirá à segurança da certeza. É o medo que alimenta a nossa dependência dos especialistas. (Zygmunt Bauman, A Vida Fragmentada, 2007, p. 23)
Março 27, 2008
Março 27, 2008 at 6:14 pm
Amén ao Boletim dos Professores e às “Respostas” Frequentes?
Não, obrigado…
Março 27, 2008 at 8:36 pm
Carolina Michaelis: Professora apresenta queixa
(apresentou 3 queixas judiciais distintas)
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/813254.html
Março 27, 2008 at 10:21 pm
O “medo”, em democracia, ainda é pior que nas ditaduras. Mais frio!