Do episódio ocorrido no Carolina Michaelis, Luís Portela, médico e administrador, extrai a consequência da necessidade de avaliação dos professores. Eis a peça final na argumentação (lógica?) daqueles que, cegos pela luz salvadora de um farol do qual não conseguem libertar-se, se estilhaçam nas rochas do ridículo:

E a professora que não se sabe impor dentro da sala de aula e que apenas participa um episódio desta gravidade oito dias depois, quando ele já é do conhecimento público, não deverá ser reavaliada e submetida a acção de formação apropriada? Resta o Conselho Executivo da escola que permite (ou não) este estado de coisas no ambiente escolar. Vamos ver como ele resolve esta situação e como cria condições para que ela não se possa mais repetir.

Talvez por tudo isto se compreenda a necessidade da reforma na Educação em Portugal.
A necessidade de os professores serem formados e avaliados no seu trabalho, de forma a conseguir-se uma maior competência técnica e disciplinar de quem tem que cumprir a função de educar e, ao mesmo tempo, suprir as deficiências dos encarregados de educação.

É natural que uma classe que tem vivido sem grande controlo da sua actividade, num clima de algum facilitismo, reaja emocionalmente à tentativa de aumento da responsabilização e melhoria, pelo método de avaliação, que o Ministério da Educação tem tentado implementar. Independentemente de alguns erros metodológicos que possam ter sido cometidos pelo Ministério, parece muito importante e urgente implementar a reforma e conseguir melhorar o ambiente e a disciplina escolares, de modo a que os nossos jovens possam aprender a serem homens e mulheres correctos e responsáveis e profissionais competentes e dedicados.

Para não dar razão ao senhor doutor, não vou reagir emocionalmente, nem escrever tudo aquilo que penso deste tipo de operação em que 2+2=7,54.