De todas as opiniões que têm sido disparadas de todos os quadrantes sobre o episódio no Carolina Michaelis confesso que a que me deixou mais abismado foi a do colega Arsélio Martins que vi hoje na RTPN a repetir aquilo que quase não queria acreditar ter lido ontem no Educare quando qualificou o acto da aluna como um «Problema de saúde pública e mental».

Antes o fosse, porque tal patologia explicaria tudo, ou quase, e poderíamos ficar descansados porque seria algo «curável» com certa rapidez.

Infelizmente, apesar de mais novo, com menor experiência e saber que o colega de Aveiro, sei que aquilo não é doença nenhuma. Pelo menos doença que venha nos livros de Medicina ou Psiquiatria.

Mas gostaria de chegar ao tempo de serviço de Arsélio Martins considerando que o caso era de simples desarranjo psíquico. Seria sinal de não ter testemunhado, ou conhecido de muito perto, casos nem mais graves e em quantidade suficiente para os não considerar excepções ou sinais de patologia clínica.