Também têm mudado, pela negativa, o grau de intensidade da indisciplina e as consequências destas. Seria impensável para mim não obedecer a uma ordem de um professor. Se o fizesse, seria sujeito a «julgamento» pelos meus pais. Se eu fosse a aluna deste caso, nunca mais punha a vista em cima ao meu telemóvel… na melhor das hipóteses.Para além disso, é preciso não esquecer os efeitos que estas situações têm nos professores. A profissão é de si difícil. Ter de ensinar a turmas com dezenas de alunos, em plena explosão das hormonas é difícil. Com telemóveis ainda mais. Com alunos de origens muito diferentes, pior ainda. A massificação do ensino foi uma coisa boa, à priori. Mas também trouxe problemas novos. Um professor sujeito a este tipo de pressão hora após hora, dia após dia, maltratado por baixo (os alunos) e por cima (quem neles manda) pode desenvolver o que chamamos «burn out» ou seja, ficar «queimado» pelo trabalho. Pode desenvolver perturbações ansiosas e depressivas. Desmotivar-se. Faltar. Ser professor, hoje em dia, é uma profissão de risco psicológico. É necessário repensar a política de disciplina nas escolas, conjugar o diálogo com a autoridade, apoiar os professores e os alunos com dificuldades de vária ordem. Isto não vai lá com fascismos na escola, mas também não vai lá com este «laissez faire» generalizado. (Portugal Diário, Victor Silva , Psicólogo)
Para quem diz que os psicólogos dizem todos o mesmo, eis um bom exemplo de que assim não é. Eles e os psiquiatras sabem bem que grupos profissionais atendem mais e porquê.
Março 24, 2008 at 9:48 pm
alegada agressão
“A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) espera que a Escola Secundária Carolina Michaelis (Porto) conclua, ainda esta semana, um inquérito ao caso da alegada agressão duma aluna a uma professora (…).”
http://jn.sapo.pt/2008/03/24/ultimas/_Carolina_Michaelis_tem_est.html
Março 24, 2008 at 9:51 pm
E ainda há quem diga que é uma profissão bem paga(?)
Esta é para MST e afins (Como foi que disse???)
Há dinheiro que pague a saúde psicológica?
Março 24, 2008 at 9:55 pm
Caro [],
O Semanário SOL está a preparar um trabalho sobre casos de agressões a professores, na sequência do vídeo divulgado na semana passada no You Tube com uma cena de violência no Carolina Michaelis.
Queria, por isso, pedir-lhe a sua ajuda para encontrar professores que possam contar as suas histórias (obviamente, sem serem identificados, caso assim o desejem).
Acha que me pode ajudar?
Preciso dos contactos/histórias até quarta-feira.
Obrigada.
Cumprimentos,
Margarida Davim
Jornal Sol
E-mail- margarida.davim@sol.pt
Rua de São Nicolau, 120
1100-500 Lisboa
96 133 02 33
21 324 65 22
Março 24, 2008 at 10:03 pm
Veja-se
http://www.confap.pt/comenta_noticia.php?ntid=819
Os estimados senhores da CONFAP querem que os Professores ocupem os meninos em ATL
Março 24, 2008 at 10:10 pm
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda pretende, através do inquérito disponível aqui , dados realistas e fidedignos sobre a efectiva carga horária e número de turmas e alunos atribuídos aos docentes do Ensino Pré-escolar, Básico e Secundário. Esta informação, centrada no docente e no seu quotidiano, não se encontra convenientemente apurada nem sistematizada pelos serviços competentes do Ministério da Educação, que se limitam a contabilizar o número de alunos e docentes, estabelecendo – a partir desses contingentes –, indicadores que não reflectem a realidade escolar.
http://www.scribd.com/doc/2275171/Bloco-promove-inquerito-a-professores-sobre-a-carga-horaria-efectiva
Março 24, 2008 at 10:10 pm
O Mário Crespo não larga mesmo o osso no Frente a Frente da Sic!
A Joana Amaral Dias começou com a conversa mole, tentando mesmo comparar a violência das escolas dos EUA com estes casos nas nossas escolas.
Acabou com mais sensatez, depois do Paulo Rangel ter chamado a atenção para realidades diversas e para a pressão a que os professores estão sujeitos, quer nas salas de aula, quer a nível profissional.
Estes psis do BE têm destas coisas…..
E comparam aulas nas universidades com aulas no ensino não superior.
Já agora o que o Sol pede inclui violência verbal também?
Do género vai pr’o….;seu/sua filha/o da…..?
Março 24, 2008 at 10:14 pm
Boa noite, Paulo!
Excelente post! Há psicólogos que sabem o que dizem.
Ramiro Marques
Março 24, 2008 at 10:20 pm
http://www.scribd.com/doc/2353173/Dame-o-telemovel-JA
A saída da ministra é,
viu-se agora, uma questão de
segurança nacional. É a
mensagem necessária para a
comunidade escolar, alunos e
professores, entenderem que o
relaxe, a desordem e o
experimentalismo desenfreado
chegaram ao fim. Que não há
protecção política que os salve já
da incompetência do Ministério, da
DREN e de tudo o mais que
nestes três anos nos trouxe à
vergonhosa situação que o vídeo
do YouTube mostrou ao país e ao
Mundo.
Março 24, 2008 at 10:23 pm
http://www.scribd.com/doc/2353205/Um-pais-sem-futuro
O que se vê no vídeo filmado na
Escola Carolina Michaëlis, no
Porto, é chocante. Uma aluna que
não reconhece qualquer
autoridade à escola. Uma
professora arrastada como se
fosse um espantalho, impotente,
humilhada. Uma turma que oscila
entre a neutralidade
envergonhada e os comentários
alarves. Um aluno que filma,
excitado, a cena em que a “velha”
é derrubada. Um acontecimento
que, com orgulho e sem vergonha,
decide partilhar na rede, através
do ‘YouTube’
Março 24, 2008 at 10:28 pm
Agindo em antecipação, a DREN serviu
também de biombo à ministra da Educação.
É que há responsáveis por este clima de
desregramento e pela crescente perda de
autoridade dos professores. Se a culpa não
pode morrer solteira, Lurdes Rodrigues é a
principal responsável pelo que hoje se passa
nas escolas. O seu discurso e suas atitudes,
as suas acções e decisões têm contribuído
para desvalorizar toda uma classe
profissional, têm contribuído para minar a
autoridade dos professores perante os
alunos, perante os pais, perante as
comunidades educativas e a opinião pública.
A desvalorização dos professores e do seu
estatuto profissional e social tem sido a
táctica preferida da ministra para melhor
fazer vingar as suas opções políticas e para
impor um regime profissional indigno. O que
se viveu no Carolina e se repete no país
traduz bem as consequências desta táctica.
http://www.scribd.com/doc/2353214/O-video-do-telemovel
Março 24, 2008 at 10:30 pm
será que li bem?
Ouvem-se mesmo vozes na defesa da nossa saúde mental ( e física, se deus não acode!)?
Será que é agora que vão acreditar que ser professor é uma profissão de risco e que mais de metade de nós tem de recorrer a medicação frequente para aguentar a tarefa?
Março 24, 2008 at 10:30 pm
Eu cá mandava os novos roadshows da DGRHE para o Sol também.
É um bom exemplo de violência intelectual.
Março 24, 2008 at 10:32 pm
Mandem o meu “cantinho” também!:
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Março 24, 2008 at 10:34 pm
Vi este post num outro blog que me parece ter uma análise bem lúcida do problema da disciplina. Aponta para aspectos que considero fundamentais: credibilidade e consistência na aplicação das regras.
“Indisciplina na Escola: por momentos, deixemos os pais de lado…”
Relativamente aos acontecimentos recentes na Escola Carolina Michäelis, deixemos, por momentos, os pais de lado. Só por momentos. Já sei que a maioria de nós, também pais, irá dizer que se um filho nosso ousasse comportar-se daquela maneira, quem tratava do caso em pormenor seríamos nós. Eu, pelo menos, diria: Agora nós, menina.
E a coisa ficaria feia.
Mas, por momentos, reflictamos sobre se aquela menina seria capaz de um comportamento idêntico noutra Escola; se aquela turma seria capaz de um comportamento tão aberrante noutra Escola.
Isto é, centremo-nos, por momentos em equacionar a hipótese de o problema estar naquela Escola concreta, a Carolina Michäelis.
Porque é que haveríamos de fazê-lo?
Em primeiro lugar, porque é normal que as relações de causalidade se procurem dentro do seu círculo ecológico próximo, neste caso, a sala de aula, a escola.
Em segundo lugar porque, das inúmeras reacções que o episódio suscitou, há um número significativo de reacções tendencialmente mais ponderadas que falam do que a Escola já foi e no que é agora, falam em percepção de impunidade, falam em idênticos episódios recentes naquela escola que ainda não foram resolvidos ou, a terem sido resolvidos, foram mal resolvidos, resultando daí a tal sensação de impunidade. Aliás, pela natureza dos vídeos no Youtube sobre a Escola, começamos a perceber que ali há um problema.
Convenhamos que, no final do segundo período, volvidos que estão já dois terços do ano lectivo, é estranho que ainda haja alunos com telemóveis ligados na aula.
A Escola tem ou não regras sobre esta matéria?
Se a Escola tem regras, estas são consistentemente aplicadas?
Porque se as regras existem e foram consistentemente aplicadas, é certo que já houve alunos que experimentaram o telemóvel na aula e não se saíram bem, o que dará aos outros a indicação de que, se fizerem o mesmo, vão sair-se mal.
Ora não parece que esse seja o caso. Ao contrário, tudo indica que já tenha havido casos de utilização de telemóveis na aula e outras diatribes idênticas e não tenha havido uma disciplina clara e consistente.
Todo o comportamento dos alunos denota essa percepção de impunidade. Não apenas da parte daquela aluna, mas da maioria dos alunos da turma.
Quem tem experiência de docência, sabe que há turmas mais difíceis que outras, e sabe igualmente que aquele comportamento colectivo é característico de uma Escola sem regras, nem consequências.
O que pode então um(a) professor(a) fazer quando trabalha numa Escola sem regras? Ou numa Escola, em que a aplicação da disciplina é meramente casuística, dependendo das relações de poder que nela se estabelecem?
. Pode fingir que não vê: é muito mais frequente do que possamos imaginar: os professores simplesmente fingem que não vêem: ninguém se aborrece muito: nem o próprio, nem a Direcção da Escola, ninguém.
O problema é que a Escola perde uma das suas funções essenciais, que é a de modelar os comportamentos adequados.
. Pode entender que está lá para ver e para agir – uma atitude muito mais exigente para todos, uma verdadeira maçada. Participar do aluno, envolver o director de turma, este ter de chamar a família, eventualmente ter de accionar o processo disciplinar, que é uma coisa que dá trabalho a toda a gente: ao Conselho de Turma, à Direcção da Escola. Há sempre um inteligente que pergunta: o conflito não poderia ser evitado? Porque o pior de tudo é o conflito e o trabalho, o esforço que implica enfrentá-lo.
Já pensaram no perigo que uma professora altamente qualificada, como já lhe chamaram, não vou investigar se a informação é verdadeira ou falsa, estou simplesmente a formular uma hipótese, pode constituir para a actual equipa directiva da Escola?
Não vou desenvolver a tese, porque já todos conhecemos medianamente o seu desenvolvimento natural.
Em suma, o que me parece é que a Escola Carolina Michäelis está doente , o problema é interno e é lá que tem de ser resolvido, se a Escola quer ver-se livre de um tão triste protagonismo.
Comecem por tirar de lá a actual direcção e fazê-la voltar à sala de aula.
Blog “Paideia: reflectir sobre educação”
Março 24, 2008 at 10:36 pm
Eu próprio tenho tido conhecimento de casos destes e similares, com maior ou menor grau de gravidade e na generalidade existe sempre um facto comum. Quem é professor saberá o que vou dizer. Na realidade, tal como neste caso específico do “Carolina Michaelis”, às vezes gostaria de ver da parte destes alunos e principalmente dos seus pais, UM PEDIDO DE DESCULPAS! Só ficaria bem, pois de “arrependimentos está o inferno cheio”, como se costuma dizer. A aluna em questão já lamentou o acto. Fica-lhe bem é certo…mas pediu desculpa à professora publicamente? E a sua família também como primeira responsável também pediu?
É que às vezes este tipo de procedimentos também seria valoroso e pedagogicamente educativo.
Março 24, 2008 at 10:41 pm
Atento: Por acaso já viu o relatório da IGE sobre esta escola? Olhe que nestes parâmetros de disciplina tem nota máxima!!!
Março 24, 2008 at 10:41 pm
Em desacordo com 15:
Desculpas são úteis, são humanamente saudáveis. Mas para que estes casos não se repitam, as regras de utilização de telemóveis e outras situações de manutenção de disciplina têm de existir e de ser consistentemente aplicadas, doa a quem doer.
O pedido de desculpas será um factor importante de crescimento pessoal da aluna. Não resolverá o problema de fundo (ver posts anteriores)
Março 24, 2008 at 10:42 pm
“Quem tem experiência de docência, sabe que há turmas mais difíceis que outras, e sabe igualmente que aquele comportamento colectivo é característico de uma Escola sem regras, nem consequências.”
Terá a Idalina (Paideia) a certeza fundamentada do que afirma?
Março 24, 2008 at 10:45 pm
Pelos vistos só pode ter sido mal avaliada ou então esta situação de indisciplina é um caso excepcional, coisa que ainda ninguém disse. Eis uma das situações em que as avaliações devem ser externas com o Dr. Meneses propõs. Só como este senhor percebe pouco de ensino não sabe fazer a distinção entre avaliações externas (externas ao sistema educativo) para os estabelecimentos de ensino, e as avaliações dos professores que têm de ser sempre internas.
Março 24, 2008 at 10:46 pm
Deixei-lhe um pequeno presente no mail; já vi que não tem mãos a medir. Força!
Março 24, 2008 at 10:47 pm
Mas parece que a questão de fundo é o TELEMÓVEL!!!! a questão de fundo, para mim, é a falta de educação da aluna, e o desrespeito pela Professora!!! Foi com um telemóvel,poderia ter sido com uma caneta, com um chocolate…o que temos ali é uma “menina” malcriada e uma turma conivente… que tratam a professora por “tu”, que lhe chamam “velha”, que se riem na sua cara!!! isto é muito mais grave do que o telemovel!!!!
Março 24, 2008 at 10:47 pm
Em relação ao problema das avaliações externas e internas: é o que acontece no ensino superior – nomeadamente no ensino superior português. Por vezes não é necessário inventar a roda.
Março 24, 2008 at 10:49 pm
Claro que não é um problema do telemóvel: é um problema de aplicação consistente de regras.
Março 24, 2008 at 10:52 pm
Não é um problema só de regras.
É também um problema básico, básico de saber ser e estar.
Março 24, 2008 at 10:52 pm
Foi preciso este vídeo da Escola Carolina Michaelis para que os portugueses acordassem para a realidade das escolas. Realmente a humanidade só acorda para determinadas situações quando a crueldade das imagens nos cai em cima.
A população portuguesa acordou para uma nova realidade; a profissão de professor nos dias de hoje não é nada fácil!
A imagem romântica da escola que muitos dos portugueses tinham no subconsciente, não passa hoje de pura ficção. A mudança de opinião de alguns jornalistas e comentadores é particularmente notória, daí que, José Sócrates, ou muda de ministra, ou caminhará rapidamente para um beco sem saída.
A revolta dos professores, tem contribuído para que haja um aprofundamento do debate sobre a Escola Pública, a exibição deste vídeo substitui, a habitual discussão sobre o futebol, num confronto de opiniões sobre o papel da escola, o papel dos pais e sobre o papel dos professores.
Já temos pelo menos uma meia vitória!
Março 24, 2008 at 10:54 pm
O comportamento dos alunos portugueses ´nas férias da Páscoa em Espanha já é conhecido. Por lá os gerentes dos hóteis não tiveram contemplações….Foi Rua!!!!!
Março 24, 2008 at 10:57 pm
Mais um “não Eduardo Sá”… Ainda bem. Dão-me esperança num trabalho sério entre professores e psicólogos, como não deve deixar de ser. Um dos problemas na Educação tem sido o pender no equilíbrio em favor dos psicólogos do tipo Eduardo Sá…
Março 24, 2008 at 10:57 pm
Para Rc: Claro que sim. Mas diga-me lá, se saber ser e estar não é modelado por regras? Que são imbuídas pela família, pela sociedade, pela lei, por instituições como a escola… Enfim, coisas que sabe certamente. Sem regras de comportamento, não há vida em sociedade. A escola não é uma instituição formal, com regras e com um regime de autoridade. Repito – autoridade. Mesmo que isso possa chocar muitas mentes mais libertárias ou que anseiam pelas pedagogias desse tipo.
Março 24, 2008 at 11:00 pm
Eu já estive 4 horas, educadamente, e com lencinho branco e tudo (sem um único impropério), a dizer: ADEUS à ministra.
Concordo com Mário Crespo: MLR não tem condições.
Quando ela se for embora, e creio que não demorará, desculpem, mas já não lhe digo mais: ADEUS.
Fiquei cansada!
Março 24, 2008 at 11:00 pm
Claro o que queria dizer era:
A escola é uma instituição formal, com regras e com um regime de autoridade.
Março 24, 2008 at 11:02 pm
Atento: Concordo!
CONTUDO, se não chegam minimamente socializados à escola, não há regras que lhes valham ou que nos valham.
Março 24, 2008 at 11:02 pm
Por falar no ensino superior português.
Numa das mais afamadas instituições de engenharia do país, professores saem das aulas, porta fora, quando o barulho dos betos caloiros é grande e não têm condições para leccionarem.
Depois,é só ver-se as notas das frequências e exames……..
Não é mesmo necessário inventar-se a roda.
Março 24, 2008 at 11:08 pm
rc,
Admiro o optimismo. Lamentavelmente, terá de esperar mais uns meses.
É a “agenda política, é a agenda política”.
Março 24, 2008 at 11:10 pm
Fernanda 1. Continue assim. Consegue dizer coisas sérias mas com muito humor. Farto-me de rir.
Março 24, 2008 at 11:10 pm
Não deve ser uma instituição muito afamada
O ensino superior português também está muito doente. A avaliação da investigação científica está feita correctamente – por peritos internacionais, fora dos compadrios domésticos. A avaliação dos cursos e estabelecimentos de ensino irá ser feita por uma agência externa de acreditação. Quando for realizada (já existem avaliações externas para certas faculdades na área da economia e gestão) as coisas melhorarão certamente.
A avaliação dos professores universitários (que por acaso têm uma carreira hierarquizada, fazendo todos o mesmo a partir de professor auxiliar, algo que ainda ninguém focou…), deixa muito a desejar, com excepção de algumas instituições.
Março 24, 2008 at 11:11 pm
O problema não está na definição de regras, nem desta nem de qualquer escola deste país, o problema está na eficácia da sua aplicação. Que pode um professor ou uma escola fazer? Dar ordem de saída da sala de aula? Suspender? Para quê se as faltas não contam? Eu conheço alunos que infernizam a vida dos professores para virem para fora da sala de aula. Actividades de integração? Quem obriga os alunos a cumprir? Se eles se recusarem, como já vi acontecer, que se faz? Não percebem o que qualquer aluno já percebeu – a impunidade é total.
Março 24, 2008 at 11:11 pm
Lua:
É verdade!
Uma das minhas sobrinhas veio em estado de choque com o comportamento de alguns vândalos portugueses.
Sentiu vergonha.
Maior ainda, quando ouviu as empregadas de um dos hoteis dizerem: “Somos pagas para vos servir. Ninguém nos paga para aturar a vossa Falta de Educação”.
E até eu que nem estive lá, sinto vergonha.
Março 24, 2008 at 11:20 pm
Quando ao post 36:
Tive o meu filho na secundária de Benfica. Problemas de disciplina, há-os sempre (no nosso tempo como alunos também os havia, embora incomparavelmente inferiores aos de hoje). Mas sempre considerei que esta escola que funcionava de forma eficiente, nomeadamente em relação aos aspectos disciplinares. Não ficava atrás da escola alemã, onde ele esteve até ao 9.º ano.
Por outras razões tenho sabido o que se passa na Escola EB 23 de Vialonga, que trabalha num meio muito dificil. Fiquei impressionado com o bom trabalho que fazem e que certamente é feito noutras escolas.
Com o mesmo enquadramento legal que noutras escolas. O que parece ser importante, então?
Talvez o comentário de José Manuel Fernandes no Público de hoje seja uma resposta. Claro que certas pedagogias libertárias e modelos de auto-gestão poderão ressentir-se das opiniões de JMF.
Março 24, 2008 at 11:24 pm
rc:
Parece que ninguém quer ver a realidade. Esses comportamentos são sinais exteriores de uma crise de valores muito grande. Não podemos deixar de pensar que esses alunos não são de zonas carenciadas. Na minha escola os alunos que foram na viagem de finalistas são tudo menos carenciados. Na sua maioria tem carência de valores.
Março 24, 2008 at 11:27 pm
Atento,
Se calhar não é.
Atendendo aos vários ministros, secretários e sub-secretários de Estado que de lá têm saído.
Estava a referir-me ao Instituto Superior Técnico. (Mas se calhar o mesmo também se passará na Faculdade de Engenharia do Porto!?)
Quanto ao “fora dos compadrios domésticos”,a avaliação até pode ser formalmente e externamente séria, mas depois há os compadrios internos que continuam a existir.
Março 24, 2008 at 11:28 pm
Dá para pensar:
http://quartarepublica.blogspot.com/2008/03/bullying-matria-complexa.html#comments
Março 24, 2008 at 11:28 pm
É isso Lua.
A carência de valores é abissal a falta de respeito total.
Vêm-se à solta e não conhecem travões… E os que não tinham dinheiro, não foram, claro.
Sabem os direitos todos, os deveres é que… Ensino Especial?
Março 24, 2008 at 11:29 pm
Vêem-se (desculpem!)
Março 24, 2008 at 11:32 pm
E, agora Atento, também quer que os hoteis em Espanha ou em qualquer outro país passem a explicitar as regras e a aplicá-las de forma consistente aos estudantes/jovens portugueses?
Os gerentes já começaram a pô-los na rua…
“Tadinhos” dos miúdos!
Que esses hoteis não estão preparados, nem qualificados para os hospedarem, não é?
Março 24, 2008 at 11:34 pm
Bem abençoados Gerentes de hoteis espanhóis!
Não sabem comportar-se:Rua!
Março 24, 2008 at 11:35 pm
Para post 40:
Não é isso que se passa na avaliação da investigação dos centros. Felizmente, não é. Foi uma das coisas boas feita há uma dúzia de anos pelo M. Gago. A investigação das comissões de peritos externos reflecte-se de imediato no financiamento dos centros de investigação.
Conheço o Técnico e não creio que existam problemas de disciplina como os que refere, de desrespeito pelos professores. Em que disciplina? Com que professores? É sempre audível falar de factos sem os explicitar. Mas por uma questão de seriedade é bom concretizá-los.
No que diz respeito à avaliação dos centros de investigação os dados podem ser consultados na Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Donde se prova que uma avaliação séria pode fazer avançar o nível de excelência da investigação em Portugal.
Março 24, 2008 at 11:37 pm
A escola de Vialonga é uma das escolas-piloto do ME?
Março 24, 2008 at 11:40 pm
Posts 44 e 45: Como sabem, estes são problemas que se repetem nas idas em bando para Espanha por parte de alunos das escolas portuguesas. Não de agora.
Só não percebo porque é que as escolas não devem ter regras bem defnidas. E que sejam aplicadas de forma consistente e credível.
Por exemplo, há ou não professores que fecham os olhos à utilização de telemóveis nas aulas?
Reparem – se leram o que disse atrás e noutros posts, isto não desculpabiliza a referida menina. Responsabiliza-a ainda mais se todos os professores tiverem a mesma atitude daquela professora.
Leram o editorial de José Manuel Fernandes?
100% de acordo.
Março 24, 2008 at 11:43 pm
Adenda: e o editorial de JMF é muito crítico da Ministra.
Mas tão ou mais crítico das ditas pedagogias libertárias e dos modelos de gestão democrática.
Março 24, 2008 at 11:45 pm
Já disse e volto a repetir:
Concordo com regras claras e consistentes, mas não é tudo.
É uma ajuda.
Março 24, 2008 at 11:49 pm
Rc: Então estamos de acordo. Claro que não é tudo. Essa é a contribuição da escola. Mas a escola não é tudo, nem o mais importante na definição do comportamento dos jovens. O que é importante ser dito alto e bom som para retirar pressão sobre a escola. Mas a escola tem de assumir as suas responsabilidades. Como pai e como professor, mas também como contribuinte, é isso que espero.
Março 24, 2008 at 11:55 pm
Assumir as responsabilidades às vezes passa por mostrar a porta da RUA (Que esta casa não é tua!), como fizeram os gerentes de hoteis em Espanha e muito bem. Perturbaram os outros utentes e partiram mobílias.
Nada como passar a noite ao frio, ao relento para perceber que o tecto também tem de se merecer.
Março 24, 2008 at 11:59 pm
Ora aí está um belo tema para discussão: A influência (muito negativa, digo eu), da perspectiva “psicologista” no ensino, nos últimos trinta anos. Os mecanismos metacognitivos da desresponsabilização e da desculpabilização, o “respeito” pela diversidade e unicidade da pessoa humana, os factores de inclusão e de exclusão (a pobreza pois claro, que tem as costas largas), a adaptação dos conteúdos e estratégias aos ritmos e aos saberes do grupo e de cada um,… enfim, todo um conjunto de “teorias” em nome de princípios supostamente democráticos e humanistas. E onde ficou o rigor científico, o trabalho exigente, o respeito pelos compromissos no cumprimento de tarefas, o trabalho de quem ensina (ensinar) e o trabalho de quem aprende (aprender)? Onde ficou a escola?
Março 24, 2008 at 11:59 pm
Caro “atento”, relativamente ao meu comentário (15), reforço que o PEDIDO DE DESCULPAS PÚBLICO (DA FAMÍLIA DA ALUNA) seria um bom princípio! Pelo menos esse hábito deveria ser uma constante, pois é o mínimo que se exige. Claro que o resto terá que ser implantado de outras maneiras. Não esqueçamos que esta situação descrita no “video” não é um caso pontual e, deriva de vários anos de progressiva destruição da autoridade do professor e da escola. Muito haverá para refazer. Aos poucos e poucos o descalabro teve um percurso, como é óbvio.
Faça-se sim uma avaliação de professores, justa, prática, lógica e concreta, mas avalie-se também outras coisas… e criem-se normas de conduta para alunos como dado inicial.
Março 25, 2008 at 12:02 am
A Idalina Jorge tem alguma razão.
Casos como aqueles do Carolina Michaëlis são mais frequentes numas escolas do que noutras.
Nunca trabalhei no Carolina, mas moro muito perto. E é claramente uma escola em decadência. Até há uns anos atrás, 7-8, só para lá iam alunos da classe média/média-alta e era à data uma das mais prestigiadas do Porto, entretanto começou a perder alunos, para sobreviver começou a aceitar todo o tipo de alunos. A isto junta-se: uma tentativa de encerramento em 2003,2004, que só a queda do governo travou, e os maus CE, desde 2001, já vai no 4.º CE, o actual tomou posse em 2007, a presidente, tem 36 anos, é uma professora do Quadro de Zona Pedagógica, o que não deixa de demonstrar o desinteresse dos professores do quadro. A este propósito deixo este texto que veio no ranking do público de 2007:
“Carolina Michaelis
ainda não parou de descer
Em 2001 estava entre as melhores, no
16.ª lugar, com média de 12,6 e 561
provas realizadas. O ano passado, os
resultados da secundária Carolina
Michaelis, no Porto, foram negativos,
colocando-na abaixo do meio
da tabela, na posição 388, com 9,4
de média em 369 exames feitos. O que
se passou com a única escola que tem
visto as suas médias descer de há sete
anos para cá? “Os alunos mudaram”,
é a resposta lacónica da presidente do
executivo Carla Duarte, que se escuda
em frases como “o conselho executivo
entrou este ano em funções” ou
“não estava cá nessa altura”. Pelo
meio lá vai apontando algumas das
possíveis causas da quebra: os alunos
são “menos trabalhadores e menos
empenhados”, a escola começou a receber
jovens de fora, houve um ano
que não abriu o 7.º ano e que esteve
prestes a fechar… Toda essa insconstância
terá influenciado, mas “não
há uma razão que se possa dizer que
seja a causa”, conclui.”
Março 25, 2008 at 12:03 am
O texto anterior sobre o Carolina pode ser lido aqui:
http://www.esec-j-gomes-ferreira.rcts.pt/ranking2007_publico.pdf
pág. 32
Março 25, 2008 at 12:03 am
Caro motta, com as devidas diferenças de contexto e de conteúdo, quase me apetece dizer que «quando oiço falar de psicólogos, pedagogos e de ciências da educação», dá-me vontade logo de “puxar da pistola”! em sentido figurado claro.
Farto dessses gajos! Fartinho!!!
Março 25, 2008 at 12:08 am
Para post 46:
1. afinal estamos de acordo. É uma instituição afamada;
2. temos algo em comum – conhece o Técnico.
Eu conheço o meu filho que o frequenta, o meu sobrinho mais velho que o frequentou e o meu irmão que também o frequentou e lá se doutorou com mérito;
3. a disciplina é Álgebra 1;
4. O nome do professor não sei, nem me interessa.Tem o meu apoio incondicional;
5. “Donde se prova que uma avaliação séria pode fazer avançar o nível de excelência da investigação em Portugal”.
Pois poderia.
Mas não abrem vagas para novos professores/investigadores de reconhecido valor pela própria instituição.Ou têm de se sujeitar a um vencimento que em nada dignifica a sua excelência.
Março 25, 2008 at 12:16 am
No outro dia ri-me aqui com alguém que chamava “psicólogo” ao chinelo com que mostrava ao filho que estava a ir longe de mais. Bastava falar no “psicólogo” para o miúdo auto-regular o comportamento.
Cheguei à conclusão, que em tenra idade, uma palmadinha certa, na hora certa: É uma Benção do Céu!
Março 25, 2008 at 12:27 am
Adenda ao atento,
6.O relato desta situação foi feito pelo meu filho. Na segunda aula em que isto aconteceu e o professor juntou os papéis, meteu-os na pasta e saiu, um grupo pequeno de alunos levantou-se, olhou para os betos e disseram:”Se isto volta a acontecer, lá fora o pessoal conversa!”
Devem ter sido convincentes.
Março 25, 2008 at 12:37 am
Sem querer abusar, a excelência da investigação em Portugal é um facto. Mas muita dela anda fora de Portugal, tipo brain drain. Sem muitas hipóteses de dar o seu melhor ao país e para onde alguma, senão muita, dessa excelência queria voltar.
Março 25, 2008 at 12:40 am
outros tempos
agora não há alunos mal educados; são todos hiperactivos (com défice de qqr coisa).
Os psicólogos têm que ganhar a vida.
Março 25, 2008 at 12:41 am
O mais injusto disto tudo é que há muitos alunos que gostam da escola, trabalham e querem aprender.
Os professores gostam de e querem trabalhar. Mas, aqueles que as escolas andam a priveligiar (directrizes de sucesso para estatísticas) são os que ou não lá querem estar ou dá-lhes gozo de andar lá para destruir, quanto mais melhor.
Poucos alunos deste último tipo, numa turma, chegam para desgastar os professores e impedirem os colegas de avançar nas aprendizagens.
Mas são estes últimos que os professores são mandados privilegiar, nem que seja “fazendo o pino”.
É completamente perverso!
Março 25, 2008 at 12:51 am
Citizen,
Quando oiço Eduardos Sás e Anas Vasconcelos (e sem querer ser maldosa) a desculpabilizar o que é socialmente inadmissível (para as vítimas e até para os próprios agressores) chego a questionar-me se não andam à pesca de clientes(?). Não os entendo!
Março 25, 2008 at 12:53 am
rc,
“Poucos alunos deste último tipo, numa turma, chegam para desgastar os professores e impedirem os colegas de avançar nas aprendizagens.
Mas são estes últimos que os professores são mandados privilegiar, nem que seja “fazendo o pino”.”
Muitas escolas deixaram de fazer isso, organizando turmas de nivel, quanto a mim bem.
Repara nas pautas das turmas A,B,C e nas restantes.
Um exemplo na Escola do presidente do conselho das escolas, o 7A e 7B e o 7E.
http://www.esec-dr-j-g-ferreira-alves.rcts.pt/pautas_avaliacao_2periodo.html
Março 25, 2008 at 1:07 am
Coitados dos colegas que dão aulas aos outros. A quem sai a lotaria ?
Março 25, 2008 at 1:16 am
Eu não concordo com as turmas de nível.
(E não tem nada a ver com o facto desta ser a escola do presidente do conselho das escolas.)
Se houver cuidado na formação das turmas, se o nº de alunos por turma for razoável (15? 18?), se as regras disciplinares funcionarem, penso que o contacto entre alunos com percursos diferentes é enriquecedor para uns e para outros.
Na mesma onda poderíamos também propôr turmas só de rapazes e turmas só de raparigas, já que alguns estudos têm timidamente vindo a apontar para aí.
Março 25, 2008 at 1:17 am
Finalmente, um psicólogo!
Estou mais aliviada com um artigo dum psicólogo. Nestes últimos tempos só tive acesso, na imprensa “generalista”, a artigos de pxicologuês.
De facto, o enquadramento de qualquer “inter-relacionamento” só tem (verdadeiro) significado quando se enquadram os diveros contextos que lhe dão significação. A começar pelas mensagens (explícitas e implícitas) do “poder político” no caso de ” poder político de definição da política educativa”.
Março 25, 2008 at 1:35 am
“se o nº de alunos por turma for razoável (15? 18?), se as regras disciplinares funcionarem, penso que o contacto entre alunos com percursos diferentes é enriquecedor para uns e para outros.”
Fernanda,
Os pais que enchem o ensino privado não pensam assim.
Não tenho a sua experiência, mas nos meus 12 anos de docência tenho observado que nas turmas heterogêneas, os 1.ºs a pedir tranferência são os melhores alunos. Turmas heterogêneas é o que faz o Carolina, com os resultados que estão à vista. Para lá das aprendizagens junta-se a mistura de idades(o nosso sistema de ensino tem imensos repetentes), e o efeito de liderança negativa provocado pelos piores alunos.
Todos os anos, no 5.º ano, miúdos com boas prestações até aí, se deixem levar pela delinquência, regra geral puxados pelos desordeiros. Isto acontece na escola EB23 dos meus filhos, e também aconteceu com colegas meus no preparatório.
“se as regras disciplinares funcionarem”
Mas, pelo que se diz e vê, não funcionam.
Março 25, 2008 at 1:55 am
Aconselho a jornalista Margarida Davim
do Jornal Sol que está a preparar um dossier sobre o tema a ir investigar nas escolas dos subúrbios de Lisboa, Porto, Matosinhos, Gaia, Almada, Olhão, Vila do Conde, Angra do Heroísmo, Rabo-de-Peixe e Quarteira. Só para começar.
Aqui, se assistir durante uma semana, às aulas de turmas difíceis (pergunte na sala dos professores), encontrará matéria para uma tese de doutoramento.
Março 25, 2008 at 2:00 am
Olinda,
Só o espero que os CEs não a deixem entrar.
Março 25, 2008 at 2:06 am
DA,
O facto de eu andar a ensinar há 30 anos, não significa que saiba mais do que alguém que ensina há 12 anos.
Assim como o facto do Carolina ter turmas heterogéneas (não sei se é o caso, tal as coisas que vamos lendo) não significa que o problema seja esse.
O assunto é delicado.Mas sou contra turmas de nível. Por todas as razões- pedagógicas e, essencialmente, sociais e culturais.
Deixem as escolas fazer o seu trabalho. Chega de regulamentações da 5 de Outubro.
Março 25, 2008 at 2:16 am
DA
porque espera que os CEs não a deixem entrar?!
Março 25, 2008 at 2:16 am
E se os meninos e meninas se portam muito mal e não deixam os outros aprender,se os meninos e meninas continuarem na brincadeira….olhem já não consigo acabar o resto da frase porque estou muito cansada e quase já adormeci em cima do teclado. Nestas alturas o melhor é sair de cena.
Boa noite.
E ainda bem que o coelho que andava atrás do ovo já passou para a outra página.
Março 25, 2008 at 2:28 am
Fernanda,
Disse que o Carolina faz turmas heterogêneas, pois foi o que li no 24 horas de Sábado, dito pelo Charrua, que é lá professor.
“Deixem as escolas fazer o seu trabalho. Chega de regulamentações da 5 de Outubro.”
É isso, cada escola que decida.
quero ser um…
Porque há muita coisa para investigar/divulgar na educação mais importante que isto: Fraude no Acesso ao ensino superior, notas inflacionadas no ensino secundário(colégios e externatos)
E este tipo de reportagens só servem para descredibilizar a escola pública.
Março 25, 2008 at 2:30 am
Há uns escassos meses falei com um colega nosso de uma Secundária que durante largos anos foi professor da licenciatura de Ciências da Educação numa Faculdade de uma Universidade. Abandonou a Universidade e voltou á (sua) escola, por divergências (…).
É um excelente professor.
Mas o “virús” investigativo não “o” largou.
Testa nas (suas) turmas duas situações. Dar mais do (seu) tempo ora a alunos com melhores/médias ora a alunos com mais dificuldades de aprendizagem. Que resultados obteve nos testes da diciplina?
Quando deu mais atenção aos alunos “altos/médios” da disciplina estes tinham bons resultados. Quando deu menor atenção aos alunos “altos/médios da disciplina (e apoiou tb os alunos com mais dificuldades de aprendizagem)os resultados dos (seus) alunos “altos/médios” da disciplina baixaram (consideravelmente) o rendimento na disciplina.
Provou, na (sua) prática pedagógica os dados da investigação.
Março 25, 2008 at 8:48 am
Quando é que os psicólogos vão chegar à conclusão de que os alunos só são iguais perante Deus ou o Comité Central de um qualquer bando de idiotas ?
Quando é que os psicólogos vão perceber que há alunos que não merecem estar na escola, pelo menos enquanto se continuar a apostar nos currícula actuais que promovem um “igualitarismo” sem sentido e uma diferenciação perversa ?
Quando é que os psicólogos vão compreender que a impunidade (ausência de medo, de autoridade, de sanções, de responsabilidade, ou o que lhe quiserem chamar) é a mãe de todos os vícios ?
Quando é que os psicólogos vão deixar de ler a literatura de cordel que lhes serve como formação de base para passarem a ler Filosofia, Literatura e História, como terapia para passarem a compreender um pouco melhor a Vida de todos nós ?
Quando é que os psicólogos vão entender que a relação de alteridade entre o docente e o aluno deve assentar numa assimetria patente e assumida, porque de um lado está a memória e a cultura da comunidade de referência e do outro apenas uma enorme interrogação em forma de narcisismo, saudável ou doentio ?
Assinado: um psicólogo heterodoxo
Março 25, 2008 at 9:07 am
Todos conhecemos casos em que a primeira prioridade do professor é sobreviver (se possível sem “comer”).
A segunda prioridade é leccionar.
Março 25, 2008 at 10:29 am
Em relação ao post e realço encontrar-me numa escola de “brandos costumes” (algum isolamento não trará unicamente aspectos negativos),a questão sobre o modo como reagiríamos se os nossos pais tivessem sido alertados para comportamentos do género, é algo em que nem me atreveria a pensar (e ainda bem!). Há 2 anos e na qualidade de DT, tendo recebido participação escrita de uma colega muito jovem quanto ao vocabulário ofensivo proferido por uma aluna ao receber um teste, fiquei surpreendida quando o EE da jovem a desculpabilizou, afirmando que “os tempos actuais permitiam certas liberdades”. Não me contive e tive de lhe responder, com calma , que “a boa educação e o respeito não tinham época”.
Quanto a alguns comentários anteriores, é certo que atitudes (pré-)delinquentes crescem em muitas escolas. No entanto, parece-me que com uma política de escola as coisas podem vir a ser bastante atenuadas, apesar da legislação laxista e com plena consciência de que o zelar-se de forma atenta pelo estrito cumprimento das regras na escola, não poder contribuir para a resolução de alguns conceitos pós-modernaços de “liberdade” (ou negligência) em família, mas essa não será – esperamos nós – a nossa área de actuação.
Março 25, 2008 at 11:01 am
O dever de reserva leva-me a não evocar casos recentes, onde lecciono.
Mas recordo o caso passado há perto de uma década em que alunos praticavam a extorsão dos mais novos quando os apanhavam no WC da Escola.
Um dia, decidi que chegava e interrompi a aula de uma colega pedidndo-lhe para confrontar os dois visados por várias queixas.
Sem grande esforço confessaram e à frente de todos devolveram as moedas às suas vítimas.
24 horas depois a EE de um deles (o matulão que intimidava os pequenitos) surgiu na Escola a negar tudo e a chamar-me “mentiroso”, na sua visita de intimidação à DT do seu educando, o qual entretanto achara por bem deixar de se pronunciar sobre o assunto.
A coisa resolveu-se, mas foi preciso deixar as abordagens pós-modernas para trás das costas.
As coisas não se repetiram.
A EE deixou de espernear e insultar qualquer docente da Escola.
No final do ano, o aluno rumou voluntariamente a outras paragens.
Março 25, 2008 at 11:10 am
Foi à procura de uma escola mais modernaça.
E, o problema é que são tantas escolas e tantos CE com tantas e tão diferentes formas de actuar ou de não actuar, que isto sobra sempre é para nós.
Março 25, 2008 at 11:41 pm
[...] 25, 2008 E eis que um “psicólogo” se salva da azelhice da sua classe profissional, como se pode ler aqui no blog A Educação do Meu Umbigo, por seu lado uma selecção do que se escreveu numa página do Portugal [...]