Avaliação “flexível” pode dar queixas
Professores dispensam “mediadores” no conflito com ministra
Ponto prévio sobre o estado da questão: para mim, neste momento, o modelo de avaliação dos professores inicialmente proposto pelo ME deixou de existir fora das letras do decreto regulamentar 2/2008.
Como muitas leis em Portugal foi mal planeada, apressadamente publicada e inexequível na prática.
Enquanto peça legislativa útil para melhorar a sociedade é imprestável.
Como esta há muitas no nosso país.
Só que esta atinge um ponto nevrálgico do funcionamento do sistema de ensino e destina-se a dar cobertura a alguns aspectos da divisão da carreira docente em duas.
Perante tal situação, e como esta foi a gota de água que fez transbordar decisivamente o copo da paciência dos professores, tem sido a questão da «avaliação» que erradamente tem ocupado a agenda mediática e negocial na área da Educação. O Ministério até agradece porque assim pode sempre declarar qu os professores só estão preocupados com a «avaliação».
Mas adiante, foquemo-nos agora no que importa e o que importa é o qu fazer com este imbróglio.
- Perante a constatação na generalidade das escolas (20 ou 30 excepções não fazem uma regra) e nas ruas que a situação era impossível de concretizar com seriedade, o ME recuou, dizendo que não recuava, e, na minha opinião, cedeu em muito do que poderia ceder, não fosse a sua necessidade de dar a entender que não cedeu.
- Perante a súbita união sentida entre os professores, os sindicatos uniram-se numa posição comum e tentam uma demonstração de força que se traduza numa vitória incondicional sobre o ME e sobre a equipa ministerial. Para mim, esse é um ligeiro excesso que pode comprometer algo mais importante do que tirar a bandeirinha das mãos do porta-estandarte adversário ou receber a cabeça do general inimigo numa salva de prata.
Mas numa coisa os sindicatos têm toda a razão: apesar das cedências, ou por causa delas, a existência do decreto regulamentar 2/2008 já não faz sentido.
É bem verdade que, mesmo não concordando com ele, qualquer docente pode alegar que os procedimentos «simplificados» não têm a força de lei e são incompatíveis com o decreto. E nada impede que, continuando formalmente em vigor, após a primeira leva de avaliações e classificações, no rescaldo das eleições de 2009 ele não venha ser avivado.
Isto significa algo muito simples: o decreto regulamentar 2/2008 deveria ser substituído ou, no mínimo, revisto.
Sendo isso altamente desejável, torna-se impraticável se os «parceiros» continuarem a apedrejar-se na praça pública por motivos de mero orgulho que, como sabemos, é pecado capital.
Ora nem a equipa ministerial, nem os sindicatos, estão onde estão para defender a sua imagem pessoal mas sim para assumirem as suas obrigações institucionais: a Ministra e os Secretários de Estado estão onde estão para tentarem obter as melhores soluções para o funcionamento do sistema de ensino (e o decreto regulamentar 2/2008 é um factor de perturbação e não de aperfeiçoamento do sistema) e não para defenderem a sua imagem política pública; os líderes dos sindicatos estão onde estão para defender os melhores interesses dos seus representados e não para gritarem vitórias a cada negociação. Estão lá para as conseguir: por certo que, conseguindo-as, nós percebemos sem necessidade de gritaria.
Por isso mesmo, com ou sem mediações, as duas partes deveriam assumir as suas responsabilidades para com o seu papel no sector da Educação e colaborarem na resolução do problema.
O ME que perca a paranóia do «recuo» e os sindicatos a bravata da «vitória incondicional».
Revejam o decreto regulamentar 2/2008, nem que seja formalizando os procedimentos simplificados de uma forma que seja coerente e não casuística. Introduzam nessa revisão um cronograma básico para a implementação do modelo de avaliação. O CCAP que dê sinal de vida. O CNE que exista. No meio disto, dou a mão à palmatória e reconheço que o Conselho de Escolas tem feitos os possíveis com as suas limitações.
Livrem-nos deste filme desnecessário e destas manifestações espúrias de meninos-guerreiros.
Queremos o problema resolvido ou não?
Queremos ficar bem no retrato final ou dar solução a isto?
Ela está tão perto: resta que os protagonistas esqueçam as suas disputas pessoais e se dediquem a resolver uma questão de interesse público nacional.
Saibam assumir as respectivas responsabilidades. Assumam as suas funções institucionais com brio.
Hesito em evocar o tão espezinhado «sentido de Estado».
Deixem-se de quezílias de pátio, de meninas e meninos birrentos.
Março 17, 2008 at 10:48 am
A situação provocada pela incompetênca e pressa demonstradas pelo ME é, de facto, insustentável.
O decreto regulamentar 2/2008 não é compatível com a realidade das escolas, pelo que o ME tentou agora encontrar uma solução de flexibildade. Só que a flexibilidade desrespeita a legislação criada pelo próprio ME. Conclusão: a balbúrdia está instalada…
E agora? Por uma questão de coerência volte-se atrás e mude-se o decreto-lei, de forma a tornar a avaliação de desempenho possível, justa e equilibada.
Março 17, 2008 at 11:17 am
Apresentar a questão do diferendo entre o ME e os sindicatos como uma quezília de meninos birrentos é uma caricatura que desfoca e simplifica uma realidade muito complexa.
Quem conduziu a um beco sem saída a questão da avaliação foi o ME que, perante a impossibilidade prática de aplicar o decreto 2/2008 e a impossibilidade política de o suspender, começou a atropelar a legalidade e, neste momento, está em fuga para a frente.
Agiram bem os sindicatos ao recusarem os mediadores, porque entre os professores e o ministério os mediadores são os sindicatos. Mesmo depois da última revisão constitucional que foi feita em conexão com as alterações ao Código de Trabalho, as negociações são com as organizações sindicais.
O Conselho das Escolas é um órgão consultivo do Ministério e não representa os professores. Tem servido para a equipa ministerial dizer que está a “trabalhar com as escolas”.
Repito, estão a agir bem os sindicatos. O modelo de avaliação terá de ser suspenso e revisto no âmbito da renegociação do ECD.
Março 17, 2008 at 11:21 am
Perfeitamente de acordo, Paulo.
O memorando do ME, que chegou no dia 14 às escolas, acaba por desvalorizar o decreto 2/2008. Sendo assim, por que não reformulá-lo até ao final do ano lectivo?
Março 17, 2008 at 11:22 am
Mário Nogueira (MG) continua imparável:
“o conflito é entre o Ministério e os professores. E os sindicatos são os seus representantes naturais”.
Saberá porventura MG que a invocação de um direito natural (que é o que ele reclama para os sindicatos) tem origem numa entidade metafísica, por norma a vontade de Deus, a mesma que concedia aos Reis e Imperadores a representação dos seus súbditos ???
É evidente que tanto os sindicatos como o Ministério tentam espremer os docentes num torniquete utilitarista, estando apenas preocupados com as respectivas seitas e respectivos direitos “naturais”.
Do lado de Sócrates invoca-se o voto popular que deu maioria absoluta para operar as mudanças que conduzem ao “progresso”; do lado da FENPROF agita-se a legitimidade natural de as organizações burocráticas cavalgarem na vanguarda da consciência de classe como seus representantes “ad eternum”, por desígnio da vontade da “História”.
Hegel de bigode e cuecas a fazer o pino continua a ser Hegel, embora seja um pouco risível.
Março 17, 2008 at 11:51 am
Ainda na página do DN onde estas coisas, hoje, são tratadas, -para além de um socretino meio editorial a propósito de “mediação” (tão paternalistas que andamos;serão efeitos da quadra pascal?)
também ficamos a saber que, no Marão, “mandam os que lá estão!”, e em Amarante também…
“Normas.Ainda as novas regras estavam por publicar, já a escola as preparava.”…
Muito antes de serem publicadas, já estas “inflexíveis” presidentas , em sintonia com os socretinos desígnios,adivinhavam o futuro, sem receio de mudanças…
Mais “papistas que o papa”, aí vão elas, sem dó nem piedade, com as regras delas na mão, a amansar os inconformados.
(Recordo-me que, no reinado de Guterres, uma das grandes inovações pedagógicas introduzidas no ensino tinha tido origem ali para as bandas do Caramulo…)
Estas, agora, parecem ter origem no Marão…
Elevação, sim senhor.Muita elevação.
E, ao contrário do que é suposto, estou em crer que a asinina espécie, por ali, não corre riscos de extinção…
É assim: aos professores é dada a possibilidade de elegerem os seus presidentes…
Março 17, 2008 at 12:28 pm
Meus caros: O ministério está num beco sem saida, é trapalhada atrás de trapalhada.Como é que a justiça pode funcionar num pais onde o próprio estado passa por cima do que ela dita. Ontem o Daniel Sampaio, como todos sabem irmão do senhor ex presidente que disse que os professores na Finlândia trabalhavam 50 horas por semana, interrogava-se na pública sobre o silêncio do Conselho Nacional de Educação. Então a minha sugestão é a seguinte: com a coordenação do Paulo Guinote e com a colaboração de todos nós seria elaborado e aprovado um documento sobre a situação actual na educação, esse documento era enviado ao Conselho Nacional de Educação, de forma a que este orgão emiti-se uma opinião sobre a actual situação(meus caros não sei se isto será possivel, é apenas uma ideia, pode ser um grande disparate mas o silêncio desse orgão começa a ser prolongado)abraço
Março 17, 2008 at 12:34 pm
Pedro Facão, Roma e Pavia…
As coisas não vão todas voltar naturalmente e sem algum tempo a uma relativa normalidade.
Que tal estabelecermos prioridades?
Sendo o aspecto mais importante – renegociar o ECD – ele é o que está mais distante – sendo necessário dar passos para lá, resolvendo as etapas intermédias com um gasto mínimo de tempo e energia.
Se os sindicatos estão correctos?
Espero bem que sim.
Se isto se tornou uma birra?
Acho também que sim.
E nunca devemos esquecer, que é pouco adequado adoptar os comportamentos de arrogância que criticámos aos outros.
O payback time não é agora.
É em 2009 nas eleições, certo?
Março 17, 2008 at 12:42 pm
Tomei a liberdade de fazer eco deste post…
Grato pela partilha.
Morfeu
Março 17, 2008 at 12:48 pm
Paulo as palavras de elogio vão faltando penso que o teu post é revelador do beco onde estamos. Ou seja os intervenientes não sabem nada sobre resolução de conflitos deviam ler um bocadinho de T Gordon para poderem aplicar o método que ele propoem para resolver os conflitos sem vencedores nem vencidos
Março 17, 2008 at 12:52 pm
Aparentemente fora do contexto, surge no público de hoje um artigo do politólogo, Pedro Magalhães, com o título “O drama da maioria absoluta”, cuja leitura sugiro.Parece-me oportuno juntar às nossas inúmeras e complexas reflexões, mais esta: até que ponto a nossa situação resultou do poder de uma maioria que põe e dispõe?…fica como sugestão, para não atrapalhar prioridades.
morfeu
Março 17, 2008 at 12:57 pm
Em que ficamos?
os contratados e os professores que transitariam para escalões superiores como poderão ser avaliados?
Não concordo com a simplificação do modelo?
A alternativa é a passagem administrativa desses colegas. Os contratados podem muito bem continuar, nesta fase transitória, sem a avaliação. Apenas relatórios da actividade.
Março 17, 2008 at 1:25 pm
Os professores a contrato SEMPRE foram avaliados após o cumprimento do contrato. Por que é que este ano não são avaliados do mesmo modo, alguém me explica, (devo ser dura de cabeça)!??????
Março 17, 2008 at 1:30 pm
joão Douro,
O CNE emitiu ao longo destes anos inúmeros pareceres. Alguns com basatante qualidade. O que fez a 5 de Outubro!? Nada.
Março 17, 2008 at 1:31 pm
Errata: “bastante”
Março 17, 2008 at 1:36 pm
O Presidente da República! Será que ele pode deixar de mandar recadinhos por Marcelo e Lobo Antunes? Será que o podemos ouvir sobre o novo processo legislativo na TV? Tanto quanto sei, as leis deste país carecem de promulgação do Presidente da República. Mas as leis do ME agora são publicadas na TV e nunca chegam ao Diário da República.
Senhor Presidente, tem alguma coisa a dizer aos professores?
Março 17, 2008 at 1:44 pm
Volvidos muitos anos e muitas milhares de horas de reflexão e de negociação surge um Estatuto de Carreira Docente com grande consensualidade entre todos.
Em meses,o trio da 5 de Outubro, completamente ignorante, arrogante, prepotente, coloca o trabalho das equipas que lhe sucederam em causa e envia literalmente TUDO para o lixo! O pior (ainda) é que os tais (completamente desautorizados) aplaudem esse mesmo “trio maravilha” que os qualifica “como incompetentes, ignorantes,e outros mimos”. Veja-se o sr Santos Silva. Que patético, não é verdade?
Penso que a sociedade portuguesa, em geral, está com graves problemas do foro psiquiátrico…
Março 17, 2008 at 1:54 pm
Penso que o PR anda mais preocupado nas questões do PSD (…) do que tratar do maior problema nacional: O Ensino.
Este sim um assunto de Estado.
Será que o actual P.R. aprendeu (a conspirar) com Mario Soares, quando este era PR e ele PM…Cheira-me que sim.
Fica muito mal o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD colocar-se contra a Manela (Ferreira Leite intíma do P.R. e decerto da mãe do Sócrates), será?
Por mim não estou NADA a gostar da actuação do P.R.! NADA! Disse.
Março 17, 2008 at 2:01 pm
A uns 150 metros deste computador vive um ex-deputado do PSD. Com uma reforma choruda pelos prestimos de 12 anos de levantar e sentar “o traseiro” nas cadeiras do Parlamento Nacional. A bem do ex-PM hoje PR.
Quem é esta MFL? Uma economista trazida por “cavaco” como sua pessoa de confiança pessoal. Nada mais. Para quê tantas vénias? Não gosto NADA da mulher…Disse.
Março 17, 2008 at 3:31 pm
Peço desculpa.
Os contratados deveriam ser avaliados como o foram até ao momento.
Os outros profs também poderiam apresentar o relatório crítico no qual já estão considerados vários itens, nomeadamente a assiduidade, avalição dos alunos, relação com estes e encarregados de educação, acções de formação, etc… Por que razão uns professores terão aulas assistidas e outros não? Grande complicação para as escolas.
O modelo de avaliação do Paulo deve ser implementado experimentalmente; por outro lado, a avaliação do professor/a deveria ser de um período de 4 a 5 anos. Só assim é que se poderá ter elementos que permitam tirar alguma conclusão. Esta avaliação para ser, também, formativa, não pode ter um período muito curto.
Março 17, 2008 at 4:55 pm
O que é interessante é que tanto a srª ME, como o sr que a secretaria, propuseram a simplificação do processo, deixando cair a observação de aulas e apontando para o preenchimento da ficha de avaliação individual onde poderia ser juntado o cômputo da assiduidade.
Que é isto mais do que o relatório crítico elaborado até ao início da saída deste diploma?
Porque não estendem, simplesmente, até ao final do ano lectivo, o período transitório, referido nesse mesmo diploma?
Não “perdiam a cara” e davam tempo a que fosse regulamentado, estudado pela CCAP, renegociado ou qualquer outra forma que encontrassem de transformar aquela carga de burocracia numa avaliação pertinente.
Março 17, 2008 at 5:05 pm
Perante a leitura deste post , com distribuição salomónica de culpas, senti necessidade de reler a posição deste sindicato.
Julguei útil colocar parte dela aqui (parte para não ocupar muito espaço, pode ser lida na totalidade no sítio da Fenprof).
Nada disto me pareceu “bravata de vitória in condicional”. Reparei que não se preocupam só com a avaliação.
A FENPROF reafirmou as propostas…
1. Suspensão do processo de avaliação do desempenho, sem prejuízo para qualquer docente;
2. Não aplicação, no corrente ano escolar, de qualquer procedimento decorrente do novo diploma de gestão escolar;
3. Negociação de regras para elaboração dos horários dos docentes no próximo ano lectivo (consideração efectiva da formação contínua como integrada no horário laboral e consideração de um período mínimo de 9 horas semanais para a componente individual de trabalho);
4. Respeito pelas decisões e sentenças dos tribunais.
A FENPROF considerou, ainda, importante a reabertura, em 2009, de processos negociais de revisão do Estatuto da Carreira Docente, da direcção e gestão das escolas e do regime de Educação Especial.
Será que – pergunto eu – que não é isto que nesta altura é o óbvio?
Março 17, 2008 at 5:10 pm
Quando o Mário Nogueira dá este exemplo:
“Numa escola, um professor fraco, que seja apenas avaliado pelo critério da assiduidade, pode ter uma classificação excelente. E outro, melhor, por que a sua escola já consegue avaliar todos os critérios previstos, acaba pior classificado”
Sobre as eventuais ilegalidades, ouvi o Pedreira a dizer que iam criar uma solução técnica, suponho legislativa, para cobrir estas mudanças.
Março 17, 2008 at 5:19 pm
Todo o Mundo,
o que o que os sindicatos têm a ver com o modelo de gestão?
Março 17, 2008 at 5:48 pm
No blogue de José Matias Alves TERREAR, pode ler-se, sob o título ( pergunto eu porque razão JMatias Alves não passa estas mensagens no Conselho Científico – era um começo de discussão, se calhar fê-lo mas ninguém o sabe???)
“E se defendêssemos alguns princípios sensatos?Como por exemplo,
i) ninguém poderá exercer as funções de avaliador sem formação (sem conhecimento específico) para essa actividade complexa.
ii) ninguém pode definir objectivos individuais sem que o projecto educativo enuncie de forma clara os objectivos (e as metas) organizacionais.
iii) ninguém pode definir objectivos individuais sem que o Departamento enuncie os objectivos departamentais.
iv) ninguém pode definir os seus indicadores de medida sem que a organização o faça tendo em conta os anos, os cursos, as fileiras de estudo…
v) ninguém pode aceitar grelhas de observação e de registo que espartilhem e desconjuntem a actividade profissional.
vi) ninguém pode aceitar instrumentos de registo que lhe devolvam uma imagem desfocada, desfasada da realidade.
vii) ninguém deveria aceitar que os instrumentos de registo deixassem de fora dimensões da sua actividade educativa.
viii) ninguém deveria aceitar uma avaliação ao serviço do policiamento, da conformidade, da subserviência
e deveriam reclamar
a) a redução e flexibilização do número de critérios;
b) a redução dos níveis/descritores/indicadores de medida (porque esta ilusão eficientista/objectivista é pura perda de energia e fonte permanente de disputa interpretativa)
c) a flexibilização do nº de observação de aulas.
ou seja
afirmar que a avaliação tem de ser um meio flexível, económico, ajustado às realidades, alinhado com os fins proclamados, acessório. E não inquinar toda a prática educativa.
ESTES PONTOS BEM COMO A ANÁLISE DE PAULO GUINOTE, por exemplo, PODEM SER BASE DE COMEÇA DE (RE) DISCUSSÃO DESTA QUESTÃO.
NÃO ESQUECER que a lei sobre ensino especial está para seguir, já fui avisada hoje na minha DT que os alunos x e y já não vão ser abrangidos pelas medidas de que beneficiavam até agora, embora oCE mantenha algumas…
e O ESTATUTO DO ALUNO ficou suspenso (?) mas não houve mais notícias…e o MODELO DE GESTÃO , os municípios parece que o adoram…
Desculpe, Paulo o comentário tão longo!
Um abraço.
Março 17, 2008 at 6:31 pm
O estatuto do aluno não está suspenso.
Se este for regulamentado, ou seja, se estiverem as alterações no regulamento interno da escola, este é aplicado.
(http://www.dren.min-edu.pt/OfCirc/2008/OfCirc_02_08.pdf
Março 17, 2008 at 6:31 pm
http://www.dren.min-edu.pt/OfCirc/2008/OfCirc_02_08.pdf
Março 17, 2008 at 6:34 pm
r.matos
é uma lei que está e não está suspensa.. se os RIs ainda não foram reformulados nem existe… ando com a cabeça em água com tanta lei que sim, não , talvez, quem sabe…
Março 17, 2008 at 6:38 pm
rendadebilros
Se se considerar que as alterações têm que ser efectuadas até ao final do ano lectivo, de facto as mesmas só terão efeito no próximo ano.
Mas e para o ano? como vai ser? Este estatuto tem que ser alterado.
Março 17, 2008 at 6:41 pm
Resumindo e concluindo: a incompetência desta equipa ministerial lançou a confusão total nas escolas, como não se via há muito tempo, ou como nunca se viu. Nem o tristemente célebre concurso da tia Maria do Carmo gerou tal confusão. Esta gente pensa que as casas se constroem a partir do telhado. Ele é o estatuto do aluno, ele é o decreto do ensino especial,ele é o DR nº 2, aquela pérola da literatura, ele é o novíssimo regime de autonomia(?) e gestão das escolas. Tantas horas de trabalho que as escolas têm aguentado, roubando tempo à promoção do verdadeiro sucesso educativo dos alunos. E tudo para quê? Qualquer um, mesmo sem estar nas escolas, veria logo à primeira leitura que o estatuto do aluno é cretino ( como é possível um aluno ser prejudicado por estar doente, por exemplo?), o decreto sobre a avaliação dos professores não é exequível ( a não ser que os alunos passem para segundo plano e os professores se ocupem a avaliar-se uns aos outros), e o decreto do ensino especial é um retrocesso de décadas na área do ensino especial( que precisava de alterações, sem dúvida). E alguém conhece alguma avaliação que tenha sido efectuada ao DL nº115-A ? Eu não ! Então vamos mudá-lo só porque sim.A pérola maior, aquela que abriu feridas que não vão sarar jamé, é o ECD, com o seu concurso para professor titular, que contaminou e inquinou tudo o que está a jusante.
Março 17, 2008 at 6:48 pm
r.matos e Maria Ferreira
Mas alguém aplicou esse estatuto? só para decidir aquela história das provas era um quebra-cabeças!!!
Pois foi, Maria , essa do titular é que foi …
Março 17, 2008 at 7:14 pm
Comentário muito lateral: pelo que me apercebo, e pela não perfeita sobreposição de escalões, quem estava prestes a concluir o 7º escalão não poderá progredir este ano.
Ou seja, na prática, não devem existir quase nenhuns professores dos quadros a necessitar de avaliação este ano.
É um assunto que quero perceber melhor, pois é capaz de ser interessante usar como argumento a favor do avanço da avaliação algo que não tem aplicação prática quase nenhuma.
Março 17, 2008 at 8:42 pm
Alguém me informa, p. f., sbre o conteúdo do memorando chegado às escolas no dia 14? Obrigado.
Março 17, 2008 at 8:58 pm
31
Pois, sobre esse assunto já tinha colocado aqui a questão.
Quem são os professores dos quadros que precisam da avaliação este ano?
Março 17, 2008 at 9:07 pm
Paulo
Tenho na minha escola, uma colega que estava no 7º escalão e que precisaria de ser avaliada este ano, para poder progredir.
Amanhã, já vou saber mais.
Prometo dar notícias.
Março 17, 2008 at 11:26 pm
Raios… Depois de tantos escritos e tanta leitura fica tudo reduzido à visão maniqueísta Índios e Cowboys (como quem diz sindicatos e ministério)?
Março 18, 2008 at 12:47 am
Maria Ferreira,
do pacote legislativo que evoca, todo ele mau, se virmos bem o da avaliação de desempenho é o mais suportável.
O Estatuto do Aluno, ou não entra em vigor, ou é a queda da Ministra, esperemos por Setembro/Outubro.
Junho 23, 2008 at 11:34 pm
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