
Na Visão de hoje, Áurea Sampaio coloca a questão em termos pertinentes:
Entre fazer avaliação e não fazer avaliação, há outros caminhos.
Claro que os há.
Por exemplo, aplicar aos docentes a mesma metodologia que se usa na introdução de novos sistemas de avaliação com os alunos.
Quando se introduzem novas regras de avaliação, isso acontece no ano inicial de cada ciclo de escolaridade e não em todos: começa-se pelos 1º, 5º, 7º e 10º anos, por exemplo. E segue-se daí em diante. Quem já está num ciclo, continua até finalizar esse com as regras do início.
É normal estarem em vigor dois sistemas de avaliação diversos. Até mesmo em termos de disciplinas, como ocorre no Secundário.
No caso dos professores, feito o reposicionamento – esqueçamos agora as regras específicas contestáveis e a recusa da fractura da carreira e consideremos a questão em abstracto – os professores que estivessem no primeiro ano dos novos escalões eram introduzidos no novo sistema e seguiam por aí adiante. Os outros completavam os módulos com as regras antigas.
Dessa forma, era possível ir aplicando as novas regras a fatias de 20.000-25.000 docentes, no máximo, em cada ano lectivo, aproveitando para ir aperfeiçoando o sistema.
À medida que completassem cada escalão, os docentes que transitassem para o novo, passavam então para as novas regras.
Seria um método gradual, coerente e que permitiria a todas as escolas irem testando as novas metodologias em cerca de 20% dos docentes de cada vez.
Chama-se a isto reformar um sistema de avaliação (ou qualquer outro).
O que está a acontecer é outra coisa cuja designação técnica não me ocorre bem.
Março 14, 2008 at 12:12 am
Ideias para continuar a luta (amanhã e na primeira semana do 3º periodo…) precisam-se!
Março 14, 2008 at 12:20 am
E durante as reuniões de avaliação . em que estamos todos na escola , de manhã ao fim da tarde, não se poderá fazer nada ? Aprovar.deliberar,aproveitar o facto de estarmos quase em Reunião Geral Permanente( com variáveis )
Março 14, 2008 at 12:34 am
Na minha escola, os objectivos individuais continuam com o prazo de há um mês atrás, ou seja, início de Abril. E isto com bem mais de metade dos professores na manifestação, incluindo quase todo o C.E. ( com presidente ) e C.P. ( também com presidente )… Como dizia o outro, QUE FAZER ???????
Março 14, 2008 at 12:37 am
A minha ideia de Escola é tão diferente da que poderá encaixar nestes modelos de avaliação que eu não sou capaz de dar o menor contributo para esta causa(da avaliação). Eu defendo a verdadeira autonomia, onde as escolas possam fazer os seus documentos PE,PCE,RI…darem deles conhecimento à comunidade que inscreverá os seus filhos se concordar com eles. A escola gerirá os seus recursos humanos e financeiros e no fim presta contas. Quem é avaliada é a Escola, que internamente há-de encontrar os seus mecanismos de avaliação, nomeadamente para os professores, uma vez que ela, escola, vai ter que estabelecer objectivos e todos terão que cooperar para os atingir. Esta é a minha ideia de Escola.
Eu já disse isto, noutro comentário, mas é mesmo o que eu penso a este respeito.
Março 14, 2008 at 12:40 am
Algumas das razões porque esta avaliação de professores é uma loucura e um pântano:
http://www.scribd.com/doc/2274810/Avaliacao-de-Professores-alpha-de-Cronbach
Março 14, 2008 at 12:45 am
Pois há.
Sinceramente já não sei onde estamos nem para onde vamos.
Esta novela do recuo, não recuo, façam como quiserem,flexibilizem, mas não nos aborreçam já ultrapassa os todos os limites. É notória a falta de ligação entre PM, Ministra e secretários de estado.
E depois vem o Conselho de Escolas remendar o que não é possível ser remendado.A não ser as remunerações à vista.E o CCAP entra quando no processo?
SE muitos não percebiam nada disto, agora ainda perceberão menos.A única coisa que se sabe, mesmo, mesmo, é que todos os professores têm de ser avaliados até final do ano lectivo de 2009!
Repito: a única coisa que se sabe é que temos todos de ser avaliados até 2009!
A mãe de todas as reformas!
Março 14, 2008 at 12:46 am
Paulo,
Com a ideia que apresenta de sistema de avaliação continuo sem perceber como seria feita a avaliação dos contratados. Apesar de tudo, já estamos habituados a ser classificados anualmente…
Março 14, 2008 at 12:49 am
Meus amigos isto é tudo uma cambada de cock suckers que se estão e desculpem a linguagem, fodendo para o país, professores, putos e afins. O poder o poder…s+o isso realmente conta..
O pior é que a cas pia agora já não está disponível..
Talvez com a escola atempo inteiro eles se safem e arranjem carne fresca
Março 14, 2008 at 12:52 am
Com este maremoto de legislação é impossível qualquer reforma. Durante estes 3 anos vivemos numa esquizofrenia legislativa, sem que os professores tivessem qualquer palavra sobre a mesma. Não houve diálogo, houve sim um monólogo ensurdecedor, um debitar compulsivo de ideias e de normativos legais que colocou a classe docente em depressão. Fomos humilhados durante 3 anos através dos média, provocados e ultrajados. Não houve durante estes 3 anos qualquer palavra de apreço, nem de estímulo. Viraram a população contra professores numa demonstração de populismo sem qualquer precedente na jovem democracia portuguesa.
Colocaram todo o insucesso da educação sobre a alçada do professor esquecendo que foram eles (políticos), no passado que implementaram medidas avulsas sem qualquer sentido estratégico.
Dividiram a classe, num processo contra-natura, em duas castas que exercem exactamente a mesma função.
E agora …
Querem protelar, ceder, contra-atacar, anunciar, empatar o professor desprevenido. Ora anunciam a suspenção da avaliação e logo a seguir anunciam a sua continuidade.
É o jogo do empata, para depois, enquanto decorre a interrupção das actividades lectivas voltarem a atacar de forma demolidora.
Apelo aos colegas que não baixem a guarda, pois não podemos morrer na praia!
Março 14, 2008 at 12:57 am
Algumas das razões porque esta avaliação de professores é uma loucura e um pântano:
http://www.scribd.com/doc/2274810/Avaliacao-de-Professores-alpha-de-Cron
Março 14, 2008 at 12:58 am
Cartas ao Director
Jornal Público, 8 de Dezembro de 2007
Ministério da Educação
Poupar no farelo para gastar na farinha
http://www.scribd.com/doc/2268888/poupar-no-farelo-para-gastar-na-farinha
Março 14, 2008 at 12:58 am
Laranjinha,
Já somos duas a pensar assim.
E isso passa pela autonomia, pela avaliação da escola e não por uma avaliação de cada professor individualmente.
Uma escola, um projecto e todos a contribuirem para esses objectivos, com acompanhamento de professores que a escola e os próprios julguem necessário.Formação de qualidade para todos. Aí sim, estou convencida que surgiriam bons resultados.Um trabalho de pares e não de pôr uns contra os outros, prejudicando todos os que trabalham e estudam na escola.
Março 14, 2008 at 1:00 am
«Sou um homem generoso, pelo menos é o que diz a minha mãe»
Sócrates (o José, claro!)
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=84877
Março 14, 2008 at 1:02 am
Fernanda,é exactamente isso que eu defendo aqui:
http://professorsemquadro.blogspot.com/2008/03/avaliao-ou-classificao-com-vista.html
Março 14, 2008 at 1:04 am
Pântano
Bloco promove inquérito a professores sobre a carga horária efectiva
06-Mar-2008
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda pretende, através do inquérito disponível aqui , dados realistas e fidedignos sobre a efectiva carga horária e número de turmas e alunos atribuídos aos docentes do Ensino Pré-escolar, Básico e Secundário. Esta informação, centrada no docente e no seu quotidiano, não se encontra convenientemente apurada nem sistematizada pelos serviços competentes do Ministério da Educação, que se limitam a contabilizar o número de alunos e docentes, estabelecendo – a partir desses contingentes –, indicadores que não reflectem a realidade escolar. No caso do rácio de alunos por docente, por exemplo, segundo o Ministério da Educação teríamos no ano lectivo de 2005/06 os seguintes valores: Ensino Pré-escolar – 15,7 alunos por docente (rede do ME) / 1º Ciclo Ensino Básico – 13,6 / 2º Ciclo Ensino Básico – 7,6 / 3º Ciclo Ensino Básico e Ensino Secundário – 7,3 (considerando apenas os dados relativos aos Cursos Gerais).
Não é necessário evidenciar o profundo equívoco a que estes rácios conduzem, e que está na base de uma discussão que – sem verdadeira razão – deixou de fazer parte do debate da Educação em Portugal: a questão dos recursos humanos necessários a uma verdadeira promoção do sucesso educativo e a um efectivo combate ao abandono escolar (e que não ficam resolvidos por simples obtenção de estatísticas, decorrente em muitos casos de políticas que reduzem a exigência das aprendizagens e da avaliação dos alunos). O sucesso educativo e a redução do abandono escolar não são fins em si mesmos, devendo antes ser encarados enquanto estratégia para alcançar objectivos de maior e mais profundo alcance, as finalidades mais nobres da própria educação: formar cidadãos livres, autónomos e preparados para enfrentar os complexos desafios do mundo contemporâneo.
O Bloco de Esquerda pretende assim inverter alguns dos termos em que se tem equacionado a questão da Educação. Trata-se antes de mais de criar as condições necessárias para que os professores possam efectivamente conhecer e acompanhar os seus alunos, o que é manifestamente incompatível com o elevado número de turmas e de alunos de que cada docente é responsável, situação cujo retrato o Bloco de Esquerda pretende obter através desta iniciativa. O inquérito deverá ser preenchido e divulgado por docentes do Ensino Pré-escolar, Básico e Secundário, sendo posteriormente enviado para o email: educacao_be@be.parlamento.pt Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail ou para o Fax: 21 391 74 59.
http://beparlamento.esquerda.net/media/inqdocentes.doc
Março 14, 2008 at 1:05 am
Pessoal:
É preciso ter calma. Ainda temos um trunfo na manga que é a greve às avaliações do 3º período. Mas espero que não cheguemos a esse ponto. É uma coisa fácil de fazer. Os sindicatos decretam greve por periodo indeterminado e fazemos uma escala. Basta faltar 1 elemento do conselho de turma para a reunião ter de ser adiada 48 horas. Se houver 10 elementos, com apenas 2 dias de greve pomos tudo de pantanas durante 40 dias !!! Emames com data marcada, inicio do ano lectivo, etc…Mas espero que não cheguemos a esse ponto como já disse.
Março 14, 2008 at 1:06 am
De entre os muitos problemas da avaliação dos professores, umas das injustiças prende-se com o massificado número de alunos com que trabalhamos e por cujos resultados no aproveitamento seremos avaliados. Um docente que tem atribuídos mais de 200 alunos poderá de facto trabalhar para a “excelência”? Têm eles ideia do que é trabalhar com esse número de alunos, do que é avaliar 200 alunos?
Fui informada de que o Bloco de Esquerda anda a fazer um inquérito sobre a carga lectiva efectiva dos professore, para provar o equívoco dos rácios alunos/professor divulgados pelo ME. Vou tentar responder. O endereço do inquérito é: http://www.bloco.org/index.php?option=com_content&task=view&id=866&Itemid=1
Abraço.
Março 14, 2008 at 1:15 am
Para não fugir ao assunto, o que este artigo de opinião (mais um…) propõe é que o ministério adie a coisa… Ora, aquilo que todos pretendemos não é adiamento coisa nenhuma. O que queremos e exigimos é muito mais simples: que o diploma vá para o lixo e que venha uma proposta séria de avaliação de docentes.
2ª exigência: que o estatuto-insulto seja revisto (que se acabe com os “titulares”, que se clarifique o horário de trabalho na escola e fora dela, que se altere profundamente o regime de faltas, que se reveja a questão da formação).
Março 14, 2008 at 1:18 am
Agora propõe-se “avaliação simplificada” nas escolas …… Que quer isto dizer?
A mim parece-me que quer dizer que “avaliem como puderem, mas avaliem. Que se lixe o rigor, que se lixe a justiça, que se lixem os critérios, que se lixe o facto da avaliação de uma ano lectivo ser feita nos ultimos três meses.
Digam-me lá … não é a falta de rigor, não é a falta de critérios, não são as dúvidas quanto à justiça do sistema que fizeram que a “avaliação” fosse a gota que fez transbordar o copo?
Não parece que para o ME já só é importante que se faça …. (porque SIM!)? Ao que parece só está em causa que não se perca o braço de ferro que se faz com os professores …. façam (pode ser mal!) mas façam, que assim nós podemos dizer que fizemos!
“Os Deuses devem estar loucos!”
Março 14, 2008 at 1:20 am
José Sócrates: bastava substituir a palavra “professores” por “criminosos”
http://www.scribd.com/doc/2247135/Cartas-ao-Director-Ouagadougou
Março 14, 2008 at 1:21 am
Agora para não perderem a “face” vale tudo! E a farsa continua com novos capítulos.
Março 14, 2008 at 1:30 am
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Março 14, 2008 at 1:37 am
Há muitas e melhores alternativas a esta “espécie de avaliação e espécie de gestão” que nos querem impor. Disso ninguém tem dúvidas, mesmo os yes-men “deles”. E os professores têm muitas propostas. Disso também ninguém tem dúvidas. Mas dispersar-se nessa discussão agora é esquecer que sem a suspensão desta impostura de pouco servirá esse debate, pois é claro que não estamos todos de acordo. Esse debate precisa de ser feito com calma e tempo para podermos chegar a bom porto todos, ou quase todos.
“Ela+eles” estão a tentar ganhar tempo, ziguezagueando, dando a entender maleabilidade, tentando, simultaneamente, consumar as regras iníquas que produziram.
Mas mais uma vez não passarão.
Grandes passarões!
Teremos, contudo, de suar muito ainda.
Ideias precisam-se.
Março 14, 2008 at 2:12 am
Bloco promove inquérito a professores sobre a carga horária efectiva
06-Mar-2008
http://www.scribd.com/doc/2275171/Bloco-promove-inquerito-a-professores-sobre-a-carga-horaria-efectiva
Março 14, 2008 at 2:23 am
ah! ah!:
Março 14, 2008 at 2:29 am
“Tadinhos” deles!
Estão nervosos? ah! ah!
http://dn.sapo.pt/2008/03/14/nacional/professores_ameacam_seguranca_comici.html
Março 14, 2008 at 2:30 am
Quanto mais publicidade melhor!
São mesmo inteligentes!
Março 14, 2008 at 8:44 am
[...] Educação – Claro Que Há Outro Caminho [...]
Março 14, 2008 at 9:33 am
Claro que só há um caminho. É o da continuação da luta. Todos os contributos nessa direcção são positivos. Mesmo os daqueles que julgam estar agora a inventar a pólvora. Sobre o que fazer, no imediato, nas escolas, há uma tomada de posição apoiada pela plataforma de sindicatos que deve ser colocada à discussão. Está disponível em:
http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=95&doc=3198&mid=115
E como o caminho se faz caminhando, é preciso dar os primeiros passos.
Março 14, 2008 at 10:51 am
Há outro caminho?? Onde, para os professores irem para lá MARCHAR?? Tenho vergonha de ser professora.
Março 14, 2008 at 11:31 am
Cara amiga, há tantas outras profissões! Por que não se muda? Eu tenho vergonha de ser sua colega.
Março 14, 2008 at 11:40 am
Já agora, não me chame amiga! Eu não sou sua amiga. Fique descansada que não digo mais nada. Espero que continue muito orgulhosa depois de Sábado!
Março 14, 2008 at 11:51 am
Com esse mau feitio, claro que não deve ser amiga de ninguém….quem tem vergonha da profissão que exerce, só pode ser uma pessoa que está mal com a vida… agora a sério, Bárbara… procure fazer outra coisa que não a envergonhe! Nenhum professor que tenha vergonha de o ser, poderá ser um bom profissional…Já pensou nisso? Porque há os professores e há “os que vendem aulas”… percebeu?
Março 14, 2008 at 1:54 pm
[...] avaliação é má para nós! Os outros que se lixem… Acabo de ler no Blog “A Educação do meu Umbigo” uma proposta de Paulo Guinote, tendo em linha de conta como se aplica na introdução de novas [...]
Março 14, 2008 at 2:14 pm
Como pode alguém não estar indignado com toda esta situação? Honestamente…
Março 14, 2008 at 2:21 pm
«…os professores que estivessem no primeiro ano dos novos escalões eram introduzidos no novo sistema e seguiam por aí adiante. Os outros completavam os módulos com as regras antigas…»
Seu malandreco… segundo a tua óptica,como o outro diz, eles que se lixem…
Este já te deu a resposta a isto
http://antifalsospedagogos.wordpress.com/
Março 14, 2008 at 4:44 pm
L&L, não nao percebi. Você faz perguntas tão difíceis!! Eu não tenho vergonha de mim. Tenho vergonha de vocês, os que deram para se pôr a marchar furiosamente, como se isso resolvesse tudo. Agora vou-me embora desejando que tenham um grande ataque de ciática até Domingo de manhã.
Março 14, 2008 at 5:22 pm
36- Esse blogue está fora das minhas visitas… dei conta que só são publicados os comentários que interessam a quem publica… isso é censura!
Março 14, 2008 at 5:51 pm
Ah Bárbara, eu não marchei furiosamente, até fui bem devagar e, realmente,100.000 dos seus colegas é que estão errados e a Bárbara certa… Números são números e não enganam (de lembrar que os 45 mil que não estiveram no 8 de Março, possivelmente queriam lá estar e não puderam).
Março 15, 2008 at 10:02 am
Excelente análise de Adriano Moreira
http://sic.sapo.pt/online/scripts/2007/videopopup.aspx?videoId={C190E8EB-B90A-42FB-AFCF-BACAD6C773D0}