Vejo de passagem José Sócrates na RTPN a fazer umas declarações algo agitadas, incorrendo em diversos erros factuais.
Resumindo, afirmou o nosso Primeiro-Ministro que:
- As progressões na carreira dos professores têm sido automáticas, bastando apresentar um Relatório Crítico.
- Nos últimos 20 anos nenhum professor deixou de progredir.
- Que nos últimos 20 anos só se tem conjugado o verbo «adiar» em matéria de avaliação dos docentes.
Ora quer-me bem parecer que José Sócrates deve estar sob extrema pressão atribuível às duras funções de PM e que terá sido vítima de alguma desinformação, possivelmente mal recolhida em blogues, pois:
- Os professores para progredirem necessitam, antes de elaborar o dito Relatório Crítico, de frequentar Acções de Formação creditadas pelo ME, com formadores acreditados por uma instituição em que o ME delegou essas funções, sendo aprovados de acordo com regulamentação emanada do ME. Se as ditas acções foram mal aprovadas e os formadores erradamente investidos em tal função, os professores não são responsáveis por isso.
- Nos últimos 20 anos houve professores que não progrediram mesmo assim, em diversos contextos, e ainda ontem ouvi um relato de uma dessas situações. Para além disso, o nosso PM parece desconhecer a antiga prova de acesso ao 8º escalão.
- O Estatuto da Carreira Docente foi revisto em 1998 quando estava no Governo o PS, sendo José Sócrates um dos elementos desse Governo e não se lhe conhecendo posições públicas nessa matéria, nem então, nem depois, sobre essa forma de «adiamento» do problema. Aliás, Augusto Santos Silva, enquanto Secretário de Estado e depois Ministro da Educação estará em condições de confirmar isso mesmo ao seu antigo colega e actual superior hierárquico no Governo.
O que é lastimável é que, por razões certamente inimputáveis ao Primeiro-Ministro, estas afirmações carentes de fundamento passem como correctas em prime-time noticioso, sem que seja resposto o rigor dos factos por Fátima Campos Ferreira, ao finalizar a emissão. Ou antes de um qualquer intervalo da programação.
E é igualmente preocupante que o nosso Primeiro-Ministro possa estar a laborar num erro de apreciação de uma situação ao, sem qualquer responsabilidade, tomar como boa a informação manifestamente «incompetente» (uso o termo a que a Ministra da Educação recorreu para qualificar o esquema da avaliação mostrado no Expresso, RTP e outros órgãos de informação) que lhe terá sido fornecida por alguém.
Porque pode estar-se a tentar reparar apressadamente um erro, caindo de forma desnecessária num erro equivalente ou maior, tudo por causa da chamada «desinformação», essa coisa malévola.
Março 9, 2008 at 7:57 pm
Com declarações destas , como é possível o diálogo???
Março 9, 2008 at 7:58 pm
Vai cair com ela
Março 9, 2008 at 7:59 pm
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=925690&div_id=291
Sócrates segura ministra
2008/03/09 | 19:25
PM mantém sistema de avaliação do desempenho dos professores
O primeiro-ministro garantiu este domingo que vai manter o sistema de avaliação de desempenho dos professores, contestado sábado por cem mil docentes nas ruas de Lisboa, e manifestou a sua confiança na ministra da Educação, refere a Lusa.
«Não posso recuar naquilo em que acredito e em que estou absolutamente convencido», afirmou José Sócrates aos jornalistas, no final de um encontro de jovens no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O chefe do Governo assegurou ainda a sua confiança na ministra Maria de Lurdes Rodrigues: «A saída da ministra não está, nem nunca esteve em causa».
Março 9, 2008 at 7:59 pm
A luta continua: qual era a dúvida?
Março 9, 2008 at 8:00 pm
O que é lastimável é que, por razões certamente inimputáveis ao Primeiro-Ministro, estas afirmações carentes de fundamento passem como correctas em prime-time noticioso,
Sócrates já não fala para professores, está a tentar arrebanhar crentes entre os que desconhecem a escola. Mentir sem pudor e coartar o direito de réplica nas mesmas circunstâncias, eis uma das demonstrações da coragem do grande líder.
Março 9, 2008 at 8:01 pm
Mas a minha licenciatura e duas pós-graduações não me sairam na farinha Amparo como ao primeiro-ministro…
Março 9, 2008 at 8:02 pm
COLEGAS
Uma PROPOSTA DE LUTA
Façamos respeitosamente chegar por MAIL o que sentimos, o que nos vai na alma, ao Ministério da Educação e ao Senhor Primeiro-Ministro.
Talvez se torne relevante 100 000 mails por dia. não?
Açores
Março 9, 2008 at 8:10 pm
Continuar a luta como planeado…ele (o PM) sabe que já perdeu…
Março 9, 2008 at 8:18 pm
Ultimamente, a noção com que muitos ficamos, quer se trate de afirmações do PM, quer da ministra, é a de que pretendem convencer os futuros eleitores que desconhecem os diplomas.
No penúltimo “Prós” sobre educação, reparei que as afirmações que suscitavam risos na plateia se deviam, sobretudo, a esse factor: quem lá estava era maioritariamente um público formado por docentes conhecedores de toda a recente legislação e as afirmações distantes da realidade destinavam-se aos restantes sectores da opinião pública.
Março 9, 2008 at 8:24 pm
Sócrates estava nervoso, viu-se pela forma irritada como pediu a um jornalista para que o deixasse falar. Pensar que a ministra sai agora é uma ingenuidade. Mas aposto que ela não chega ao fim da legislatura. Sairá quando a contestação abrandar, o Verão é capaz de ser boa altura. Vamos aguardar, calmamente.
Março 9, 2008 at 8:33 pm
Não vamos aguardar calmamente coisíssima nenhuma, temos de apertar o torniquete até triturar a Ministra e o governo que a suporta.
Como dizem os meus alunos, noutras circunstâncias, podem fugir mas não se podem esconder…
Março 9, 2008 at 8:37 pm
Ainda sobre a Avaliaçao: o relatório crítico onde teriam que constar provas de todos os elementos constantes do mesmo, teria que ser apresentado nos 60 dias anteriores ao processo de aaliação para possível mudança de escalão. Nesse período, a Comissão de Avaliação da escola nomeada pelos Conselhos Pedagógicos, teriam que proceder ao esclarecimento e veracidade de todos os elementos constantes no processo. Faltas, actas de reuniões, conferir cargos, projectos, documentos internos da escola e mesmo pedir a outras escolas e serviços referencias. Era sempre um período tenso para qualquer professor. Entre outros elementos eram obrigatório a frequência de Acções de Formação creditadas pels Centros. No caso de um professor estar em mobilidade em outro serviço era notado pela chefia do serviço.
Março 9, 2008 at 8:39 pm
A alternativa que defendo é educação com óptimos e bons professores; boas escolas; boa organização escolar; disciplina e responsabilidade nas escolas, no governo e nas empresas; adequados programas escolares; avaliação justa e cientificamente ancorada.
Fui avaliador e avaliado, sou psicólogo e estudo esta matéria desde 1993, apresentei e tenho propostas sobre esta matéria. À luz dos conhecimentos técnicos posso dizer que a avaliação dos funcionários públicos, das forças militares e das de segurança são um insulto e um disparate em termos da metrologia.(teoria da medida).
Estes modelos de avaliação foram feitos por analfabetos, conquanto o da função pública tenha coisas positivas, como a negociação dos objectivos, autoavaliação (se contasse, mas como para nada conta, pode servir ainda para humilhar mais o trabalhador) determinação das necessidades de formação etc.
Só que depois tudo isto é anulado com os tais 5 ou 4% de excelentes distribuídos aritmeticamente pelos locais de trabalho, isto é, há trabalhadores que podem ter competências únicas, mas se estiverem num local de trabalho, onde, só haja meia dúzia de trabalhadores só terão acesso ao bom, e ainda com a completa desvalorização do bom, isto é, ter bom, não permite avançar na carreira.
Para se ver o absurdo disto considere-se que se o nosso cientista de dimensão Mundial, Damásio, for trabalhar para um gabinete de 4 sábios pela aplicação da regra das percentagens só poderá ter bom. Não será que é evidente que isto é uma enormidade. Será preciso mais prova?
Se o dos professores segue as mesmas directrizes é um absurdo, nunca maior do que aqueles que, apesar de não merecerem tanta atenção da Comunicação Social, afectam muitos mais milhares de trabalhadores, muito mais mal pagos, com um vencimento médio de 900€ mÊs.
Os professores já ganharam alguma coisa. A rua vai ser ouvida, os outros que aprendam. Nada vai ficar como dantes, e todos os encargos financeiros do encontro de posições vai ser pago por aqueles que se calam
OBVIAMENTE QUE A DEMISSÂO DA MINISTRA NÂO É O SOLUÇÂO: A SOLUÇÃO ESTÁ NO
GANHE DE COMPETÊNCIAS PELO MINISTÉRIO; NA CAPACIDADE DE NEGOCIAÇÃO E
AUTORIDADE MORAL, OU SE O BLOQUEIO FOR POLÍTICO POR UMA ALTERNATIVA À GOVERNANÇA. MAS O PSD É CO-RESPONSÁVEL POR ESTA TRÁGICA SITUAÇÃO
andrade da silva
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/262118
Março 9, 2008 at 8:40 pm
Uma proposta:
Um grupo de professores efectuar um estudo documentado sobre os erros desta avaliação, que se iniciou com o concurso de Titulares, e apresen´a-lo aos media, leia-se Ricardo Costa.
Objectivo: argumentos dos professores, serem ouvidos através dos media e desvinculados de Partidos Políticos.
A voz que se ouve nos blogs é virtual! É necessário dar-se vida a essa voz!
Talvez contactar as associações (APEDE; outras…) que se têm formado, mas rapidamente, o tempo urge!
Não esquecer que hoje será, eventualmente, colocado no site do Degrh despachos, orientações, etc, etc e que amanhã o telefone soará, de novo, como diariamemte tem acontecido, nos executivos a perguntarem sobre o andamento das grelhas, etc, etc…e darão mais força aos excecutivos, com amedrontações, não dúvido, para a exigência aos profs do cumprimento do processo.
Que mais poderemos fazer?
Também poderemos fazer como o 7 propõe, mas não fará nada, eles estão inflexíveis!
Só mesmo começando uma outra luta, a de todos os funcionários públicos que se sentem menosprezados perante a avaliação favorável dos professores, como o afirmou a ME!
Mas como faremos, nós professores, a partir de amanhâ?
Já ontem perguntava?
Março 9, 2008 at 8:40 pm
Seja, colega. O “calmamente” não significa baixar os braços. Só queria dizer que devemos pensar as atitutes que tomamos para que a maré não se vire contra nós. Agir com ponderação. Era essa a minha intenção.
Março 9, 2008 at 8:45 pm
Não vamos aguardar, não! Basta! Ideias para alteração de Projectos Educativos? Zero! Ideias para alteração de Regulamentos Internos? Zero! Ideias para Grelhas de Avaliação? Zero! Ideias e contributos para ajudar à mudança contestada? Não, Zero! Não contribuirei para pôr em marcha qualquer marcha que não seja a da Indignação!
Março 9, 2008 at 8:46 pm
Ainda mais:
alguém me disse( em tanto que se ouve) que este estudo custou mto dinheiro! ( e por tal não irão recuar!)
Foi uma encomenda aos americanos( qual universidade? não soube dizer)!
Será Portugal o ratinho de laboratório que sustentará a tese de alguém?
É grave!
Não somos o Parque Mayer!
Somos professores!
Março 9, 2008 at 8:51 pm
Bom, mas pergunto aos colegas como proceder a partir de amanhã? que faremos nas escolas? como o faremos? è necessário saber para podermos mobilizar mais gente que se sente aterrorizada e sem saber como proceder…
Isto é importante, por isso disse e afirmo que é necessário termos um fio condutor…
Ou estou a ensandecer?
Março 9, 2008 at 8:51 pm
Hoje, no talk show lamechas da Maria Elisa, a escola actual volta a estar na baila na segunda parte. Em contraponto à ‘velha’ escola que os saudosistas do Liceu Pedro Nunes lá vão relembrar(-se)na primeira parte. Falam figuras como Daniel Sampaio, Nuno Crato, João Caraça, etc.
Março 9, 2008 at 9:01 pm
Eu concordo com a posição do LuísM.
Para já nas Escolas podemos e devemos agir desta forma:
Ideias para alteração de Projectos Educativos? Zero! Ideias para alteração de Regulamentos Internos? Zero! Ideias para Grelhas de Avaliação? Zero! Ideias e contributos para ajudar à mudança contestada? Não, Zero! Não contribuirei para pôr em marcha qualquer marcha que não seja a da Indignação!
Março 9, 2008 at 9:02 pm
ouviram o PM? Aquele “era o que faltava” só pode ser provocação. Tentemos que na escola tudo corra bem. boa semana
Março 9, 2008 at 9:02 pm
Paulo,
Já coloquei no blog uma Proposta para esta semana. A legalidade da Avaliação nas Escolas.
Já não está disponível. E já estou a ficar muito cansada para escrever novamente.
Se entenderes repõe.
A AVALIAÇÃO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Professores foram á marcha mas nas escolas estão a fazer o contrário…! Avisados e informados.
Disse.
Março 9, 2008 at 9:05 pm
Para aqueles que nos acusam de não querer trabalhar, já o propus anteriormente, uma semana de 35 horas na escola. Todos os 150.000 na escola ao mesmo tempo! A logística actual não resistiria!
Março 9, 2008 at 9:05 pm
LuísM, essa deveria ser a grande luta nas escolas. tudo direitinho com os alunos e as nossas funções essenciais/importantes/justas. De resto ZERO… mas temos que continuar juntos
Março 9, 2008 at 9:07 pm
Etelvina:
Também fiquei chocada com o “ERA O QUE FALTAVA….” acho que é indigno, anti-democrático, provocador… não sei o que pensar… estou indignada!!!!! Digam-me…. “ESTAMOS TODOS ERRADOS?”
Março 9, 2008 at 9:07 pm
Vejam como se faz lá fora seundo a visão:
Áustria
• Os professores são avaliados diariamente por inspectores (poedmasters), que avaliam a atitude pedagógica dos docentes na sala de aula.
• Depois de cada visita há uma reunião entre o inspector e o professor da qual resulta um relatório final. Este é a chave do processo, uma vez que fornece todas as informações necessárias para se tirarem conclusões sobre cada professor.
• A avaliação inclui feedback dos alunos e a participação indirecta dos pais (ainda que não seja nada institucionalizado)
• A principal falha deste sistema de avaliação é o facto de quando os professores atingem o topo da carreira não haver quem os avalie
França
• Sistema de avaliação dos professores já tem vários anos. A avaliação é feita a nível externo – por inspectores, que são vistos como ajudantes/ tutores/ companheiros dos professores – e a nível interno – por responsáveis do estabelecimento de ensino, segundo um plano administrativo e de organização do trabalho interno na escola
Espanha
• Cabe ao estado inspeccionar a educação, de modo a garantir o cumprimento das normas estabelecidas a nível do ensino. São elaborados planos para a avaliação dos docentes.
• As administrações públicas têm a seu cargo ordenar, regular e exercer a inspecção educativa dentro do território que abrangem. Esta é exercida por funcionários públicos nomeados para o efeito, os inspectores
• A avaliação é feita nos últimos meses de cada ano lectivo
Irlanda
• Na Irlanda toda a comunidade educativa participa na avaliação, desde a direcção da escola, aos restantes profissionais, aos pais e aos alunos. Só depois de concluído este processo é que os inspectores se reúnem com os professores para lhes dar um relatório com o resultado final da avaliação
Não tem sistema de avaliação
Finlândia
• Não existem sistemas de avaliação. Os professores têm total liberdade para estruturar as suas aulas, porque antes de ingressarem no ensino são submetidos a uma formação muito específica e prática
• Para leccionar é obrigatório ter-se um mestrado. O sucesso do ensino finlandês fez com que se criasse um mestrado chamado «Educação e Globalização», de modo a dar a possibilidade aos outros países de saberem como tudo se processa.
• Os professores têm a possibilidade de actualizar frequentemente as suas habilitações
• Há escolas que fornecem educação totalmente em Inglês, para as crianças que tenham vivido no exterior ou caso os pais sejam bilingues
• Apesar de encararem o ensino com seriedade, dão as aulas de uma maneira totalmente informal. Há uma grande proximidade entre professores e alunos, o que faz com que se diminua o abismo existente entre um e outro. Lá não há «senhores doutores», os alunos tratam os professores pelo primeiro nome
• Factores de sucesso:
o Todos os alunos recebem materiais educacionais básicos, uma refeição quente diária, têm direito a transporte e assistência médica. Assim, todos estão em pé de igualdade
o Estímulo da responsabilidade dos alunos pela sua própria aprendizagem
o Os alunos só entram para a escola aos 7 anos, o que lhes permite ganhar uma maior consciência das coisas, bem como «serem crianças» – no sentido literal da palavra – durante mais tempo. Assim, quando chegam à escola já estão prontos para tudo, principalmente, para encarar a escola com mais responsabilidade
o Crença que uma educação completa inclui o desenvolvimento da personalidade da criança.
por incrível que pareça, quem leva a melhor são os países que têm um método mais liberal.
Um exemplo de uma colega em espanha:
Maria Moreira
Avaliação em Espanha
sexta-feira, 7 de Março de 2008
Sou professora do 1º ciclo e estive a trabalhar em Espanha 6 anos, nas comunidades de Castilla y Leon e Asturias. Tanto numa como na outra, a avaliação a que assisti foi às escolas onde, naturalmente, cabiam entrevistas com professores e aulas assistidas, mas isso não resultava numa avaliação a cada professor individualmente. Os professores, se o desejam, podem pedir uma inspecção às suas aulas e o benefício que retiram daqui é o de acumular pontos que lhes podem servir para,por ex., concorrerem a director da escola, mas nunca para progredirm na carreira. Em Espanha, esta progressão faz-se por tempo de serviço, que se traduz por um aumento do salário, conforme é triénio ou sexténio. Ou seja, há um salário base a que se somam os triénios e os sexténios. Também não é verdade que ganhamos mais do que eles (como já se disse), pois um colega espanhol com o mesmo tempo de serviço que eu ganha cerca de 200 euros mais (nas duas Comunidades onde estive, pois noutras será bem mais já que há diferenças entre elas). Os professores em Portugal, não éramos os que menos trabalhavam, embora se possa dizer que éramos os que os normativos apontavam que passassem menos tempo na escola.Porquê? Porque as escolas estavam e ainda estão (muitas…)sobrelotadas, a maioria das vezes mal pensadas de raiz, o que fazia e faz com que não existam espaços na escola para podermos trabalhar, logo, temos de o fazer em casa. Relembro que estou a falar do 1º ciclo. Ainda o ano passado, na minha escola se trabalhava com três horários – manhã, tarde e normal- com 14 turmas, e ocupação dos espaços até às 18:15h, numa escola pensada para 8 turmas. Professores éramos 14 mais um de apoio educativo e outro com três dias para o ensino especial. Ah! sim, a coordenação de escola é feita por um colega que também tem turma, com 25h lectivas como todos. A escola tinha 350 alunos. A escola espanhola onde estive 4 anos, tinha por volta de 100 alunos,Pré-escolar, primária e 1º ciclo de secundária obrigatória, distribuídos por 9 turmas e com 21 professores. Quase 50% dos alunos são de origem cigana luso-descendentes. Pois, estas são algumas das diferenças…e poderia contar outras. Fica para outra vez.
Março 9, 2008 at 9:16 pm
Vamos ver a avaliação de MLR pelo prof Marcelo, RTP1
Março 9, 2008 at 9:17 pm
Cumpra-se a lei! Sou pelas 35 horas e nem mais um minuto. Não há avaliação que vá para a frente com os professores a trabalharem só 35 horas por semana.
Março 9, 2008 at 9:24 pm
Nenhum contributo para grelhas, instrumentos, definição individual de objectivos, ninguém deve colaborar nisto.
Convinha fazer esse levantamento do desastre dos titulares.
As escolas que não fizeram avaliações internas poderiam avançar com esses processos. É a avaliação que interessa para nos colectivos podermos melhorar trabalho.
Nos conselhos de turma tratar das pessoas e não da papelada. Com abertura vermos o que podemos melhorar.
Março 9, 2008 at 9:30 pm
100.000% de acordo com o m ribeiro (28) com o apoio dos sindicatos para pagamento das horas extraordinárias caso existissem.
Março 9, 2008 at 9:39 pm
E se nos juntássemos para processar o cidadão José Sousa?
Março 9, 2008 at 9:39 pm
Eu também acabei de ver e ouvir um imbecil, com esgares de doido no olhar, na televisão, a dizer que ficava tudo na mesma, porque assim é que é, porque durante estes últimos 20 anos é que não.É imbecil, aquele senhor.Durante vinte anos, aquele senhor apenas se limitou a pastar nos corredores lambebotistas xuxalistas, em desgovernos,em assembleias, com expedientes de falsificador para ganhar a vida, mau estudante…
É altura de o mandar calar!
Março 9, 2008 at 9:45 pm
Como António????? Nem com 100.000 a fazerem-no? Como vamos fazer???? Como fazemos para que se cale?
Março 9, 2008 at 9:46 pm
Por acaso também acho que vi essa reportagem com esse mesmo imbecil! Acho que se tornou famoso depois de lhe ter saído um diploma qualquer na farinha…
Março 9, 2008 at 9:57 pm
Será que estava preocupado com isto?
LOL
Março 9, 2008 at 10:00 pm
Penso que o Primeiro não percebeu (ou não quer dar o “braço a torcer”) que o seu estado de graça já não existe.
Se não mudar de discurso, arrisca-se a afundar conjuntamente com a ministra.
As pessoas estão descontentes. Já não é com uma atitude ditatorial que vai convencer os portugueses que estão fartos de apertar o cinto!
Março 9, 2008 at 10:15 pm
Ligou-me há pouco um tio, médico reformado, informado e atento.
Palavras dele: «Parece que estamos numa ditadura. Vocês deviam fazer greve até ela ser demitida.»
Que bem me soube ouvi-lo.
O eco do que ontem aconteceu não se esvairá tão facilmente.
Repito: não seria possível processá-lo por mentir?
(Quem me dera agora ser advogada para poder saber destas coisas)É que um euro a cada um, dá 143000 euros para pagar custas e honorários. E, se calhar, até haveria quem o fizesse de borla…
Março 9, 2008 at 10:16 pm
Onde quer que vá, em vez de se lhe enviarem assobios e vaias, gritamos-lhe:
-Cala-te, imbecil! Cala-te!
Março 9, 2008 at 10:20 pm
o sócrates nunca irá demitir aminisatra desenganem-se os ingénuos.
Lembram-se da coicneração?
Este homem não desiste. Faz.me lembrar a alemanha nazi, mesmo negando a evidencia do holocausto continuavam a queimar judeus quase até ao fim.
Portanto drsiludam-se meuscaros amigos a ministra est+a tão s+olida como gibraltar.
e mais quanto mais ela for acossada mais ele a vai manter.
Só com uma luta muito persistente e inteligente -e com a ajuda da crise ecnómica internacional~- será talvez possível derrubar tal emplastro-
Março 9, 2008 at 10:25 pm
Não a demite enquanto não encontrar alguém que a substitua! Alguém com outra cara, mas que queira enganar o país com a mesma política!
Março 9, 2008 at 10:28 pm
Agora é preciso mobilizar toda a comunidade educativa: pais alunos e funcionários. A minha filha já está a receber e a reenviar sms. Isto não pode parar. Fascismo ( feito por queques e nerds ainda por cima!) nunca mais!
Março 9, 2008 at 10:31 pm
Temos que arrumar com estes PEDANTES. Lá por serem testas de ferro dos bancos e dos off-shores, não quer dizer que possam mandar nas nossas vidas! Lixo com eles! Rápido e em força!
Março 9, 2008 at 10:36 pm
Acho uma boa ideia conseguir mobilizar pais e alunos.
As declarações de Sócrates mostram os tiques ditatoriais de que padece. As pessoas estão descontentes e a intolerância deste governo poderá servir para acentuar esse descontentamento.
Apesar das pessoas falarem em ditadura, na prática, não estão interessadas nisso!
Março 9, 2008 at 10:38 pm
A dita intelectualidade(?!) portuguesa está nervosa!!! Eles que pensavam que já não havia massa crítica, saem-lhes agora uns «professorzecos» a dar o mau exemplo! Imaginem que as massas param para pensar…
Claro que a eles, isto de menifestações faz-lhes muita confusão…eles não precisam de vir para a rua, reivindicam nos corredores do poder!!!
Março 9, 2008 at 10:39 pm
Tanta hipocrisia para quê da parte da 5 de Out? Porque não dizem de uma vez por todas que o que querem é reduzir a despesa pública à nossa custa? Qual sistema de ensino? Qual sucesso escolar? Qual melhor qualidade de ensino?
Já repararam que TODAS, mas mesmo todas as medidas vão reduzir a despesa? É que os Professores são o MAIOR sector profissional! É um maná para eles….
Mas admitam…. PORRA! (desculpem!) que o querem é poupar dinheiro à nossa custa!
Se fosse para melhorar o sistema de ensino(como apregoam) eles sabem que não o poderão fazer com os Professores desmotivados como estão…
Março 9, 2008 at 10:40 pm
Ao mestre do blog…
Todos sabemos que a mais importante senhora da deseducação em Portugal, no (GLORIOSO) Sábado passado, se foi refugiar na Curia…Mas não foi a banhos. Parece que, também por lá, não se livrou de uma magnífica “bofetada de luva branca”…dos “professorzecos”…
( Decorria, por lá, uma reunião de professores formadores de Língua Portuguesa…e a dita cuja apareceu por lá sem os professores terem sido avisados dessa magnânima visita…)
É claro que temos que deslindar esta visita da dita cuja a terras de Curia…E disso dar conhecimento ao país…É de importância maior…(Agora percebo o tom esbranquiçado, demasiado esbranquiçado, da cara da dita cuja na entrevista na (deles)TV…Já não chegava a Curia,de manhã, à tarde, 100.000 em Lisboa…
Março 9, 2008 at 10:41 pm
Ao ver aquelas pessoas a aplaudir os professores, deu para perceber que há descontentamento social.
Os professores, se souberem levar as coisas como deve ser, poderão servir para impulsionar um movimento cívico de contestação!
O governo não entende que tem de governar para e não contra as pessas. Se quer levar as reformas avnte tem de aprender a dialogar!
Março 9, 2008 at 10:43 pm
Bastava substituir a palavra “professores” por “criminosos”:
http://www.scribd.com/word/embed/2247135?slag=Cartas-ao-Director-Ouagadougou
Março 9, 2008 at 10:44 pm
Esta ministra gosta de visitar as escolas sem avisar. É uma espécie de inspector-mor!
Com a antipatia que criou em relação aos professores, dúvido que seja bem-vinda em qualquer lado!
Março 9, 2008 at 10:46 pm
Estive ontem na manifestação e da nossa parte vi civismo, alegria pela postura solidária, misturada com algum desânimo ( à excepção, julgo eu, dos colegas do Norte, que, parabéns, estiveram em grande!!) O governo, sim, com minúscula, responde com prepotência, arrogância e cinismo. BASTA
Março 9, 2008 at 10:48 pm
Já repararam que agora temos um Sócrates- cassete? Ele e a ministra estão sempre a falar do mesmo: âctividades de enriquecimento…inglês….mais alunos nas escolas…
Março 9, 2008 at 10:48 pm
correcção: actividades
Março 9, 2008 at 10:49 pm
O que vale é que, de certeza, o PM vai recuar, mas sempre dizendo que não… como as crianças que, berrando, vão comendo a sopa que não querem.
Era bom que os Conselhos Pedagógicos tivessem a força dos professores. Muitos estiveram na rua e espero que, dentro da reunião não se acobardem!!
Março 9, 2008 at 10:50 pm
Por vezes a verdade flutua nos discursos políticos: – Nos últimos 20 anos nenhum professor deixou de progredir.
Março 9, 2008 at 10:51 pm
recebi esta à bocado:
Caros colegas,
Aqui segue uma sugestão para a continuação da luta e da pressão sobre o ministério e o governo. Juntar 100 mil pessoas foi importante, mas mais importante e difícil é mantermo-nos unidos até à derrota das políticas que não queremos:
Segunda-feira é dia de continuar a luta
Ontem aconteceu a festa da democracia com 100 mil professores nas ruas da capital e o país a assistir, nuns casos estupefacto e aterrorizado, noutros contente porque começa a ver a luz ao fundo do túnel e a acreditar que é possível remover “Pinto de Sousa e sus muchachos” do poder.
No entanto, amanhã é dia de trabalho e os professores mostrarão nas suas escolas, frente a frente e olhos nos olhos com os seus alunos, que são profissionais responsáveis e dedicados à tarefa que lhes está cometida.
Mas também é dia de continuar a luta contra as políticas educativas erradas deste governo e contra o sistema “Português Suave” que está instalado em muitas escolas e que tem como principais mentores os seus PCE’s, PCP’s e PAE’s.
Como estratégias de luta, Ramiro Marques apresenta no seu blogue algumas dicas. Aqui atrever-me-ei a sugerir mais algumas, em que a ironia e a firmeza terão que andar de mãos dadas:
* Explicar detalhadamente aos PCE’s, PCP’s e PAE’s que a ministra tem insistentemente informado os professores e o país que são eles que tudo podem decidir sobre calendários, fichas, indicadores de medidas e critérios de avaliação dos colegas. Relembrar-lhes que MLR tem afirmado, dia sim, dia sim, que a autonomia das escolas é total nestas matérias;
* Informá-los de que Portugal é um Estado de Direito que tem uma Constituição. Acrescentar que a Constituição estabelece uma hierarquia das leis. Relembrar que, de acordo com a Constituição, nem o poder está acima da Lei.
* Questioná-los sobre os motivos que levam a que sejam sempre os professores a terem que reprimir os seus direitos, para não porem em causa os PCE’s, os PCP’s e os PAE’s, sob o argumento de que também eles são professores. De caminho perguntar-lhes porque é que só quando são questionados se lembram das suas origens profissionais.
* Finalmente é imprescindível que todos estes procedimentos sejam feitos com todo o respeito, sem agressividades que possam permitir algum tipo de contra-ataque aos Portugueses Suaves e sobretudo, sempre que possível, através de documentos escritos que fiquem registados em actas ou que dêem entrada nas secretarias das escolas.
Um abraço,
http://ramiromarques.blogspot.com/2008/03/dicas-para-lidar-com-os-pce-que.html
Março 9, 2008 at 10:51 pm
Ouviram o MRS na RTP1?
Ele até lançou uma dica… tornar as coisas lentas até emperrar todo o calendário.
De qualquer forma parece-me que demissão não vai haver nos próximos tempos.
A única demissão que faria cair isto tudo, seria a demissão de todos os orgãos das escolas.
Mas infelizmente, muitos dos orgãos anseiam pelo novo modelo de gestão…
Março 9, 2008 at 10:51 pm
Claro que tudo isto é uma questão de dinheiro! Eles não são mais do que protistutas a discutir o melhor preço e, se o cliente adormecer, levam-lhe a carteira e a roupa! Temos que congregar toda a gente connosco, começando com os nossos alunos. “Dai-me a educação dos jovens e eu mudarei o mundo!” Somos nós a falar, não somos?!
Março 9, 2008 at 10:53 pm
Vamos lá tentar ficar a saber o que se passou na Curia, durante a manhã de 8 de Março.
Ninguém conhevce os colegas que lá estiveram?
Março 9, 2008 at 10:54 pm
Concordo que o Prof. Marcel deu umas dicas de acção!!!
Março 9, 2008 at 10:55 pm
correcção: Marcelo (Não sei o que se passa hoje).
Março 9, 2008 at 10:57 pm
Concordo com o Miguel..tb ouvi o MRS na RTP1
deu uma boa sugestao. As escolas nao sao autonomas? entao sejammmmmmmm
Nao desistammmmmmm
Março 9, 2008 at 11:00 pm
Caros colegas:
Já pensaram que:
-Nos Conselhos de Turma para avaliação, cada professor propõe uma nota para cada aluno;
-É da responsabilidade do C.T. aprovar, ou seja, dar essa nota;
Ou seja:
-Os professores não dão notas, apenas as propõem. Quem as dá é o C.T.
Então
Como é possível avaliar um professor por aquilo que ele não faz – dar notas???
Pelas notas avaliamos o C.T. e não os professores!!!
Passem palavra
Isto não é “normal”.
Será que juridicamente é legal?
Março 9, 2008 at 11:02 pm
Mesmo que haja uns seguidores do regime, acho que, depois de dois terços de descontentes na rua, temos autoridade para agir dentro das Escolas!
Março 9, 2008 at 11:04 pm
Temos que ter os alunos connosco!
Março 9, 2008 at 11:07 pm
Ainda eu estava na Marcha e já sabia o que se tinha passado na Curia. As colegas que estavam na formação enviaram mensagens a algumas pessoas que estavam em Lisboa. Eu falei com uma delas…
Vou tentar descobrir algo mais sobre o assunto!
Março 9, 2008 at 11:09 pm
Uma tomada de posição em força por parte dos CE poderia conduzir a algum lado…. poderão estar algunss do lado de MLR mas háa muitos quee não estão… o da minha escola estava em peso em Lisboa e sei que serão dos primeiros a tomar uma posição, se for necessário… vamos passar a palavra???
Março 9, 2008 at 11:10 pm
Esqueçam os CE! Não há escola sem alunos!
Março 9, 2008 at 11:10 pm
Chegamos a uma encruzilhada! E agora o que vamos fazer? Daquilo que observei em contactos com outros professores da Europa, no âmbito do programa Coménius as únicas lutas eficazes foram as greves de longa duração:
a) Espanha, onde tenho uma familiar professora, declararam greve por tempo indeterminado que durou quase duas semanas. O governo cedeu! Realizaram a greve durante o mês de Maio, com a finalidade de sobreviverem com subsídio de férias!
b) Bélgica – greve declarada por tempo indeterminado. Ao fim de 4 dias o governo cedeu.
c) Grécia – greve declarada por tempo indeterminado. O governo cedeu!
Sei que a muitos colegas fazer uma greve é exigir um enorme sacrifício. Mas não vejo, neste momento outra forma de fazer recuar o governo!
Um sacrifício hoje é um investimento amanhã!
Março 9, 2008 at 11:13 pm
O CE da minha escola também esteve presente na marcha! Acho que devemos passar a palavra!
Março 9, 2008 at 11:14 pm
Os alunos podem ser chamados a colaborar, atendendo a que tem um Estatuto que é uma aberração! Tanto que está em suspenso.
Março 9, 2008 at 11:16 pm
Penso que 100 mil professores poderão ter dado ânimo para a luta. Sabia-se que existia descontentamento, mas desconhecia-se a que nível.
Acho que temos a obrigação de continuar em frente!
Março 9, 2008 at 11:17 pm
http://abnoxio3.blogs.sapo.pt/arquivo/1026740.html
Março 9, 2008 at 11:17 pm
Claro Luís Silva…os alunos também!!! E os pais e porque não os funcionários? Alguns deles estão connosco(muitos, até!!!!)
Mas os CE têm muita força, são a cara da Escola!!!
Março 9, 2008 at 11:18 pm
Não é a colaborar! Os nossos alunos vão corroborar!É para eles que trabalhamos! Eles também não gostam de ser tratados como números e percentagens! A nossa luta é uma, ou não é luta nenhuma!
Março 9, 2008 at 11:20 pm
Certo: corroborar!
Março 9, 2008 at 11:22 pm
“Ouvi” dizer que a Sra. Ministra “deu aulas” no primeiro ciclo (é formada pelo Piaget) e ouvi “uns zuns zuns” quanto à sua assiduidade porque estava a tirar Sociologia – alguém tem mais informação?
Março 9, 2008 at 11:22 pm
O arrastamento do processo proposto pelo Marcelo não é solução. Ele mostra que também não sabe rigorosamente do que fala.
À mulher tanto dá que a coisa avance com celeridade como que avance lentamente. Mais: até lhe convirá que avance lentamente porque, quanto mais lentamente avançar, mais lentamente se verificarão as consequências para quem está à espera de progredir na carreira. Por conseguinte, mais estes miseráveis pouparão nas despesas públicas, o que, afinal, é o grande objectivo da sua teimosia.
O mesmo se passa com a liberdade que ela dá às escolas de serem mais flexíveis ou mais rigorosas na aplicação dos critérios de avaliação. Que lhe importa a ela que as escolas simplifiquem processos e arranjem maneiras de todos os avaliados poderem ter Muito Bom ou Excelente, se depois aparecem as quotas a impedir que as altas notas possam ser atribuídas e que, por conseguinte, sejam ineficazes nos seus efeitos?
Maquiavelismo, maquiavelismo do mais refinado é aquele por que se norteia a actuação desta gente.
Março 9, 2008 at 11:23 pm
Desculpem lá Colegas! Mas como podemos querer colocar os alunos do nosso lado?!
Querem que vos ACUSEM de instrumentalizar jovens?
Bem sei que muitos elementos de orgãos de gestão estiveram presentes. Infelizmente nenhum da minha escola (secundária em Évora)… Confesso que não vejo grande forma de resolvermos as coisas a nosso favor, sem ser através de tomada de posição dos orgãos de gestão das escolas.
Março 9, 2008 at 11:23 pm
Caso não saibam o PM também deu aulas…
Março 9, 2008 at 11:25 pm
Nós professores não somos importantes! O importante é a comunidade! Se não tivermos os alunos connosco, não adianta 100000 ou dez milhões. Tratemos de “ganhar” os nossos alunos.
Março 9, 2008 at 11:25 pm
Podemos “ajudar” a que os órgãos de gestão das escolas tomem essa posição de força.
Março 9, 2008 at 11:28 pm
Por mim é já a partir de amanhã!!!
Vamos todos tentar!!!!
Março 9, 2008 at 11:30 pm
E também podemos “ajudar” aqueles colegas que ainda possam ter dúvidas!
Março 9, 2008 at 11:31 pm
Como a anahenriques anda a dizer já há alguns dias ,A AVALIAÇÃO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS !!!!!!!!!!!
Março 9, 2008 at 11:32 pm
23:35, DEPOIS DO ADEUS, RTP1, programa de Maria Elisa sobre Educação.
Março 9, 2008 at 11:33 pm
Caro Miguel,
Não se trata de instrumentalizar! Trata-se de informar e educar! “Dar aulas” é a maior barbaridade que se institucionalizou entre nós…com os resultados que se vêem. Temos que passar alguma coisa às gerações mais jovens, se não, o que é que andamos aqui a fazer? Acusem-nos do que quiserem, menos de não fazermos aquilo que devemos!
Março 9, 2008 at 11:33 pm
A AVALIAÇÃO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS mas há Escolas que não querem saber disso, argumentando que dependem do ME e não de acções promovidas pelos sindicatos. O que fazer?!!
Março 9, 2008 at 11:34 pm
Não esperem que os outros façam aquilo que somente nós podemos fazer! Não gosto de repetir slogans mas não vi até agora nenhuma entidade patronal, neste caso o Estado, a recuar sem o recurso à greve! Só se entrarmos noutro tipo de escalada, boicote, greve de zelo, mas que foge ao âmbito da lei! E não se esqueçam que manter este tipo de manifestações, corremos o risco de sermos esquecidos pela comunicação social!
E desculpem não estou a ver muitos Presidentes dos CE a estragarem as respectvas carreiras pedindo demissão!
Março 9, 2008 at 11:34 pm
Bem visto, elisabete (comentário 62)
Março 9, 2008 at 11:36 pm
Também há colegas que usam o argumento de estarem há muito na carreira e não a quererem estragar para justificar o avançar do processo. Já sabemos como é!
Março 9, 2008 at 11:38 pm
Como conseguirão os CE gerir escolas com professores a fazerem greve de ideias?! Se os professores ajudarem os CE e o ME a implementar estas atrocidades transformadas em decreto-lei…não haverá, realmente, nada a fazer! Agora fazer uma greve continuada de ideias, parece-me uma boa estratégia!
Março 9, 2008 at 11:40 pm
Como os CE são orgãos colegiais penso que basta a demissão de um, se ninguem aceitar substituí-lo o CE tem que cair.
Os alunos gostam muito mais de nós do que eles imaginam! A história de ir vestido de preto, pode a este nível, ter muito mais impacto do que se pode imaginar. Que tal uma Escola inteira a a negro?
Concordo em estudar bem a questão das 35 horas, dá um nó cego nas Escolas.
Março 9, 2008 at 11:40 pm
Estão a ver o que são os media? Até uma fulaninha que andou com O PINTO DA COSTA é uma entendida em educação! Mais nos valia emigrar!
Março 9, 2008 at 11:43 pm
http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=3995924403702210
Março 9, 2008 at 11:43 pm
Oh colega Luís Silva!!! O facto de ter andado com A ou com B não quer dizer que não saiba umas coisas…não vamos por aí!!!(lol)Deixemos as vidas privadas para não nos acusarem… a nossa luta é mais séria…
Março 9, 2008 at 11:45 pm
“Não discutam pessoas, discutam ideias” Não sei onde é que já li isto
Março 9, 2008 at 11:48 pm
De acordo caro L£L! Mas às vezes isto é mais forte do que nós! Claro que a nossa luta é mais séria, mas este tipo de situações é profundamente ilustrativo da raça que nós somos!?
Março 9, 2008 at 11:48 pm
Caro Luis Silva (86)
Eu falo com os meus alunos destes temas e quando me referi a instrumentalizar, nao me referia a nós, mas ao que não iria por aí dizer-se (ministério, comunicação social,…) se começássemos a sensibilizar/esclarecer os alunos para os ganharmos para a nossa luta…
Março 9, 2008 at 11:48 pm
1-MLR vai fazer uns remendos na legislação, para dividir os professores. Se ela acabar com as aulas assistidas (nos termos que Ramiro Marques propõe) o movimento termina.
2-Ao mesmo tempo, vai fazendo o que tem vindo a fazer: colocar os CE sob pressão das DRE’s (que têm visitado as escolas dia sim dia não), para dar a avaliação como facto consumado.
O que fazer?
1- O luto não serve de nada. Transformar uma manifestação de indignação numa manifestação de pesar não leva a lado nenhum.
2- Os sindicatos não prevêem a greve. Demasiado arriscado (mas tentador).
3- Cada escola deverá encontrar as formas de luta mais adequadas. Os professores devem reunir na sua escola e definir as medidas a tomar, criar dinãmicas (há escolas em que a Assembleia ou o CE se poderão demitir, noutras nem pensar mas, se os elementos do CP não comparecerem às reuniões, por exemplo, poderá criar-se uma dinâmica local completamente nova).
Março 9, 2008 at 11:52 pm
Verdade, colega Martinho! Peço desculpa a todos! Às vezes a raiva toma conta de nós!No entanto, já viram o painel de convidados do programa?
Março 9, 2008 at 11:55 pm
Também me parece bom o ponto de vista da Elisabete (comentário 62). Quanto ao Marcelo ele deu uma pista e deixou no ar que se as escolas quiserem isto pára mesmo. Teremos coragem, para fazer greve de ideias, ou melhor, capacidade para conseguir que nas nossas escolas todos os professores a façam? Na minha duvido. O CP é mais papista que o papa e para já não vejo como pará-lo. Aceitam-se ideias.
Março 9, 2008 at 11:57 pm
Eu advogo há meses que devemos passar a cumprir as 35 horas nas escolas e exigir que as mesmas nos disponibilizem todos os materiais/equipamentos necessários ao desenvolvimento da nossa actividade!
Nada de levar coisas para casa e fazer noitadas nem ocupar os fim-de-semana com aqueles teste que falta corrigir…
Párem de gastar lápis, canetas e borrachas que têm em casa; párem de usar o computador de casa para fazer pesquisas e elaboração de testes; não gastem nem mais um cêntimo em electricidade com trabalhos para a escola… eu já o vou fazendo… imprimir coisas em casa para a escola? Já me deixei disso! Ainda as faço em casa, bem sei que é fácil dizer, mas pior cumprir… mas imprimo tudo na escola. É ver o meu coordenador, volta e meia, a ter que ir buscar um tinteiro aos serviços administrativos….
Março 9, 2008 at 11:57 pm
Espero que isto não morra, depois do enorme sucesso de 8 de Março! O pior que nos pode acontecer é não haver qualquer estratégia pós 8 de Março!
Acho que deixaríamos de acreditar uns nos outros.
Março 9, 2008 at 11:57 pm
Então já entendo a actuação deste Luís Silva, há dias, numa polémica dos diabos em que defendia a nossa ministra com unhas e dentes ao ponto de muitos intervenientes duvidarem que fosse professor. Lembro-me que houve um que até lhe fez um teste. Agora sou quem duvida. Afinal quem é este Luís Silva? Um provocador ou um dupla personalidade?
Março 9, 2008 at 11:58 pm
E daríamos razão a Pacheco Pereira no texto que escreveu 6ªf no Abrupto
Março 9, 2008 at 11:59 pm
Então, há muitos Luís Silva por esse Portugal fora…
Março 10, 2008 at 12:00 am
O CP apresenta trabalho em função das propostas apresentadas em Departamento! Se os Departamentos estiverem em greve de ideias…
Março 10, 2008 at 12:01 am
Mas o programa não é sobre o Colegio Militar?
Março 10, 2008 at 12:02 am
Olhem o exercício de estilo falacioso na RTP 1!
Os meninos e meninas “bem” a recordarem como era boa a escola do passado! Claro que se a escola do presente está cheia de problemas é culpa dos professores. Não interessa nada que todos os conflitos sociais vão desaguar à escola!!! Assim nos fazem a cama!
Março 10, 2008 at 12:03 am
Sobre o Liceu Pedro Nunes…Miguel
Março 10, 2008 at 12:03 am
Desculpem a todos, mas acho que ou fazemos uma greve bem escalonada em regime rotativo por tempo indeterminado, em Maio, tendo em atenção os colegas com dificuldades económicas, ou então isto morre! Não há governo que sobreviva a isto!
Março 10, 2008 at 12:04 am
Os Depart da minha escola pouco produzem…. pelo contrário, o PCE toma a iniciativa de produzir e depois pedir pareceres…… ao CP que, amedrontado nada altera, não vá o PCE ficar ofendido….
Março 10, 2008 at 12:05 am
Peço desculpa pela desatenção, meu caro L&L
Já não poderei ser avaliado com Excelente…… snif snif
Março 10, 2008 at 12:09 am
Senhor Martinho,
Só há uma pessoa e uma vida (que se saiba) e essa chama-se justiça! Quem nunca cometeu erros que atire a primeira pedra! Não tenho que prestar contas a ninguém, excepto a mim próprio! Sou professor por vocação há vinte e quatro anos e não preciso de responder a testes de qualquer espécie. O que disse anteriormente neste blog foi sentido e mantêm-se. Quem não deve…
Março 10, 2008 at 12:13 am
Mais, senhor Martinho, este é o meu nome de baptismo! Não preciso de colar nomes pomposos à minha pessoa! Sou o que sou e tenho muito orgulho nisso e, se quiser, até lhe faculto o meu número de telefone!
Março 10, 2008 at 12:15 am
Não senhor L£L, Luís Silva só há este! E não tem medo de colocar aqui o seu nome, sem siglas ou nicks!
Março 10, 2008 at 12:23 am
Senhor Luís Silva
Diga-me uma coisa. Ontem foi a Lisboa manifestar-se a favor ou contra a ministra?
Seja franco
Março 10, 2008 at 12:24 am
Isto, se foi a Lisboa é claro.
Março 10, 2008 at 12:31 am
Também estou admirada com este senhor. No outro dia, até ofensivo e mal educado foi para as pessoas. Hoje é só propostas e diplomacia. Há coisas que não consigo entender
Março 10, 2008 at 12:32 am
Autocarro 13 do SPN! Eu e mais 56 colegas da Escola Secundária Carlos Amarante em Braga. Cheguei a casa às 2:30 da manhã.Não fui a Lisboa manifestar-me contra a ministra(ela nem sequer faz o meu género)! Fui a Lisboa manifestar-me contra políticas educativas trauliteiras, maquiavélicas e completamente desajustadas.
Março 10, 2008 at 12:39 am
Red hot…,
Nunca fui ofensivo e mal educado! O que nunca deixei de fazer foi lutar. Se me agridem, respondo! Sou capaz de falar com senadores e com estivadores(com o devido respeito). Já estive nos dois lados. Quem não se sente…
Março 10, 2008 at 12:44 am
Eu penso que não é a clara tentativa de orientação do MRS que se deva seguir…
É ratoeira.
Nós, na Escola, não nos podemos recusar a ser avaliados. Não podemos dar razão a que alguma vez digam que somos arruaceiros ou sequer que se abram inquéritos de averiguações porque recusamos a avaliação.
Isso quer o governo. Isso quer a oposição.
Temos de fazer perguntas incisivas sobre o modelo e deixá-las em actas de reuniões. Temos de as fazer para que alguém diga e depois fique escrito que não sabe ou dê respostas idiotas. Para que se prove que ninguém sabe como se pode pôr em prática este modelo.
Será assim que o vamos esvaziar.
Quanto à luta, dizia-me ontem uma colega na manifestação, que é pelos pais e alunos.
Temos de explicar aos pais e alunos, não a nossa avaliação, mas o Estatuto do aluno. Temos de explicar o novo decreto lei sobre os alunos com NEE.
E evitar a todo o custo referências públicas menos abonatórias às figuras, principalmente, neste espaço que já sabemos é visto e lido por muita gente.
Mas esta é só a minha opinião.
Março 10, 2008 at 1:13 am
Quem lê o que escrevemos nas actas?! Quem?! Quando?! Quantas vezes?! Quantas directrizes, perguntas, reflexões, justificações…têm sido deixadas em acta sem qualquer sequência ou resultado?!
Março 10, 2008 at 2:01 am
Se ficarem escritas nas actas e depois de avaliados, contestarmos a avaliação que nos for feita, Luís, então, aí tem a utilidade de ficarem escritas em acta.
Março 10, 2008 at 2:15 am
Sim, mas não alteram a essência da coisa! O importante, julgo, é lutar pela alteração do ECD, do Novo Estatuto do Aluno, da Gestão, da avaliação, na forma que nos foi apresentada! A alteração do ESTATUTO é, devia ser, o primeiro passo! É a raíz do mal…
Março 10, 2008 at 9:00 am
[...] Educação – Declarações Só Explicáveis Por Excesso de Trabalho E Alguma Falta de Informação [...]
Março 10, 2008 at 10:41 am
A opinião pública do lado dos professores é fundamental. Parece-me que se está a dar pouca importância à actuação da Polícia em Aveiras ao reter 20 autocarros. Este é o tipo de situação que colhe a simpatia das pessoas porque atenta contra as liberdades. Vamos puxar o assunto para a comunicação social, começando por falar nele nos blogues.