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A Educação do meu Umbigo

Gaveta aberta de textos e memórias a pretexto da Educação que vamos tendo. Contacto: guinote@gmail.com

Março 8, 2008

Pois, Eu Acho Que Contei Mais Ou Menos Isso, Talvez Com 2 Ou 3 De Diferença

Posted by Paulo Guinote under A Manifestação, Imagens, Números
[9] Comments 

PSP admite presença de cerca de 100 mil manifestantes no protesto de professores

 

9 Respostas to “Pois, Eu Acho Que Contei Mais Ou Menos Isso, Talvez Com 2 Ou 3 De Diferença”

  1. anahenriques Says:

    Março 8, 2008 at 11:07 pm

    MLR quando foi nomeada ME encomendou um estudo coordenado pelo seu amigo e sociólogo do ISCTE João Freire para reestruturar a carreira docente e introduzir reformas no sector. Esse estudo não foi tornado público,o que é estranho porque foi pago pelos contribuintes portugueses, mas a ele já tiveram acesso (ao que parece por acidente) alguns indígenas. Entre eles um nosso colega de uma escola secundaria que sobre ele se debruçou (publicado no blog “Inquietações Pedagógicas”). Sobre este “estudo” retive: não foi realizado qualquer diagnóstico da realidade portuguesa, nem da profissão em outros sistemas educativos; parte-se depois para uma série de considerações baseada essencialmente em outras profissões e assumem-se, não por investigação mas por um conjunto de “lugares comuns” o alinhavo de uma estrutura de carreira baseada em organizações que nada têm a ver com a carreira docente.
    O inacrditável. No ensino universitário. Onde chegámos?
    Todo o discurso, e sobretudo a segurança e sobranceria da ministra, partem destas concepções dum “pseudo-estudo” e de outros argumentos que João Freire refere no artigo publicado pelo Público em 6/3/2008 “A rua não tem razão”. Assim.
    - A sobranceria no diagnóstico da actual situação Professores/Sindicatos-Patrão (parte da sua área academica de formação para proferir lugares comuns);
    - Considera que a novidade (professores na rua) encontra-se na forma de comunicar “na forma pós-moderna do tam-tam africano ou do velho rumor urbano ocidental” e nas “minorias activas” (o Vital Moreira tb fala em elementos radicais mas esse continua a manter a “escola do partido (PCP)”);
    - Faz uma achega ao ambiente nas nossas escolas públicas (que desconhece e nem sequer quer conhecer) e lança umas ideias sobre um implícito reconhecimento do mérito profissional nas escolas e adianta mesmo “categorias” entrando de imediato em contradições basicas( organização da carreira em categorias profissionais e uma real avaliação de desmpenho)- verdadeiramente surrealista!;
    - O processo administrativo para Professores titulares, diz tv haja alguns casos de injusiça individual- Surrealista;
    - Por fim considera que é através do voto que as decisões devem ser tomadas (sem comentários).Pois.

    O Ensino Superior está muito mal! Péssimo. E querem destruturar o que (ainda) resta de sadio no Ensino Basico e Secundario. Pois.

  2. anahenriques Says:

    Março 8, 2008 at 11:12 pm

    O estudo encomendado por MLR, enquanto ME, deve ter sido através do CIES do ISCTE que foi classificado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. (…)
    Tem chorudos financiamentos, deduzo.

    Lista de investigadores
    http://www.iol.pt/pesquisa/index2007.php?query=joao+freire

    Abrantes, Pedro
    Abreu, Manuel Dinis de
    Adinolfi, Goffredo
    Almeida, João Ferreira de
    Almeida, Maria Antónia Pires de
    Almeida, Miguel Vale de
    Almeida, Paulo Pereira de
    Álvares, Maria
    Alves, João Emílio
    Alves, Mariana Gaio
    Alves, Nuno de Almeida
    Alves, Tatiana
    Amaral, Patrícia
    Andringa, Diana
    Antunes, Marina
    Antunes, Ricardo
    Araújo, Vera
    Ávila, Patrícia
    Barbosa, Ana Luísa
    Barros, Elisabete
    Barroso, Margarida
    Belchior, Ana Maria
    Bomba, Teresa
    Brites, Rui
    Burnay, Filipa
    Bussola, Diego
    Cachado, Rita d´Ávila
    Caetano, Ana
    Calca, Patrícia
    Cameira, Emanuel
    Campos, Joana
    Campos, Luís
    Capucha, Luís
    Carapinheiro, Graça
    Cardoso, Gustavo
    Cardoso, Inês
    Cardoso, Tânia
    Carmo, Renato
    Carreira, Marta
    Carreiras, Helena
    Carvalho, Ana Maria Evans de
    Carvalho, Helena
    Carvalho, Rita
    Casanova, José Luís
    Cheta, Rita
    Clamote, Telmo
    Coelho, Ana Rita
    Coelho, Bernardo
    Coêlho, Christiane
    Coelho, João Vasco
    Conceição, Cristina Palma
    Conde, Idalina
    Cordeiro, Graça Índias
    Correia, Sónia Vladimira
    Correia, Tiago
    Costa, António Firmino da
    Costa, Jerusa
    Costa, Mariana Santos
    Costa, Paula dos Reis
    Cruz, Raquel
    Cunha, Carlos
    Dantas, Cristina
    De Sousa, Luís
    Dias, Ângela
    Dias, Eduardo Costa
    Dias, Paulo Coelho
    Dores, António Pedro
    Dornelas, António
    Duarte, Alexandra
    Durão, Susana
    Egreja, Catarina
    Espanha, Rita
    Faria, Sérgio
    Fernandes, Rita
    Fernandes, Tiago
    Ferreira, Jorge
    Ferreira, Vanda
    Ferro, Lígia
    Fonseca, Rui Brito
    Freire, André
    Freire, João
    Freitas, André
    Freitas, Andrea
    Gaspar, Sofia
    Góis, João Pedro
    Gomes, Adelino
    Gomes, Maria do Carmo
    Gonçalves, Ana Sofia
    Gonçalves, Gonçalo
    Gonçalves, Maria Eduarda
    Gonçalves, Sónia
    Gordinho, Bruno
    Guerreiro, Maria das Dores
    Henriques, Susana
    Henriques, Vera
    Hilário, Ana Patrícia
    Horta, Hugo
    Jacobetty, Pedro
    Jerónimo, Ana Paula
    Joaquim, Graça
    Jorge, Ana
    Jorge, Ana Rato
    Lapa, Tiago
    Leite, Alexandre Manuel
    Lima, Maria da Paz
    Lobo, Cristina
    Lopes, Noémia Mendes
    Luís, Cristina
    Machado, Carla
    Machado, Fernando Luís
    Maciel, Diana
    Malamud, Andrés
    Marivoet, Salomé
    Marques, Ana Cristina
    Martins, Jorge Manuel
    Martins, Susana da Cruz
    Mata, João Trocado da
    Mateus, Sandra
    Matias, Ana Raquel
    Mauritti, Rosário
    Medeiros, Rogério
    Melo, João
    Melro, Ana Luísa
    Mendes, Felismina
    Mendes, Rita Veloso
    Mendonça, Helena
    Menezes, Filipa
    Monteiro, César
    Monteiro, Teresa Líbano
    Moreira, Raquel
    Moura, Ana Mocuixe
    Moury, Catherine
    Mozzicafreddo, Juan
    Neto, Pedro Pereira
    Nico, Magda
    Nunes, Ângela
    Nunes, João Pedro
    Oliveira, Luísa
    Padilla, Beatriz
    Palma, Filipa
    Patrício, Maria Teresa
    Pedroso, Paulo
    Pegado, Elsa
    Penha, Ana Raquel
    Pereira, Inês
    Pereira, Irina Bettencourt
    Pimentel, Duarte
    Pimentel, Luísa
    Pinho, Filipa
    Pires, Rui Pena
    Puga, Pedro
    Raposo, Hélder
    Raposo, Linda
    Rebelo, José
    Rego, Raquel
    Reis, Manuela
    Resende, Cláudia
    Rodrigues, Avelino
    Rodrigues, Eduardo Alexandre
    Rodrigues, Elisabete
    Rosa, Marco
    Saleiro, Sandra Palma
    Sant’ana, Helena Mauricio
    Santana, Vera
    Santos, Joana Correia dos
    Santos, Susana
    Santos, Tânia Alegria dos
    Saramago, Sílvia
    Scaglione, Alejandra Ortiz
    Seabra, Teresa
    Sebastião, João
    Seiceira, Filipa
    Serrão, Anabela
    Silva, Alexandre Vianna e
    Silva, Francisco Vieira da
    Silva, Perpétua Santos
    Simões, Liliana
    Sousa, Isabel
    Sousa, Pedro de
    Stoleroff, Alan
    Tavares, David
    Torres, Anália Cardoso
    Torres, Eduardo Cintra
    Triães, João
    Vegar, José
    Veloso, Luísa
    Vidal, Frédéric
    Viegas, José Manuel Leite
    Vieira, Jorge
    Xavier, Maria
    Zuber, Inês

  3. pedro Says:

    Março 8, 2008 at 11:18 pm

    Hoje, na manifestação, encontrei colegas que vão ser avaliados por ex-alunos! Têm cerca de 20 anos de diferença, tiveram cargos, ao contrário de professores de disciplinas consideradas estruturantes, Língua Portuguesa e Matemática, cuja carga horária é suficiente para preencher a componente lectiva desses mesmos professores!

  4. Rui Ramos Says:

    Março 9, 2008 at 12:34 am

    Caro Paulo: Não são 100 mil votos, serão cerca de 300 mil, se contarmos com os respectivos agregados familiares.

    Com gente do calibre desta ministra e do “engenheiro” que a suporta só há uma saída: RUA com os dois

    A LUTA CONTINUA… Por PORTUGAL

  5. Woman Once a Bird Says:

    Março 9, 2008 at 1:00 am

    Os votos não serão apenas 100 mil. Muitos não puderam comparecer, mas partilham do que moveu os 100 mil. Nas urnas, seremos muitos mais.

  6. Júlio Coelho Says:

    Março 9, 2008 at 1:31 am

    Depois da marcha de hoje, só mesmo por despudor e sem vergonha na cara é que se pode afirmar que foi irrelevante.
    Por muito menos foram já demitidos ministros e secretários de estado.
    Há que continuar a lutar, manter a unidade tão penosamente obtida e acredito que conseguiremos alcançar os nossos objectivos: a saída do trio maravilha do ME e a alteração das políticas educativas

  7. antero Says:

    Março 9, 2008 at 2:55 am

    Olha eu, aí na segunda foto!
    Sou o gajo de cabelo branco, hehe!

  8. Paulo Guinote Says:

    Março 9, 2008 at 10:17 am

    Eu fotografei quase tudo o que mexia, excepto os primeiros 20% do pelotão.
    Por respeito à privacidade não fotografei um político do CDS-PP com os seus dois rebentos pela mão, sorridente a observar tudo.

    Agora que tinha apanhado alguém famoso a sério é que não sabia!
    :D

  9. 100.000 Says:

    Março 9, 2008 at 11:04 am

    lembram-se deste Blog?:
    http://doportugalprofundo.blogspot.com/

    Sábado, 8 de Março de 2008
    A Política do Contra e a repressão ..
    ..

    Imagem editada daqui

    O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

    56 votes
    Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.

    As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…

    Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…

    A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.

    A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.

    Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.

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  • Data da Entrada:
  • Março 8, 2008 at 11:05 pm
  • Categoria :
  • A Manifestação, Imagens, Números
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