MLR quando foi nomeada ME encomendou um estudo coordenado pelo seu amigo e sociólogo do ISCTE João Freire para reestruturar a carreira docente e introduzir reformas no sector. Esse estudo não foi tornado público,o que é estranho porque foi pago pelos contribuintes portugueses, mas a ele já tiveram acesso (ao que parece por acidente) alguns indígenas. Entre eles um nosso colega de uma escola secundaria que sobre ele se debruçou (publicado no blog “Inquietações Pedagógicas”). Sobre este “estudo” retive: não foi realizado qualquer diagnóstico da realidade portuguesa, nem da profissão em outros sistemas educativos; parte-se depois para uma série de considerações baseada essencialmente em outras profissões e assumem-se, não por investigação mas por um conjunto de “lugares comuns” o alinhavo de uma estrutura de carreira baseada em organizações que nada têm a ver com a carreira docente.
O inacrditável. No ensino universitário. Onde chegámos?
Todo o discurso, e sobretudo a segurança e sobranceria da ministra, partem destas concepções dum “pseudo-estudo” e de outros argumentos que João Freire refere no artigo publicado pelo Público em 6/3/2008 “A rua não tem razão”. Assim.
- A sobranceria no diagnóstico da actual situação Professores/Sindicatos-Patrão (parte da sua área academica de formação para proferir lugares comuns);
- Considera que a novidade (professores na rua) encontra-se na forma de comunicar “na forma pós-moderna do tam-tam africano ou do velho rumor urbano ocidental” e nas “minorias activas” (o Vital Moreira tb fala em elementos radicais mas esse continua a manter a “escola do partido (PCP)”);
- Faz uma achega ao ambiente nas nossas escolas públicas (que desconhece e nem sequer quer conhecer) e lança umas ideias sobre um implícito reconhecimento do mérito profissional nas escolas e adianta mesmo “categorias” entrando de imediato em contradições basicas( organização da carreira em categorias profissionais e uma real avaliação de desmpenho)- verdadeiramente surrealista!;
- O processo administrativo para Professores titulares, diz tv haja alguns casos de injusiça individual- Surrealista;
- Por fim considera que é através do voto que as decisões devem ser tomadas (sem comentários).Pois.
O Ensino Superior está muito mal! Péssimo. E querem destruturar o que (ainda) resta de sadio no Ensino Basico e Secundario. Pois.
O estudo encomendado por MLR, enquanto ME, deve ter sido através do CIES do ISCTE que foi classificado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. (…)
Tem chorudos financiamentos, deduzo.
Abrantes, Pedro
Abreu, Manuel Dinis de
Adinolfi, Goffredo
Almeida, João Ferreira de
Almeida, Maria Antónia Pires de
Almeida, Miguel Vale de
Almeida, Paulo Pereira de
Álvares, Maria
Alves, João Emílio
Alves, Mariana Gaio
Alves, Nuno de Almeida
Alves, Tatiana
Amaral, Patrícia
Andringa, Diana
Antunes, Marina
Antunes, Ricardo
Araújo, Vera
Ávila, Patrícia
Barbosa, Ana Luísa
Barros, Elisabete
Barroso, Margarida
Belchior, Ana Maria
Bomba, Teresa
Brites, Rui
Burnay, Filipa
Bussola, Diego
Cachado, Rita d´Ávila
Caetano, Ana
Calca, Patrícia
Cameira, Emanuel
Campos, Joana
Campos, Luís
Capucha, Luís
Carapinheiro, Graça
Cardoso, Gustavo
Cardoso, Inês
Cardoso, Tânia
Carmo, Renato
Carreira, Marta
Carreiras, Helena
Carvalho, Ana Maria Evans de
Carvalho, Helena
Carvalho, Rita
Casanova, José Luís
Cheta, Rita
Clamote, Telmo
Coelho, Ana Rita
Coelho, Bernardo
Coêlho, Christiane
Coelho, João Vasco
Conceição, Cristina Palma
Conde, Idalina
Cordeiro, Graça Índias
Correia, Sónia Vladimira
Correia, Tiago
Costa, António Firmino da
Costa, Jerusa
Costa, Mariana Santos
Costa, Paula dos Reis
Cruz, Raquel
Cunha, Carlos
Dantas, Cristina
De Sousa, Luís
Dias, Ângela
Dias, Eduardo Costa
Dias, Paulo Coelho
Dores, António Pedro
Dornelas, António
Duarte, Alexandra
Durão, Susana
Egreja, Catarina
Espanha, Rita
Faria, Sérgio
Fernandes, Rita
Fernandes, Tiago
Ferreira, Jorge
Ferreira, Vanda
Ferro, Lígia
Fonseca, Rui Brito
Freire, André
Freire, João
Freitas, André
Freitas, Andrea
Gaspar, Sofia
Góis, João Pedro
Gomes, Adelino
Gomes, Maria do Carmo
Gonçalves, Ana Sofia
Gonçalves, Gonçalo
Gonçalves, Maria Eduarda
Gonçalves, Sónia
Gordinho, Bruno
Guerreiro, Maria das Dores
Henriques, Susana
Henriques, Vera
Hilário, Ana Patrícia
Horta, Hugo
Jacobetty, Pedro
Jerónimo, Ana Paula
Joaquim, Graça
Jorge, Ana
Jorge, Ana Rato
Lapa, Tiago
Leite, Alexandre Manuel
Lima, Maria da Paz
Lobo, Cristina
Lopes, Noémia Mendes
Luís, Cristina
Machado, Carla
Machado, Fernando Luís
Maciel, Diana
Malamud, Andrés
Marivoet, Salomé
Marques, Ana Cristina
Martins, Jorge Manuel
Martins, Susana da Cruz
Mata, João Trocado da
Mateus, Sandra
Matias, Ana Raquel
Mauritti, Rosário
Medeiros, Rogério
Melo, João
Melro, Ana Luísa
Mendes, Felismina
Mendes, Rita Veloso
Mendonça, Helena
Menezes, Filipa
Monteiro, César
Monteiro, Teresa Líbano
Moreira, Raquel
Moura, Ana Mocuixe
Moury, Catherine
Mozzicafreddo, Juan
Neto, Pedro Pereira
Nico, Magda
Nunes, Ângela
Nunes, João Pedro
Oliveira, Luísa
Padilla, Beatriz
Palma, Filipa
Patrício, Maria Teresa
Pedroso, Paulo
Pegado, Elsa
Penha, Ana Raquel
Pereira, Inês
Pereira, Irina Bettencourt
Pimentel, Duarte
Pimentel, Luísa
Pinho, Filipa
Pires, Rui Pena
Puga, Pedro
Raposo, Hélder
Raposo, Linda
Rebelo, José
Rego, Raquel
Reis, Manuela
Resende, Cláudia
Rodrigues, Avelino
Rodrigues, Eduardo Alexandre
Rodrigues, Elisabete
Rosa, Marco
Saleiro, Sandra Palma
Sant’ana, Helena Mauricio
Santana, Vera
Santos, Joana Correia dos
Santos, Susana
Santos, Tânia Alegria dos
Saramago, Sílvia
Scaglione, Alejandra Ortiz
Seabra, Teresa
Sebastião, João
Seiceira, Filipa
Serrão, Anabela
Silva, Alexandre Vianna e
Silva, Francisco Vieira da
Silva, Perpétua Santos
Simões, Liliana
Sousa, Isabel
Sousa, Pedro de
Stoleroff, Alan
Tavares, David
Torres, Anália Cardoso
Torres, Eduardo Cintra
Triães, João
Vegar, José
Veloso, Luísa
Vidal, Frédéric
Viegas, José Manuel Leite
Vieira, Jorge
Xavier, Maria
Zuber, Inês
Hoje, na manifestação, encontrei colegas que vão ser avaliados por ex-alunos! Têm cerca de 20 anos de diferença, tiveram cargos, ao contrário de professores de disciplinas consideradas estruturantes, Língua Portuguesa e Matemática, cuja carga horária é suficiente para preencher a componente lectiva desses mesmos professores!
Depois da marcha de hoje, só mesmo por despudor e sem vergonha na cara é que se pode afirmar que foi irrelevante.
Por muito menos foram já demitidos ministros e secretários de estado.
Há que continuar a lutar, manter a unidade tão penosamente obtida e acredito que conseguiremos alcançar os nossos objectivos: a saída do trio maravilha do ME e a alteração das políticas educativas
Eu fotografei quase tudo o que mexia, excepto os primeiros 20% do pelotão.
Por respeito à privacidade não fotografei um político do CDS-PP com os seus dois rebentos pela mão, sorridente a observar tudo.
Agora que tinha apanhado alguém famoso a sério é que não sabia!
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.
Março 8, 2008 at 11:07 pm
MLR quando foi nomeada ME encomendou um estudo coordenado pelo seu amigo e sociólogo do ISCTE João Freire para reestruturar a carreira docente e introduzir reformas no sector. Esse estudo não foi tornado público,o que é estranho porque foi pago pelos contribuintes portugueses, mas a ele já tiveram acesso (ao que parece por acidente) alguns indígenas. Entre eles um nosso colega de uma escola secundaria que sobre ele se debruçou (publicado no blog “Inquietações Pedagógicas”). Sobre este “estudo” retive: não foi realizado qualquer diagnóstico da realidade portuguesa, nem da profissão em outros sistemas educativos; parte-se depois para uma série de considerações baseada essencialmente em outras profissões e assumem-se, não por investigação mas por um conjunto de “lugares comuns” o alinhavo de uma estrutura de carreira baseada em organizações que nada têm a ver com a carreira docente.
O inacrditável. No ensino universitário. Onde chegámos?
Todo o discurso, e sobretudo a segurança e sobranceria da ministra, partem destas concepções dum “pseudo-estudo” e de outros argumentos que João Freire refere no artigo publicado pelo Público em 6/3/2008 “A rua não tem razão”. Assim.
- A sobranceria no diagnóstico da actual situação Professores/Sindicatos-Patrão (parte da sua área academica de formação para proferir lugares comuns);
- Considera que a novidade (professores na rua) encontra-se na forma de comunicar “na forma pós-moderna do tam-tam africano ou do velho rumor urbano ocidental” e nas “minorias activas” (o Vital Moreira tb fala em elementos radicais mas esse continua a manter a “escola do partido (PCP)”);
- Faz uma achega ao ambiente nas nossas escolas públicas (que desconhece e nem sequer quer conhecer) e lança umas ideias sobre um implícito reconhecimento do mérito profissional nas escolas e adianta mesmo “categorias” entrando de imediato em contradições basicas( organização da carreira em categorias profissionais e uma real avaliação de desmpenho)- verdadeiramente surrealista!;
- O processo administrativo para Professores titulares, diz tv haja alguns casos de injusiça individual- Surrealista;
- Por fim considera que é através do voto que as decisões devem ser tomadas (sem comentários).Pois.
O Ensino Superior está muito mal! Péssimo. E querem destruturar o que (ainda) resta de sadio no Ensino Basico e Secundario. Pois.
Março 8, 2008 at 11:12 pm
O estudo encomendado por MLR, enquanto ME, deve ter sido através do CIES do ISCTE que foi classificado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. (…)
Tem chorudos financiamentos, deduzo.
Lista de investigadores
http://www.iol.pt/pesquisa/index2007.php?query=joao+freire
Abrantes, Pedro
Abreu, Manuel Dinis de
Adinolfi, Goffredo
Almeida, João Ferreira de
Almeida, Maria Antónia Pires de
Almeida, Miguel Vale de
Almeida, Paulo Pereira de
Álvares, Maria
Alves, João Emílio
Alves, Mariana Gaio
Alves, Nuno de Almeida
Alves, Tatiana
Amaral, Patrícia
Andringa, Diana
Antunes, Marina
Antunes, Ricardo
Araújo, Vera
Ávila, Patrícia
Barbosa, Ana Luísa
Barros, Elisabete
Barroso, Margarida
Belchior, Ana Maria
Bomba, Teresa
Brites, Rui
Burnay, Filipa
Bussola, Diego
Cachado, Rita d´Ávila
Caetano, Ana
Calca, Patrícia
Cameira, Emanuel
Campos, Joana
Campos, Luís
Capucha, Luís
Carapinheiro, Graça
Cardoso, Gustavo
Cardoso, Inês
Cardoso, Tânia
Carmo, Renato
Carreira, Marta
Carreiras, Helena
Carvalho, Ana Maria Evans de
Carvalho, Helena
Carvalho, Rita
Casanova, José Luís
Cheta, Rita
Clamote, Telmo
Coelho, Ana Rita
Coelho, Bernardo
Coêlho, Christiane
Coelho, João Vasco
Conceição, Cristina Palma
Conde, Idalina
Cordeiro, Graça Índias
Correia, Sónia Vladimira
Correia, Tiago
Costa, António Firmino da
Costa, Jerusa
Costa, Mariana Santos
Costa, Paula dos Reis
Cruz, Raquel
Cunha, Carlos
Dantas, Cristina
De Sousa, Luís
Dias, Ângela
Dias, Eduardo Costa
Dias, Paulo Coelho
Dores, António Pedro
Dornelas, António
Duarte, Alexandra
Durão, Susana
Egreja, Catarina
Espanha, Rita
Faria, Sérgio
Fernandes, Rita
Fernandes, Tiago
Ferreira, Jorge
Ferreira, Vanda
Ferro, Lígia
Fonseca, Rui Brito
Freire, André
Freire, João
Freitas, André
Freitas, Andrea
Gaspar, Sofia
Góis, João Pedro
Gomes, Adelino
Gomes, Maria do Carmo
Gonçalves, Ana Sofia
Gonçalves, Gonçalo
Gonçalves, Maria Eduarda
Gonçalves, Sónia
Gordinho, Bruno
Guerreiro, Maria das Dores
Henriques, Susana
Henriques, Vera
Hilário, Ana Patrícia
Horta, Hugo
Jacobetty, Pedro
Jerónimo, Ana Paula
Joaquim, Graça
Jorge, Ana
Jorge, Ana Rato
Lapa, Tiago
Leite, Alexandre Manuel
Lima, Maria da Paz
Lobo, Cristina
Lopes, Noémia Mendes
Luís, Cristina
Machado, Carla
Machado, Fernando Luís
Maciel, Diana
Malamud, Andrés
Marivoet, Salomé
Marques, Ana Cristina
Martins, Jorge Manuel
Martins, Susana da Cruz
Mata, João Trocado da
Mateus, Sandra
Matias, Ana Raquel
Mauritti, Rosário
Medeiros, Rogério
Melo, João
Melro, Ana Luísa
Mendes, Felismina
Mendes, Rita Veloso
Mendonça, Helena
Menezes, Filipa
Monteiro, César
Monteiro, Teresa Líbano
Moreira, Raquel
Moura, Ana Mocuixe
Moury, Catherine
Mozzicafreddo, Juan
Neto, Pedro Pereira
Nico, Magda
Nunes, Ângela
Nunes, João Pedro
Oliveira, Luísa
Padilla, Beatriz
Palma, Filipa
Patrício, Maria Teresa
Pedroso, Paulo
Pegado, Elsa
Penha, Ana Raquel
Pereira, Inês
Pereira, Irina Bettencourt
Pimentel, Duarte
Pimentel, Luísa
Pinho, Filipa
Pires, Rui Pena
Puga, Pedro
Raposo, Hélder
Raposo, Linda
Rebelo, José
Rego, Raquel
Reis, Manuela
Resende, Cláudia
Rodrigues, Avelino
Rodrigues, Eduardo Alexandre
Rodrigues, Elisabete
Rosa, Marco
Saleiro, Sandra Palma
Sant’ana, Helena Mauricio
Santana, Vera
Santos, Joana Correia dos
Santos, Susana
Santos, Tânia Alegria dos
Saramago, Sílvia
Scaglione, Alejandra Ortiz
Seabra, Teresa
Sebastião, João
Seiceira, Filipa
Serrão, Anabela
Silva, Alexandre Vianna e
Silva, Francisco Vieira da
Silva, Perpétua Santos
Simões, Liliana
Sousa, Isabel
Sousa, Pedro de
Stoleroff, Alan
Tavares, David
Torres, Anália Cardoso
Torres, Eduardo Cintra
Triães, João
Vegar, José
Veloso, Luísa
Vidal, Frédéric
Viegas, José Manuel Leite
Vieira, Jorge
Xavier, Maria
Zuber, Inês
Março 8, 2008 at 11:18 pm
Hoje, na manifestação, encontrei colegas que vão ser avaliados por ex-alunos! Têm cerca de 20 anos de diferença, tiveram cargos, ao contrário de professores de disciplinas consideradas estruturantes, Língua Portuguesa e Matemática, cuja carga horária é suficiente para preencher a componente lectiva desses mesmos professores!
Março 9, 2008 at 12:34 am
Caro Paulo: Não são 100 mil votos, serão cerca de 300 mil, se contarmos com os respectivos agregados familiares.
Com gente do calibre desta ministra e do “engenheiro” que a suporta só há uma saída: RUA com os dois
A LUTA CONTINUA… Por PORTUGAL
Março 9, 2008 at 1:00 am
Os votos não serão apenas 100 mil. Muitos não puderam comparecer, mas partilham do que moveu os 100 mil. Nas urnas, seremos muitos mais.
Março 9, 2008 at 1:31 am
Depois da marcha de hoje, só mesmo por despudor e sem vergonha na cara é que se pode afirmar que foi irrelevante.
Por muito menos foram já demitidos ministros e secretários de estado.
Há que continuar a lutar, manter a unidade tão penosamente obtida e acredito que conseguiremos alcançar os nossos objectivos: a saída do trio maravilha do ME e a alteração das políticas educativas
Março 9, 2008 at 2:55 am
Olha eu, aí na segunda foto!
Sou o gajo de cabelo branco, hehe!
Março 9, 2008 at 10:17 am
Eu fotografei quase tudo o que mexia, excepto os primeiros 20% do pelotão.
Por respeito à privacidade não fotografei um político do CDS-PP com os seus dois rebentos pela mão, sorridente a observar tudo.
Agora que tinha apanhado alguém famoso a sério é que não sabia!
Março 9, 2008 at 11:04 am
lembram-se deste Blog?:
http://doportugalprofundo.blogspot.com/
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.