Logo que possa (daqui por uma ou duas horas) começarei a postar as imagens recolhidas, enquanto as pilhas não se foram acabando. Alguém me deveria ter explicado que as recarregáveis precisam de ser carregadas primeiro. Por isso, foi preciso ir aos Restauradores comprar novas e voltar a subir e a descer. Resultado: fiquei entupido longe da cabeça do pelotão. E não tenho propriamente uma estampa e peso de atleta.
Balanço menos visual para amanhã, assim como hipóteses para o day after.
Aviso lateral: gosto muito de manter os comentários não filtrados e livres, mas isto não é um espaço de chat juvenil, ok? Procurem, críticos e defensores dos professores, manter um nível básico de argumentação. Outra coisa só descredibiliza quem não sabe participar num debate civilizado, mesmo que seja jocoso ou satírico. Não adianta apontar o dedo aos outros e dizer que o outro é que começou. Se um alarve ficar a falar sozinho nota-se mais.
Março 8, 2008 at 7:39 pm
isso é algo que pouco me preocupa. Pois seremos sempre dois alarves.
Março 8, 2008 at 7:45 pm
80 mil pessoas na manifestação…há quem refira 100 mil. Superou em muito as mais optimistas expectativas.
Augusto Santos Silva já tinha vociferado em Chaves com alusões a fantasmas salazaristas e comunistas, em barricadas do PS pela liberdade e democracia(?)(o homem não enxerga nada, nem sabe o que dizer), a ministra estará no jornal da SIC a finalizar uma semana de campanha de contra informação, Cavaco Silva do Brasil diz que não manda mensagens mas apela novamente à serenidade.
Acho que fizemos história!
Março 8, 2008 at 8:08 pm
Ouvi na manif dizerem que 20 autocarros ficaram retidos em Aveiras, pela polícia, para controlo de documentos. Alguém confirma?
Março 8, 2008 at 8:16 pm
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Manifestação
20 autocarros com professores retidos pela polícia na A1
Por Margarida Davim, com Andreia Félix Coelho
Vinte autocarros com professores vindos do Norte foram parados numa operação Stop da Brigada de Trânsito da GNR junto à estação de serviço de Aveiras na A1, adiantou ao SOL fonte do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados. Mário Nogueira acabou de confirmar esta informação no seu discurso no Terreiro do Paço, enquanto os docentes gritavam «fascistas»
Os docentes que se dirigiam à manifestação de hoje só agora estão a chegar a Lisboa, depois de terem estado retidos numa operação de fiscalização da Brigada de Trânsito.
Segundo fonte sindical, que viajava num dos autocarros, o facto de haver passageiros em pé na viatura foi o motivo apresentado pelas autoridades para a operação.
SOL
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=84073
Março 8, 2008 at 8:30 pm
80000 no mínimo. Lindo de se ver…
PARABÉNS!
Março 8, 2008 at 8:34 pm
Atenção, colegas! Começa a ouvir-se na comunicação social,a ideia de que o governo tentará passar a Avaliação,colocando-a em prática em algumas escolas, por forma a demonstrar as suas virtualidades, e assim provar como somos todos mal intencionados ou como somos ignorantes, porque não compreedemos o modelo que nos é proposto. Agora sim, o braço-de-ferro vai começar.
Março 8, 2008 at 8:48 pm
Venho por este meio penitenciar-me pelos discursos sem nexo que tenho feito aqui e que me despritigiam como eventual professor,não rstava em mim, aliás estava medicado por causa de uma depressão pós parto daí o desiquilibrio mental.
Peço desculpA A TODOS. FORÇA COLEGAS A VOSSA LUTA É JUSTA
Março 8, 2008 at 8:57 pm
veJA E LEIAM ESTE VIDEO:
Março 8, 2008 at 8:58 pm
Adeus.
Março 8, 2008 at 8:58 pm
Tenho a certeza que o “esplicado” se ficou a dever à pressa mas é melhor corrigi-lo, não vá a ministra encontrar num mero lapso sem relevo a “esplicação” para o insucesso escolar:)
Parabéns pela manifestação e o meu apoio à justiça dos vossos protestos.
Março 8, 2008 at 9:11 pm
pARA VER E PENSAR
http://www.youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Fnh9q_cQcUE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Tr1qee-bTZI&feature=related
Março 8, 2008 at 9:17 pm
Contra a maré, sente orgulho nisso e acha que isso prestigia as posições que defende?
Março 8, 2008 at 9:17 pm
a EDUCAÇÃO NA fINLANDIA.
http://www.youtube.com/watch?v=L-5vQzdBbhU
http://www.youtube.com/watch?v=y0XrYW2FaqE&feature=related
E NOS STATES
Março 8, 2008 at 9:27 pm
Foi porreiro pá e eramos 120 mil quando acabou estavam a chegar os do Norte que meteram meio Terreiro do Paço
Março 8, 2008 at 9:31 pm
Eu já tinha dito adeusmas já que me pergunta eu digo eu sou bipolar e maniaco depressivo daí os meus dislates – e agora é a sério. É UMA SITUAÇÃO QUE SE ARRASTA Á VARIOS ANOS E QUE NÃO TENHO CONSEGUIDO ULTRAPASSAR. não é que isso me desculpe mas serve de atenuante.
Bem com isto espero estar perdoado . Adeus
Março 8, 2008 at 9:37 pm
contra a maré
como dizem os nossos alunos dã!
Março 8, 2008 at 9:45 pm
Meus caros, O j. Pacheco Pereira foi ao GRANDE CARTUNISTA ANTERO postar este lindo escrito que também pode ser lido no seu ABRUPTO:
Abrupto | Março 8, 2008 at 4:38 pm
“Hoje para os professores será o dia do Zénite. Hoje olhando-se uns aos outros, vendo as filas e filas de gente vindas de Vila Real de Santo António a Monção e Bragança, os professores sentirão aquela sensação de alegria que percorre os participantes duma manifestação bem sucedida. Sentirão força, alegria, trocarão entre si sinais de reconhecimento e identidade, beijos, abraços, palmadas nas costas, polegares no ar, colocarão uns aos outros autocolantes. As pessoas ficam “físicas” nas manifestações, de braço dado. Os mais treinados nestas coisas, que conhecem bem as “manifs”, estarão mais calmos do que os novatos. Os novatos vão falar muito, gritar mais alto, sentir a “psicologia das multidões”, uma novidade para eles. Será um dia em cheio para os professores, reconfortante e, quando nas suas camionetas regressarem a casa, cansados e com pena de não haver mais, pensarão na lição que deram à ministra e ao governo. Mas, com eles, viajará o Nadir.
Segunda feira voltarão às escolas, às aulas. Se a ministra não for demitida, ou se demitir, começa a ressaca do sucesso, vai parecer pouco o que com tanto esforço foi conseguido. Se os professores estivessem dispostos a entrar em greve, a “rua” poderia ter tido um papel de uma etapa de luta para outra. Mas duvido que os professores tenham a unidade, a força, a disposição, a resistência psicológica e financeira que são necessárias para uma greve que só seria eficaz se fosse prolongada, sem fim à vista, dura e intransigente. Mas todos sabem que uma coisa é ir a uma manifestação neste momento, outra fazer greve. E por isso a sensação de vitória vai-se azedar pouco a pouco, dar origem a mais do mesmo que hoje assalta muitos portugueses: uma sensação de impotência, de que não vale a pena fazer nada, de derrotismo e ou apatia ou agressividade.
Escrevo hoje no Público sobre a “rua” e termino dizendo que quando se vai para a “rua” tem que se saber como se sai dela. Em democracia, quando se vai para a “rua”, local nobre e legítimo do protesto, tem que se saber que não se pode continuar nela sob pena de então as coisas estarem muito mal para a democracia. Duvido que nesta luta dos professores exista um plano B. O plano A resultou, está à vista hoje. Podia haver um plano B para 2009, no voto, mas duvido que quando lá se chegar exista uma alternativa no domínio político para o materializar. Por isso temo que disto tudo resulte pouco mais do que desespero apático, ou asneira agressiva. Vamos ver.”
Como o ABRUPTO não permite comentários, respondi no Anterozóide, assim:
Jorge Guedes | Março 8, 2008 at 7:03 pm
O texto aqui deixado pelo Abrupto, não deixando de apontar para uma provável realidade, empobrece o sentido da gigantesca manifestação de quase 2/3 dos professores do ensino básico/secundário.
É possível que entre estas dezenas de milhar de pessoas haja alguns que vieram por alegre novidade, admito mesmo que alguns nem saibam exactamente ao que vieram, mas ainda assim sobram muitos milhares, tantos que o governo não poderá ignorar.
Foi pouco? O que se poderia ter feito mais no momento? Calar e obedecer, ouvir o governo dizer que a maioria estava a ser instrumentalizada pelos sindicatos e pela oposição? Continuar a tentar pôr em prática, nas escolas, o impraticável? Ser cúmplice silencioso da gestação de futuras gerações de semi-analfabetos? Contribuir para a degradação do ensino público e consequente recrudescimento do primado do ensino privado que formará em exclusivo as futuras elites dirigentes?
Ajudar o governo a cumprir números que se impôs ou lhe foram impostos de fora? Aprovar alunos para não se ser prejudicado na progressão da carreira? Vender a alma ao diabo?
Na realidade, 2ª feira os professores estarão de volta aos seus postos de trabalho, mas dentro deles existirá a confortável sensação de tudo terem feito para que não sejam mais tarde considerados cúmplices desta calamidade histórica.
E, pode crer, os maiores beneficiados serão os próprios alunos, pois com eles, no dia-a-dia, terão gente que não se vende e lhes pode ensinar caminhos da verdade e da dignidade.
E cumpre aos políticos dignos e sérios criar as tais alternativas para 2009. Essa, é missão que a eles compete levar a cabo.
Um abraço
Jorge G. – “O Sino da Aldeia” porque avisar é preciso
Março 8, 2008 at 9:52 pm
Ele também deixou aqui esse comentário.
Março 8, 2008 at 9:54 pm
Não gostei que os dirigentes da manifestação a tivessem dado por finalizada quando tanta gente estava ainda a entrar na praça, ainda por cima os que vinham de mais longe. Eu decidi ficar até ao fim a aplaudir os colegas, até que todos entrassem. Imensa gente! Quase meia praça, sem dúvida entre os que ficaram e os que chegaram.
Março 8, 2008 at 9:56 pm
CINZENTO E DESMOBILIZADOR.
POR ISSO LHE DISSE QUE AOS POLÍTICOS SÉRIOS E HONESTOS CABE CRIAR AS ALTERNATIVAS PARA 2009!
Jorge Guedes
Março 8, 2008 at 10:26 pm
Já chega de rua! Agora é começar a pensar em alternativas, a reunir, sim, mas em congresso, para apresentarmos PROPOSTAS!!
Março 8, 2008 at 11:03 pm
Eu tb fiquei até ao fim por respeito pelos colegas do norte
Março 9, 2008 at 12:37 am
A excelsa independência do director da TSF pode ser aferida pelo seu ADN de “spin-doctor”:
“Fora do jornalismo, durante cerca de um ano, Paulo Baldaia fez ainda assessoria de António José Seguro, durante o período em que este foi secretário de Estado no governo de António Guterres, e de Mário Soares, quando encabeçou a lista do PS ao Parlamento Europeu.”
in http://www.meiosepublicidade.pt/2008/01/17/paulo-baldaia-e-o-novo-director-da-tsf/
Março 9, 2008 at 9:54 am
Como a caixa postal de Paulo Baldaia foi inundada com mails de protesto contra a sua independência… alguém aqui – um professor – escreveu em meu nome. Enfim, nada que me surpreenda, partindo de um (nem todos, felizmente) colega de profissão. Como eu já vou estando calejado, e já me fizeram o mesmo em outros contextos, só me dão mais. força. É tipo os PSP’s (já pensaram que poderiam ser esquerdalhos?) nas vistitas às escolas.
Março 9, 2008 at 10:10 am
Força camarada hoje somos 5 amanhã seremos 6
Março 9, 2008 at 11:08 am
lembram-se deste Blog?:
http://doportugalprofundo.blogspot.com/
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.
Março 9, 2008 at 4:47 pm
Ainda vivo na ignorância do período ante-revolução. Expliquem lá a este ignorante:
- Antes deste governo os professores não eram avaliados?
- Nâo seria suficiente a participação em acções de formação que a lei prevê, obtendo, no final, uma nota isenta, que lhe garantiria a manutenção ou subida de categoria?
Desculpem a minha ignorância; não sou prof.