Calma lá.
Não exagerem lá com essas coisas.
Pode ser tentador, mas vulgariza a acusação.
Há tanto outro adjectivo e nome comum que se pode usar, não é preciso ir logo por aí.
Meus senhores.
Se me permitem, proponho o seguinte.
Fazendo greve, são descontados, mal vistos e sofrem as consequências de se oporem ao regime.
- Fecharem-se dentro das escolas durante uns cinco dias sem ninguém entrar e em completo manifesto para que a sociedade entenda que não pode viver sem a presença deste elemento fundamental na vida de um ser humano, o professor, se calhar também não será a melhor solução.
Mas esta penso que sim.
A vossa presença nas escolas, sentados nas vossas secretárias em completo silêncio durante as horas de aula.
A primeira hora poderá ser estranha para os alunos e irão pensar que haverá chatices relacionadas com eles.
Entretanto, irão perceber que é geral, irão tentar saber o que se passa e irão, com toda a certeza tentar debater convosco durante a aula e na procura de respostas.
Vocês no quadro, poderão colocar mensagens do que estão a fazer e do que eles fariam se estivessem no vosso lugar. Tipo Filosofia para Crianças.
Eles continuarão a pensar em busca de respostas e contudo, também os levará a reflectir sobre a sua vida de adultos.
Com isso irão promover o debate, que no fundo será uma aula de formação cívica.
Irão contar aos pais, os pais irão contar ao mundo e vocês estão presentes na escola.
Esse movimento teria a duração de uma semana, sem comentários entre vós, sem prestar satisfações à imprensa… apenas vocês e o vosso pensamento.
(Um pouco de utopia)
Nesses momentos de introspecção, pensariam em modelos de ensino perfeito e expunham num papel para apresentar aos colegas depois do silêncio dos cinco dias.
Como vocês são obrigados a passar todos os meninos sem seguir regras e conteúdos, não pode o governo acusar-vos de nada. Porque no fundo, é o que estão a fazer. Estão a tirar-vos o prazer de ensinar e a obrigar-vos a cumprir simplesmente objectivos da União Europeia.
Vocês, Srs. Professores, de certeza, que não querem ficar para a história como parte de um povo que comeu e calou.
Antes de tudo, levem ideias para apresentar ao governo. Porque se eles debatem soluções para pontes, com toda a certeza que irão receber uma carta vossa que rectifique as propostas apresentadas, apresentando-lhes os contras de tais iniciativas. Sirvam-se dos meios de comunicação inteligentemente.
Mostrem-lhes que, ao contrário deles, vocês não entendem tudo o que eles fazem como errado, mas sim, como ideias que devem ser debatidas em conjunto, e aí sim, com intervenção de ministério, seus delegados e professores, chegar-se a uma base de consenso e apresentar uma nova reforma com ideias nossas, nacionais, que combatam as falhas que temos no nosso sistema de ensino, e não, ideias que se baseiam apenas em modelos vindos da U.E, sem consultar quem de direito.
Todos juntos, podem chegar a um lindo consenso e um mundo melhor irão criar.
ESTOU FARTO DE OUVIR PESSOAS MAL INFORMADAS, DE OUVIR rangeis FASCISTAS.
Quero a minha filha a competir com os melhores mundiais, e não, os nacionais. Com o novo modelo, quando muito, ela irá competir com os das tabernas.
Um Abraço.
Por mim, pela Beatriz, pelo País… ehehehehehehe
Para além da emoção sentida por nos ver unidos nesta reivindicação pela nossa dignidade profissional, tocou-me muito as palmas e palavras de carinho da população que ladeava a avenida. Estou certa que abalámos, e muito,o pedestal em que estes governantes se posicionaram.
Proponho que as ideias para “the day after” sejam orientadas para um grupo criado ou a criar que avalie a sua pertinência e exequibilidade. Lembremo-nos que temos de ter visibilidade, é essa a via…
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.
Março 8, 2008 at 10:37 pm
20 autocarros retidos pela polícia em Aveiras de Cima. 100.00 gritaram: FASCISMO!
Março 8, 2008 at 10:41 pm
Ver a posição dos Magistrados Públicos.
Março 8, 2008 at 10:42 pm
Calma lá.
Não exagerem lá com essas coisas.
Pode ser tentador, mas vulgariza a acusação.
Há tanto outro adjectivo e nome comum que se pode usar, não é preciso ir logo por aí.
Março 8, 2008 at 10:43 pm
calma, parece que os clegas iam em pé.
Março 8, 2008 at 10:44 pm
Digo: colegas
Março 8, 2008 at 10:44 pm
Nepotismo é mais adequado ou mesmo omsicsaf
Março 8, 2008 at 10:45 pm
Público on line:”Ministra da Educação diz “não ser relevante” a participação de 100.000 professores na manifestação”. Mas não há consciência?…
Março 8, 2008 at 10:47 pm
Meus senhores.
Se me permitem, proponho o seguinte.
Fazendo greve, são descontados, mal vistos e sofrem as consequências de se oporem ao regime.
- Fecharem-se dentro das escolas durante uns cinco dias sem ninguém entrar e em completo manifesto para que a sociedade entenda que não pode viver sem a presença deste elemento fundamental na vida de um ser humano, o professor, se calhar também não será a melhor solução.
Mas esta penso que sim.
A vossa presença nas escolas, sentados nas vossas secretárias em completo silêncio durante as horas de aula.
A primeira hora poderá ser estranha para os alunos e irão pensar que haverá chatices relacionadas com eles.
Entretanto, irão perceber que é geral, irão tentar saber o que se passa e irão, com toda a certeza tentar debater convosco durante a aula e na procura de respostas.
Vocês no quadro, poderão colocar mensagens do que estão a fazer e do que eles fariam se estivessem no vosso lugar. Tipo Filosofia para Crianças.
Eles continuarão a pensar em busca de respostas e contudo, também os levará a reflectir sobre a sua vida de adultos.
Com isso irão promover o debate, que no fundo será uma aula de formação cívica.
Irão contar aos pais, os pais irão contar ao mundo e vocês estão presentes na escola.
Esse movimento teria a duração de uma semana, sem comentários entre vós, sem prestar satisfações à imprensa… apenas vocês e o vosso pensamento.
(Um pouco de utopia)
Nesses momentos de introspecção, pensariam em modelos de ensino perfeito e expunham num papel para apresentar aos colegas depois do silêncio dos cinco dias.
Como vocês são obrigados a passar todos os meninos sem seguir regras e conteúdos, não pode o governo acusar-vos de nada. Porque no fundo, é o que estão a fazer. Estão a tirar-vos o prazer de ensinar e a obrigar-vos a cumprir simplesmente objectivos da União Europeia.
Vocês, Srs. Professores, de certeza, que não querem ficar para a história como parte de um povo que comeu e calou.
Antes de tudo, levem ideias para apresentar ao governo. Porque se eles debatem soluções para pontes, com toda a certeza que irão receber uma carta vossa que rectifique as propostas apresentadas, apresentando-lhes os contras de tais iniciativas. Sirvam-se dos meios de comunicação inteligentemente.
Mostrem-lhes que, ao contrário deles, vocês não entendem tudo o que eles fazem como errado, mas sim, como ideias que devem ser debatidas em conjunto, e aí sim, com intervenção de ministério, seus delegados e professores, chegar-se a uma base de consenso e apresentar uma nova reforma com ideias nossas, nacionais, que combatam as falhas que temos no nosso sistema de ensino, e não, ideias que se baseiam apenas em modelos vindos da U.E, sem consultar quem de direito.
Todos juntos, podem chegar a um lindo consenso e um mundo melhor irão criar.
ESTOU FARTO DE OUVIR PESSOAS MAL INFORMADAS, DE OUVIR rangeis FASCISTAS.
Quero a minha filha a competir com os melhores mundiais, e não, os nacionais. Com o novo modelo, quando muito, ela irá competir com os das tabernas.
Um Abraço.
Por mim, pela Beatriz, pelo País… ehehehehehehe
Att.
Nuno
Março 8, 2008 at 10:47 pm
ESta senhora merece uma resposta à altura. Agora, além de “zecos” ainda somos irrelevantes?!?!
Março 8, 2008 at 10:49 pm
Que os 100.000 gritaram isso, gritaram. Mas não é fascismo, é despotismo ilumidado
Março 8, 2008 at 10:51 pm
Olá a todos!
Manifestação fantástica! Emoção ao ver e ouvir as pessoas, algumas de bela idade, a aplaudirem-nos e a manifestarem-nos o seu apoio!
Março 8, 2008 at 10:59 pm
Estava lá na frente…e fui dos primeiros a gritar fascistas! – teve de ser!, tiram a paciência a um santo!
Março 8, 2008 at 11:00 pm
e ontem aqui deixei: vamos ser 100.000
eh! eh!
Março 8, 2008 at 11:05 pm
Para além da emoção sentida por nos ver unidos nesta reivindicação pela nossa dignidade profissional, tocou-me muito as palmas e palavras de carinho da população que ladeava a avenida. Estou certa que abalámos, e muito,o pedestal em que estes governantes se posicionaram.
Proponho que as ideias para “the day after” sejam orientadas para um grupo criado ou a criar que avalie a sua pertinência e exequibilidade. Lembremo-nos que temos de ter visibilidade, é essa a via…
Março 8, 2008 at 11:07 pm
“tocaram-me”
Março 8, 2008 at 11:19 pm
Olhem aqui o novo método de ensino que a lurdinhas quer para os professores
Março 8, 2008 at 11:22 pm
SEr professor
http://www.youtube.com/watch?v=TndHHFN445U
Março 8, 2008 at 11:32 pm
São estes os nossos alunos
http://www.youtube.com/watch?v=oYPyCj9zPf4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=m_AGTsIaHog&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=lWQ8Hq3Ie-c&NR=1
Março 9, 2008 at 11:05 am
lembram-se deste Blog?:
http://doportugalprofundo.blogspot.com/
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.