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A Educação do meu Umbigo

Gaveta aberta de textos e memórias a pretexto da Educação que vamos tendo. Contacto: guinote@gmail.com

Março 8, 2008

14.45, Marquês, Bandeiras Coloridas

Posted by Paulo Guinote under A Manifestação, Imagens
[19] Comments 

 

19 Respostas to “14.45, Marquês, Bandeiras Coloridas”

  1. Nico Says:

    Março 8, 2008 at 10:37 pm

    20 autocarros retidos pela polícia em Aveiras de Cima. 100.00 gritaram: FASCISMO!

  2. AM Says:

    Março 8, 2008 at 10:41 pm

    Ver a posição dos Magistrados Públicos.

  3. Paulo Guinote Says:

    Março 8, 2008 at 10:42 pm

    Calma lá.
    Não exagerem lá com essas coisas.
    Pode ser tentador, mas vulgariza a acusação.
    Há tanto outro adjectivo e nome comum que se pode usar, não é preciso ir logo por aí.
    ;)

  4. Tita Says:

    Março 8, 2008 at 10:43 pm

    calma, parece que os clegas iam em pé.

  5. Tita Says:

    Março 8, 2008 at 10:44 pm

    Digo: colegas

  6. buiça Says:

    Março 8, 2008 at 10:44 pm

    Nepotismo é mais adequado ou mesmo omsicsaf

  7. stella maris Says:

    Março 8, 2008 at 10:45 pm

    Público on line:”Ministra da Educação diz “não ser relevante” a participação de 100.000 professores na manifestação”. Mas não há consciência?…

  8. nuno Says:

    Março 8, 2008 at 10:47 pm

    Meus senhores.
    Se me permitem, proponho o seguinte.
    Fazendo greve, são descontados, mal vistos e sofrem as consequências de se oporem ao regime.
    - Fecharem-se dentro das escolas durante uns cinco dias sem ninguém entrar e em completo manifesto para que a sociedade entenda que não pode viver sem a presença deste elemento fundamental na vida de um ser humano, o professor, se calhar também não será a melhor solução.

    Mas esta penso que sim.
    A vossa presença nas escolas, sentados nas vossas secretárias em completo silêncio durante as horas de aula.
    A primeira hora poderá ser estranha para os alunos e irão pensar que haverá chatices relacionadas com eles.
    Entretanto, irão perceber que é geral, irão tentar saber o que se passa e irão, com toda a certeza tentar debater convosco durante a aula e na procura de respostas.
    Vocês no quadro, poderão colocar mensagens do que estão a fazer e do que eles fariam se estivessem no vosso lugar. Tipo Filosofia para Crianças.
    Eles continuarão a pensar em busca de respostas e contudo, também os levará a reflectir sobre a sua vida de adultos.
    Com isso irão promover o debate, que no fundo será uma aula de formação cívica.
    Irão contar aos pais, os pais irão contar ao mundo e vocês estão presentes na escola.

    Esse movimento teria a duração de uma semana, sem comentários entre vós, sem prestar satisfações à imprensa… apenas vocês e o vosso pensamento.

    (Um pouco de utopia)
    Nesses momentos de introspecção, pensariam em modelos de ensino perfeito e expunham num papel para apresentar aos colegas depois do silêncio dos cinco dias.
    Como vocês são obrigados a passar todos os meninos sem seguir regras e conteúdos, não pode o governo acusar-vos de nada. Porque no fundo, é o que estão a fazer. Estão a tirar-vos o prazer de ensinar e a obrigar-vos a cumprir simplesmente objectivos da União Europeia.
    Vocês, Srs. Professores, de certeza, que não querem ficar para a história como parte de um povo que comeu e calou.
    Antes de tudo, levem ideias para apresentar ao governo. Porque se eles debatem soluções para pontes, com toda a certeza que irão receber uma carta vossa que rectifique as propostas apresentadas, apresentando-lhes os contras de tais iniciativas. Sirvam-se dos meios de comunicação inteligentemente.
    Mostrem-lhes que, ao contrário deles, vocês não entendem tudo o que eles fazem como errado, mas sim, como ideias que devem ser debatidas em conjunto, e aí sim, com intervenção de ministério, seus delegados e professores, chegar-se a uma base de consenso e apresentar uma nova reforma com ideias nossas, nacionais, que combatam as falhas que temos no nosso sistema de ensino, e não, ideias que se baseiam apenas em modelos vindos da U.E, sem consultar quem de direito.
    Todos juntos, podem chegar a um lindo consenso e um mundo melhor irão criar.
    ESTOU FARTO DE OUVIR PESSOAS MAL INFORMADAS, DE OUVIR rangeis FASCISTAS.
    Quero a minha filha a competir com os melhores mundiais, e não, os nacionais. Com o novo modelo, quando muito, ela irá competir com os das tabernas.

    Um Abraço.
    Por mim, pela Beatriz, pelo País… ehehehehehehe

    Att.
    Nuno

  9. stella maris Says:

    Março 8, 2008 at 10:47 pm

    ESta senhora merece uma resposta à altura. Agora, além de “zecos” ainda somos irrelevantes?!?!

  10. Nico Says:

    Março 8, 2008 at 10:49 pm

    Que os 100.000 gritaram isso, gritaram. Mas não é fascismo, é despotismo ilumidado ;)

  11. Ana Says:

    Março 8, 2008 at 10:51 pm

    Olá a todos!
    Manifestação fantástica! Emoção ao ver e ouvir as pessoas, algumas de bela idade, a aplaudirem-nos e a manifestarem-nos o seu apoio!

  12. 100.000 Says:

    Março 8, 2008 at 10:59 pm

    Estava lá na frente…e fui dos primeiros a gritar fascistas! – teve de ser!, tiram a paciência a um santo!

  13. 100.000 Says:

    Março 8, 2008 at 11:00 pm

    e ontem aqui deixei: vamos ser 100.000
    eh! eh!

  14. CB Says:

    Março 8, 2008 at 11:05 pm

    Para além da emoção sentida por nos ver unidos nesta reivindicação pela nossa dignidade profissional, tocou-me muito as palmas e palavras de carinho da população que ladeava a avenida. Estou certa que abalámos, e muito,o pedestal em que estes governantes se posicionaram.
    Proponho que as ideias para “the day after” sejam orientadas para um grupo criado ou a criar que avalie a sua pertinência e exequibilidade. Lembremo-nos que temos de ter visibilidade, é essa a via…

  15. CB Says:

    Março 8, 2008 at 11:07 pm

    “tocaram-me”

  16. buiça Says:

    Março 8, 2008 at 11:19 pm

    Olhem aqui o novo método de ensino que a lurdinhas quer para os professores

  17. buiça Says:

    Março 8, 2008 at 11:22 pm

    SEr professor
    http://www.youtube.com/watch?v=TndHHFN445U

  18. buiça Says:

    Março 8, 2008 at 11:32 pm

    São estes os nossos alunos
    http://www.youtube.com/watch?v=oYPyCj9zPf4&feature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=m_AGTsIaHog&feature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=lWQ8Hq3Ie-c&NR=1

  19. 100.000 Says:

    Março 9, 2008 at 11:05 am

    lembram-se deste Blog?:
    http://doportugalprofundo.blogspot.com/

    Sábado, 8 de Março de 2008
    A Política do Contra e a repressão ..
    ..

    Imagem editada daqui

    O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

    56 votes
    Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.

    As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…

    Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…

    A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.

    A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.

    Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.

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  • Data da Entrada:
  • Março 8, 2008 at 10:34 pm
  • Categoria :
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