Ministra: 100 mil docentes na rua «não é relevante»
E 100.000 votos nas urnas, será relevante? Mais ou menos? Um bocadito? Quiçá uns pontinhos percentuais a menos de votos?
Oxalá, digo eu! Mas a senhora Ministra é que sabe avaliar da relevância destes fenómenos sociais. Afinal Sociologia (e da Aprofundada) é consigo e com o Secretário de Estado Pedreira. Quanto ao SE Valter Lemos, desde que seja ele a mexer todos os cordelinhos nos bastidores, não se importa com o resto.
E como se vê, MLR contribui decisivamente para o apaziguamento dos ânimos e para combater o «clima de crispação».
Março 8, 2008 at 11:17 pm
Até diria mais: 100.000 votos e, a estes, adicionemos os dos familiares dos professores em idade de votar, bem como os dos pais que assistiam à manifestação ao longo do caminho, ostentando cartazes elucidativos.
Por outro lado, a reacção de MLR não é de surpreender trazendo, uma vez mais, à memória Elis Regina em “Alô, alô marciano(a), aqui quem fala é da Terra”- não será conveniente ao poder instituído prolongar a situação por muito tempo, esperemos que a amnésia não alastre quando chegar a cosmética.
Março 8, 2008 at 11:19 pm
Já não é Asperger, é Autismo profundo!
Março 8, 2008 at 11:38 pm
Primeiro, Ministra da Educação.
Depois, Ministra da Avaliação.
Não estará a transformar-se na Ministra da Oposição? Parece ser neste domínio que os seus créditos são mais firmes e a sua competência menos questionável. O Professor Vital Moreira acha que não, mas joga com o futuro do outro, cuja única alternativa é voltar a arquiteturar mais uns celeirozitos.
Março 8, 2008 at 11:38 pm
E como disse Fernanda Velez, e muito bem, MLR :”conseguiu unir-nos”.
Março 8, 2008 at 11:42 pm
Devemos ver estas declarações da senhora Ministra da Educação sob a prespectiva do Grande Educador de Massas da Classe Operária de Portugal e Arredores (vulgo José Sócrates): 100000 pessoas na manifestação corresponde a cerca de 1% da população portuguesa, logo é um número irrelevante e não significa que o governo esteja a ser contestado. É claro que há sempre a possibilidade de não terem sido 100000 manifestantes mas apenas 1000 que foram circulando incessantemente (assim como se faz nos filmes) para dar a ideia de serem muitos (os autocarros não vinham cheios e afinal não eram tantos – muitos eram adereços vindos directamente da Moskva Films).
Sociologicamente, a manifestação não tem significado porque sociologicamente o significado de uma coisa depende do ponto de vista do observador que é influenciado por aquilo que acredita ou não mas pode ainda vir a acreditar se aquilo que aconteceu for verdadeiramnete real (ufa!).
No próximo dia 15, o PS reunirá cerca de 7000 que, obviamente, serão muito mais importantes e em maior número do que os manifestantes (além de na manifestação do Governo estarão todos os entendidos em democracia e liberdades).
Março 8, 2008 at 11:46 pm
Até tu, Luís Delgado?! É um dia duplamente histórico: não é que Luís Delgado (na SIC-Notícias) e eu estamos de acordo por uma vez na vida?!
Março 8, 2008 at 11:59 pm
Contos Proibidos de Rui Mateus, agora também disponível aqui. Grato a 100.000 (pelos vistos á mais do que um simples pseudónimo).
Março 9, 2008 at 12:02 am
De entre os principais órgãos da imprensa, a página on-line do Diário de Notícias é a única que NÃO TEM QUALQUER REFEÊNCIA à manifestação!
Março 9, 2008 at 12:02 am
Manifesto europeu
em defesa da instrução e da cultura
Nós, abaixo assinados, professores, intelectuais e cidadãos preocupados com a situação do ensino e da cultura no seio da União Europeia,
PROCLAMAMOS AO PARLAMENTO EUROPEU
1. Que os agentes dos sistemas educativos devem ter como objectivo principal a promoção do mais alto nível cultural possível na população em geral, não se contentando pois em animar a simples escolarização de um determinado grupo etário. A fim de tornar o ensino eficaz, devem ainda incutir o valor do esforço individual e o respeito pelo professor. Que o sistema educativo deve ser orientado para uma avaliação dos conhecimentos disciplinares efectivamente adquiridos por cada aluno.
2. Que para esse fim se torna indispensável dar aos alunos bases suficientemente sólidas desde o início da escolarização. Da mesma forma, a elevação do nível cultural da população exige um reforço da aprendizagem científica e literária no Ensino Secundário.
3. Que a imposição, por parte de certos Estados, de políticas educativas baseadas na incorrectamente denominada “pedagogia moderna” e em noções como o “construtivismo” (que, sob uma aparência de inovação, escondem o desprezo pelos elementos fundamentais da aprendizagem e consequentemente pelos alunos, que deles ficam privados) não terá outro o efeito que não seja destruir a transmissão de conhecimentos.
4. Que assim se torna necessário estabelecer uma clara diferença entre o Ensino Primário (instrução nos domínios fundamentais) e o Ensino Secundário (reforço significativo dos conhecimentos científicos e literários). Que o Ensino Secundário deve ser reconhecido oficialmente em todos os países da União Europeia, ter duração adequada e constituir uma identidade própria, representando bem mais do que um simples patamar de acesso à Universidade ou aos Estudos superiores de Formação Profissional.
5. Que, finalmente, a homologação dos conhecimentos nos diferentes estados membros se deva apoiar na sua avaliação individual por professores e Estados através de provas gerais no fim dos ciclos secundários.
Por conseguinte, nós abaixo-assinados
Apresentamos ao Parlamento Europeu a seguinte petição :
O Parlamento Europeu deverá pressionar os Estados membros no sentido de :
Ter em conta as propostas educativas dos professores, únicos e verdadeiros profissionais do ensino, a todos os níveis académicos, em vez de os sobrecarregar, muitas vezes em detrimento da sua própria liberdade pedagógica, com a incessante programação de actividades inúteis. Promulgar a legislação necessária para que sejam devidamente respeitados.
Dar prioridade à instrução nos saberes elementares, tais como a língua oficial do país e as matemáticas desde o início da escolarização. Favorecer a aquisição eficaz dos conhecimentos associados a estes domínios, garantindo nomeadamente os horários necessários à sua aprendizagem.
Garantir, ao longo de todo o Ensino Secundário, uma formação em ciências e em letras que favoreça o conhecimento europeu tradicional e partilhado e que assegure a formação crítica no espírito iluminista, contrariamente ao preconizado na “estratégia de Lisboa”, que reduz a escola a um serviço e o saber a um conjunto de “competências” parcelares.
Garantir, no quadro da convergência europeia, um grau comum de Bacharelato, com uma duração preparatória mínima de três anos, cujo diploma seja homologado pelas Administrações educativas através de um exame directo dos conhecimentos dos alunos, independente dos seus estabelecimentos de origem e do seu controle continuado.
http://www.sauv.net/meurotext.php?lang=PT
Março 9, 2008 at 12:11 am
stella maris,
Entre outros aspectos interessantes do DN, a jornalista “namorada secreta” de Sócrates trabalha lá…
Março 9, 2008 at 12:16 am
O trabalho deste Blog é avaliado como excelente, relativamente à marcha de oposição ao Governo.
http://antifalsospedagogos.wordpress.com/
Março 9, 2008 at 12:16 am
E eu acrescento: o que faz correr João Marcelino?
Março 9, 2008 at 12:21 am
Nacional
Educação/Marcha: Mário Lino compreende descontentamento dos professores mas reformas são para avançar
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331773&visual=26&tema=1
AO ESTE SR. MÁRIO LINO OFEREÇO-LHE 2 ARTIGOS:
http://jn.sapo.pt/2008/01/11/preto_no_branco/jame.html
Jámé
À letra, José Leite, Pereira, Director
Em bom Francês, “jamais” (leia-se jámé) quer dizer nunca. Foi, sabe-se lá porquê, em Francês que o ministro Mário Lino se pronunciou um dia para afastar a possibilidade de construir o novo aeroporto na margem sul. O que ele disse então sobre a margem sul rimava com o “jamais” e se o disparate não o encheu de vergonha na altura, também não o encheu de vergonha mais tarde, quando o Governo entendeu que, afinal, apesar de tudo o que o ministro propagandeava, valeria a pena estudar a hipótese de Alcochete. Quem por estas duas vezes não se encheu de vergonha,”jamais” se encherá e é até lícito pensar que possa ter ajudado o Governo a decidir pela solução Alcochete.
Na política, sabemos todos, viram-se muitas casacas, com pouca decência e nenhuma vergonha. Não é que pense m que ninguém dá por isso. Simplesmente há quem tenha cara para viver assim, indiferente ao que se possa pensar do seu vergonhoso comportamento. Às vezes, a política, a própria política que gera figuras destas, reage e expele-as. Um competente secretário de Estado saiu de um governo de Cavaco Silva por causa de uma anedota de mau gosto, e o ministro Mário Lino , que pôs a margem sul ao nível de um deserto e fez da Ota uma causa pessoal, deveria sair também pelo seu próprio pé, ou impiedosamente despedido ou piedosamente remodelado na primeira oportunidade. O mais certo é que fique. E se ria para nós.
Desta história triste, fica uma nota positiva Sócrates entregou ao LNEC os dossiês para que os estudasse. Quando tantas eram as vozes que acusavam o Governo de estar a fazer uma operação de cosmética porque a escolha pela Ota estaria feita, a decisão final é uma bofetada de luva branca em todas essas vozes caluniadoras. Só não se percebe como Sócrates vive bem com um ministro assim. A maioria “jamais” conseguiria.
Março 9, 2008 at 12:23 am
E MAIS UM:
http://jn.sapo.pt/2008/01/19/opiniao/ha_ter_vergonha_cara.html
Há que ter vergonha na cara
Luís, Costa, Jornalista
Do ponto de vista ético, no respeito pela solidez dos alicerces da vida pública, é especialmente repugnante a facilidade com que antigos titulares de altos cargos políticos – normalmente ministros – transitam de modo nada criterioso para funções relevantes na esfera privada, frequentemente para áreas profissionais em que detiveram poder de tutela, depois de terminada a sua “comissão de serviço” na esfera do Estado.
A lei e um conjunto de regras a ela associadas podem obviar a desmandos de vária ordem, quer definindo taxativamente uma série de incompatibilidades, quer estabelecendo, por exemplo, que se observe um período de nojo, uma espécie de intervalo asséptico, até que o ex-titular de um determinado alto cargo político possa exercer actividade profissional – ou uma mera actividade relevante e notória, por exemplo em órgãos sociais – em empresa ou instituição do mesmo universo onde foi directo responsável político.
Mas a lei não basta. Também é preciso que as pessoas tenham escrúpulos, até porque uma lei de incompatibilidades demasiado precisa, extensa e pretensamente rigorosa pode, ao fim e ao cabo, revelar-se perversa e perniciosa, funcionando ao contrário do que pretendia acautelar. É que basta uma pequena “nuance”, uma dúvida interpretativa, uma falha do legislador ou uma vírgula fora do sítio apropriado para que a mais “perfeita” e completa das leis transforme comportamentos indecorosos e politicamente condenáveis em atitudes legítimas e compreensíveis, apenas e só porque são legais.
Há precisamente dois anos, nos primórdios de 2006, tivemos desta problemática um exemplo paradigmático quando o então deputado Pina Moura, antiga figura de proa dos governos de António Guterres, estava a ser ferozmente acossado pela crítica pública a propósito do caso EDP–Iberdrola. Em defesa própria, Pina Moura apressou-se a lembrar que a ética da República é a ética da lei. Curiosamente, nessa mesma altura, o seu colega de bancada Manuel Alegre veio a público com argumentação similar, neste caso a pretexto das suas convenientes e propaladas ausências nas votações do Orçamento de Estado (andava ele em intensa pré-campanha eleitoral a roubar votos a Mário Soares), argumentando com toda a candura que a lei não o obrigava a estar presente.
Embora com diferentes graduações e intensidade, esta temática voltou a ser motivo de notícia e reflexão nos últimos tempos a propósito da passagem de Armando Vara, antigo ministro de António Guterres, da administração da CGD para idêntico órgão no BCP, e da proposta de renegociação do contrato entre o Estado e a Lusoponte que confere a esta empresa presidida por Ferreira do Amaral (antigo ministro de Cavaco Silva precisamente na área das obras públicas e dos transportes) a exclusividade no atravessamento rodoviário entre as duas margens do Tejo na zona abrangida pela área metropolitana de Lisboa.
O caso de Ferreira do Amaral parece-me bem mais grave do que o “fenómeno” Armando Vara – apesar de ele ser o bancário que, porventura, mais rapidamente ascendeu a banqueiro na história de Portugal -, simplesmente porque a dimensão ética da vida pública obrigaria Ferreira do Amaral a um impedimento vitalício de qualquer tipo de ligação, mesmo não remunerada, com empresas às quais concedeu benesses ou outorgou responsabilidades em nome do Estado.
Pois é a ética da República não deveria confinar-se à ética da lei, como defendem Pina Moura ou Manuel Alegre. Para além do respeito da lei, ter alguma vergonha na cara também nunca fez mal a ninguém.
Ferreira do Amaral negociou o contrato com a Lusoponte em nome do Estado. Ferreira do Amaral está agora do outro lado da mesa das negociações, em nome da Lusoponte, a renegociar com o Estado o mesmíssimo contrato. Acham isto normal?
P.S. Paulo Teixeira Pinto, ex-presidente da Comissão Executiva do BCP, foi “despedido” com uma indemnização milionária de 10 milhões de euros, e garantiu ainda uma pensão vitalícia anual equivalente a 500 mil euros. Estaria Cavaco Silva a pensar neste seu antigo colaborador, do tempo em que foi primeiro-ministro, quando criticou no discurso de Ano Novo os elevados salários de alguns gestores?
Luís Costa escreve no JN, semanalmente, aos sábados
Março 9, 2008 at 12:26 am
OCDE
LA FAISABILITE POLITIQUE DE L’AJUSTEMENT.
http://www.sauv.net/ctrc.php?id=262
Março 9, 2008 at 12:27 am
Acontece que o Sr. Mário Lino é um ex-comunista, ou seja, UM VENDIDO SEM VERGONHA NA CARA, igual ao seu amigo PINA MOURA
Março 9, 2008 at 12:29 am
“PS já nasceu com derivas: basta atentar nos seus fundadores. Provinham, quase todos, do antifascismo, mas ética e ideologicamente eram diferentes. De católicos “progressistas” a ex-comunistas, até republicanos de traça jacobina, o PS foi, quase, um trâmite freudiano de adolescentes contra os pais. O que os impediu de compreender as mitologias da social-democracia, esta mesma diversamente interpretada e opostamente aplicada nos países escandinavos. Provinham de uma leitura catequista do marxismo, caldeada na experiência da República de Weimar.”
http://dn.sapo.pt/2008/02/13/opiniao/os_socialicidas.html
OS SOCIALICIDAS
Baptista-Bastos
escritor e jornalista
b.bastos@netcabo.pt
Vai por aí algum alvoroço com as declarações de Manuel Alegre sobre as derivas do PS. O PS já nasceu com derivas: basta atentar nos seus fundadores. Provinham, quase todos, do antifascismo, mas ética e ideologicamente eram diferentes. De católicos “progressistas” a ex-comunistas, até republicanos de traça jacobina, o PS foi, quase, um trâmite freudiano de adolescentes contra os pais. O que os impediu de compreender as mitologias da social-democracia, esta mesma diversamente interpretada e opostamente aplicada nos países escandinavos. Provinham de uma leitura catequista do marxismo, caldeada na experiência da República de Weimar.
Quando, no PREC, se gritava: “Partido Socialista, partido marxista!” – a exclamação estava a mais. A interrogação seria mais apropriada. O estribilho ficou mudo, quando Willy Brandt mandou dizer que as estentóricas frases eram estranhas à teologia do “socialismo democrático”. Por essa época, Manuel Alegre, numa entrevista que lhe fiz, disse, dramático, que “a social-democracia era a grande gestora do capitalismo”. Goste-se ou não dele, a verdade é que nunca foi ambidextro na forma de protestar.
Na realidade, há muitíssimo poucos socialistas no PS; no Governo, parece-me que nenhum. Observo aquelas figuras, marcadas por uma espécie de misticismo barroco, e pergunto-me: que tem feito pelo País esta gente de manejos burocráticos e de cerviz dobrada ante o Príncipe? Nada. Pior: tem cometido o mais condenável de todos os crimes – o socialicídio.
Não é de agora, o delito. Com José Sócrates, socialista de ocasião, propagandeou-se a “esquerda moderna” como justificação de todas as malfeitorias ideológicas, sociais, morais e éticas. Mas ele resulta de uma génese política malformada. As “tendências” no PS, desenvolvem-se, exclusivamente, com palavras e frases protocolares. E os poucos que pertencem a uma genealogia oposta são marginalizados ou tidos como anacronismos.
Há, nesta gente, falta de garra, de honra, de competência, de credibilidade, de integridade, de vergonha. Trabalhadores precários: 1 700 000. População empregada: 5,2 milhões de pessoas. Desempregada: cerca de meio milhão. Dois milhões de portugueses na faixa da pobreza. São conhecidos os vencimentos escandalosos, as mordomias, as pensões de reforma não apenas no “privado” como no “público”. O regabofe na sociedade portuguesa é mais do que revoltante. O PS é uma desgraça. O Governo “socialista” uma miséria. E ambos têm de saciar imensos e sôfregos apetites.
Manuel Alegre repetiu o que se sabe – e que só o não sabe quem o não quer saber. Afinal, pouco se ambiciona do PS: apenas um bocadinho de socialismo.
Março 9, 2008 at 12:37 am
tenho 3 pilares: verdade, justiça e bom senso
e “arreio” na esquerda, na direita e no meio!!
eh! eh!
Março 9, 2008 at 12:48 am
eu sou operário e tenho o patrão sempre à perna.
quem me dera puder fazer greve como vocês, seus marafados!
o pior é os filhos ficarem sem pão durante o desemprego do pai…
Março 9, 2008 at 1:08 am
Acabadinho de chegar de Lisboa, depois de uma memorável jornada da indignação. Ouvi, com algum ruído, ainda no autocarro, o melodioso canto da senhora e dos seus apoios: o do governo, o do pê-èsse e de alguns anónimos que a dama não quis identificar. Depois dos comentários do Sr. Santos e do sr. Silva, vagamente augusto na Flavia lusa, o fim-de-semana começou arrasador. Vamos continuar; deixar o empreendimento a meio, jamé!
Finalmente os números da polícia, comunicação social e sindicatos são coincidentes: 100.000!
Março 9, 2008 at 1:39 am
Un dernier archaïsme à supprimer : la classe ouvrière
a) “La progression vers des méthodes d’auto-instruction devra être soigneusement ménagée,
surtout lorsqu’il s’agit d’enfants venant de milieux culturellement défavorisés. Dans ce dernier
exemple, les structures autoritaires des foyers des classes ouvrières sont un autre élément qu’il faut
prendre en considération (cf. Leila Sussmann).” [OCDE74, page 4]
…
J’ai évoqué l’influence les thèses du management : il ne faut pas oublier qu’un de ses concepts
centraux est le Longlife Learning de la Knowledge Society, termes inventé par Peter Drucker16,
manager de General Motors dans les années 40:
Tout au long de la vie “It’s a long way to Typerrary…” (Jack Judge.)
Traduction de l’expression anglaise long life learning inspirée par les thèses de Peter Drucker,
théoricien du management des années 1960, sur la knowledge society ou learning society.
L’apprentissage tout au long de la vie” repose sur une vision particulière de la formation
essentiellement chargée de produire des individus adaptables et autonomes, capables de suivre
les transformations rapides et imprévisibles des processus de production. Il en résulte deux
conséquences.
Premièrement, l’école doit avant tout se consacrer à initier à des comportements, à former à une
disposition d’esprit, à dispenser des méthodes, de l’“apprendre à apprendre”, les connaissances,
considérées comme périssables, étant réduites aux “fondamentaux”. Deuxièmement, des
systèmes souples de formation doivent exister en dehors de l’école auxquels les individus
pourront avoir recours, de préférence à leurs frais, pour demeurer “employables”.
Le rapport de la Table ronde des industriels européens (février 1995) a insisté sur la nécessité
d’une formation polyvalente fondée sur des connaissances élargies, développant l’autonomie et
incitant à “apprendre à apprendre “ tout au long de la vie” 17.
Le rapport 1998 de l’OCDE sur les politiques d’éducation recommande s’adapter à l’évolution
permanente des emplois et des parcours professionnels.
Monsieur Madelin préfère désormais parler de “crédit formation” et “d’éducation tout au long
de la vie”, comme Jacques Delors et Michel Rocard
http://michel.delord.free.fr/march.pdf
Março 9, 2008 at 4:30 am
Atenção:
é verdade que os professores são um filão eleitoral interessante. Mas o governo tem trunfos importantes, como o Salário Mínimo Nacional, as familias que dele dependem são superiores ao professorado.
A Ministra está mais do que preparada para sair, ela em Sondagens/Estatísticas é especialista.
Se repararem anda calma, bem disposta, não se irrita.TUDO devidamente PLANEADO. Já sabe quem lhe sucederá, mas não sairá agora.
Março 9, 2008 at 8:43 am
Colegas, vamos aos votos, sem dúvida, na altura certa. Mas até lá, vamos continuar a moer esta gente. Quanto aos votos não se esqueçam nesse dia de mandar este partido para onde merece. Aqui em casa foram cinco votos, não será nenhum.
Março 9, 2008 at 11:02 am
lembram-se deste Blog?:
http://doportugalprofundo.blogspot.com/
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.
Março 9, 2008 at 12:14 pm
comentário 22:
“é verdade que os professores são um filão eleitoral interessante. Mas o governo tem trunfos importantes, como o Salário Mínimo Nacional, as familias que dele dependem são superiores ao professorado.”
Só que esses não votam. Os 30% que se abstêm estão aqui, não estão nos professores. A burrice do PS é mesmo essa. os professores votam e sempre foram um dos esteios do PS.
Outra burrice do PS é a de não enfrentar, com firmeza, as famílias dos alunos de assiduidade irregular/abandono ou de comportamentos de indisciplina. Nestes casos, o PS tem medo de quê? Essas famílias não votam. Fazem parte da cultura do “eu quero lá saber”. Desçam à terra: os gunas não votam!