Vila Verde Cabral falou bem, disse aquilo que se espera ouvir de um sociólogo e nada contra nós. Disse que viu a manifestação, que eram professores os que lá iam e que uma manifestação, com o número de participantes como esta teve, seria manchete em qualquer país do mundo.
Ao afirmar que compreende as razões da insatisfação docente, a D. Lurdes está a assumir uma atitude psicopata. Como um carrasco que compreende a indignação das vítimas, a quem responde “É a vida e sou eu quem manda”. É o grau zero da moral política. E mais um paradigma do pombalismo esclarecido de Sócrates.
Foi óptimo e excedeu as nossas melhores expectativas. Mas isto não acabou. Foi um ponto alto mas temos que continuar. Ela há-de cair! Concurso de ideias…
E que tal os executivos deixarem de ser yes man e demitirem-se em bloco?
A sra dona Lurdes não diz que a gestão também tem de mudar?
Estou cansada de colegas hipócritas que na nossa frente dizem uma coisa e nas reuniões com a ministra dizem outra!
Magistrados públicos manifestam «total solidariedade» com professores
Os magistrados públicos manifestaram hoje «total solidariedade» com os professores, justificando que as reformas educativas do Governo são «apenas uma das faces de uma política que visa destruir o aparelho de Estado»
Cerca de 100 mil professores, segundo os sindicatos, participaram hoje na Marcha da Indignação, exigindo a demissão da ministra da Educação, a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação de desempenho.
Numa moção, hoje aprovada em Assembleia-Geral, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público defendeu que «a prática do Governo ao atentar contra a escola pública é apenas uma das faces de uma política que visa destruir o aparelho de Estado e privilegiar os interesses económicos dominantes».
Os magistrados públicos argumentaram, no mesmo documento, que «a sistemática atitude do Governo de falta de diálogo e de respeito para com os professores não se diferencia de idêntica atitude que tem vindo a assumir perante os magistrados».
O sindicato reforçou mesmo que tal atitude «mais não reflecte que a tentativa de condicionar a autonomia e a liberdade de pensamento de corpos sociais capazes de reflectir».
Como tal, os magistrados do Ministério Público decidiram «saudar a grandiosa manifestação dos professores de Portugal, e manifestar-lhes total solidariedade».
Além de Villaverde Cabral, Manuel Alegre também falou. disse que as reformas não podem ser feitas contra as pessoas nem sem dialogar com elas. Então este Manuel Alegre não é o mesmo que foi citado nos “apupos” de Chaves por Augusto Santos Silva como um dos defensores da democracia? Acho que estes PSs estão desesperados e a delirar! Augusto santos Silva (que também foi ministro da educação – recordo-o eu que não tenho memória de conveniencia), confunde tudo e consegue ver, sucessivamente nestas manifestações, fastasmas de Salazares em todas as esquinas, complementadas com nuvens em forma de sobrancelha de Álvaro Cunhal! Acho que o homem “flipou”! Os PSs estão desesperados e não estavam à espera de uma coisa desta dimensão.
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.
Março 8, 2008 at 10:11 pm
Vila verde cabral no canal dois
Março 8, 2008 at 10:12 pm
Diz que a nossa profissão não pode ser pensada como funcionários públicos
Março 8, 2008 at 10:14 pm
No canal 2? Até tenho medo do que possam dizer! Já não aguento mais!
Março 8, 2008 at 10:15 pm
Diz que a rua forçou a demissão de correia de campos, vista como sinal de fraqueza.
Março 8, 2008 at 10:16 pm
Ganhámos força e demos força a outros grupos.
Março 8, 2008 at 10:17 pm
Atenção ao tratamento jornalístico e à propaganda.
Os spin vão voltar a atacar e há gente sempre pronta a ajudar:
http://fjsantos.wordpress.com/2008/03/08/ministra-publica-em-tv-privada/
Março 8, 2008 at 10:26 pm
Hoje o Expresso e o Sol fizeram como se quase nada se passasse nas suas primeiras páginas.
Há muita linha cruzada por aí.
Março 8, 2008 at 10:27 pm
Vila Verde Cabral falou bem, disse aquilo que se espera ouvir de um sociólogo e nada contra nós. Disse que viu a manifestação, que eram professores os que lá iam e que uma manifestação, com o número de participantes como esta teve, seria manchete em qualquer país do mundo.
Março 8, 2008 at 10:30 pm
THe dark side dos governos ps ( e de outros como eles)
Março 8, 2008 at 10:30 pm
Ao afirmar que compreende as razões da insatisfação docente, a D. Lurdes está a assumir uma atitude psicopata. Como um carrasco que compreende a indignação das vítimas, a quem responde “É a vida e sou eu quem manda”. É o grau zero da moral política. E mais um paradigma do pombalismo esclarecido de Sócrates.
Março 8, 2008 at 10:31 pm
Foi óptimo e excedeu as nossas melhores expectativas. Mas isto não acabou. Foi um ponto alto mas temos que continuar. Ela há-de cair! Concurso de ideias…
Março 8, 2008 at 10:35 pm
E que tal os executivos deixarem de ser yes man e demitirem-se em bloco?
A sra dona Lurdes não diz que a gestão também tem de mudar?
Estou cansada de colegas hipócritas que na nossa frente dizem uma coisa e nas reuniões com a ministra dizem outra!
Março 8, 2008 at 10:38 pm
Educação
Magistrados públicos manifestam «total solidariedade» com professores
Os magistrados públicos manifestaram hoje «total solidariedade» com os professores, justificando que as reformas educativas do Governo são «apenas uma das faces de uma política que visa destruir o aparelho de Estado»
Cerca de 100 mil professores, segundo os sindicatos, participaram hoje na Marcha da Indignação, exigindo a demissão da ministra da Educação, a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação de desempenho.
Numa moção, hoje aprovada em Assembleia-Geral, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público defendeu que «a prática do Governo ao atentar contra a escola pública é apenas uma das faces de uma política que visa destruir o aparelho de Estado e privilegiar os interesses económicos dominantes».
Os magistrados públicos argumentaram, no mesmo documento, que «a sistemática atitude do Governo de falta de diálogo e de respeito para com os professores não se diferencia de idêntica atitude que tem vindo a assumir perante os magistrados».
O sindicato reforçou mesmo que tal atitude «mais não reflecte que a tentativa de condicionar a autonomia e a liberdade de pensamento de corpos sociais capazes de reflectir».
Como tal, os magistrados do Ministério Público decidiram «saudar a grandiosa manifestação dos professores de Portugal, e manifestar-lhes total solidariedade».
Lusa/SOL
Março 8, 2008 at 10:45 pm
Além de Villaverde Cabral, Manuel Alegre também falou. disse que as reformas não podem ser feitas contra as pessoas nem sem dialogar com elas. Então este Manuel Alegre não é o mesmo que foi citado nos “apupos” de Chaves por Augusto Santos Silva como um dos defensores da democracia? Acho que estes PSs estão desesperados e a delirar! Augusto santos Silva (que também foi ministro da educação – recordo-o eu que não tenho memória de conveniencia), confunde tudo e consegue ver, sucessivamente nestas manifestações, fastasmas de Salazares em todas as esquinas, complementadas com nuvens em forma de sobrancelha de Álvaro Cunhal! Acho que o homem “flipou”! Os PSs estão desesperados e não estavam à espera de uma coisa desta dimensão.
Março 8, 2008 at 10:47 pm
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=84073
Março 8, 2008 at 10:50 pm
è urgente varrer esta gentalha do ps pseudo democráticos:
Março 8, 2008 at 10:52 pm
`Morram Dantas deste país.
Março 9, 2008 at 11:06 am
lembram-se deste Blog?:
http://doportugalprofundo.blogspot.com/
Sábado, 8 de Março de 2008
A Política do Contra e a repressão ..
..
Imagem editada daqui
O Governo de José Sócrates ficará na história do Portugal pós-revolucionário até hoje como o mais intolerante para a liberdade de informação e opinião e, num âmbito ainda mais largo, o maior desrespeitador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
56 votes
Os casos tornados públicos, além de muitos outros que por receio se escondem ou por terror se abafam, são o sintoma da cólera governativa, de que o comportamento do primeiro-ministro é o caso mais grave. Os casos Dossier Sócrates (que aqui se sofreu), Charrua (a quem agradeço o simpático comentário deixado na minha caixa), Dissidências (ver explicação), a ameaça de organismos carentes do Governo como no caso da extraordinária Educação do Meu Umbigo (ver caso e comentário explicativo) do Paulo Guinote e Educar na Escola, perseguição a sindicatos, atemorização de professores, divulgação televisiva nas novas Conversas em Família por Fátima Campos Ferreira da auto-crítica de funcionários contestatários, são a evidência tangível de um estilo tenebroso e, mais além, de uma política para-ditatorial.
As tácticas de intimidação alegadamente praticadas, consecutivamente (o que define um padrão), por funcionários (polícias) do Ministério da Administração Interna, dirigido pelo ex-director dos serviços secretos portugueses (SIS) Rui Carlos Pereira, têm de ser enquadradas nessa política de repressão das liberdades dos cidadãos, que nos faz lembrar as barricadas estalinistas à manifestação da “maioria silenciosa” do 28-9-1974 ou a protecção armada do Copcon às peregrinações ao santuário de Fátima em 1974/75. Como se estivéssemos na Roménia de Ceausescu, efectuam-se diligências cuja iniciativa e direcção se escondem, promovem-se inquéritos, filtram-se procedimentos de repressão de manifestações para os media, desinforma-se (veja-se a explicação de quem é quem no post “O mestre em defesa da discípula”) e insulta-se através de opinadores alinhados (professores-”hooligans”!…), com o objectivo de limitar os estragos mediáticos de concentração de descontentes e contestação da política governativa. Só nos falta a entrada em acção dos mineiros, à maneira do ditador romeno, mas tendo em conta o que se anuncia, lá chegaremos…
Para além de um erro de diagnóstico ou, pior!, o Governo fecha os ouvidos e olhos ao descontentamento legítimo dos professores contra modelos absurdos – veja-se o emaranhado do modelo subjectivo de avaliação dos professores (veja-se diagrama da avaliação, via Ashera, e outro esquema mais detalhado, 1 e 2, na revista Visão, via Educação do Meu Umbigo) ou o processo de selecção de professores-titulares – e o vilipêndio da dignidade da classe profissional ( conforme sondagem da Gallup para o World Economic Forum divulgada em Janeiro de 2008) em que os portugueses mais confiam (em perfeito contraponto com os políticos que são relegados para o último lugar dessa lista), desviada, por reformas burocratizantes, delírios pedagógicos e utopias didácticas, da sua verdadeira missão que é ensinar (veja-se este excelente artigo do prof. Pedro Castro na incontornável Educação do Meu Umbigo). Enquando o Governo se fecha, o Presidente da República partiu para o Brasil numa reedição do seu passeio ao Pulo do Lobo de 8 de Maio de 1994…
A Marcha da Indignação dos professores hoje, 8-3-2008, em Lisboa – e a iniciativa espontânea (na primeira onda de SMS) dos protestos que fugiram propositadamente ao controlo sindical, por desconfiança de compromissos de gabinete que salvam a face de governantes em troca de trocos e desonram os representados -, é a prova da dignidade de uma classe maltratada que não admite que a sua honra de missão, sacrifício e honestidade, seja posta em causa pelas tácticas de demonização dirigidas contra si pelo Governo de José Sócrates.
A manifestação dos professores tem um significado ainda mais profundo: é a assunção da classe profissional mais reputada em Portugal da responsabilidade civil de expressar a sua indignação pela degradação do Estado e regressão do País. O professor que marcha hoje em Lisboa, significativamente do Parque Eduardo VII em direcção ao Terreiro do Paço, manifesta-se na dupla qualidade de professor indignado e cidadão preocupado. Nesse sentido, esta Marcha Negra docente de luto pelo Estado é a continuação da Marcha Branca pela protecção das crianças face à rede pedófila.
Na Política do Contra, que melhor define a actuação deste executivo, o primeiro-ministro e os ministros que comanda, com mão-de-ferro e os recados do Martins, governam contra os funcionários públicos, contra os contribuintes, contra as empresas, contra os jornalistas, contra os residentes no interior, contra os médicos, os enfermeiros e os doentes, contra os professores, contra os pensionistas… contra o povo. Governam contra na esperança pérfida e ignorante de que a inveja ou alívio dos outros grupos os una com o Governo. Mas como o fazem sucessivamente com os demais grupos, acabam por garantir a unidade de todos contra eles, consolidada pela confirmação do povo de que o prometido milagre económico prometido para o final deste período de jejum, afinal, é apenas mais outra charlatanice política.