Os professores do Departamento de Línguas e Literaturas, da Escola Secundária D. Maria II, Braga, na sua reunião ordinária de hoje, 5 de Março, abordaram, inevitavelmente, o modelo de avaliação que nos querem impor. Após demorada, participada e viva discussão, os respectivos professores decidiram redigir e aprovar o documento que, de seguida, transcrevo na íntegra:
. Atendendo a que, sem fundamento válido, se fracturou a carreira docente em duas: professores titulares e não titulares;
. Atendendo a que essa fractura se operou com base num processo arbitrário, gerando injustiças inqualificáveis;
.Atendendo a que os parâmetros desse concurso se circunscreveram, aleatória e arbitrariamente, aos últimos sete anos, deitando insanemente para o caixote do lixo carreiras e dedicações de vidas inteiras entregues à profissão;
. Atendendo a que, por via de tão injusto concurso, não se pode admitir, sem ofensa para todos, que seguiram em frente só os melhores, e que ficaram para trás os que eram piores;
. Atendendo a que esse concurso terá repercussões na aplicação do assim chamado modelo de avaliação, já que, em princípio, quem por essa via acedeu a titular será passível de ser nomeado coordenador e, logo, avaliador;
. Atendendo a que, por essa via, pode muito bem acontecer que o avaliador seja menos qualificado que o avaliado;
. Atendendo a que o modelo de avaliação é tecnicamente medíocre;
. Atendendo a que o modelo de avaliação é leviano nos prazos que impõe;
. Atendendo a que o modelo de avaliação contém critérios subjectivos;
. Atendendo a que há divergências jurídicas sérias relativas à legitimidade deste modelo;
. Atendendo a que o Conselho Executivo e os Coordenadores de Departamento foram democraticamente eleitos com base nas funções então definidas para esses órgãos;
. Atendendo a que este processo, a continuar, terá que ser desenvolvido pelos anunciados futuros Conselhos de Escola, Director escolhido por esse Conselho, e pelos Coordenadores nomeados;
. Nós, professores do Departamento de Línguas, da Escola Secundária D. Maria II, não reconhecemos legitimidade democrática a nenhum dos órgãos da escola para darem continuidade a um processo que extravasa as funções para as quais foram eleitos;
. Mais consideram que:
. Por uma questão de dignidade e de solidariedade profissional, devem, esses órgãos, suspender, de imediato, toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação;
. Caso desejem e insistam na aplicação de tão arbitrário modelo, devem assumir a quebra do vínculo democrático e de confiança entre eles próprios e quem os elegeu, tirando daí as consequências moralmente exigidas.
Notas:
1 – Dos 22 professores presentes, 21 votaram favoravelmente e 1 votou ccontra:
2 – Para além de darem conhecimento imediato deste documento aos órgãos, ainda democráticos, da escola, os professores decidiram dá-lo a conhecer a todos os colegas da escola;
3 – Decidiram também dar ao documento a maior divulgação pública possível, e enviá-lo directamente para outras escolas e colegas de outras escolas;
4 – Pede-se a todos os professores que nos ajudem na divulgação deste documento, e que o tomem como incentivo e apoio para outras tomadas de posição;
5 – Este documento ficou, obviamente, registado em acta, para que a senhora ministra não continue a dizer que nas escolas está tudo calmo, e que só se protesta na rua;
6 – A introdução e as notas são da minha exclusiva responsabilidade;
7 – Tomo a liberdade de agradecer com prazer aos professores da Escola Secundária D. Maria II, Braga, e principalmente às mulheres, as mais aguerridas, pelas posições firmes que têm assumido, e por rejeitarem qualquer outro lugar que não seja a linha da frente da luta pela dignidade docente. É um orgulho estar entre vós.
Março 6, 2008 at 12:28 pm
Neste momento, esta a posição mais lúcida que se pode ter!
Parabéns aos colegas dessa escola!
Eu vou copiar e enviar a todos os meus contactos!
Março 6, 2008 at 12:28 pm
Eu sei que li, onde, não sei mas… Professores do ensino privado aderem à manifestação de dia 8.Parabéns pelo milhão.
Março 6, 2008 at 12:30 pm
Parabéns ao Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras da Escola Secundária D. Maria II de Braga pela consistência d o seu texto e pela coragem… remeto este exemplo para outras escolas.
Março 6, 2008 at 12:40 pm
http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Portugal/Pages/protestosfp.aspx
Função Pública na rua a partir de sexta-feira
Março 6, 2008 at 1:05 pm
Parabéns pela coragem dos colegas da ES D. Maria.
Afinal as padeiras não estão só em Aljubarrota!
(já divulguei o documento).
Março 6, 2008 at 1:10 pm
Coragem.
Este manifesto foi de verdadeira coragem!
Não sei onde chegará, mas devia chegar muito longe!
É com atitudes deste calibre que se faria ver a quem está no poder que os Professores deste país não são uma cambada de jumentos que andam ao sabor de quem os “conduz”! (Ainda se os condutores fossem espertos …)
Claro que vou divulgar aos quatro cantos do mundo!
Obrigado pela coragem demonstrada.
Coragem se calhar por tantos sentida, mas contida!
Obrigado.
Março 6, 2008 at 1:13 pm
Parabéns. Execelente documento e excelente posição.
Porque não aparecem mais posições destas?
Novamente parabéns!
Março 6, 2008 at 1:38 pm
Estou hesitante.
Revela coragem, mas é um bocado radical.
Vai incendiar ainda mais alguns ânimos por aí.
Isto é um ponto sem retorno.
Março 6, 2008 at 1:38 pm
Parabéns!
Vou divulgar.
Março 6, 2008 at 1:44 pm
ANÚNCIO
O senhor professor Cavaco Silva poderá não estar presente, por motivos de agenda, na manifestação dos professores.
Março 6, 2008 at 1:54 pm
Eu diria que as ESCOLAS são o último reduto da DEMOCRACIA em Portugal. E se virmos bem é isso que este governo pretende acabar.
Março 6, 2008 at 2:22 pm
Parabéns. Braga!
A Escola Secundária de Emídio Navarro, em Viseu, tem, desde a semana passada, a partir da Assembleia de escola e de diversos Departamentos, tomadas de posição idênticas. O processo de avaliação, também aqui se encontra suspenso!
Março 6, 2008 at 2:32 pm
Interessante:
http://dn.sapo.pt/2008/03/06/sociedade/o_nos_distingue_finlandia_educacao.html
Março 6, 2008 at 2:43 pm
Concordo com a tomada de posição.
Ontem o meu Departamento de Ciências Sociais e hHumanas – Escola Júdice Fialho- decidiu que os procedimentos decorrentes da avaliação estavam suspensos enquanto não houver decisão dos tribunais administrativos sobre as providências cautelares, pelo que se recusaram a analisar as fichas de observação do coordenador.
Março 6, 2008 at 4:06 pm
Sobre a tomada de posição concordo com tudo sobre o concurso de titulares, o resto é abusivo.
Repito, tudo isto era desnecessário, bastava o ME não criar um modelo de avaliação que exige colegilalidade.
Março 6, 2008 at 4:06 pm
colegialidade
Março 6, 2008 at 5:06 pm
Há funcionários públicos que nem de borla os queria para me varrerem a loja.
Março 6, 2008 at 5:07 pm
Recebido poi mail:
De : Maria Teresa Duarte Soares – teresa. duartesoares@ t-online.de
Alemanha
Data: 26.02.08
Caríssimas colegas
Caríssimos colegas
Antes de mais, os meus mais sinceros parabéns pela organizacão do vosso movimento. Já há bastante tempo que temia ver os professores em Portugal e os professores portugueses no estrangeiro perto de cair num marasmo inoperacional relativamente às prepotências, injustiças,ilegalidades, indecências, etc,etc,etc, do nosso Ministério da Educação. Estou satisfeitíssima por ver que tal não é verdade, pelo menos no que respeita aos docentes em Portugal.
Os professores portugueses no estrangeiro encontram-se, a meu ver, ainda num estado de inacção que me custa compreender, apesar de desde 1998 terem sidpenalizados de todos os modos possíveis pelo ME, a título de uma falaciosa e irreal “poupança.l
Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.
Tenho sido sempre activa sindicalmente,encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).
Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.
Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.
Alemanha
Avaliação dos docentes:
Têm, de 6 em 6 anos, uma aula ( 45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.
Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.
Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.
Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco preverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…
Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para “guardar” os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)
Alunos
Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos , ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.
Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.
É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.
Suíça
Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.
Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.
Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.
No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.
O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.
É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.
Total de dias de férias : cerca de 72 ( pode haver diferenças de cantão para cantão) .
Vencimentos
Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré- primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos ( cerca de 3.400 euros),mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…..
Caras / Caros colegas:
Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo
estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias , porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos…. Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.
Um grande abraço para todas /todos da colega
Teresa Soares
Março 6, 2008 at 5:36 pm
Romero… (17)
Creio que também haverá muitos Funcionários Públicos que, nem que lhes pagassem para isso, queriam tê-lo como “capacho” à entrada da sua loja…
Março 6, 2008 at 5:52 pm
O educarnaescola do anti-eduquês fechou?
Março 6, 2008 at 6:16 pm
por que razão não foi a classe assim tão unida e tão radical nos prostestos aquando do concurso para profesor titular? Bastaria apenas ninguém ter concorrido.
Quanto ao documento, diria que as posições tomadas apenas agitam as águas lá nessa escola. Esse departamento não reconhece autoridade a ninguém. Será que perderam o respeito pelos seus superiores hierárquicos? Mal vai um país em que os professores perdem o respeito pelas figuras do estado. Porque é isso que depois transmitem aos seus alunos. Presumo que em breve teremos um golpe de estado…
Março 6, 2008 at 6:23 pm
Em relação ao link do post 13, será que o texto foi escrito pelo filho do Sousa Tavares da TVI? Assim já se percebe tudo.
Março 6, 2008 at 6:41 pm
Obrigada aos professores do Departamento de Línguas e Literaturas da Escola Secundária D. Maria II, Braga. Obrigada também à Teresa Soares. Já mandei os 2 textos para todos os meus contactos.
Em relação aos romerozinhos deste país, nada melhor que a velha máxima:”vozes de burro não chegam ao céu”. E ponto final, que não vou “atirar mais pérolas a porcos”…
2.º desabafo: também pertenço a um Departamento de Línguas, numa escola da margem sul de outras memórias… Também nós elaborámos, em Fevereiro, uma texto – muito, mas muito mais soft, que por lá grassam medos inconfessados – propondo, tão só, o adiamento dos prazos de avaliação… O Conselho Pedagógico (o tal que era suposto fazer-se eco do nosso sentir…), para além de não ter votado a proposta (como a própria natureza do documento exigiria)ainda se sentiu no direito(todos e cada um dos seus membros!!!) de repudiar a ‘ousadia’, o ‘desrespeito’ e a ‘má fé’ de quem (o Dpt LE)«considerou ter sido o Projecto Educativo da referida escola reformulado atabalhoadamente!»
É, mudam-se os tempos, mudam-se as geografias democráticas … parabéns Viseu!
E não, não vejo radicalismos no texto dos colegas de Braga. O que vejo, isso sim, é muita coragem. Vejo pessoas sem medos que lhes tolham raciocínios e sentires.
Vejo colegas a cujo gupo desejaria pertencer.
Só para acabar (desculpem o tamanho do texto…), um poema imprescindível:PORQUE,
de Sophia de Mello Breyner Andresen
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Até sábado!
Março 6, 2008 at 6:49 pm
2 gralhas no comentário 23:
um texto
grupo
Março 6, 2008 at 7:01 pm
valentes e cheias de coerência…
Ao mesmo tempo, numa Escola de Amarante começaram a observar aulas ( Vi na RTP no telejornal da 1 hora)…
Março 6, 2008 at 7:05 pm
o profeta Mário Nogueira foi ao Prós e Contras que é impossível medir / avaliar o empenho. No entanto, eu constato (porque já vi) que o empenho é sempre um critério de avaliação no âmbito disciplinar. Ou seja: ninguém pode avaliar os professores pelo empenho, mas os professores podemos avaliar o empenho os seus alunos…. Alguém sábio / iluminado que me explique. Como se eu fosse do PS…
Março 6, 2008 at 7:35 pm
O Mário Nogueira PERGUNTOU como se mede o empenho, não disse que era impossível medi-lo. Disse que era subjectivo… e ele sabe-o exactamente porque é professor!
No caso de um aluno, avalio isso directamente, enquanto ele realiza (ou não) uma tarefa e pelo modo como a realiza.
No caso de um professor… como se faz? Como se mede? Eu, por exemplo, não sei como é que a minha Coordenadora vai avaliar isso!
Março 6, 2008 at 7:42 pm
então ensinem ao profeta Mário como se avalia o empenho. Porque ele não sabe. Porque soubesse, não o perguntava. Ou então quis fazer passar-se por palerma. Vou mais para esta última hipótese.
Março 6, 2008 at 7:57 pm
Pensei que o “contra a maré” tinha resposta para isso. Não tem! Olhe, para avaliar um aluno, eu tenho; para avaliar um professor, não tenho.. assim como não tenho para avaliar se o “contra a maré”, neste momento, está “empenhado” ou não!
O Mário Nogueira, esse… de palerma não tem nada! Mas nada mesmo…
Março 6, 2008 at 8:11 pm
estou empenhadíssimo!!! Nem sabe quanto. Até estou a pensar ir a Lisboa. É que nunca vi uma maré negra…
Março 6, 2008 at 8:13 pm
Ó Romero vá tomar banho na maré baixa e veja se lá estamos.
Março 6, 2008 at 8:13 pm
Tanto no caso do Ensino básico e secundário como na Medicina, não ha ninguém que exerça as profissões de professor ou medico durante anos se não for empenhado, dedicado e responsável, porque são profissões “em que há um mais qualquer coisa” que tem a ver com a prestação do serviço – estar permanentemente a trabalhar com crianças e jovens/com doentes-doença.
Março 6, 2008 at 8:30 pm
Habitue-se, então… porque a “maré negra” veio para ficar! Hehehe…
Março 6, 2008 at 10:11 pm
Orgulho-me de pertencer ao Departamento de Lìnguas e Literatura da Escola Secundária Dona Maria II.
Não me importo de ser avaliada,sempre quis ser avaliada, mas quero lisura no processo e não um colete de forças de uma burocracia irracional que só tem por único objectivo engrossar os cofres do estado.
Março 6, 2008 at 10:13 pm
Parabén Isabel
Março 6, 2008 at 11:25 pm
Fiquei muito contente com esta tomada de posição. Felizmente ainda há pessoas lúcidas que não se deixam abater pela disfarçada ditadura que se impõe dia-a-dia.
Vou enviar a todos os meus contactos, professores ou não…
Força, coragem e parabéns!!!
Março 7, 2008 at 4:08 am
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Março 7, 2008 at 12:35 pm
Parabéns pela clareza do documento aprovado. Até que enfim que alguém tocou no verdadeiro cerne da questão da avaliação. O problema situa-se precisamente na forma como foi organizado o famigerado concurso a titular. Nunca tive medo da avaliação, mas quero uma avaliação em que possa sair dignificado.
Março 7, 2008 at 2:40 pm
Porque deve ser divulgado, dou a minha humilde contribuição publicando no meu blogue.
Parabéns, caros professores meus conterrâneos!
Março 7, 2008 at 7:04 pm
A todos agradeço, sem excepção, a atenção que deram e a divulgação que fizeram da tomada de posição do Departamento de Línguas eLiteraturas,da Escola Secundária D. Maria II, Braga.
Aproveito para informar que, além dos professores que o aprovaram, vários colegas doutros departamentos nos deram a honra de subscreverem.
Feitas as contas, mais de 50% dos professores da Escola Secundária D. Maria II deram-lhe o seu apoio.
Um obrigado também para eles.
Até amanhã.
Março 7, 2008 at 7:19 pm
Até que enfim!
Muito obrigado.
Março 7, 2008 at 7:40 pm
Parabéns, colegas. Fiquei muito contente com a vossa tomada de posição. Divulgarei a vossa posição. Jorge Fernandes (Esca)
Março 8, 2008 at 12:04 am
Eu sabia que nem todos andavam a dormir. Algures por esse país acima pressente-se que ferve a indignação na caldeira aparentemente adormecida do vulcão. É assim mesmo! Parabéns. Neste momento não gostava de estar a ver a banda a passar. Por mim, a divulgação é já a seguir. E, amanhã, todos ao Marquês! A ver se nos inspiramos e ganhamos coragem. Pela maré negra, em maré alta, afundando contra a maré na maré que vasa! Chega de marés baixas!Um abraço solidário.
Março 8, 2008 at 12:55 am
Parabéns a todos os professores que votaram o “sim” no Departamento de Línguas e Literaturas, da Escola Secundária D. Maria II, Braga.
Quem me dera que na minha escola houvesse, em peso, qualquer tomada de posição como a vossa. Mas não há…
As formiguinhas diligentes do Conselho Pedagógico andam ceráficas, com olheiras maiores do que a A1 e num afã a trabalhar para a super excelência, dando cumprimento às ordens da patroa-mor.
Já agoram vejam a tomada de posição do Conselho Pedagógico da Escola Secundária dos Casquilhos, Barreiro:
“O Conselho Pedagógico, na sua reunião de 5 de Março de 2008, decidiu, por unanimidade, suspender o processo de avaliação de desempenho dos professores na nossa escola até decisão dos tribunais competentes.”
Um grande VIVA para todos vós.
Logo “encontrar-nos-emos” na manif.
Março 8, 2008 at 10:22 am
È triste ver idiotas como o contra maré perorarem sobre educação e sobre professores, este das duas uma ou é bufo ou então anda à procura de ser alguém no ministério (letra pequena, isso mesmo!…) para idiotas como o contra maré, era bom informar que fomos avaliados há bem poucos anos para a subida ao 8º escalão, afinal não é tão directa a subida na carreira quanto isso, depois é triste que se fale nestas coisas com ar de desdém, a maré negra quem a criou foam os teus correligionários, e são pessoas como esta que nos obrigam a esconder o nosso nome, nem no tempo da outra senhora!.. Tende vergonha os que circulam ou tentam circular por fora esta questão para se promoerem. Não concorri ã titular, tenho 37 anos de serviço e terei de andar ainda mais onze com todo o gosto, mas não façam pouco de quem trabalha e ainda é obrigadoa educar filhos de pais que não abem nem querem ar educação.
Vamos para a nossa “luta”, com a dignidade e com o respeito que merece uma das maiores classes de Portugal
Março 10, 2008 at 3:08 am
O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa acabou de dar o mote para o processo de avaliação de desempenho dos professores ficar estagnado: basta votarem o adiamento da avaliação sem prazos em conselho pedagógico por unanimidade… Tal como ele especificou não podem colocar processos disciplinares a todos os professores de todas as escolas, portanto colegas reunam-se e sigam aquele conselho. Iremos vencer a política da Ministra com as suas próprias armas (o autismo, a indiferença).
Já agora haja alguém que convide o Sr. Rangel, a Ministra o Primeiro Ministro a irem leccionar durante um mês numa escola “difícil”, mas de preferência com todas as incumbências de um professor.
Coragem colegas…
Março 10, 2008 at 4:36 pm
Muitos parabéns a este grupo de professores! Estão a dar voz ao sentimento de muitos que não têm coragem de assumir.
Sinto-me orgulhosa da escola onde estudei.
Março 10, 2008 at 8:00 pm
Que poderei dizer sobre a forma digna, esclarecida e correcta da posição assumida pelo Departamento de Línguas e Literaturas dessa Escola!? Sem dúvida, como professor, e titular (que situação vergonhosa!?), me identifico totalmente com essa posição.
Que todos os Departamentos de todas as Escolas, actualmente tão maltratadas, deste país, possam merecer todo o respeito que esse Departamento indiscutivelmente merece.
Março 10, 2008 at 11:53 pm
Dou os meus Parabéns aos colegas do Departamento de Línguas e Literaturas pela sua coragem, frontalidade e atitude.
Um forte abraço de amizade e solidariedade na defesa de uma escola, onde o verdadeiro centro de atenção e dedicação sejam os nossos alunos e não a fantuchada de políticas educativas, que nos têm sido impostas!…
A luta continua!
Março 11, 2008 at 10:16 am
O documento a que se reportam estes comentários mereceu também o apoio de mais 34 professores de outros departamentos da Escola Secundária D. Maria II, Braga, que fizeram questão de o assinar. Ele, o documento, reuniu ao todo 55 assinaturas, o que representa 60% da totalidade dos professores da Escola, muito embora ele noticiasse apenas a posição do Departamento de Línguas e Literaturas, e não fosse nemhum abaixo-assinado. Outros expressaram o desejo de o ter assinado, só não o tendo feito porque, circunstancialmente, não estiveram na escola durante o período de tempo em que esteve exposto (24 horas), ou porque adiaram, pensando que teriam mais tempo para o fazer. Pelo menos foi o que fizeram questão de afirmar. E eu acredito neles.
Têm chegado à Escola Secundária D. Maria II dezenas de telefonemas de incentivo e apoio de escolas de todos os pontos do país, sendo que alguns colegas falam mesmo em nome da sua escola (caso de Viseu). Chegaram também apoios de professores que estão a trabalhar no estrangeiro, nomeadamente na Alemanha, Suíça e Luxemburgo.
Renovo aqui a todas as pessoas a atenção e a divulgação que têm dado a este texto.
Temos que continuar. Estamos no bom caminho, embora sigamos, por vezes, por caminhos diferentes. Mas isso até é bom.
O grande problema do Primeiro-Ministro é ensaiar a acrobacia de recuar sem dizer que recua. Um grande problema de imagem. Um problema profundo. O país está suspenso.
Como eu tenho pena dele!
Ele ainda pensa que pode resolver a coisa com uma alteraçãozita de prazos. Como se essa fosse a questão verdadeira.
Saiu-lhe o tiro pela culatra: então não é que os professorzecos não foram contentes para casa, depois da manifestação, mas apesar de ainda roucos, continuam a falar, continuam a lutar?; então não é que, de repente, ele descobriu que os professores sabem pensar, até porque o pensar é parte fundamental da sua função de docentes?
Um abraço agradecido para todos: pelo apoio e pela luta.
António Mota
Março 11, 2008 at 2:18 pm
Concordo inteiramente com Braga!Basta de tanto desrespeito!Eu sempre disse que do norte é que virá a acção! Viva a vossa iniciativa!Espero que outras escolas tenham a mesma clarividência!
Março 11, 2008 at 2:56 pm
« (…)
E obrigam-me a viver até à morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
achando tudo mais novo?
Ah! Se eu pudesse suicidar-me por seis meses
(…)»
José Gomes Ferreira
Março 11, 2008 at 11:58 pm
Concordo plenamente com a atitude tomada por estas colegas.
Graças a Deus ainda existem Professores com garra e que lutam pela justiça e seriedade profissional.
São um exemplo a seguir!Tomara que em todas as escolas se assumissem iguais posturas.
Março 12, 2008 at 4:27 pm
Se depois do 25/A os professores nada aprenderam…(passagens admnistrativas), claro que receiam ser avaliados! e eu acho muito bem. O povo é quem mais ordena.
Março 12, 2008 at 10:37 pm
Esta tomada de posição só denota inteligência,coerência com os valores democráticos e coragem.Espero que se espalhe pelo resto do país.
Não desistam.
Março 13, 2008 at 3:17 pm
Começo por referir que me aposentei, há 3 anos mas sigo muito atentamente os problemas da Educação, porque estive ligado a vários cargos de orientação pedagógica. Não hesitei desde a 1ª hora estar ao lado dos meus colegas em solidariedade, contra os atropelos que esta ministra da Educação está a cometer dodos os dias, contra a nossa dignidade profissional, e mentiras propaladas pelo 1ª ministro de Portugal.
Assim, fiz parte da Marcha da Indignação em Lisboa e fiquei mais sossegado com a minha consciência e tranquilo.Se realizarem uma 2º Marcha de Indignação lá estarei ao vosso lado.Quanto ao doc. dos colegas de Braga, só digo uma coisa: Parabéns, que belo documento.
“Não desistam! Sejam persistentes dentro e fora das escolas. A luta vai ser dura, mas vencerão.”
Um abraço a todos vós
Por último,quanto ao sr. L.Roseira, eu não esperava outra coisa.
Março 13, 2008 at 8:37 pm
Cem mil somos muitos e seríamos muitos mais se não tivessemos tão de rastos que pouca força temos para caminhar durante horas!
Mas lutaremos se for preciso mesmo de rastos…
Março 13, 2008 at 9:46 pm
Como eu admiro estes colegas que com coerência e lucidez tomaram esta posição. Pena é que os professores deste país não tenham todos a mesma atitude.
No passado sábado fomos cem mil. Eu estive lá. Pode ser que ainda amanhâ sejamos mais…
Março 14, 2008 at 12:53 am
Unidos temos mais FORÇA! Sábado não fomos cem mil, fomos muito mais… É importante que nas escolas se faça sentir essa FORÇA.
Obrigada Maria Teresa Soares pela informação dada sobre o ensino de outros países da Europa.
Março 14, 2008 at 10:07 am
Caros colegas…
Depois de ter lido os variadíssimos depoimentos e testemunhos, vindos um pouco de todo o país,sentidos e pensados com sangue e suor (e isto só acontece porque sentimos na pele o extremo desrespeito e humilhação com que agora somos tratados), cumpre-me dizer-vos que só nos resta desvalorizar seres como o “contra a maré” que,não obstante o desconhecimento de causa relativamente à extrema importância da nossa profissão, também está certamente esquecido que é, de facto, a nossa classe que forma os homens de amanhâ, e que para transmitirmos optimismo e incentivo é preciso recebermo-los na mesma medida…. não é preciso ser-se muito inteligente ou detentor de uma grande sapiência, meu caro contra a maré… é só ser-se justo, isento e imparcial.. não peço mais do que isto.. por isso, contra a maré, desvalorizo absolutamente tudo o que disse… e perdoo-lhe pelo seu enorme pecado,irresponsabilidade e ignorância. Nem todos podemos ser bons… (já diz a nossa Ministra… isto também serve para si, meu caro). Você não é e ponto. Se eu fosse Ministra avaliava-o já. E cheira-me que nunca chegaria a titular.(porque sei que você gostaria de ser…).
Quanto aos meus colegas de Braga e dos Casquilhos… que posso eu dizer senão o estar profundamente honrada por pertencer a uma classe em que há, efectivamente, pessoas com atitude, que lutam por aquilo em que acreditam?
Que essa onda de dignidade e força chegue a todos os cantos de Portugal….a todas as escolas. Eu farei o que me for possível.
Parabéns.
Março 16, 2008 at 10:26 pm
Parabéns pela tomada dessa decisão, é pena que nem todos os professores deste país pensem dessa forma. Coragem todos juntos venceremos!!!
Março 17, 2008 at 12:11 pm
Eu gostaria de Dar os parabéns à Escola D. Maria
Não é como na Escola André Soares, onde parece que querem receber o prémio “Ministra da Avaliação”. A André Soares tem pressa e há gente que quer ser mais complicativa que a própria ministra no processo de Avaliação
Março 17, 2008 at 12:18 pm
Em Braga há muitas escolas a resistir:
D. Maria II
Francisco Sanches
Sá de Miranda
Carlos Amarante…
Tenho tido contactos com os colegas com quem trabalhei há anos e todos se mostram indignados.
Março 18, 2008 at 4:57 pm
Concordo inteiramente. Devido a ter estado nos últimos três anos com o estatuto de equiparação a bolseira e ter feito o doutoramento, não passei a titular. Como eu muitos que se limitaram a estudar e lutar pela merlhoria do ensino. Nada disto tem sentido.
Abril 2, 2008 at 7:35 pm
O que o ME tem emanado (quase diariamente), é tão aberrante que me deixa convencido que, entre outras faltas, há profundo desconhecimento (voluntário) do que se está a passar nas escolas e profunda falta de bom senso. Parece que todas as baterias estão unicamente voltadas para o aspecto financeiro. É por isso que aplauso fortemente iniciativas como esta que, em conjunto com outras, nos poderão ajudar a salvar o país (que é disso que se trata!). Obrigado a todos!
Abril 19, 2008 at 8:31 am
parabéns e continuem com essa coragem demonstrada.quem ama a profissão vai lutar até ao fim