Ministério vai abrir concurso extraordinário para titulares

O Ministério da Educação vai abrir um concurso extraordinário para os professores do 10º escalão que não conseguiram os 95 pontos para alcançarem a categoria de titular. Normas e requisitos do concurso serão idênticos ao anterior excepto uma, explicou ao JN o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira todos os cargos e actividades exercidos durante este ano lectivo também serão contabilizados. Ou seja, serão analisados oito e não os últimos sete anos de carreira.

Não chega, porque os colegas sabem que já não têm margem de progressão e porque o acesso a titular apenas irá torná-los servos das directrizes ministeriais pois, caso não aceitem os cargos a distribuir com enorme carga burocrática e dependentes do tal Director e do Conselho Geral dominado por quem não se sabe, poderão ser passíveis de procedimento disciplinar.

Pior: a sua avaliação no desempenho desses cargos ficará a cargo de colegas não-titulares visto que o futuro Director Executivo poderá ser alguém quase em início de carreira, desde que traga um certificado de estudos em Administração e Gestão escolar e tenha o beneplácito do poder que passa a dominar o Conselho Geral das Escolas.

Por isso mesmo, este concurso extraordinário para os colegas do 10º escalão deveria ficar vazio, completamente vazio. Como o concurso para Professor do Ano.

Nada oferece aos destinatários, pois a sua remuneração continuará a mesma e as responsabilidades aumentarão, sem que isso tenha qualquer vantagem para o seu trabalho com os alunos, muito pelo contrário. Resta-lhes perceber isso. Mesmo aos que adesivaram à Situação.