Via Luís M. Latas, notícia do Sol:
O vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses com o pelouro da Educação, António José Ganhão, considerou hoje positiva a exclusão da transferência de competências para as autarquias ao nível dos professores
A possibilidade das autarquias assumirem a gestão do pessoal docente da educação pré-escolar e do ensino básico acabou por ser excluída do novo diploma sobre o alargamento da transferência de competências para os municípios, apesar de a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ter chegado a admitir experiências-piloto com as autarquias que manifestassem interesse e de o presidente da Câmara de Tavira, o social-democrata Macário Correia se ter disponibilizado de imediato para adoptar esse modelo.
Porque o descalabro não poderia ser total. Porque o próximo ano era capaz de prometer guerra complicada.
Em muitos locais, se a ideia original tivesse ido adiante, acredito que as Escolas ficassem ingovernáveis ou então entregues a redes clientelares com base nos cartões partidários. Se mesmo assim já fica a porta mal fechada, eu nem queria pensar. Então em Tavira, professor fumante deveria ser logo vetado pelo saudável São Macário. E olhem que eu sou não-fumador…
Fevereiro 22, 2008 at 12:18 am
Eu só espero que não seja um passito piquenito à retaguarda para dar, em 2009, 2 grandes passos em frente na direcção do poço.
Esta guerra de nervos do é-que-já-não-é ou do
é-que-apenas-finge-ser vai prolongar-se por 2008/2009.
Valha-me a bendita da paciência que me tem doído tanto ultimamente!
Fevereiro 22, 2008 at 1:57 am
Acabei de tentar aceder a “ESCOLAS” no site do Ministério.
A mensagem que aparece é esta:
“Service Temporarily Unavailable”
É significativo e sintomático dos tempos que correm. Com tanta trapalhada de avanços e recuos, o ME torna as escolas indisponíveis para o serviço que prestam.
Fevereiro 22, 2008 at 2:13 am
Ainda bem que não passamos para a tutela das C.Municipais, a ser assim as escolas passavam a repartições municipais.
O pessoal docente e não docente tem de ser contratado pelas próprias escolas, só assim é que temos escolas autónomas.
Fevereiro 22, 2008 at 2:25 am
“Roberto Carneiro, classificou ontem de “muito positivas” as últimas medidas do Executivo – gestão escolar, avaliação de professores e transferência de competências do ministério para as autarquias”
Reformas devem ser “graduais”
Demorará “muitos anos até” o novo regime de gestão das escolas, aprovado ontem em conselho de ministros, se “consolidar”. À margem do lançamento do programa Media Smart, o antigo ministro da Educação de Cavaco Silva, Roberto Carneiro, classificou ontem de “muito positivas” as últimas medidas do Executivo – gestão escolar, avaliação de professores e transferência de competências do ministério para as autarquias – mas deixou um aviso a Lurdes Rodrigues políticas “frentistas” são infrutíferas.
Confrontado com a possibilidade de, a prazo, serem as autarquias a colocar os professores, Roberto Carneiro foi taxativo “Tem de ser gradual, delegar equitativamente é um erro grasso”.
“A escola não é apenas um terminal burocrático do ME”. A abertura às comunidades e a criação do director são boas medidas. O recuo do Governo em aceitar docentes à frente do Conselho Geral também. “Não considero indispensável mas útil. Na Dinamarca, por exemplo, não há nenhum professor presidente de Conselho” mas as realidades sociais e culturais dos dois países são incomparáveis, realçou.
Já sobre o modelo de avaliação dos docentes, Roberto Carneiro também não manifestou qualquer hesitação os professores têm de ser avaliados, mas não administrativamente, por castigo. A avaliação tem de ser pedagógica e as escolas não podem ser inundadas por burocracia”. ”
http://jn.sapo.pt/2008/02/22/nacional/reformas_devem_graduais.html
Fevereiro 22, 2008 at 7:48 am
DA
“O pessoal docente e não docente tem de ser contratado pelas próprias escolas, só assim é que temos escolas autónomas.” Está a citar alguém ou acha mesmo? Estará a ironizar?
Mas então é melhor que os pais paguem a educação dos filhos nessas escolas que assim poderão seleccionar os professores na base da ideologia que professam ou dos amigos que têm. Já agora faça-se o mesmo nos hospitais. Acabe-se com o Estado e a mania mui obsoleta dos concursos públicos nacionais. Entra quem o director quer na escolinha, alunos e profs. Viva a autonomia! Acabe-se com o Estado! Acabe-se com o monstro e a nomeação vitalícia! Tudo a recibos verdes a 15 euros à hora …
Fevereiro 22, 2008 at 8:31 am
mcgs07,
acho mesmo.
prefere as câmaras?
“Já agora faça-se o mesmo nos hospitais. Acabe-se com o Estado e a mania mui obsoleta dos concursos públicos nacionais”
Mostre-me as listas graduadas do concurso nacional de médicos, de enfermeiros, tecnicos de saúde.
Pelo que leio nos concursos publicados nos jornais, uma parte significativa dos médicos/enfermeiros/tecnicos de saúde são contratados pelas próprias unidades hospitalares.
“Viva a autonomia! Acabe-se com o Estado! Acabe-se com o monstro e a nomeação vitalícia! Tudo a recibos verdes a 15 euros à hora..”
Viva a Mediocridade! Alargue-se a Administraçao Educativa!
Fevereiro 22, 2008 at 9:16 am
DA,
Para colocação inicial dos médicos existe uma lista graduada.
Ainda há pouco tempo houve problemas pelo atraso da sua publicação.
Fevereiro 22, 2008 at 9:43 am
Para o internato e para os Médicos de Familia através das Administrações regionais de saúde, acho.
Fevereiro 22, 2008 at 10:23 am
O Roberto Carneiro está actualmente desempregado…e aguarda “recompensa” pelos últimos prestimosos trabalhos a bem do (des)governo do país. Ora! (até na reestruturação da casa pia)
Desconhecido até à “maçadora tarefa” de ser ministro da educação de Cavaco Silva, teve como prémio imediato ser presidente do conselho de administração da TVI!
Desde que MLR tomou posse, tem-se desdobrado em manifestações de apoio às suas políticas. Descredibilizou-se completamente. Tem uma retórica completamente desajustada da realidade e uma total falta de bom senso…
Irra!
Fevereiro 22, 2008 at 10:34 am
O seu amigo de casa, o também engenheiro Grilo e também ministro da educação de Guterres, teve o prémio, depois da maçadora e “dificílima” tarefa, de se tornar administrador da Fundação C. Gulbenkian!
Tem-se desdobrado em manifestações de apoio a MLR. Outro tonto.
Fevereiro 22, 2008 at 5:01 pm
Ana,
eles lá sabem a porcaria que deixaram, o que gostariam de ter feito e não fizerem….
Fevereiro 22, 2008 at 5:18 pm
Não nos esqueçamos que o actual líder da bancada do PS – Alberto Martins – foi ministro da reforma da Administração Pública do Governo de Guterres e que, contrariamente ao que foi expresso pelo povo português quando da consulta pública de forma referendária e disse Não à regionalização, este ex-MES (Movimento Da Esquerda Socialista)como Jorge Sampaio, é claramente a favor da regionalização, em total desrespeito pela vontade expressa do povo português…
A genese desta palhaçada parte daí. Subordinar a competência tecnica ao oportunismo dos caciques locais.