Em passeio pela blogosfera leio Helena Damião no De Rerum Natura sobre a prestação da nossa Ministra, suponho que naquele não-debate da Sic Notícias:
O que a senhora Ministra Maria de Lurdes Rodrigues disse foi mais ou menos o seguinte: a avaliação do desempenho docente enquadra-se na política de avaliação da função pública, e no ensino, tal como nas restantes profissões da função pública, a excelência, como todos sabemos, é rara. Não temos 70 % de pessoas excelentes e 30 % de pessoas normais. O que temos, infelizmente, é o contrário.
Interpretei tal afirmação do seguinte modo: antes de se realizar a avaliação do ensino e de se apurarem os resultados da mesma, a senhora Ministra da Educação já sabe, e lamenta, que tenhamos uma minoria de professores excelentes. Em números redondos: trinta por cento.
Isso é que era bom, digo eu. Trinta por cento de Excelentes para os professores. Nada disso! Com sorte teremos direito a 5-10% de quota, mais uns 10-20% de Muito Bons e upa-upa, que não sei se lá chegará.
Mas esta lógica da raridade da excelência é naturalmente reversível. Como é natural a lógica ministerial voltada contra si mesma significa que menos de uma unidade (0,9) da equipa ministerial é Excelente.
O que pensando bem, realmente parece exagerado. Eu acho mesmo que a quota de 5-10% de excelência é capaz de ser suficiente. O que dá algo como 0,15 a 0,3. Isso já acho mais natural. Não coloco em causa que, pelo menos, um dos elementos tenha uma parte de si que é excelente. Pena que não seja na área da Educação.
Fevereiro 20, 2008 at 10:01 pm
Para quem não sabe este sistema de avalição já está implementado á cerca de vinte anos na coreia do norte tendo dado excelentes resultados. Existe ceca de 99,9 % de aprovações -chumbam os que morrem á fome- e o pe´riodo escolar prolongA-SE at+é ás 24 horas.
Maria de lurdes Visitou secretamente este país em junho de 2006 tendo ficado maravilhado com os resultaos académicos deste país.
Depois de várias reuniões com o seu homólogo coreano -Chi Nin Reprovnin – chegou a um acordo de parceria.
Os resultados estão á vista de todos: o novo modelo de avaliação e a autonomia e gestão coreana do grande líder.
Fevereiro 20, 2008 at 11:02 pm
2ªF, PRÓs E CONTRAS sobre a educação…podemos ouvi-la de novo…vamos ver se desta vez o Mário Nogueira consegue ir…
Fevereiro 20, 2008 at 11:12 pm
será q irá?!sei não…eu tb gostaria de lá estar…
Fevereiro 20, 2008 at 11:19 pm
Esperemos ao menos que alguém nos represente com a dignidade que merecemos e que sejam feitas as perguntas que mais “incomodam” e que não seja uma repetição do não debate na sic, ou da entrevista do nosso primeiro
Fevereiro 20, 2008 at 11:30 pm
Leiam que vale a pena
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=278299&idCanal=93
Fevereiro 20, 2008 at 11:41 pm
Os tais 0,3 por cento (vamos por alto) de excelência governamental estão na cabeça do dedo grande do pé dum ministro que eu cá sei.
Fevereiro 21, 2008 at 1:16 am
Francisca,
Qual será o tema?
Educação em geral…ensino artístico…
Fevereiro 21, 2008 at 8:57 am
Post repetido.
Recebido por mail:
“Um dissidente da equipa do modelo de Avaliação
Vou contar pela primeira vez um episódio que esteve na génese do
processo de avaliação de desempenho dos professores. O secretário de
estado, Valter Lemos, que eu conheço desde os tempos em que estudámos
juntos na Boston University, já lá vão 24 anos, pediu-me para reunir
com ele com o objectivo de o aconselhar nesta matéria. Tenho de
confessar que fiquei admirado com o conhecimento profundo e rigoroso
que Valter Lemos mostrou ter da estrutura e da organização do sistema
educativo português. Enquanto estudante, habituara-me a ver em Valter
Lemos um aluno brilhante e extremamente trabalhador, qualidades que
mantém passados tantos anos. No início, fui um entusiasta da avaliação
de desempenho dos professores pois considerava que manter o status quo
era injusto para os professores mais dedicados e competentes. Nessa
altura, eu encarava a avaliação dos professores como um factor de
diferenciação que pudesse premiar os melhores e incentivar os menos
competentes a melhorarem o seu desempenho. Fiz algumas reuniões de
trabalho com a equipa técnica do ME e logo me apercebi de que a
Ministra da Educação estava a engendrar um processo altamente
burocrático, subjectivo, injusto e complexo de avaliação do desempenho
que tinha como principal objectivo domesticar a classe e forçar a
estagnação profissional de dois terços dos docentes. Ao fim de duas
reuniões, abandonei o grupo de trabalho porque antecipava o desastre
que estava a ser criado. Nas reuniões que eu tive com a equipa técnica
do ME, defendi a criação de fichas simples, com itens objectivos, sem
a obrigatoriedade da assistência a aulas, a não ser para os casos de
professores com risco de terem um Irregular ou um Regular, e com um
espaçamento de três anos entre cada avaliação. Hoje, passados três
anos, considero que se perdeu uma oportunidade de ouro para criar uma
avaliação de desempemho dos professores realmente objectiva, justa,
simples e equilibrada. Em vez disso, criou-se um monstro que vai
consumir milhões de horas de trabalho nas escolas e infernizar a vida
de muitos professores, roubando-lhes a motivação e a energia para a
relação pedagógica e a preparação das aulas.”