Mas acho que não consegue. O que pensam do documento que me chegou (conselho-de-escolas.doc) e da aparente felicidade com a receptividade da senhora Ministra?
Fevereiro 20, 2008
O Conselho de Escolas Tenta Tranquilizar-nos
Posted by Paulo Guinote under Conselho de Escolas[17] Comments
Fevereiro 21, 2008 at 12:11 am
Não convence!
Fevereiro 21, 2008 at 1:13 am
Manuel Alegre questiona Ministra da educação
“Ensino especializado de música
Manuel Alegre: Medida anunciada vai empobrecer o paí
“Eliminar a possibilidade de o ensino público especializado da música continuar a gerar talentos e revelar vocações é uma decisão grave” afirmou hoje o deputado Manuel Alegre, em pergunta dirigida ao Ministério da Educação. Alegre considera que esta medida anunciada “irá atirar para o ensino privado todos os alunos que não puderem ou não quiserem optar, desde muito cedo, por uma dedicação exclusiva à música, com custos muito superiores para as famílias.”
O deputado socialista considera que “é louvável a intenção de levar o ensino da música a todas as escolas desde o 1º ciclo”, mas que “não é realista” substituir o ensino especializado actualmente existente, nem é “razoável proibir as actuais escolas públicas de música de prosseguirem com uma prática que se tem revelado positiva e que é frequente noutros países europeus.”
Manuel Alegre contesta o argumento invocado pelo governo relativo ao elevado insucesso escolar no ensino supletivo ou articulado nas escolas públicas de música. Para o deputado socialista “o argumento é mistificador”, pois “o ministério esquece que estes alunos já obtiveram ou vão obter os seus diplomas nas escolas que frequentam em paralelo”.
“A música, diz ainda Manuel Alegre, é uma arte e uma forma de conhecimento a que todos podem e devem aceder, mas que só alguns serão capazes de exercer.” A medida anunciada pelo governo “terá como efeito perverso diminuir o papel dinamizador e gerador de talentos das escolas públicas de música, levando à privatização de um recurso que até agora tem sido assegurado pelo ensino público”. Em última análise, conclui, “será o país que sairá empobrecido.”
Por todas estas razões Alegre quer que o Ministério da Educação responda às seguintes questões:
“1. por que razão se pretende extinguir o ensino especializado da música, fornecido em regime supletivo ou articulado nas escolas públicas de música? Por que se quer obrigar os alunos e suas famílias a optar pelo ensino privado ou, em alternativa, a ter de escolher a carreira musical numa idade em que as opções ainda devem estar em aberto?
2. Quantas escolas do 1º ciclo estão em condições de oferecer desde já ensino da música em actividades de enriquecimento curricular? Qual vai ser o currículo e a carga horária semanal? Haverá ensino individual de instrumento em todas essas escolas? Dispõem essas escolas de professores e de instrumentos em quantidade e qualidade suficiente para garantir a cobertura nacional dessa reforma?
3. Em que razões pedagógicas pertinentes se funda a vontade de proibir que as escolas superiores de música possam continuar a ministrar ensino especializado em regime de iniciação, em regime supletivo ou em regime articulado? Pode o governo invocar algum país europeu que tenha seguido essa opção e quais os seus resultados?”
A pergunta escrita de Manuel Alegre deu entrada na mesa da Assembleia da República esta manhã, nos termos regimentais e deverá ser agora respondida pelo governo. Recorde-se que este tema foi alvo de uma petição subscrita por milhares de alunos, pais, professores e músicos, entregue na AR na passada sexta-feira.”
http://www.manuelalegre.com/index.php?area=0
Fevereiro 21, 2008 at 1:19 am
Há qualquer coisa que me escapa no resultado desta reunião e que eles divulgam com tanto contentamento!!!
Ou eu deixei de saber ler/interpretar o que as pessoas dizem… ou as pessoas não percebem as incongruências do que dizem!
E não me digam que sou má língua… que não entendo “a abertura”… que não compreendo as ajudas…
Ex:
- Elaborar os instrumentos de registo normalizado até ao final do ano lectivo
- Os docentes em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo nos termos do decreto-lei nº 35/2007, de 15 de Fevereiro, que não reunam condições para serem reconduzidos têm que ser avaliados no presente ano lectivo
“Quer-se dizer”… as escolas têm até ao fim do ano lectivo para produzir os instrumentos, no entanto, têm que avaliar os contratados!
Para avaliar os contratados, nesta situação, as escolas têm que ter os documentos elaborados e aprovados o máximo até ao fim deste período… e já é curto! Todas as escolas têm professores nestas condições.
Nota: estão nestas condições todos os contratados que não foram colocados na 1ª lista de colocações. E mesmo muitos destes poderão não ser reconduzidos. Só se saberá isso na altura do pedido dos horários.
E os contratados que estão colocados com contrato ao abrigo da Portaria n.º 1046/2004, de 16 de Agosto, não são avaliados, mesmo que tenham entre 120 dias a 6 meses de contrato?
E os QZP que poderão não ser reconduzidos (houve tantos este ano…), não são avaliados?
Há mesmo qualquer coisa que me escapa!
Simplifiquem… dizem eles!
Simples… diz o ME!
Então porque complicaram?!
As fichas são aquelas! As ponderações é que estão em negociação!!! … e pelos vistos já foram modificadas – agora vai de 1 a 5 para cada parâmetro!
Bonito!
Os coordenadores do Pré e do 1º ciclo vão deixar de dar aulas! Eu sei que não têm outro modo de poderem ser avaliadores! Mas…
E quanto ao resto, continuo com outros mas… mas fica para amanhã que hoje já é tarde!
Estarão nas mesmas escolas que nós?
Conhecerão as leis “com que nos cosemos”?
Saberão do que falam e sobre que decidem?
Definitivamente, há qualquer coisa que me escapa!… ou então sou eu que sou burra!
Socorro! Tirem-me deste filme!
Fevereiro 21, 2008 at 1:27 am
Já agora, uma contribuição da Idalina Jorge que deveria chegar a todos estes “negociadores”!
Algumas das razões porque os professores estão condenados a avaliar mal o desempenho docente e a ser mal avaliados enquanto docentes, e o Ministério da Educação e uma Comissão Científica para a avaliação de desempenho, sendo científica, hão-de saber
Os professores receberam da tutela grelhas que indicam as dimensões em que vão ser avaliados. Com base nessas grelhas, têm que redigir descritores que reflectem uma escala de medida e por isso têm de saber que escala utilizar, uma vez que, sem uma escala definida, não é possível definir descritores para cada patamar da escala. A escala tem de reflectir o grau de discriminação que se pretende na avaliação e esse grau de discriminação é operacionalizado através de descritores. Quanto mais discriminativa se pretender que a avaliação seja, maior será o número de descritores e vice-versa.
O facto de discutirem em grupo o significado de cada descritor permite-lhes clarificar o conteúdo dos descritores, tanto para avaliadores, como para avaliados, o que é um procedimento metodologicamente correcto.
Definidos os descritores, estes teriam de ser sujeitos a uma testagem interjuízes, isto é, por exemplo, na observação das aulas, várias pessoas haveriam de observar várias aulas e avaliá-las nas suas diversas dimensões. Discrepâncias significativas na avaliação interjuízes medidas pelo Kappa de Cohen indicariam deficiências nos descritores, que teriam de ser revistos e sujeitos a nova testagem. Chama-se a isto a fase do pré-teste.
Testadas que estivessem as várias dimensões, os resultados teriam que ser estudados na sua consistência interna, através de um modelo matemático que relaciona as propriedades de cada um dos descritores com a sua soma, operacionalizável com um procedimento estatístico designado de alpha de Cronbach. O item que se revelasse menos consistente teria de ser reformulado.
Estes são procedimentos essenciais na elaboração de qualquer instrumento de medida – designadamente, têm de ser aplicados aos exames nacionais – e seriam os procedimentos essenciais a uma avaliação de desempenho rigorosa, séria e criteriosa.
A questão está em saber se é isto que se quer fazer: melhorar, prestar contas, legitimar o esforço colectivo para educar os jovens cidadãos, criar, enfim, uma cultura de inovação, de melhoria, de capacidade interna de mudança ou se o que está em jogo é um mero exercício burocrático que justifique uma agenda política.
Estou assim com grande curiosidade em saber que especialistas em avaliação vão aceitar participar do conselho cienfífico para a avaliação de desempenho.
in: http://paideia-idalinajorge.blogspot.com/2008/02/algumas-das-razes-porque-os-professores.html
Fevereiro 21, 2008 at 2:14 am
Nada como estar sempre à frente!!
Quem for dessas bandas que confirme se isto é verdade, s.f.f.
http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?opsel=3&schema=3DC95E67317F0B43A7054E8975CA4107&contentid=468341879119592CE04400144F16FAAE&channelid=D0F0AC0200F0F04D97BB3763715B729A&forumchannel=0745B14B979BC24A968DE617BF8A8958&forumcontent=1E47D2B8D221056DE0440003BA2C8E70&forumtitulo=Concurso%20de%20docentes%202007/2008&linkpai=sim
Fevereiro 21, 2008 at 9:05 am
Isto é tudo uma ficção de má qualidade.
Fevereiro 21, 2008 at 9:25 am
Sinceramente a contestação à avaliação já começa a descambar para o disparate, para a palhaçada, começando a ficar ao nível do próprio Ministério.
Não sei bem o que se pretende, mas embora não seja docente, parece-me que se está a descambar para a anedota, correndo-se o risco de já não se levar nada a sério nem ninguém ser encarado como sério, tal a enxurrada de pretextos e artifícios apresentados.
Tal como na Justiça se abusa dos recursos para impedir a realização dos julgamentos e o cumprimento dos acórdãos, assim também o uso e abuso da retórica artificial descredibiliza TODO o processo de contestação.
Neste momento, tanto Ministério como docentes e seus representantes estão embrulhados em algo que se parece mais com un Circo em que cada interveniente usa lantejoulas e truques para enganar os papalvos do público, sem qualquer respeito pela inteligência de quem seja espectador imparcial e queira formar um juízo rigoroso e fundamentado.
Triste espectáculo.
Fevereiro 21, 2008 at 9:42 am
Creio ser importante estarmos informados do que se passa em muitas escolas do país sobre esta questão da avaliação. Ontem fiquei a saber de uma reunião com presidentes dos conselhos executivos do Algarve. Se alguém sabe algo, pode esclarecer-nos sobre essa reunião?
Fevereiro 21, 2008 at 11:08 am
A fragrância do balsâmico documento e os angélicos sorrisos não me convencem. Serei uma ingrata?
H5n1, que estamos no circo, já sabíamos, mas quanto ao resto, não lhe parece que generalizou un peu trop?
Fevereiro 21, 2008 at 2:29 pm
Sobre o comentário 5 da Maria Lisboa,
Não pude confirmar, mas foi-me dito por um familiar que nada percebe de educação que o seu filho(meu primo), professor da área das artes, teve uma aula observada na escola onde lecciona, trata-se de um professor a contrato.
Repito, não consegui confirmar junto do próprio.
Fevereiro 21, 2008 at 3:21 pm
Quando se andou tanto tempo com um modelo de avaliação que era iníquo e nem se pestanejou (excepto algumas excepções, alguns docentes que se sentiam desvalorizados perante tanta condescendência), não parece muito lógico haver tanta agitação, tanta demagogia em nome da SERIEDADE.
Porquê? Porque a avaliação anterior não era séria, mas tinha o beneplácito das organizações sindicais e do grosso dos docentes. Nessa altura nunca vi ninguém pôr em causa os pressupostos científicos e a objectividade da avaliação.
É nesta base que acho despropositada e duvidosa tanta indignação da parte de quem até aqui achava adequado o método de avaliação dos docentes. Não que não devesse existir, mas menos folclórica, mais ponderada e mais coerente.
Fevereiro 21, 2008 at 5:38 pm
Vim aqui ter surpreendida por tantas referências no referral do meu sitemeter e defrontei-me com o sábio conselho de h5n1. Como aqui não é a minha casa, e por respeito ao anfitrião, peço a h5n1 que me vá explicar lá ao meu canto em que é que a minha intervenção lhe pareceu folclórica imponderada ou incoerente. Com argumentos que me convençam, mas com menos adjectivos. É que a análise do discurso é uma das minhas especialidades e onde vejo muitos adjectivos prevejo falta de ideias.
Fevereiro 21, 2008 at 5:46 pm
AO DA,
Há escolas onde a observação das aulas avançou para toda a gente e outras onde só avançou (ou avançará) para os profes contratados com mais de 6 meses de serviço ou efectivo.
Ou então colegas a fazer profissionalização.
Cá em casa há duas situações que deverão ser distintas: alguém vai ser observado e outro alguém parece que não.
Mas ainda anda tudo em discussão.
Fevereiro 21, 2008 at 7:43 pm
Aos cientistas e outros caçadores de gambuzinos.
Falo de questões de coerência política e de seriedade de argumentações.
Respondem-me que não se dignam a descer ao meu nível de anão de Cronbach e que os meus adjectivos e atributos literários não agradam nem ao Kappa nem ao Cohen.
Não falei em nomes nem em personagens específicas, para além da multiplicação de argumentos espatafúrdios e pretensamente científicos, da parte de quem durante muitos anos não esboçou nenhuma contestação ao método de avaliação vigente. Se estou enganado corriga-me.
Será que o anterior modelo de auto-avaliação e piloto-automático respeitava os critérios científicos, a objectividade e o rigor agora reclamados?
Misturar argumentos políticos com coeficientes usados na estatística pode impressionar algumas mentes pequeninas, amestrados (leia-se: sem mestrado), mas não tem cabimento quando o que está em causa são medidas políticas para a Educação.
Enquanto as ideias e a argumentação for medida em coeficientes de alinhamento político-partidário, avaliada com o rigor da autoridade académica estabelecida acima dos cidadãos insignificantes que não sabem portar-se à altura dos intocáveis, então é porque Salazar fez um bom trabalho e os guardiães da Nomenklatura continuam, nas suas torres, inamovíveis.
Fevereiro 21, 2008 at 8:06 pm
A avaliação de operacionais altamente especializados (médicos, magistrados judiciais, professores tanto dos ensinos básico e secundário como dos ensino politecnico como universitários,…)é sempre realizada por pares tidos como idóneos do ponto de vista tecnico-científico. Com procedimentos específicos consoante as carreiras.
A avaliação dos professores do basico e secundário era também realizada por pares, professores escolhidos de entre os professores da escola ou do agrupamento de escolas, pelo Conselho Pedagógico (orgão colegial), pelo seu perfil tecnico-científico, idoneidade pessoal/profissional e experiência no Ensino.
Pode-se sempre melhorar. Mas os princípios estavam correctos. Um professor solicitava à Comissão a sua avaliação de desmpenho com 60 dias de antecedência. A Comissão acedia ao processo do professor e podia pedir esclarecimentos adicionais a todos os níveis (orgãos de gestão daquele ou de outras escolas, direcções regionais ou outros serviços com notação das chefias dos serviços, estruturas de orientação educativa e de supervisão das escolas, centros de formação de professores, etc). O professor em processo de avaliação realizava um relatório crítico. Era verificada a assiduidade. E mais.
Já agora urge perguntar: Porque não se institui o mesmo modelo de avaliação dos professores aos médicos, magistrados judiciais, professores universitários?
Rabo escondido com o gato de fora…!
Fevereiro 21, 2008 at 9:56 pm
E a todas as profissões em geral?
Claro que havia injustiças mas esse modelo poderia vir a ser melhorado.
Fevereiro 22, 2008 at 12:50 am
h5 tem razão: para quê andar à pesca de kappas, de alphas e de gambuzinos? O Rato é ali tão perto…