ME e Conselho das Escolas analisam concretização de medidas de política
A equipa governativa da Educação reuniu-se hoje com os membros do Conselho das Escolas para analisar condições de concretização de medidas de política, como o Estatuto do Aluno e a avaliação dos docentes.
A ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, e os secretários de Estado, Jorge Pedreira e Valter Lemos, apreciaram com os presidentes dos conselhos executivos que integram este órgão consultivo do Ministério da Educação também outros temas, como as propostas de transferências de competências para as autarquias locais e as mudanças na gestão das escolas.
Neste último ponto, os governantes ouviram os conselheiros sobre a proposta que irá a Conselho de Ministros na próxima 5.ª feira.
Da reunião saiu o acolhimento da maior parte das sugestões apresentadas, designadamente a possibilidade de o Conselho Geral ser presidido por um professor, o aumento do prazo de duração dos mandatos de três para quatro anos, requisitos mais flexíveis na designação dos adjuntos do director e mais autonomia na forma de constituição e designação das estruturas intermédias, para além dos departamentos curriculares.
Entre as sugestões acolhidas encontra-se ainda a da alteração na composição do conselho pedagógico, criando uma comissão especializada com pais e alunos, mas com as competências técnicas reservadas aos docentes, a mudança da regra do regime de exclusividade dos directores, no sentido de lhes permitir a participação em organizações não governamentais e actividades de voluntariado, e a possibilidade de o mandato dos órgãos de gestão actuais ser prorrogado para facilitar a transição para o novo regime.
Sobre a avaliação, ficou patente durante o encontro a determinação das escolas e dos professores em a concretizar.
Neste sentido, as condições para a concretização da avaliação serão melhoradas, com as escolas a poderem evoluir ao seu próprio ritmo, mas com respeito pelo prazo final.
Da leitura desta nota fico a perceber que o ME cedeu fundamentalmente aos interesses dos detentores dos órgãos de gestão que pensam ficar para Directores Executivos.
Repare-se que, enquanto se faz alarido em torno da presidência do Conselho Geral como grande conquista desta negociação, existem muitas outras alterações, aparentemente menores, mas que vão todas no mesmo sentido: reforço dos poderes do Director Executivo, que passa a poder perpetuar-se 12 anos no poder (fora os que já lá terá estado), a ter maior liberdade na escolha dos adjuntos e «estruturas intermédias» (vai ser o completo regabofe em muitos sítios e adivinho que vai «cair» a regra de certos cargos serem obrigatoriamente ocupados por titulares) e aquela deliciosa concessão que é a excepção à regra da exclusividade para quem quiser participar em organizações não-governamentais e actividades de voluntariado. Desculpem-me, mas isto é tão específico, que parece um fato feito à medida.
Afinal, digo agora eu, os candidatos a futuros Directores Executivos sempre terão percebido que o seu poder não era assim tão discricionário e extraíram umas cedências para si mesmos. Pena que não tivessem conseguido nada de relevante para os outros 95% dos docentes.
Quanto à avaliação nota-se que o Conselho de Escolas sempre é a favor (afinal aquele parecer não era assim tão firme quanto à metodologia), mas logo se trata do assunto melhor e volta a recorrer-se ao discurso da simplificação, como se não tivesse sido o Ministério a querer impor um sistema pesadíssimo e complexo.
Fevereiro 19, 2008 at 10:10 pm
Claro que estão a defender os seus interesses, não os das escolas. Mas isto já era claro anteriormente.
Criou-se, como já era esperado desde o início deste Conselho de Escolas, mais uma estrutura intermédia, que defende o seu cargo.E muitas das propostas, que desconhecemos em detalhe,que foram sendo apresentadas em reuniões entre ME e PCEs já iam nesse sentido.
Nem todos estão a defender o seu tacho. A maioria, diria, está.
Fevereiro 19, 2008 at 10:17 pm
Creio que fica subentendido que, da CONFAP, sobra a “sineta” que, há dias, esteve numa representação de debate na SIC.
Aquela sineta, logo desde o princípio do reinado da socretina corte, não poucas vezes, se fez e desfez em “tocatas” verdadeiramente inspiradas na partitura socretina,em particular, num intenso sublinhado valorativo dos seus andamentos políticos, tentando, já nessa altura, fazer passar a ideia de que as políticas do governo tinham nascido nas imensas reflexões feitas nesta confederação, exigindo, quase, em letra de lei, que tais autorias ficassem, como seria de bom tom, registadas.
Entretanto, alguém tirou a o cordel à sineta e esta deixou de tocar.
Ficou a saber-se que a sineta queria ser sino, de grande alcance, quem sabe, ser ornamento de qualquer secretaria de estado do ministério, no máximo, no mínimo, campainha de porta de uma direcção qualquer.
A sineta calou-se e, por mais que se tentasse, ninguém a vislumbrou a tocar onde quer que fosse.
Agora, passados uns tempos largos,quando a socretina corte pretende entrar em pré-pré-campanha eleitoral, que o objectivo último é estar lá, os meios justificam os fins, quando a contestação a tudo quanto daquele desgoverno saia aumenta, estamos quase no ponto de “explosão”, lá vem a sineta, uma vez mais, chamada à arreata – porque é de azémolas de que falamos!-, badalar mais umas reflexões profundíssimas, tentandocolocar-se, pelo favor, na barra das futuras nomeações.
Tenho o maior respeito pela CONFAP.
Como organização de associações de pais, terá as dificuldades que funcionamento que qualquer organização deste país que tenta intervir, no plano social, nas decisões importantes, do ponto de vista político, da vida deste país.
Mas não confundo a CONFAP com a sineta.
Que há uma clara tentativa – as conversas na SIC, os seus participantes, as conversas com o conselho de escolas – de tentar fazer passar a ideia que todos estão com as políticas do governo…e , para isso, chama, à liça, quem deve chamar.
A socretina corte também anda muito preocupada com a baixa do seu valor nas sondagens…
A socretina corte acredita que vive num país cor de rosa e quer perpetuar-se nessa convicção.
É um direito (?) que tem.
Contudo, mesmo com as lavagens feitas pela comunicação social, agora também chamada, com urgência, para fazer vender aquele produto, para manter o mor no TOP, a realidade já escapa, há muito, ao efeito anestesiador da televisão e o produto socretino já não convence.
Cada vez mais indigna. Incomoda. Nem com os adesivos que agora chama à sua pele.Já não tem, tal é a quantidade de silicone que já contém.
Ao seguir a linha de intervenção política da socretina corte nestes últimos anos, recordo-me, cada vez mais, das intervenções de Belmiro de Azevedo, ainda durante o reinado de Barroso, públicas, sobre os coisas do ensino e da educação.
Talvez se perceba, afinal, quem é que “manda” nestas coisas.
Fevereiro 19, 2008 at 11:38 pm
Os “adesivos presidentes” vão ser recompensados pelos seus “altos serviços prestados”.
Fevereiro 20, 2008 at 2:36 am
Felizmente vivemos em democracia e somos Portugueses. Assim todos podemos dizer os maiores disparates, sem conhecimento de causa e sempre com a convicção de que somos donos da verdade. Não é defeito, é feitio, por isso estamos como estamos.
Fevereiro 20, 2008 at 8:43 am
Refere-se a… especificamente…?
Fevereiro 20, 2008 at 10:00 pm
Para quem não sabe este sistema de avalição já está implementado á cerca de vinte anos na coreia do norte tendo dado excelentes resultados. Existe ceca de 99,9 % de aprovações -chumbam os que morrem á fome- e o pe´riodo escolar prolongA-SE at+é ás 24 horas.
Maria de lurdes Visitou secretamente este país em junho de 2006 tendo ficado maravilhado com os resultaos académicos deste país.
Depois de várias reuniões com o seu homólogo coreano -Chi Nin Reprovnin – chegou a um acordo de parceria.
Os resultados estão á vista de todos: o novo modelo de avaliação e a autonomia e gestão coreana do grande líder.