Aqui fica o endereço da petição a decorrer sobre a situação da Educação Especial, nomeadamente as limitações introduzidas pelo Decreto-Lei 3/2008.
Fevereiro 19, 2008
Resistências Colectivas – Educação Especial
Posted by Paulo Guinote under Educação Especial, Petição, Resistência?[7] Comments
Fevereiro 19, 2008 at 12:32 pm
Curiosamente ou não, esta petição ignora uma das alterações mais significativas, relativamente ao 319/91, nomeadamente no seu art,º 12, que previa os encaminhamentos de alunos com um grau acentuado de deficiência para as instituições de Educação Especial.
Ou seja, os direitos dos pais parece que não são afectados neste domínio.
Esta petição é orientada para a Escola Monopolista do Estado e discrimina os Estabelecimentos de Educação Especial, por isso considero-a parcial, anti-democrática e ignorante em matéria de experiências realizadas noutros países que seguiram esta mesma via, com resultados desastrosos, nomeadamento na Inglaterra (a própria Warnock o reconheceu).
Fevereiro 19, 2008 at 12:54 pm
Quem estiver interessado poderá consultar um relatório da Cambridge University “The costs of inclusion”, onde se avalia a inclusão dos alunos NEE na Inglaterra, segundo um modelo semelhante ao que agora se quer introduzir em Portugal.
http://www.teachers.org.uk/story.php?id=3740
Também Warnock contesta veementemente os resultados da “Escola para todos”
http://news.bbc.co.uk/1/hi/education/4071122.stm
Fevereiro 19, 2008 at 1:24 pm
Em 1997 era “Apoio Educativo”. Agora voltou-se à terminologia de “Educação Especial”. Com os equívocos que se conhecem. A confusão e bagunça é total.
Nem me quero pronunciar…
Contudo já assinei a petição. É importantíssimo e urgente que se reflicta. E esta petição pode ser um meio para uma discussão a sério.
Fevereiro 19, 2008 at 4:57 pm
Vídeo do seu interesse:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=326559&headline=98&visual=25&tema=28
Escolas para crianças com problemas!?
Alguém para elucidar?
Fevereiro 19, 2008 at 8:55 pm
As escolas de educação especial, são agora denominadas Centros de Recurso Para a Inclusão (CRI). No site da DGDIC, há uma pequeniiiina noticia, no site da confap apareceu em Novembro passado.
Penso ter elucidado um bocadito a Ana henriques e ter quase respondido ao H5n1.
Prometi ao Paulo um artigo sobre o decreto, está na altura de pagar com juros, pode ser na 5ª?
Fevereiro 19, 2008 at 8:58 pm
Quando quiseres…
Sabes que mi casa es su casa…
(sempre fui mau em castelhano)
Fevereiro 19, 2008 at 11:16 pm
Cara Mena
Eu estou perto do olho do furacão que varre a Educação Especial e reafirmo que existe um acordo tácito entre os diversos agentes a fim de concentrar os alunos nas escolas regulares (mainstream), ignorando os interesses das famílias que estão conscientes das dificuldades, as necessidades específicas dos alunos NEE e a experiência de outros países nesta matéria.
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)são uma farsa prevista para o papel ou, quanto muito, para entreter alguns “amigos” mais chegados com a promessa de que não vão despedir os técnicos especializados.
Sem uma ligação sustentável com o ME ou com os Agrupamentos, os CRI estão condenados a serem engolidos pelas autarquias (com a atribuição de mais competências) e pelo Orçamento do Estado, se chegarem a sair do estirador do ME onde repousam neste momento.
Entalados entre a ideologia da “Escola para todos” e a fúria cega do défice orçamental, os alunos NEE vão ser incluídos à força no projecto de engenharia do Admirável Homem Novo.