Tribunal aceita providência cautelar
O Tribunal Administrativo de Coimbra aceitou, ontem, a primeira providência cautelar que visa suspender o processo de avaliação dos professores. Decisão que – como aconteceu com a decisão da última semana no mesmo sentido – o sindicato dos docentes considera ter efeitos suspensivos e o Ministério da Educação não.
Segundo fonte da Fenprof, citada pela agência Lusa, os despachos ministeriais sobre a avaliação de professores ficam suspensos com a decisão de ontem do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra (TAFC). Porém, fonte do Ministério da Educação afirmou que, no entendimento da Tutela, a situação não tem qualquer efeito sobre o processo de avaliação, a decorrer.
É sempre profundamente lamentável quando são os próprios detetores de cargos públicos que consideram que o cumprimento das regras mais básicas do Estado de Direito não são para respeitar.
Quando os políticos não percebem a lógica da existência dos três poderes constiticionais (em Portugal, com altos e baixos, há quase 200 anos), da sua separação e independência e que os actos dos detentores de cargos públicos devem ser escrutinados pelos cidadãos e pelos tribunais, é porque estão a mais no sistema democrático.
Quem considera que as decisões judiciais não são para cumprir, que atropelam decretos-lei com despachos, que promovem a aplicação de leis ainda não aprovadas e acham que as regras de concursos e avaliações podem ser alteradas ao longo do processo da sua implementação, provavelmente viveria com maior «conforto» num qualquer tipo de ditadura ou de estado anárquico primordial.
Fevereiro 12, 2008 at 2:11 pm
Estado de Direito!? Não. Todos os dias temos provas de que já não existe.
Fevereiro 12, 2008 at 3:00 pm
Não é má fé da senhora, é apenas mais uma manifestação da sua grandiosa ignorância. Pois se até desconhece que as leis nos Açores são as mesmas que em Portugal, que seria de esperar sobre consequências legais das providências cautelares? Estas questões legais estão mesmo para além do discrenimento de tão minúscula inteligência. Agrada-lhe mais o espaço de liberdade governamental à Salazar, só que lhe falta a rêde de dissuasão dos contestatários e contenção das tensões socias. Chegou demasiado tarde para encontrar um Portugal governável segundo o seu perfil.
Fevereiro 12, 2008 at 5:23 pm
«Estado de Direito» é uma noção totalmente alheia ao universo mental de tecnocratas pós-modernos como José Sócrates de Maria de Lurdes Rodrigues. É uma relíquia bafienta dos tempos primitivos em que nas escolas se ensinava e aprendia. Agora o que conta é a eficácia e a aparência. Se uma lei serve, usa-se; se não, deita-se fora.
Fevereiro 13, 2008 at 8:43 am
OVM (vodka morango) volta a dizer (verborreia…) da sua (in)justiça…
http://causa-nossa.blogspot.com/2008/02/no-bem-assim.html