As fichas foram testadas, suponho, tal como as fichas anteriores que permitiram o concurso para professor titular”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues. (Público)
Fevereiro 12, 2008
A Senhora Ministra Supõe?
Posted by Paulo Guinote under Dúvidas, Espantos, Protagonistas[79] Comments
Fevereiro 12, 2008 at 2:07 pm
“Concurso de Titulares!?” A mulher continua louca. Então “aquilo” não é uma lei “rectroativa”, quer dizer, a dona volta lá para o sítio dela (ISCTE). Chega lá (ao sítio) e vai haver um concurso de transição para reposicionamento na carreira e não é que o que as regras que lhe permitiram ter acesso à situação de carreira actual mudaram, com efeitos rectroativos a sete anos!!! Pronto fica não provida. Vai ser avaliada pelo “monitor”.
Alguém ìnspiradamente consegue escrever um texto, com base na situação da dita, para pormos a circular e desmontar “a coisa”!?
Fevereiro 12, 2008 at 2:16 pm
Esta “avaliação dos professores” e esta “gestão das escolas” é o príncipio do fim desta macacada de dois anos e tal…Por isso ela reafirma, reafirma, reafirma. Por que sabe que já era.
Fevereiro 12, 2008 at 2:18 pm
Paulo!
Toma lá esta do teu amigo AA:
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/5329d1676d8a343427d8a4.html
Fevereiro 12, 2008 at 4:16 pm
O professor que debitasse uma tal frase, referindo-se a assuntos da sua competência profissional, arriscar-se-ia a um carimbo de “Insatisfaz”. E nem sequer seria pelos parâmetros desta kafkiana avaliação.
Quanto ao outro, o AA… com que legitimidade é que ele fala em nome dos pais? Eu também sou pai e encarregado de educação e sinto o estômago às voltas de cada vez que ouço ou leio algo vindo daquele sujeito.
Fevereiro 12, 2008 at 5:16 pm
Isto é mau de mais para ser real. É preciso parar estes energúmenos no poder e os seus acólitos e já.
Fevereiro 12, 2008 at 5:47 pm
Mais um “adesivo” que não se deixa manipular por quem muito fala e pouco trabalha!
Os verdadeiros Professores reflectiram sobre estas esclarecedoras palavras…
«Uma mudança de paradigma»
«Somos herdeiros de um património de mais de um século em que a característica principal do sistema de ensino nacional era o da uniformização, com professores, instrumentos de ensino e escolas todas iguais e um ministério omnipresente e omnipotente que tudo determina, porque se pensava que esta era a melhor forma de assegurar a igualdade», frisou Maria de Lurdes Rodrigues.
A ministra considera que já se registou uma evolução relativamente a essa realidade, mas sublinhou que ainda não se efectuou a mudança de paradigma.
«Devemos mudar para um sistema de ensino do futuro, no qual o princípio organizador será o da diversidade, o que exigirá da estrutura do ministério uma maior capacidade de negociação com as autarquias e outros agentes da educação», disse.
«O futuro será cada vez menos ministério, a quem caberá sobretudo negociar directamente no terreno com os restantes agentes educativos, encontrando com eles os necessário pontos de equilíbrio», acrescentou.
Ou seja, a função do Ministério da Educação será sobretudo a de controlar, avaliar e acompanhar as escolas, cuja responsabilidade caberá cada vez mais ás autarquias e a outros agentes de educação, assegurando que elas cumprem a sua função com crescente qualidade, defendeu Maria de Lurdes Rodrigues.
(discurso inauguração das novas instalações da DREN, no Porto, em 2007/12/14)
Fevereiro 12, 2008 at 6:08 pm
Uma entrevista imaginária(?) ao nosso primeiro no Corta-fitas (não tem link mas procurem “Cadernos de Filosofia Política de Adolfo Ernesto (XVII)”.
Fevereiro 12, 2008 at 6:22 pm
Para si Paulo que tem muita dificuldade em lidar com a realidade por isso tem preferência por efabulações, uma pequena chamada ao planeta terra.
Será que alguém o obrigou a vir para esta Profissão?
Ou será que é só, porque a partir de agora tem de prestar contas do seu trabalho e competência depois de 20 anos que leva de Escolas?
Reconheço que 20 anos é muito tempo, pois muita gente deveria ter ficado prejudicada!
Pelo receio que tem demonstrado relativamente às avaliações leva-me a concluir que deve ter muitos “rabos de palha”…
Fevereiro 12, 2008 at 6:30 pm
Aia…hoje estou mesmo sem paciência…ó vai-te catar , adesivo? acho incrível como alguém, ainda para mais professor consegue ter um raciocínio destes…
haja paciência que a minha está mesmo, mesmo a ir-se….
Fevereiro 12, 2008 at 6:38 pm
Provessor? o vai-te catar? só se for daqueles bufos que nunca deu aulas, é uma nulidade pedagógica e só se expressa em eduquês.
Fevereiro 12, 2008 at 6:42 pm
Essa gente ainda não percebeu que estão cada vez mais orgulhosamente sós?
Fevereiro 12, 2008 at 6:43 pm
Não há dúvida que o Umbigo incomoda. Pena que o máximo que os incomodados consigam à laia de argumentação seja o insulto. Enfim, cada um dá o melhor que pode e sabe.
Fevereiro 12, 2008 at 6:46 pm
Não respondi porque não percebi – a sério – o que está escrito.
Detectei vagamente a tentativa de provocar qualquer coisa, mas lá está, nem para isso a criatura tem jeito.
(criatura=algo que foi criado)
Fevereiro 12, 2008 at 7:05 pm
A “vai-te catar” perdeu uma oportunidade de luxo para estar “calada”. Porquê que não vai ler a revista LUX? Os assuntos abordados devem ter mais a ver com a sua capacidade intelectual!…
Fevereiro 12, 2008 at 7:23 pm
Parabéns, Paulo!
O seu blog está cada vez melhor! Os insultos que recebe são apenas sinais de que a sua qualidade incomoda muita gente! Os badamecos (do latim: vademecum = sujeito sem importância; rapazola atrevido, in Dicionário Porto Editora) berram, mas a caravana passa…
Já agora, eu também sou daqueles professorzecos que andam há 33 anos a incomodar as criancinhas, várias das quais já são meus colegas, para grande orgulho meu!
Um abraço
Fevereiro 12, 2008 at 9:14 pm
“suponho”?!?
Boa dica para medir resultados na avaliação dos docentes.”Então, cumpriu todos os objectivos individuais?”
“Suponho que sim.”
Fevereiro 12, 2008 at 9:15 pm
Cá para mim o seu IP deve estar cheio de criaturas=algo que foi criado por si… só para mostrar que tem muitos apoiantes…
Mas se aqui alguém está isolado é este grupinho insignificante, porque a maioria dos Professores está com as politicas do Ministério!
Se não tivessem há muito que história seria outra… mais real e sem necessidade das suas efabulações!
Percebo que o seu/vosso isolamento seja doloroso, mas o que tem de ser tem muita força!
Fevereiro 12, 2008 at 9:18 pm
Sendo que o “eu suponho que sim” corresponde a uma escala descritiva que conduz ao Excelente no item -Tem uma boa Relação com a Comunidade?
Fevereiro 12, 2008 at 9:20 pm
Não seja por isso…Paulo quando quiser eu empresto-lhe o meu ip:)
Fevereiro 12, 2008 at 9:20 pm
Ao 17,
Supônhamus que sim, confortavelmente, e sem stresses.
Fevereiro 12, 2008 at 9:29 pm
Ao 17,
O isolamento profiláctico é muito mais doloroso.
Fevereiro 12, 2008 at 9:36 pm
Ó vai-te catar, aqui não há grupos nem grupinhos, nem isolamento, nem dores, nem nada.
Aqui há cabeças que são usadas para pensar. Há cidadãos que raciocinam e reagem quando vêem coisas mal feitas.
Se houvesse uma avaliação pensada com algum profissionalismo (à imagem da dos Açores?), se houvesse estatutos (de alunos e professores) ponderados, sérios, rigorosos, se houvesse coragem para dizer “queremos reduzir o défice à custa dos ordenados e das condições de trabalhos dos professores, estávamos todos aqui a discutir os benefícios que isso traria à educação deste país.
Fevereiro 12, 2008 at 9:56 pm
«…Aqui há cabeças que são usadas para pensar. Há cidadãos que raciocinam e reagem quando vêem coisas mal feitas….»
Vêem, não! Diga antes: acham!
Porque para a maioria dos Professores, nós achamos que pela primeira vez se está a fazer alguma coisa de positivo, neste caduco Sistema Educativo em que os interesses que nada tinham a ver com a Educação sempre se sobrepuseram aos da profissão, prejudicando todos aqueles que realmente se preocupavam com o Sistema Educativo e o seu público alvo.
Fevereiro 12, 2008 at 9:59 pm
isto será anedota do dia?!
Fevereiro 12, 2008 at 10:00 pm
Já está tudo legal?
Não está, mas falta pouco para a rvoluçao das flores, que rima com professores
Fevereiro 12, 2008 at 10:00 pm
“vai-te catar” = “vai-te coçar” ???
Se é “chato” vá para o sítio onde os “chatos” e aquecem!
Fevereiro 12, 2008 at 10:04 pm
Ó vai te catar, realmente mais vale estar calado(a), mas se realmente for professor, talvez seja Director de Turma, se não for alguém deveria lhe oferecer o cargo para poder cumprir perfeitamente bem com a sua função, de “adesivo”.
Aos colegas que escrevem aqui, uma perguntinha: – será que se não fizermos as anormalidades que nos são pedidas, somos todos despedidos??? Terão assim tantos adesivos para nos substituir?
Fevereiro 12, 2008 at 10:10 pm
Quem são os “nós” do 23?
E os “nós” também “acham”?
Então os “nós” também não “vêem”? “Acham?”
Fevereiro 12, 2008 at 10:24 pm
Finalmente os professores estão a acordar. Vi ha pouco que só no Porto se juntaram mais de 1200 e vão prá rua manifestarem-se. O circo vai pegar fogo. Ou o trilho maravilha ou os professores. Não ha outra saída. O trilho maravilha esticou demasiado o corda num momento em que a maioria do povo português já está a saber o que é esta gentalha (no pêlo, veja-se a saúde e a ASAE). Valha-lhes “os comentadores de serviço”, os lobbys financeiros da comunicação social (mas tb já perceberam que vai sobrar tb para eles…sobretudo na escrita), os desempregados da política, os grupos de pais ciosos de poder e os invejosos de serviço.
Que erro!
Fevereiro 12, 2008 at 10:37 pm
Os adesivos andam baralhados com as providências cautelares e depois reagem assim.
Fevereiro 12, 2008 at 10:38 pm
vai-te catar
Você escreve mal o que quererá dizer que pensa também mal.
Confunde tivessem/estivessem (17) – uma confusão primária; Fala pela maioria dos professores (um sujeito singular) mas abala depois para o “nós” (será plural majestático?)desorganizando os acordos (23). Limite-se a citar a ministra mas abra um blog seu e prante lá as citações.
Fevereiro 12, 2008 at 10:43 pm
Há quem tenha o ego do tamanho do mundo. Só conseguem falar em nome da maioria dos pais ou da maioria dos professores; nada menos que isso lhes basta. Talvez porque não se sintam confortáveis por reivindicar uma simples opinião como pessoal, o que obrigaria – como mínimo dos mínimos – a tê-la. Começo a entender a teoria do adesivismo.
Só não percebo que razão leva um representante tão legitimado para falar em nome colectivo a esconder a sua identidade.
Fevereiro 12, 2008 at 10:48 pm
oh! setora já vi que é mesmo estupida!
aprenda a ler e depois corrija!
Pobres alunos!
Fevereiro 12, 2008 at 10:50 pm
Vai-te catar não é professor, nem sequer adesivo. É uma girl, mai nada!
tá-se bêmmm! Yo! Deixem-na arrefecer e fazer a festa sozinha.
Fevereiro 12, 2008 at 11:05 pm
Ana Henriques,
“Finalmente os professores estão a acordar. Vi ha pouco que só no Porto se juntaram mais de 1200 e vão prá rua manifestarem-se.”
Pois reuniram-se e houve escolas do 1.º ciclo que encerraram o dia todo por causa disso.
Resultado: Pais passados, coordenadora da escola em despero!
Fevereiro 12, 2008 at 11:07 pm
Esta vai de borla para o/a vai-te catar e complementa o que stora(31) já disse: professores, ainda mais no plural, só pode ser um substantivo comum. Como tal, dispensa a inicial maiúscula. E eu dispenso-me de conhecer as razões porque usou a maiúscula nesta circunstância.
Fevereiro 12, 2008 at 11:12 pm
outra estúpida que também não sabe ler, com um nick idiota “Fada dos Dentes” , mesmo adequado a estes tipos(as) que se dizem professores, pois realmente os problemas deles são do foro estomatológico
mas esta como é fada fez uma magia e definiu o sexo.
vai-te catar fada para entreteres
Fevereiro 12, 2008 at 11:13 pm
O que é preciso é tranquilidade.
A piolhagem desacredita-se a si mesma.
Deixá-los.
Diz-se que será deles o reino dos Céus (mesmo sem o 319).
Fevereiro 12, 2008 at 11:14 pm
Não creio que seja prof…tão brejeiro?
É alguém pago para cá vir…
Fevereiro 12, 2008 at 11:14 pm
VAI-TE CATAR,
UMA VEZ QUE NÃO ENTENDEU OS SEUS ERROS, QUE A SETORA TÃO BEM APONTOU, E PARA QUE SE POSSA CORRIGIR (ACHO QUE TODOS PROCURAMOS O NOSSO APERFEIÇOAMENTO)VOLTO A APRESENTAR-LHOS.
COMENTÁRIO 17
Cá para mim o seu IP deve estar cheio de criaturas=algo que foi criado por si… só para mostrar que tem muitos apoiantes…
Mas se aqui alguém está isolado é este grupinho insignificante, porque a maioria dos Professores está com as politicas (POLÍTICAS É ACENTUADO) do Ministério!
Se não tivessem (ESTIVESSEM – DE ESTAR ISOLADOS) há muito que (A) história seria outra… mais real e sem necessidade das suas efabulações!
Percebo que o seu/vosso isolamento seja doloroso, mas o que tem de ser tem muita força!
23
Porque (,) para a maioria dos Professores (ESTA EXPRESSÃO NÃO TEM SEQUÊNCIA, UMA VEZ QUE O VERBO QUE SE SEGUE -«ACHAMOS» – TEM COMO SUJEITO «NÓS»), nós achamos que pela primeira vez se está a fazer alguma coisa de positivo, neste caduco Sistema Educativo em que os interesses que nada tinham a ver com a Educação sempre se sobrepuseram aos da profissão, prejudicando todos aqueles que realmente se preocupavam com o Sistema Educativo e o seu público alvo.
33
oh! setora (AQUI TERÁ DE COLOCAR UMA VÍRGULA, POIS TRATA-SE DE UM VOCATIVO – QUANDO SE «CHAMA» ALGUÉM – O QUE OBRIGA À COLOCAÇÃO DE UMA VÍRGULA) já vi que é mesmo estupida (ESTÚPIDA É ACENTUADO)!
aprenda a ler e depois corrija!
Pobres alunos!
PERCEBEU AGORA OS SEUS ERROS?
CORRIJA-OS E NÃO INSULTE NINGUÉM QUE É FEIO!
Fevereiro 12, 2008 at 11:18 pm
«…professores, ainda mais no plural, só pode ser um substantivo comum. Como tal, dispensa a inicial maiúscula. E eu dispenso-me de conhecer as razões porque usou a maiúscula nesta circunstância»
outro que descobriu que há petróleo no beato…
Fevereiro 12, 2008 at 11:20 pm
Não percam tempo com estas manobras da piolhagem.
Fevereiro 12, 2008 at 11:22 pm
só cá faltava o clone do Paulinho para corrigir comentários
é só para rir… até dá gozo…
Fevereiro 12, 2008 at 11:26 pm
Viram, eu não disse que não era professor? Mesmo um adesivo consegue ter outra categoria! De resto eu, sendo uma criatura sobrenatural, detecto-os à distância. lol
Viva a boa disposição que nos vai mantendo acima do nível da porcaria lamacenta do ministério.
Fevereiro 12, 2008 at 11:29 pm
Fico muito lisonjeada de alguém me confundir com o Paulo. Obrigada, vai-te catar. Mas o meu nome é Eliana Neves e sou professora em Alcains. E o seu?
Fevereiro 12, 2008 at 11:38 pm
«Não creio que seja prof…tão brejeiro?»
será os ilustres colegas estão vacinados contra a estupidez?
pelo que demonstram não me parece…
a barba stolidi discunt tondere novelli
se não perceberam eu traduzo.
Fevereiro 12, 2008 at 11:44 pm
por hoje é tudo!
falem menos e trabalhem mais!
ab amicis libenter moneamur
Fevereiro 12, 2008 at 11:45 pm
Vai-te deitar que já são horas…
Fevereiro 12, 2008 at 11:49 pm
pobres criaturas… lol
Fevereiro 12, 2008 at 11:50 pm
Já pensou mudar de vida?
Defender mais tempo para as “famílias” estarem com os seus filhos?
Afinal porque quer que as crianças passem tanto tempo com aqueles que diz desprezar?
Fevereiro 12, 2008 at 11:59 pm
Ó Paulo! A tua fama vai longe!
Não sabia que a “srª” ME, uma “srª” tão ocupada na busca da melhor maneira de reduzir o seu ministério a um antro onde uma qualquer gentinha possa ser inquilina sem ter que se preocupar com professores (essa cambada…), com alunos (esses putos irritantes, com escolas (esse sorvedouro de paciência e verbas para manutenção), uma “srª” que (des)governa há 3 anos aeducação em Portugal com tanto que isso lhe ocupa o tempo na procura da melhor maneira de amarfanhar os professores, na tentativa de conseguir inventar mais mentiras que o seu “patrão”, na sanha de destruir tudo o que tenha a ver com a transmissão de conhecimentos para tirar às futuras gerações toda a capacidade de discernimento, não vá, num futuro próximo, alguém descobrir que ela e o cartel que se intitula governo de portugal não passaram de um simples bando de malfeitores, ainda tem tempo para sair do “seu conforto” e vir aqui insultar, pessoalmente, quem tem a dignidade de defender uma profissão que desempenha dando o seu melhor, apesar de todos ministérios e ministros que a tentaram enterrar de todas as formas.
Fevereiro 13, 2008 at 12:07 am
Sou pai, não sou professor, mas habituei-me a ler este blogue, ao qual acho piada pelas reflexões que vai fazendo.
Muito brevemente, porque tenho sono:
- Sou a favor da avaliação de desempenho dos professores. Como pai, preocupa-me que alguns dos meus piores professores continuem a dar aulas na escola onde andei e para onde os meus filhos vão.
- Acho que a avaliação deve ser séria e que os professores sérios são aqueles que não se vão limitar a inflaccionar notas para garantirem que a sua avaliação é melhor, da mesma forma que eu, onde trabalho, não me limito a produzir mais em piores condições para ter uma avaliação mais alta (sim, também em outros contextos, há pressões para se produzir mais independentemente da qualidade).
- Confio que as escolas saberão encontrar soluções inteligentes para que haja uma avaliação justa.
- Entre os meus ex-professores e os actuais professores dos meus filhos, consigo listar as pessoas que mais me influenciaram negativa e positivamente. Por estes últimos, sinto uma admiração extrema. Aos outros, espero que a avaliação de desempenho coloque no lugar certo.
- Acho desagradável que os que concordam com algumas das medidas do governo sejam ridicularizados e chamados de “adesivos”. Acredito que haja quem reconhece mérito na avaliação e que esteja a trabalhar para que esta tenha sentido.
É muito frequente não gostar do que leio neste blogue. Digo-o com sinceridade. De um início interessante, passou para um sindicalismo (de tipo diferente) que o desvirtuou e com alguns tiros nos pés que o dignificam pouco e, por vezes, para uma busca de achar que tudo é mau ou, pior ainda, para uma funalização de algumas coisas, tentando atacar indivíduos que, por serem figuras públicas, não vêm aqui defender-se. Apesar destes problemas, é um blogue muito interessante, que me faz pensar como cidadão e como pai de três alunos.
O que me faz hoje, pela primeira vez, deixar aqui um comentário é a necessidade que sinto de manifestar o meu mais completo repúdio pela actuação de alguns comentadores que aqui aparecem.
São mal educados, rudes, ofensivos e insultuosos. Se forem, de facto, afectos à Confap, a coisa torna-se muito, mas muito grave.
Ao autor do blogue e a todos os professores, transmito a minha solidariedade e afirmo que, como pai, não me revejo na atitude grosseira dos que fazem do seu estatuto de encarregados de educação um trampolim político ou profissional.
Há professores que respeito e professores que não respeito.
Há encarregados de educação que respeito e encarregados de educação que não respeito.
Não há nenhum cretino mal educado que mereça o meu respeito.
Fevereiro 13, 2008 at 12:10 am
Não sabem quem é o vai-te catar? È provalvelmente aquele ser que se o governo institucionaliza-se a pedofilia ia a correr dar o filho á casa pia pois era a lei.
Fevereiro 13, 2008 at 12:12 am
Quosque tandem abutere, vai-te catar, patientiae nostra???
Abyssus abyssum invocat!
Fevereiro 13, 2008 at 12:22 am
João,
de acordo consigo sobre a avaliação de desempenho, mas tenho sérias dúvidas que funcione.
Pai, como quase todos os aqui comentam,
e
Professor de Geografia
Fevereiro 13, 2008 at 12:27 am
Também, se este António (53) é professor, vou ali e já venho.
Mas acho que hoje se perdeu muito tempo com porcaria.
Hoje, enviaram-me um endereço que recomendo. http://www.livroamarelo.net/
Consultem, explorem, reenviem e reclamem. Encham o ME de reclamações. A minha já lá está. Pesquisem “Ministério da Educação”. Não sei o que vai dar. Mas será melhor do que andar a perder tempo com provocadores.
Fevereiro 13, 2008 at 1:19 am
João,
não se contesta, aqui nem em qualquer outro lado, a avaliação de desempenho.
O que se contesta é:
- a forma atabalhoada como está a ser implementada;
- a imposição que está a ser feita para que arranque sem que o suporte legislativo estivesse disponível;
- a arbitrariedade dos tempos e prazos para a sua implementação – nós funcionamos por anos escolares e não por anos civis – esta altura do ano é a mais frágil pois é o tempo de consolidação de matérias, a de “tentativa de salvação” de casos periclitantes, o início da preparação mais “em força” para os exames;
- a imensidão de parâmetros e itens de avaliação;
- o condicionamento da avaliação a factores extrínsecos à vontade/acção do professor;
- o carácter punitivo da avaliação e não o seu carácter formativo;
- a avaliação por pares que concorrem para as mesmas quotas de progressão dos avaliados que avaliam directamente.
Avaliados querem ser todos aqueles que desempenham a sua profissão por gosto, com entrega e com profissionalismo. Não queremos é uma avaliação que apenas visa transformar o ensino num produto. Nós não trabalhamos com produtos que saem de uma máquina, não trabalhamos com adultos de quem se espera que produzam de acordo com o pedido. Nós trabalhamos com crianças e jovens adolescentes com todas as implicâncias que daí advêm. E quem é pai/mãe sabe bem como é difícil gerir a educação, a aprendizagem, o trabalho de cada um dos seus filhos (porque quem tem mais do que um sabe como são diferentes nas suas reacções, nas suas posturas, no seu trabalho). Pensar estes filhos multiplicados por 20 e tal, com origens sociais diversas, com hábitos diversos, com educações parentais muitas vezes opostas e muitas vezes em escolas a que eu chamo de gheto e considerar que se pode tratar da educação e do ensino desta “massa humana” como um produto de fábrica só cabe na cabeça de uma ministra que desconhece a realidade em que vivemos.
Dou-lhe um exemplo: tenho duas alunas matriculadas numa turma, ainda dentro da escolaridade obrigatória. Nenhuma destas alunas pôs os pés na escola este ano. Uma é ciganita e casou este ano (14 anos). Continua matriculada porque só assim a família receberá o rendimento mínimo. A outra (14 anos) teve um bébé no ano passado. Também continua matriculada não só pela mesma razão mas também porque não quer problemas com a polícia.
Claro que a EE desta última já foi chamada à escola e como não quer problemas disse que a filha iria para a escola e o bébé para a infantil. Claro que a filha não apareceu!
A DT envidou todos os esforços para o seu regresso junto das famílias
Que pode a escola fazer? Pôr a PSP no encalço destas jovens? Será esse o caminho?
Evidentemente que não!
O que é certo é que os professores desta turma irão ser penalizados no item “abandono escolar” pela sua não frequência das aulas.
São coisas deste tipo que os professores contestam na avaliação que está em cima da mesa.
Fevereiro 13, 2008 at 1:24 am
João, permita-me responder-lhe. Com pessoas conscientes vale sempre a pena.
Peço-lhe que veja esta ficha de avaliação de um professor pelo Presidente do Executivo de uma escola http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=1603&fileName=avaliacaodesempenho_anexo_xiii.pdf que, em regra, terá de avaliar TODOS os professores.
Eu também concordo com a diferenciação e a avaliação. É bom que quem é «mau» tenha a noção que tem de melhorar e, se o não conseguir, ser reorientado para outros serviços. Mas o que deve ser avaliado? O que interessa não são as aulas? O trabalho com os alunos? O respeito que por eles se tem? Saber bem o que se ensina e ter tempo para os corrigir e orientar? A partilha com os colegas? Então dê uma olhada nesta grelha e diga-me se é isto que se avalia… Se é assim que se vai premiar os «bons» professores e castigar os maus…
É que nada é objectivo. Nada é quantificável e passível de ser medido com honestidade. Porque se está a falar de uma grelha estapafúrdia, que só quantifica objectivamente as faltas e a formação obrigatória. Tudo o resto são critérios com os quais eu nunca conseguiria avaliar ninguém. Ou seja, vai ser uma avaliação a «olhómetro», pouco séria, e que em vez de se preocupar em melhorar a qualidade de ENSINO vai pôr os professores a desenvolver as mais diversas «actividades» que «dão nas vistas», mas que aos alunos pouco proveito trarão. Não é preciso organizar «eventos» nem festas nem o que quer que seja, DESDE QUE efectivamente se faça aquilo que temos de fazer – ensinar, orientar bem e partilhar. Aqui temos a este respeito UM parâmetro em DOZE que «mede» se as notas foram melhores que as do ano anterior ou melhores que as de outra disciplina. Isto é sério? Isto é mensurável? O percurso de um aluno é linear? Igual em todas as disciplinas? ……….
Quando aqui acontece a «fulanização» é porque, para quem está dentro do sistema e o conhece, estas medidas do Governo são francamente disparatadas. E há determinadas posições tomadas por um claro desconhecimento da realidade das escolas que se transformam para nós em verdadeiros insultos, exactamente porque as sabemos disparatadas. Irrita sabermos que alguém com «voz», mas que não «sabe», fala de cor cheio de grandes certezas e sem ter o cuidado de se informar.
Para a avaliação ter sentido é necessário que avalie o que tem de avaliar…. e não pode depender de critérios subjectivos.
Fevereiro 13, 2008 at 1:26 am
João, o problema é que este modelo de avaliação de professores premeia aquilo de que não gosta também. É o que está em causa neste momento:a burocracia, o facilismo, a cunha, o compadrio, a fantochada. Os encarregados de educação que se interessam pelo futuro dos seus filhos deveriam estar ao lado dos professores.
Fevereiro 13, 2008 at 1:30 am
Maria Lisboa,
com o novo estatuto do aluno, o abandono escolar deixa de existir, passa a integrar o insucesso.
Fevereiro 13, 2008 at 1:32 am
Gostei de ler o que escreveu o João.
Embora discorde de algumas ideias.
Fevereiro 13, 2008 at 1:34 am
Para o João (52)
O problema é que esta avaliação tem como objectivo reduzir custos e travar os professores na carreira.
O modo precipitado como tudo vai sendo lançado revela isso mesmo. Talvez até venha a permitir rápida progressão a alguns (poucos) desses que diz que o marcaram negativamente.
Não estão na ordem do dia as preocupações com as aprendizagens dos alunos, os bons métodos, as boas estratégias…
Não é com avaliações deste tipo que se alteram de forma positiva os procedimentos nas escolas. E nós que por lá andamos sabemos que muitas vezes são errados mas com formatos destes não vamos lá.
Fevereiro 13, 2008 at 2:30 am
DA,
esqueci-me desse pormenor!
Todos os alunos são obrigados a frequentar a escola até ao final do ano… independentemente de lá irem ou não!
Fevereiro 13, 2008 at 9:14 am
Grande João!
Gostei do tom moralista!
As respostas que são dadas a esta gente, estão a nível deles!
Aprenda a ler com atenção os comentários desta gente e depois veja se eles não merecem que se baixe nível.
Espero que o João não seja um adesivo desta gente, olhe que também os há, em especial aqueles que tentaram tomar a Confap de assalto para serem eles com apoio dos Sindicatos dos Professores a mamar do subsidio.
Fevereiro 13, 2008 at 10:13 am
Nunca reparei que as figuras públicas estivessem impedidas de se defender aqui. O amigo João(52) refere-se exactamente a que tipo de impedimentos? Certamente são externos a este blog.
Os efeitos de um acto administrativo de um ministro nem sempre são fáceis de avaliar à distância. Maria Lisboa(57), Eliana Neves(58), Ana Henriques (59) e setora(52) trouxeram à tona aspectos menos conhecidos do público em geral. Mereciam uma resposta.
O facto, que todos reconhecem, de haver professores incompetentes não deveria estar na base de uma orientação política. Há que olhar para o lado contrário. Tem sido usado e abusado para impôr entre os professores a lei do arbítrio, da ameaça declarada caso não sejam seguidos critérios que nada devem ao aproveitamento real dos alunos. Todos temos razões de sobra para nos preocuparmos com a actuação desta equipa. Como é possível evitar em absoluto a fulanização, se os rostos dos responsáveis estão à vista de todos e todos os dias as justificações para esta obra de destruição da escola aparecem nos meios de difusão? Não se trata de desejar qualquer mal às pessoas concretas, apenas procurar com a inteligência contrariar o que os fulanos tentam impôr com a força bruta.
Fevereiro 13, 2008 at 10:17 am
Ao comentário 64:
Não. Ninguém merece que se baixe o nível. Sobretudo os professores que trabalham diariamente com os nossos filhos e em condições tão adversas, por vezes.
Se me tornei um “habitué” deste blogue foi por, apesar de discordar com muito do que aqui é escrito e do tom com que é escrito, reconhecer a sua qualidade e o mérito dos que aqui participam.
Se ontem optei por participar nesta discussão foi por estar farto de comentários de baixo nível.
Informo-o ainda que, na minha experiência de encarregado de educação, tive apenas um contacto com uma associação de pais, que pretendeu tomar de assalto a escola, com o alto patrocínio das federações regionais e nacionais. Manifestei a minha opinião e deixei de participar em reuniões da associação. Por isso, como deve calcular, são-me absolutamente indiferentes as guerras de poder entre confap, sindicatos e afins.
Procuro apenas que a escola dos meus filhos tenha qualidade e professores de qualidade.
Reitero o que disse no comentário anterior:
Há professores que respeito e professores que não respeito.
Há encarregados de educação que respeito e encarregados de educação que não respeito.
Respeito os autores dos blogues que não insultam.
Respeito os comentadores de blogues que não insultam.
Baixar o nível? Nunca! Isso é próprio de quem não tem argumentos.
Fevereiro 13, 2008 at 11:20 am
Ao joão do comentário 52
Compreendo a sua preocupação. Aqui ninguém é contra a avaliação dos professores. O facto é que esta avaliação que está a ser preparada, não irá (ao contrário do que se diz) melhorar o sistema de ensino e muito menos a sua qualidade. São tudo falácias que só são compreendidas por quem lá anda dentro. Sou professor há 20 anos e desde sempre fui percebendo as grandes causas que levaram ao decalabro: as pseudo pedagogias implantadas que desresponsabilizaram os alunos e dasautorizaram os professores.
Ninguém é contra a avaliação. Pelo menos eu não sou. O que sou é contra tudo isto e principalmente… revolto-me com o clima criado pelo ministério e por certa opinião pública de DESDÉM, MENTIRA, OFENSA, INSULTO, FALTA DE RESPEITO, pelo papel dos professores na sociedade, transformando-os quase em “CRIADOS DE MESA”! E muito menos engolo o barrete da “incompetência” pois sei que os professores sempre foram obrigados a cumprir as INCOMPETENTES políticas de educação ao longo destes anos todos. A cumprir, ainda por cima num clima de constante e GALOPANTE de INDISCIPLINA por parte dos alunos, que ao Deus dará de sucessivas legislações foram-se acomodando ao laxismo latente. Essa a pior das situações e quanto a mim a maior responsável por todo o insucesso: A INDISCIPLINA!
Para além disso, temos uma sociedade que se habituou a querer saber mais de educação do que os próprios professores! A querer impor algo que tecnicamente desconhece. A opinar na base do lirísmo ou da ignorância da realidade operativa.
Avaliem os professores, mas…NÃO LHES CUSPAM EM CIMA TODOS OS DIAS, com falácias e ofensas à sua dignidade! Não se espelhem numa única árvore para definir toda a floresta. E muito menos não analisem a escola baseada nas suas experiências pessoais e pontuais! Também tive como aluno maus professores, mas também tive bons: afinal é o que acontece na vida em todas as situações e em todas as profissões. Eu próprio também já fui mal tratado em situações hospitalares por maus médicos e, não é isso que me levará a ver todos por igual ou considerar que são todos “malandros” ou incompetentes!
E como professor não enfio essa carapuça. Revolto-me!
Mas uma coisa lhe digo. Vejo muitos colegas meus (competentíssimos) a querem-se ir embora para a reforma e outros mais novos só não se vão embora porque não podem. ISTO É TRISTE NÃO É? E eu que também tenho filhos tudo farei para que NUNCA SEJAM PROFESSORES (pelo amor que lhes tenho) e não aconselho ninguém a seguir esta carreira. A não se que não se importe de ser toda a vida enxovalhado e ter os bolsos cheios de ar no final de cada ano!
Um dia Portugal quererá professores e não os terá!
Fevereiro 13, 2008 at 11:30 pm
Não quero maçar mais o João, mas o cuidado com que manifestou a sua opinião impele-me a deixar o meu contributo, já que mostra ser pessoa esclarecida e preocupada.
Pouco acrescentarei às excelentes respostas de outros colegas, mas deixo-lhe a carta que enviei para tantas figuras políticas e sociais do nosso país, precisamente, procurando o esclarecimento sobre aquilo que está verdadeiramente em causa.
É deveras importante que todo o país foque a sua atenção neste grave problema que temos, todos, em mãos.
http://educar.wordpress.com/2008/01/30/quem-escreve-assim-nao-e-adesivoa-ou-que-bela-prosa-que-chega-de-barcelos/
E, João, não leve a mal alguns comentários mais acalorados e jocosos (que não os mal-educados!)… estamos mesmo a precisar desta descompressão. Confesso-lhe que me ando a sentir muito, muito doente.
Fevereiro 14, 2008 at 1:01 am
Fui tão interpelado que me sinto no dever de reagir.
Primeiro, que fique bem claro que, mais do que tudo, o que motivou o meu comentário foi sentir que tinha de reagir perante o descalabro de má educação contra os professores que estava a aparecer neste blogue. Foi por respeito e para mostrar que é possível discordar sem desrespeitar.
Agradeço os exemplos e os esclarecimentos que me deram. Tenho hoje uma visão mais clara do que está mal neste processo do que tinha ontem. Já aprendi alguma coisa!
Ainda assim, se me permitem, a mensagem que está a ser passada para nós, os não-professores, não é a que agora apreendi. A mensagem que passa para quem não está por dentro (como dizia um professor num comentário) é que há uma rejeição da avaliação.
Seria mais útil para todos nós (professores, pais e sobretudo alunos) que aparecesse uma posição forte e muito visível na opinião pública que dissesse que os professores querem, de facto, ter avaliação de desempenho, mas em moldes decentes. Muitas cartas como a da Professora Fátima, mas sobretudo muitas propostas alternativas do que poderiam ser parâmetros sérios.
Hoje ouvi o Sócrates a responder ao Portas e tudo aquilo me fez confusão. O Portas, demagógico como sempre, mas com alguma razão. O Sócrates a dar não-respostas, mas também com alguma razão num aspecto. Um bom professor consegue que os seus alunos evoluam no que aprendem. Para mim, é evidente que isso não se reflecte apenas na melhoria nas notas e é aqui, se percebi bem os vossos comentários, que a coisa falha. Posso estar a ser ingénuo, mas o que me parece que está a faltar no processo é a possibilidade de o professor justificar os casos em que não consegue que o aluno aprenda.
Outra dúvida com que fiquei: são as escolas a fazer os critérios de avaliação ou estes são impostos pelo ministério? É que na leitura do blogue percebi que muitos dos critérios disparatados nascem nas próprias escolas. Isto não pode ser denunciado?
Se eu estivesse no vosso lugar, tentava passar estas mensagens claras: em primeiro lugar, quer-se avaliação com parâmetros sérios, em segundo lugar, apresentam-se então várias alternativas e, em terceiro lugar, denuncia-se todos os casos que estão a aparecer de critérios tolos e injustos.
Agradeço a ajuda na compreensão deste problema.
Tem razão o professor que diz que não podemos tratar todos os professores como incompetentes, só porque alguns o são. Não o faço, nem nunca o fiz. Mas continuo a acreditar que a diferenciação é necessária, porque um mau professor traz consequências muito graves. Se os professores não fossem importantes, importantíssimos!, não seria assim.
Acreditem que, como pai, me regozijo diariamente com as aprendizagens da minha prole e sei que o devo aos seus professores.
Fevereiro 14, 2008 at 11:40 am
Creia-me, Joaão, que essa tem sido a minha maior dor de cabeça e a razão de toda a minha angústia. Mostrar claramente tudo o que está em causa. Fazermo-nos ouvir. Realizar-se uma discussão séria, concertada, sobre algo que é fundamental e determinante para o país.
Também ouvi ontem O Primeiro… por isso mesmo acabo de enviar uma carta para o Público. Espero que a publiquem. Estas não-respostas e insinuações manipulam a opinião pública e desviam-na do que é essencial.
Acima de tudo, João. Obrigada pelo interesse, pela inteligência e pela integridade. Deveria ser professor. Precisamos de mais gente como o senhor.
É português, basta-me…. não está tudo perdido.
Fevereiro 14, 2008 at 3:34 pm
Caro João, essa de se querer atribuir o insucesso dos alunos aos professores é uma demagogia pegada, pois é apenas uma parte muito pequena da verdade, principalmente nos dias de hoje (globalizados) em que a escola é um dos pontos de aprendizagem, entre muitas outras solicitações. Todos os pegagogos dizem isto (valha-lhes).
É como me dizia no outro dia uma pessoa de família já idosa, de outras vivências e de outra escola, se calhar de outra galácia: “…uma coisa é preciso perguntar a esta gente. Como é que se pode transformar um “burro” num doutor?”
Fevereiro 14, 2008 at 5:25 pm
Caro Anti-Rousseau
Concordo consigo apenas muito parcialmente. Não é uma demagogia pegada completa. Eu sei, na escola dos meus filhos, quais os professores que quero que tenham e quais os que faço figas para que não tenham (pelo menos, de entre aqueles que ainda lá estão do tempo em que eu era aluno). Porquê? Porque com alguns aprende-se e com outros não. É tão simples quanto isto. E repare que não estou a falar de sucesso ou notas. Alguns dos piores resolvem o assunto dando boas notas a todos e outros, de outro estilo, mascaram a sua incapacidade de ensinar numa pose ultra-exigente em que tudo é muito difícil e os alunos têm de sofrer muito para ter boas notas. Já disse em várias reuniões de pais que me faz muita confusão que, com tanta hora que os miudos passam na escola, com tanta hora de aulas, a maior parte dos alunos, a partir do secundário, recorra sistematicamente a explicações, dadas por professores da própria escola!
Até aqui, só falei do que aprendem. Agora, tenho a certeza de que se um filho meu apanha um mau professor num ano, no ano seguinte o seu sucesso e a sua avaliação vão estar prejudicados. Aconteceu-me a mim e só não aconteceu com uma das crianças cá de casa, porque os pais – e deixe que lhe diga com muito esforço a remar contra a associação de pais e contra algum “proteccionismo” da directora de turma – se mexeram.
Portanto, não me parece que seja uma demagogia pegada. Agora, é claro que há muitos e muitos factores que condicionam o sucesso e que não dependem do professor e aí não posso estar mais de acordo convosco. Como eu dizia no outro comentário, peguem então nessas variáveis e mostrem ao país que só querem ser avaliados pelo que depende de vocês.
Isto já vai longo, mas não posso deixar de comentar a sua pergunta final, que me choca bastante. Há, obviamente aptidões naturais para diferentes áreas e, sobretudo, condicionantes socioculturais que contribuem para que uns aprendam pior do que os outros. “burros” a priori duvido que haja e, se a escola for só para os iluminados que têm um apoio familiar por trás, então não serve para nada.
Eu transmito à minha criançada hábitos de trabalho e respeito pelo estudo e consigo apoiá-los em algumas matérias. Mas sempre me fez impressão ver que a escola pública é demasiado dependente destas variáveis sociais, acentuando, por vezes, as desigualdades em vez de as neutralizar. Lembro-me de um primo que recebeu o rótulo de “burro” na primária e que o assimilou tão bem que andou durante anos a marcar passo. A dada altura, cruzou-se com um conjunto de professores que lhe transmitiu segurança e confiança. Hoje, é licenciado e um profissional de sucesso. Deve-o a esses professores e não à professora primária que o rotulou de “burro”.
Fevereiro 14, 2008 at 5:49 pm
Sei perfeitamente do que João está a falar, não vale a pena negá-lo. Mais sublinha a importância de uma avaliação criteriosa, até no interesse dos próprios professores.
Fevereiro 14, 2008 at 6:12 pm
João,
Só agora cheguei novamente a este post e respectivos comentários.
Por muito que queira não consigo acompanhar alguns fogos ateados.
Muito brevemente.
a) Respeito por completo a sua posição inicial, mesmo a parte crítica.
b) Reconheço que que o tom do Umbigo se radicalizou. Infelizmente acho que foi algo instintivo por parte de quem se sente entre a espada e a parede.
c) Julgo que não percebeu a designação de “adesivo”. Não se aplica a quem concorda com o ME, mas sim a quem quer ir além das propostas do ME, mas antes se absteve de assumir com clareza posições semelhantes e até afirmou de início discordar das alterações legislativas em curso.
d) A «fulanização» é, infelizmente, necessária neste contexto. Exactamente porque se trata de «figuras públicas». Talvez não saiba mas essas pessoas chegaram a vir aqui responder, mas como não conseguem funcionar fora de ambiente «controlados», mandaram os seus operacionais (operacional?) atacar em seu lugar.
e) Não tenho qualquer problema em ser avaliado. Caso contrário não teria optado por um percurso de formação que implicou ser avaliado em provas públicas por duas vezes, para além da minha formação inicial e profissionalização.
F) Continue a participar.
Fevereiro 14, 2008 at 7:35 pm
O exemplo dado pelo João relativamete ao caso do mau professor revela algo de interessante: é que é possível actuar nas escolas contra os profissionais que não prestam mesmo sem processo burocrático de avaliação.
A integridade e a ética não são apanágio de métodos técnicos empresariais como se quer fazer crer, são sim o resultado da coragem e da responsabilidade dos homens e mulheres que estabelecem determinadas relações sociais e profissionais.
Tendo contribuído para a implementação de um sistema de avaliação de desempenho numa instituição, verifiquei que a principal resistência à sua aplicação provinha, não tanto dos funcionários e empregados mas mais da própria direcção que se sentia desconfortável com um mecanismo que tentava não pactuar com os “esquemas”.
Porquê ? Porque quem trabalha a sério gosta de ver o seu trabalho apreciado e comentado em vez de estar submetido à arbitrariedade e à indiferença.
Portanto, acredito que o principal problema da educação e dos professores que não prestam tem mais a ver com a crescente liquefacção da responsabilidade pessoal na indiferença técnica e no afrouxamento do sentido de comunidade alargada (a resvalar para a corrupção moral e corporativa), pelo que que uma abordagem instrumental e empresarial da educação não virá resolver a essência do problema.
Fevereiro 14, 2008 at 8:11 pm
Infelizmente, não foi bem assim. Para se conseguir actuar, foi preciso ser muito, mas mesmo muito assertivo com a directora de turma e com o conselho executivo e fazer daquelas ameaças tontas de ir para a televisão.
Uma das respostas recorrentes era que a escola não tinha como resolver o problema…
Fevereiro 14, 2008 at 10:05 pm
Pois, acredito.
Mas a questão continua a ser a seguite: uma avaliação é feita por pessoas. Se quem detiver o poder de avaliar fôr moralmente corrupto, não há volta a dar ao problema da manutenção de distorsões, de favores e de comportamentos imorais.
As avaliações são instrumentos, portanto dependem sempre da integridade, da honestidade pessoal e, em última instância, a justiça da sua aplicação é resultante da capacidade de JULGAR.
Por tudo isto acredito que a educação é um problema de relações e responsabilidades pessoais e não uma questão técnico-instrumental a ser resolvida com o recurso a estatísticas, grelhas e avaliações de matriz empresarial.
Fevereiro 14, 2008 at 11:02 pm
Eu tenho histórias mais positivas de fazer «entrar nos eixos» algumas más práticas.
Muita coisa passa por ter mau feitio e não ter problemas em «fazer ondas», chamando os bois pelos nomes.
Fevereiro 17, 2008 at 12:58 am
De catadura em catadura, o tema voltou ao tom adequado. É visível que, algumas das intervenções são de pessoas que a Ministra da Educação classifica de “os professores”.
O que é grave neste processo de avaliação, desde o primeiro momento, é que o conhecimento (os diferentes saberes trabalhados na escola) são vistos como uma mercadoria e a escola como uma empresa: o Estada gasta, os resultados têm que aparecer, doa a quem doer.
É interessante verificar que o João, depois de fazer comparação com a sua avaliação na empresa, diz que “(…)os professores sérios não se vão limitar a inflaccionar notas (…) Suponho (do verbo supor, como disse a ME) que o João disse o que pretendia dizer. Assim sendo, nas suas avisadas expectativas está claro o que espera: a inflacção estará aí com todos, até com “os professores sérios”.
A Senhora Ministra “supõe”. Claro que supõe. Ela não ouve os (sublinho OS)professores; ouve o que lhe dizem os que a rodeiam, com intuitos que importaria esclarecer. E pergunto-me: quantos consultores privados, eventualmente “especialistas” nestes processos de avaliação, não estarão à espera que o processo avançe para, depois, na teia da burocracia que marca este processo, oferecerem os seus serviços de apoio? Quantos privados não estarão à espera que, degradada a escola pública, as suas oportunidades de negócio cresçam com a procura daqueles que ainda puderem pagar a educação dos seus filhos?