Ministério quer ensino da Música em cerca de uma centena de escolas privadas
O Ministério da Educação quer que o ensino especializado da Música, que actualmente se faz nos conservatórios públicos, seja alargado a cerca de uma centena de escolas privadas. Só para os alunos do 1.º ciclo. Quanto aos restantes, algumas escolas públicas deverão ter capacidade para ter essa oferta em regime integrado, ou seja, os jovens têm as disciplinas gerais e as específicas de Música no mesmo espaço.
“As principais linhas de orientação da reforma são: aumentar o número de alunos e melhorar os resultados”, informa Paulo Feliciano, vice-presidente da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), responsável pela reforma do ensino artístico especializado.
As medidas estão a preocupar alguns dos conservatórios, que receiam a extinção do ensino especializado no 1.º ciclo, para as crianças dos seis aos dez anos. As escolas estão também preocupadas com o fim de dois tipos de ensino, o articulado e o supletivo, que permitem aos alunos mais velhos ir fazendo a sua formação musical no conservatório, ao mesmo tempo que estudam noutra escola. (Público, sem link)
E olhem que este tipo de ensino especializado no sector privado está longe, quão longe, de ser um óptimo negócio.
O que se estranha é que esse ensino já existe. Pelo que reduzir o papel (escasso) da rede pública nesta matéria se afigura especialmente desadequado.
Fevereiro 7, 2008 at 1:23 pm
Não consigo perceber os objectivos da reforma do ensino artístico. Li o único relatório que foi tornado público no site do ME, depois deste não saiu mais nada. Apenas sei que os “condutores” da reforma não são da área.
Este governo causa danos em tudo o que existe.
Fevereiro 7, 2008 at 7:17 pm
Este governo apenas é guiado por um objectivo estratégico em todo o ensino (do básico ao superior, do especializado ao geral):
gerar uma situação de molde a favorecer o privado. Criar o mercado. Privilegiar o privado em todos os aspectos. Incluindo extinção de cursos, escolas, áreas curriculares, etc…desde que estas sejam assumidas pelo ensino público e sejam cobiçadas pelo privado.