“O Ministério da Educação, que é tão exigente com as escolas e os professores, utiliza, afinal, a tão portuguesa lei do desenrasca. Nós não queremos que a legislação mude, apenas que o ME a cumpra“, sublinhou [Mário Nogueira].
O QUÊ?
Não querem que a legislação mude?
Então a legislação da avaliação está correcta?
Nada a obstar?
É isso?
Antes era má, mas depois de aprovada já é boa e só querem que a cumpram?
E eu aqui a adiar a leitura do parecer da Fenprof sobre o novo modelo de gestão escolar que me parece demasiado político e pouco técnico.
Vamos esperar que o colega Mário Nogueira explique melhor a citação que lhe é atribuída porque se o que vem no Público é verdade, temos o caldo entornado e a coerência da «luta» atirada às órtigas.
Só pode ser brincadeira (de gosto duvidoso, convenhamos) de Carnaval.
Fevereiro 4, 2008 at 11:31 pm
Caro Paulo
se bem conheço o Mário Nogueira (e o Público também…) o que se passa é que o Mário diz que o 115A não precisava de ser mudado (bem como o 319…) mas apenas deveriam ser cumpridos…
Não me oarece que se refira à lei em discussão nem à lei recentemente aprovada…
Fevereiro 4, 2008 at 11:49 pm
Paulo, ia dizer +- o q disse o Philos. Calculo que tenhas lido a notícia inteira, calculo que conheças minimamente a linha de pensamento do Mário e da Fenprof.
Toma uma pastilhita para o coração, perde esse mau feitio que te põe de mal até com o que tu próprio entendes de outro modo.
;(
Fevereiro 4, 2008 at 11:52 pm
Parabéns por http://educar.stripgenerator.com/2008/02/04/os-zecos.html
Fevereiro 5, 2008 at 12:29 am
A bem dizer, eu concordo com o comentário 1.
Fevereiro 5, 2008 at 12:33 am
Não sei como andam todos tão descansados com o trabalho dos nossos queridos sindicatos que nos deixaram bater no fundo, sem se aplicarem no trabalho de terreno, como faziam antigamente.
Fevereiro 5, 2008 at 12:49 am
Sou suspeita. Sou também psicóloga!
Fevereiro 5, 2008 at 12:59 am
Soube ha umas horas de fonte segura que, até há publicação de um diploma legal, atendem a situações específicas, como a deputada x, o primo, a esposa do ministro precisa de 8 pontos deste ano lectivo para o proximo ano “ser profesora titular” etc, depois de publicado o diploma “legal” o problema é o seu cumprimento pelos próprios. Por que se estamos contra um determinado diploma, o problema a seguir é o seu cumprimento!
Fevereiro 5, 2008 at 1:18 am
Ó Ana,
Será que o discurso escrito Confapiano se pega?
É que eu não entendi muito bem o que quer dizer….
Querem ver que o problema é meu?
lol..lol…
Fevereiro 5, 2008 at 1:29 am
Penso que fui clara, apesar de cansada. Uma situação é não se concordar com uma legislação (publicada). Outra é a legislação não ser cumprida pelos que legislaram! São situações distintas. É só isso.
Fevereiro 5, 2008 at 1:35 am
tb devo estar cansada…não percebi nada.
Fevereiro 5, 2008 at 2:30 am
Legislar é que está a dar!
As coimas, os impostos, as taxas, as avaliações, o IMI, o IVA, os radares, as penhoras, as propinas, as coisas do audiovisual da EDP, tarifas de esgoto e de saneamento, a colecta mínima, intermináveis estes contributos – circuitos fechados de saque e cobranças – terão algo a ver com pesca, agricultura, indústria e educação? Mais são legislações paralelas e intriguistas, dinheiro fácil, basta assinar ou ter amigos, mesmo em empresas privadas. Como no tempo do desgraçado Camões, que podia ter morrido de fome não lhe fosse dado um escravo e amigo que sabia a fonte do alimento.
Não se pode continuar assim, são necessáros políticos competentes e legisladores razoáveis, de bom senso. Ou então a malta, a ralé ignara, a matula, fica avorrecida, capaz de alugar autocarros que passem em Belém e São Bento. Desde que o Engenheiro ganhou as eleições, tenho visto tudo a andar de lado, globalização e tecnologia sem política consistente, leve-as o vento.
UFF
Fevereiro 5, 2008 at 10:05 am
Li a notícia toda.
O contexto era a providência cautelar sobre as funções do CCAP.
O que o Mário Nogueira afirmou – e por vezes eu até faço o mesmo – é que o ME deve pelo menos cumprir aquilo que legislou.
Eu até percebo isso.
Mas na situação actual isso é a admissão da legislação e a defesa do seu cumprimento com todos os requintes.
Não aceito muito bem.
Percebo o contexto do “deslize”.
Mas não se devem perder hipóteses destas com “deslizes”.
Eu aceitaria um “vejam lá que isto é tão mau que nem sequer conseguem cumprir o que prometem”.
O meu mau feitio não me deixa, neste momento, aceitar abordagens mais matizadas do que essa.
Lamento a todo o sector sindical fenprofiano se belisquei alguma coisa.
Mas…
Fevereiro 5, 2008 at 11:18 am
Paulo, concordo contigo. Não conhecem adesivos fenprofianos? Eu conheço pelo menos um…
Fevereiro 5, 2008 at 12:26 pm
O problema está em nós: porque nós lhes demos a notoriedade, votámos nas suas listas, marchámos nas suas manifs, fizemos as suas greves, etc, mas nunca por nunca nos interrogámos que «eles» nunca se preocupam em perguntar-nos ANTES, qual era a nossa opinião sobre o caderno reivindicativo, sobre o como atacar tal ou tal legislação gravosa, sobre se fazer e como fazer greve, não…
Sempre aceitámos passivamente, como carneiros, tudo!
O facto é que nem as declarações do Nogueira me surpreendem, nem me surpreendem as pessoas que vêm a terreiro defendê-lo. Muito provavelmente têm as simpatias partidárias acima (ou debaixo?) de todas as considerações sobre a palavra dada, compromisso com a classe, compromisso com os próprios membros das organizações…
O problema é que as pessoas ainda não analisaram bem o que são na realidade os que estão no poleiro das direcções dos sindicatos (sejam da Fenprof ou outros): quando perceberem, talvez então se consiga erguer um sindicalismo digno desse nome em Portugal!!!
Fevereiro 5, 2008 at 12:40 pm
Mas qual é a admiração? Para os sindicatos a lei anterior é sempre a melhor!
Os sindicalistas NADA (verdadeiramente NADA) têm feito, ou se o tivessem não estaríamos neste momento, nesta situação de Carnaval do Inferno. O que eu vejo é promiscuidade. É cedência ao poder.
O NÃO é diferente do TALVEZ. Enquanto houver sindicalistas a dizer talvez, não teremos as condições de trabalho que realmente merecemos e que queremos.
Os nossos sindicalistas comportam-se muito como a prostituta da anedota. A diferença entre um diplomata e uma prostituta é a seguinte: quando um diplomata diz sim, quer dizer talvez, quando diz talvez, quer dizer não; a prostituta, quando diz não, quer dizer talvez, quando diz talvez, quer dizer sim.
O que é que estamos aqui a fazer? Não estamos a discutir sobre o estado calamitoso actual do ensino e das nossas condições de trabalho? E porquê? Porque os sindicatos não têm feito verdadeiramente a sua função. E porque é que não têm feito a sua função? Por cedência ao poder do Ministério. E porque é que cedem e porque é que visivelmente fazem de conta (o “talvez”) que nos defendem lutando por umas migalhas que mais parecem terem sido deixadas para os sindicatos e sindicalistas marcarem uns pontinhos? Porque lá no fundo, bem lá no fundo (e às vezes nem tanto), todos eles aspiram ao poder. Se não é assim, quem é que lá está sentado neste momento? São eles tão diferentes destes nas suas ambições?
Enquanto os sindicatos não perceberem que a sua função é a defesa das condições de trabalho dos TRABALHADORES que são os PROFESSORES e não se deixarem que querer fazer política “educativa”, nunca farão bem a SUA função. São, na realidade, quase inúteis!
Os nossos sindicatos comportam-se como se o sindicato dos motoristas da Carris quisesse ter uma palavra a dizer sobre os percursos que os autocarros devem tomar.
São planos diferentes. Contíguos, mas diferentes. Defendam-nos do abusos do Ministério. Se o fizessem bem, seria tudo o que lhes poderíamos pedir.
Fevereiro 5, 2008 at 12:52 pm
Não tenho nenhuma procuração de nenhum sindicato nem sindicalista… Mas acho muito perigoso e pouco aceitável a crítica pela crítica que se faz ao sindicalismo. Se os sindicatos estão mal… terão de ser os sindicalizados a mudar a situação.
Criticar e atacar o sindicalismo, no contexto actual, parece-me a MAIOR PROVA DE ADESIVISMO
Fevereiro 5, 2008 at 1:32 pm
Sem grande entendimento sobre o que as prostitutas querem ou não dizer, o fel anti-sindical global deve ter raízes algures, não, Luís?
Desde quando é que, perante um governo como este, que nem os sindicatos quer ouvir, quanto mais negociar com eles, perante um monte de intervenção jurídica, perante outro monte de razão que lhes vai sendo dada pelos tribunais, qual o fel que leva a afirmações do tipo “Os sindicalistas NADA (verdadeiramente NADA) têm feito, ou se o tivessem não estaríamos neste momento, nesta situação de Carnaval do Inferno. O que eu vejo é promiscuidade. É cedência ao poder.”?
“Enquanto os sindicatos não perceberem que a sua função é a defesa das condições de trabalho dos TRABALHADORES que são os PROFESSORES e não se deixarem que querer fazer política “educativa”, nunca farão bem a SUA função. São, na realidade, quase inúteis!” Propostas? À bomba? Suicidas?
Porque temos de ter uma palavra a dizer sobre o rumo que querem dar à educação, sim. A factura de quando se avaliar esta treta toda que se vai fazendo, daqui a 10 anos, será de uns largos milhares de jovens que passaram no SE nestes tempos, nesta esc que este governo está a querer gerar, com consequências enormes para esses jovens e para o seu futuro.
Os sindicatos representam, neste caso, profs. E é aos seus anseios q têm de dar resposta.
Difícil é dar resposta a gente desinformada, ou com bodes espiatórios para as raivas, ou que reage disparando em todos os sentidos, sem parar para reflectir que é, na prática, o “inimigo”. Ou será que não conseguem mesmo pensar, e destilar apenas raiva é mais fácil?
Fevereiro 5, 2008 at 1:33 pm
Eu não aceito ficar nessa situação de “não abrir a boca” com medo de ser classificado. Podem classificar-me como entenderem. Que eu sinto que os sindicatos são o que disse anteriormente, sinto. O ficheiro já não é da minha conta e nem me ralo com isso.
Fevereiro 5, 2008 at 1:40 pm
Essa do ficheiro não alcanço…
Fevereiro 5, 2008 at 2:37 pm
Ainda não me responderam:
- O poder actual não tem nada a ver, no passado, com o movimento sindical?
- Devemos proteger-nos sob a guarda dos sindicatos e acreditar, pelas evidências, que eles têm feito tudo o que lhes é possível para nos defender?
- A palavra negociação não deverá ser entendida como cedência negociada?
- Os sindicatos têm tido resposta célere e acertada ao vómito legislativo do Ministério?
- O que deixam passar é porque (implicitamente) concordam?
- Os sindicatos só se lembram dos tribunais às vezes, e mesmo assim com critérios estranhos?
- Criticar um edifício, porque o acham perigoso e mal feito sendo a única alteração que pedem e ganham é a forma das janelas, não vos parece estranho? É a boa definição de negociação?
- O futuro do sistema de ensino, bom ou mau, deve ser da responsabilidade dos sindicatos?
- Se assim é, e dadas as negociações que já foram realizadas no passado, então o estado actual da “educação” é também responsabilidade dos sindicatos?
Fevereiro 5, 2008 at 2:39 pm
Eu também não, MariaZeca.
Mas há tantas coisas que não se entendem.
Enquanto tomava o café fui lendo o inevitável Correio da Manhã. A CIP quer flexibilizar os despedimentos para renovar o pessoal. Ao que parece, a formação não dá resultados e os mais velhos têm de sair.O general Garcia Leandro (meu ex-vizinho há largos anos), dá recados de “explosões sociais”.Em Espanha, o Zapatero está em dificuldades nas eleições para Março.Ao que consta, a Espanha investiu mais no imobiliário e nas obras públicas e aquilo não está a resultar.E se Espanha estagnar, a west coast afunda mais.Sócrates deve procurar urgentemente aprender com os seus amigos.
Eu não alcanço o “ficheiro”. Mas vou alcançando melhor os X-files.
Viva a Monarquia!
Viva a República!
Viva EU!
Fevereiro 5, 2008 at 2:40 pm
MariaZeca, vê
MariaZeca Diz:
Fevereiro 5, 2008 at 1:32 pm
Luís Ferreira Diz:
Fevereiro 5, 2008 at 1:33 pm
achas que eu respondi a ti?
Fevereiro 5, 2008 at 2:46 pm
Os sindicatos, enquanto organizações de trabalhadores, são o fiel reflexo daqueles que se supõe representarem.
Assim, não nos devemos queixar dos sindicatos que temos mas sim do espírito “de classe” QUE NÃO TEMOS.
Suponham que os 14 sindicatos dizem ao governo que já basta, isto está a ficar insustentável, esta política vai levar o país à ruína e, enquanto não se alterar, os professores pousam o giz, a caneta, o powerpoint…, isto é, convocam uma greve de duração ilimitada.
Qual seria a adesão??
Pois é, a falar somos todos muito bravos, mas quando as acções exigem sacrifícios olhamos para o lado e assobiamos. Por isso não culpemos o “reflexo”, quando é o “objecto” que não é perfeito.
Fevereiro 5, 2008 at 2:47 pm
Ligeiro e suave ponto de ordem:
a) Os sindicatos não são imunes à crítica e não podem agir como aqueles que criticam, ou seja, não podem fechar-se e considerar como “inimigos” todos os que deles discordam.
b) Não deve confundir-se crítica à acção sindical com crítica à existência de sindicatos.
c) Com ou sem críticas, este ME está-se borrifando para a representatividade sindical, a isso não sendo estranho o currículo de alguns dos elementos da tríade, que os faz conhecer bem os meandros do «meio».
d) O debate de ideias nunca pode ser encarado como um mal, seja pelo ME, seja pelos sindicatos, seja por cada um de nós, desde que essas ideias sejam resultantes de uma argumentação articulada.
e) Não sendo sindicalizado, nem anti-sindicalista primário (ou secundário), tenho ultrapassado os «complexos de esquerda» que fazem muita gente achar «mal» criticar os sindicatos. Lamento mas a ter um «grupo de pertença» ele é a classe docente em primeiro lugar.
Fevereiro 5, 2008 at 2:51 pm
Só agora vi o comentário do Paco, com o qual é difícil não concordar.
É verdade que os anos 90 nos acomodaram numa ilusão ou miragem de virmos a fazer parte de uma «classe média», sofrivelmente afluente e ilustrada.
Enquanto isso acontecia iam retalhando a possível unidade da classe, com múltiplas divisões sindicais e uma manta de retalhos em termos de origem e formação académica dos professores.
As vacas emagreceram e o leite começou a secar. Na lista dos alvos a abater fomos os primeiros.
Acordámos e reagimos um pouco desorientados.
Como inverter isso é a grande questão.
Estarão as massas “maduras” para a revolta?
Fevereiro 5, 2008 at 3:00 pm
O “ficheiro”… acho que está a criar um problema.
Não foi o philos que me classificou como “adesivo”?
“Criticar e atacar o sindicalismo, no contexto actual, parece-me a MAIOR PROVA DE ADESIVISMO”
As classificações não são feitas em ficheiros?
Fevereiro 5, 2008 at 3:19 pm
“Estarão as massas “maduras” para a revolta?”
Não, não estão.
Falar em greve numa escola é motivo bastante para olharem para nós com um sorriso nos lábios. Ninguém (eu sei, “ninguém” é errado, não me cruxifiquem) nos leva sério. Quando refiro o exemplo dos professores gregos, no ano passado(?), olham para mim e dizem: “Luís, não estás bem, pois não?”
As maioria dos professores não alinhava numa greve sem fim à vista, demolidora. Antes de tudo porque sabia que haveria sempre alguém que boicotaria o esforço dos outros e esse alguém ganharia vantagem adesivística no sistema.
Mas a fazer-se qualquer coisa, tem que ser determinante. Não pode deixar dúvidas. Não digo que seja “À bomba?” ou com “Suicidas?”, como foi sugerido, mas teria que ser, pelo menos bem feito, em força, sem cedência…, e ter uma Imprensa que nos falta. Um esforço destes precisa mesmo de uma “praça de gente madura” e não é ainda o caso.
Fevereiro 5, 2008 at 3:29 pm
Gosto do falar descomplexado do Luís Ferreira e concordo com o Paulo quanto ao seu ponto de ordem.
Mas insisto: o problema somos nós.
Somos nós, porque delegamos noutros a tarefa de nos representar (é aqui que Luís Ferreira se engana).
Uma representação sob controle permanente, constante, dos representados é sofrível e é mesmo indispensável em inúmeras circunstâncias. Mas essa prática deve passar pela obrigatoriedade das direcções ou comissões negociais irem buscar o mandato legitimador junto de suas bases. E quando digo «bases» é todos os profs. , não apenas os do seu sindicato.
Conclusão: a única possibilidade de termos sindicalismo a sério passa pela vivência nas escolas (e outros locais de trabalho e estudo): pela realização frequente de assembleias de base, de assembleias onde se decide, através de métodos democráticos, o que fazer em relação a cada situação.
Os sindicatos de professores não devem ter uma visão quanto à educação ? Devem, claro que devem. Embora o seu ponto principal deva ser outro, ou seja, as condições de exercício da profissão(todas; não apenas salariais e de carreira, obviamente).
Mas eu vou muito mais longe: os sindicatos todos, de todos os ramos, deveriam ter pontos de vista e posições muito claros, sobre o que defendem em termos de sistema de ensino. Isso seria apenas um aspecto da função dos sindicatos, a de exprimir o ponto de vista dos seus associados sobre assuntos e questões estruturantes da sociedade onde estão inseridos (e pela transformação da qual lutam, assim se espera)
Fevereiro 5, 2008 at 3:35 pm
«Enquanto os sindicatos não perceberem que a sua função é a defesa das condições de trabalho dos TRABALHADORES que são os PROFESSORES e não se deixarem que querer fazer política “educativa”, nunca farão bem a SUA função. São, na realidade, quase inúteis!
Os nossos sindicatos comportam-se como se o sindicato dos motoristas da Carris quisesse ter uma palavra a dizer sobre os percursos que os autocarros devem tomar.»
Eu acho que o Luís Ferreira tem razão. Os sindicatos têm feito mal o que lhes compete porque têm tentado fazer TAMBÉM o que não lhes compete.
É claro que os professores têm direito – eu diria mesmo que têm o dever – de intervir nas políticas educativas. Mas isto não se faz através dos sindicatos, faz-se através de uma Ordem. E eu nunca me esquecerei que, se não existe Ordem dos Professores em Portugal, é porque os principais sindicatos se aliaram aos sucessivos governos para lhe cortar as pernas.
Fevereiro 5, 2008 at 4:07 pm
O Circo Educativo no seu melhor:
Os acrobatas-sindicalistas actualizam o seu número de trapézio com rede do Estado.
Os Homens-de-Avental e as mulheres de pêlo-na-venta apresentam um novo show da velha rábula “Escola Pública”, sempre abrilhantado com Cientistas da Educação, agora mascarados de virgens ofendidas com o Engenheiro das Marquises.
Os Especialistas-amestrados e os Terapeutas-do-regime insistem na velha apresentação do número dos alunos com chicotes a dominarem os docentes, para gáudio dos pais e dos fabricantes de Prozac.
A Direcção do Circo Educativo afirmou entretanto que está em vias de contratar alguns caciques autárquicos bem como alguns encarregados de educação, a fim de realizar um velho sonho, que consiste na montagem de um extraordinário espectáculo de sado-educação, que permitirá, de uma vez por todas, transformar a velha e decrépita Escola num lugar mais aprazível e feliz, em total consonância com o que se passa no mundo real.
Este Circo Educativo tem feito as delícias de crianças e adultos nos últimos 33 anos e promete continuar a fazer rir e chorar as próximas gerações de portugueses.
Fevereiro 5, 2008 at 4:10 pm
Raios, estou a tentar ver onde me encaixo ou se sou um híbrido, do tipo terapeuta de avental e pêlo na venta.
Mas lá que me ri a sério, isso bem que me ri.
(porque reconheci muita gente)
Fevereiro 5, 2008 at 4:21 pm
Olá Paulo. Esta é que eu não podia deixar de lhe responder. É claro que não é para lhe dizer o que eu penso daquela vergonha de avaliação que o ME impôs às escolas e que teremos todos, mas todos mesmo, de combater. Como é evidente não mudei de opinião sobre um regime de avaliação que foi feito por quem sabe muito bem o que é uma escola, logo, foi feito à medida da necessidade de calar os professores dentro das escolas, de silenciar qualquer reflexão crítica, de punir os incómodos… e tudo isto, recorde-se, a concretizar-se a intenção do ME/Governo, terá lugar já sob a batuta do director, essa peça última da cadeia de comando a que o ME está a acrescentar o elo que faltava dentro de cada escola.
Todavia, a deslocação de ontem ao Tribunal não se destinava a requerer a declaração de ilegalidade da lei, pela simples razão de se tratar… da lei. O combate que temos de mover a esta avaliação terá de ser desenvolvido pelos professores, na luta contra o decreto regulamentar 2/2008, contra o “ECD do ME” que havemos de reduzir a cinzas, contra a política deste Ministério e deste Governo para a área da Educação.
Ora a nossa ida a Tribunal deveu-se a outra razão. É que o ME já compreendeu a inexequibilidade desta avaliação (como tantos já perceberam e têm-no afirmado: a FENPROF, inúmeras escolas, o Matias Alves, até o Marcelo Rebelo de Sousa…) e começa a querer simplificar, aligeirar procedimentos, desde logo os seus para poder avançar rapidamente. Então, o que fomos fazer ao Tribunal foi exigir que quem impôs um regime de valiação destes cumpra as suas obrigações perante ele. Não pode facilitar os seus procedimentos para exigir às escolas que avancem como os seus, daí que entregássemos a providência cautelar para suspender todo o processo até que estejam cumpridos os procedimentos legais.
Neste luta contra este regime de avaliação e este ECD do ME temos três frentes fundamentais de combate: a reivindicativa, essa sim, de luta contra esta legislação e exigência da sua revogação; a institucional, junto dos deputados, do provedor de justiça, do próprio ME, procurando alterações à lei e/ou explorar ilegalidades cometidas ou existentes; a jurídica, opondo-nos a facilitismos na aplicação da lei que têm por objectivo a sua mais rápida concretização. Todas se complementam, nenhuma se confunde, repare: não se declara uma ilegalidade por decisão de um plenário de docentes; não se revoga um quadro legal e substitui por outro por sentença de tribunal (mesmo em relação às questões de inconstitucionalidade, podendo, neste caso, serem apenas suspensas as normas inconstitucionais).
A frase do Público, sem contexto, seria um absurdo, mas creio que lida toda a notícia se compreende o seu sentido. De resto, quero acrescentar que a jornalista que acompanhou a nossa ida ao Tribunal é uma das excelentes jornalistas que continuam a escrever na nossa imprensa. Infelizmente são cada vez menos, felizmente há ainda alguns(mas). Provavelmente quis salvaguardar-nos de uma acusação que por vezes é feita aos Sindicatos: a de que recorrem aos tribunais para efectuar combate político.
Abraço, Mário Nogueira.
Fevereiro 5, 2008 at 4:32 pm
Caro Mário,
Obrigado pelo esclarecimento.
Percebido o contexto e a explicação.
No entanto… e mesmo percebendo tudo o que é dito, a verdade é que lendo toda a notícia (como o fiz) aquela citação surge “estranha”.
Cada um tem a sua forma de falar, mas exactamente como as oportunidades são escassas, eu (já sei que me vão acusar de Ego desmesurado), teria preferido algo como:
“isto é tão mau, tão mau, que nem o ME consegue cumprir as suas próprias metas”.
E se a lei está errada deve defender-se a sua mudança.
Sem receios de leituras arrevesadas dos opinadores do regime socrático.
E uma coisa deve ficar clara: não se devem temer as atoardas dos Vitais deste quintal, porque não há nada pior do que um especialista em Direito Constitucional a defender o desrespeito das leis.
Os políticos devem ser escrutinados no exercício do seu poder.
Isso é a base da Democracia.
Por isso mesmo, a minha posição (e de alguns outros) é de tentar que se demonstre que a lei está mal feita e como tal deve ser mudada, nem que seja pela força dos Tribunais.
Repare lá que os pais dos alunos não tiveram pejo nenhum em recorrer aos Tribunais sempre que acharam que os seus direitos estavam em causa.
Porque terão os sindicatos de recear isso?
A separação dos poderes não existe para que os políticos actuem à margem da lei, sem receio de interferências, mas exactamente para o contrário: para que a sua acção possa ser escrutinada, de forma independente, pelos Tribunais.
Abraço e bom resto de Carnaval
Fevereiro 5, 2008 at 4:46 pm
Só queria deixar uma pequena história: aqui há uns anos atrás, na altura das greves às reuniões de avaliação (proibidas depois), questionei a direcção do SPN, sobre a inexistência de um fundo de greve, precisamente porque na altura me parecia pertinente uma greve dura, sem limite de tempo. A resposta chegou rápida e fria: porque não há tradição de fundos de greve no sindicalismo português! E eu ainda hoje estou à espera duma resposta à minha carta de demissão, onde questionei isso e muito mais.
Isto para dizer que concordo um pouco com quase todos: todos temos razões de queixa e há algo de muito errado com os sindicatos portugueses e com a não-classe de professores que somos.
Fevereiro 5, 2008 at 5:00 pm
Olha para ele tão PC (politicamente correcto).
Olha para ele a falar como um advogado
Olha para ele a avançar para trás
Olha para ele a passar a mão pelos media
Olha para ele tão profissional
Olha para ele tão burocrata e útil ao sistema
Temos Homem, que preza a Ética Republicana, mesmo que invoque o poder do Inferno em reduzir tudo a cinzas.
Só não percebo para que é preciso um sindicato nestas condições. Então um escritório de advogados, uma agência de publicidade e um forno crematório não faziam o mesmo efeito???
Fevereiro 5, 2008 at 5:39 pm
H5N1, que tal um sindicato com um bom apoio jurídico?
O que tem isso de mal?
A parte dos fornos crematórios é que, enfim, só mesmo para exorcizar demónios.
Susana,
O sindicalismo à inglesa nunca vingou entre nós, apesar de algumas incipientes tentativas entre final do século XIX e início do XX.
Depois o Estado Novo matou tudo isso e o “novo” sindicalismo já se organizou na dependência dos partidos e não vice-versa, como no Trabalhismo inglês.
Fevereiro 5, 2008 at 8:04 pm
Sinceramente, não gosto da actuação política do Mário Nogueira.
Parece-se demasiado com a do Conselheiro Albino Almeida, assim como que em versão de pernas para o ar, mas com o mesmo desempenho metralhado e automático de um GI que executa ordens sem pensar.
A minha sensibilidade ética e política leva-me a desconfiar deste tipo de rodinhas burocráticas em forma de pessoa*
*”pessoa” originalmente designava a máscara do actor que cobria a individualidade do rosto e indicava o papel e a acção representados pelo actor na peça.
Fevereiro 5, 2008 at 9:18 pm
Não tardará muito a aparecer aqui o SE Pedreira ou a Srª Ministra a dizer umas coisas.
Já o WWWLemos não me parece.
Não me perguntem porquê. É uma treta empírica….
O Lemos consegue ser pior que o Sr. Albino.
De qualquer modo gostei de ler o que disse o Mário Nogueira.
Alguém falava de um fundo de greve.Oiço essa há décadas e não tenho paciência para este argumento.Nem para aquele argumento, ai e tal, greve à 2ªf não, à 6ª também não, à 4ª também não porque é algures a meio da semana e dá má impressão, à 3ª e 5ª também não, porque são respectivamente a seguir às 2ªfeiras e às 6ª feiras. O melhor mesmo é aos fins-de-semana com o tal fundo de greve, mas pagas como horas extraordinárias.
Fevereiro 5, 2008 at 9:27 pm
Ós sindicatos de professores têm um poder enorme nas suas mãos. As razões porque o não utilizam!? Bem, não querem ou não sabem. Primeiro: têm os contactos de dezenas de milhares de contactos de professores em ficheiros o que significa que têm um meio previligiado de contactar os professores (o que fazem na prática? Lamentam-se naqueles jornais e revistas mais do que os professores que trabalharem nas escolas!).Segundo: têm os meios para tal. Têm bons equipamentos, sedes,
funcionários, professores dispensadas de docência, têm dinheiro/cotas.^Na escolas não se vê um único dirigente ou folha informativa (andam todos a tirar doutoramentos!?). Não têm um site de jeito com acções de dinamização dos professores para a luta e sua defesa;os sindicalistas desapareceram das escolas ou se por acaso por lá passam sabem menos que nós; Não têm um gabinete de especialistas da área jurídica, técnica-científica, de comunicação social que reposte de imediato a qualquer intervenção de qualquer tontinho; NADA. Estão cheios de mofo e de vícios.
O Mário movimenta-se muito mas não abanou a estrutura. Está perigosamente a acomodar-se. E até já comete “lapsos”.
Já agora, se por acaso leres este meu post, pega no teu telemóvel… a tua “secretária” diz que deixou recado.
Os sindicatos são culpados por tudo o que está a acontecer à classe docente? Em grande parte sim. Disse.
Fevereiro 5, 2008 at 9:36 pm
Paulo Guinote,
O sindicalismo em Portugal não existe, Paulo. Esta é a conclusão a que cheguei, pela prática, há um ror de anos. É realmente uma falta terrível, como muito bem assinala a Susana Serrano. Não existem de facto instrumentos nas mãos dos trabalhadores, sejam da educação, sejam de outros sectores, para contrapor ao poder, seja esse o poder patronal, seja governamental.
O Mário Nogueira, pode tentar fazer passar a postura da Fenprof por algo «responsável», porém o que se verifica é a constante rendição ao governo. Este caminho de cedência atrás de cedência foi trilhado no longo consulado do Paulo Sucena, havendo alguns ingénuos que tiveram ilusões aquando da recente mudança da cúpula da fenprof. Os que fazem da política o factor decisivo nas relações sindicais; isto mostra que não percebem nada de sindicalismo. Pena é que sistematicamente cheguem às conclusões que nós (sindicalistas libertários) chegámos, mas com imenso atraso.
As coisas só começam a mudar se os das direcções adoptarem uma postura humilde, de fazer aquilo que as bases mandam e de ir sistematicamente consultar as bases, para realmente fazer aquilo que elas acham que deve ser feito. Duvido muito que pessoas que fizeram a sua carreira toda à sombra do «partido», agora acordem e percebam.
Logo, a única hipótese (remota, reconheço) dos sindicatos que temos de servirem para alguma coisa será pela pressão muito forte e decisiva das bases. Só com uma tomada de consciência das bases, que ponha esses burocratas literalmente entre a espada e a parede, algo muda no panorama sindical português.
A outra alternativa será a criação de novas estruturas sindicais de raiz. Hipótese sempre em aberto, mas que necessita da dedicação e sacrifício de um certo número de pessoas. Coisa que eu tenho dificuldade em vislumbrar no panorama presente, mas até pode ser que existam.
Fevereiro 5, 2008 at 9:50 pm
Mas justiça seja feita: o MNogueira sempre lê blogues e não receou dar a sua versão dos factos.
Já é um começo…
Tomara muitos outros, bem menos importantes e mais cinzentões que ele, conseguirem sair do seu casulo mental de anos e respirarem o ar do mundo.
Fevereiro 5, 2008 at 10:04 pm
“O Mário movimenta-se muito mas não abanou a estrutura. Está perigosamente a acomodar-se. E até já comete “lapsos” (comentário 39)
E nós?
Porque não, por exemplo, votar em Branco na eleição do Super Coordenador Avaliador?
Fevereiro 5, 2008 at 10:13 pm
No princípio era o
verboadamismo.– De Adam Smith?
– Não! De Adão.
Fevereiro 5, 2008 at 10:26 pm
Gostaria de ter uma resposta do Mário Nogueira às questões:
Por que razão temos de compactuar com esta insanidade? Por que razão o sindicato não dá o mote a “greves de zelo” do género apenas alinharemos com o processo de avaliação quando deixar de haver atropelos à legislação, quando tiver prazos exequíveis, quando houver condições aceitáveis nas escolas, quando as grelhas se reportarem às realidades educativas?
Talvez muitas escolas, CP e CE estejam à espera de um mote destes por parte do sindicato. De uma posição que não prejudique os alunos, que não passe por greves à 2ª. 4ª ou 6ª feira.
Congelados já nós estamos!
Fevereiro 5, 2008 at 11:07 pm
Ainda não percebi porque é que a questão do fundo de greve é tão pouco importante para os dirigentes sindicais e para alguns outros não dirigentes, mas professores!
Será que passa pela cabeça de todos eles que a grande maioria dos professores deste país tem dinheiro para fazer greve?
Porque é que dotar os sindicatos de fundos de greve é mais importante do que dotá-los de grandes sedes, computadores, telefones, mordomias para dirigentes e coisas semelhantes?
Porque com o fundo de greve era possível fazer dela uma arma real, com peso perante o poder político!
As mordomias dos sindicalistas e dos sindicatos não servem para nada como se tem visto.
Fevereiro 5, 2008 at 11:12 pm
Hi hi!
Desde que ouvi falar na secretária do Mário, é melhor deixarem os recados mais à vista!
Duvido que ele saiba que a tem!
hihi…
Fevereiro 5, 2008 at 11:26 pm
Fernanda, isso só é possível onde – e como dizem na escola da minha cara-metade – ainda é possível um “último acto democrático”.
No meu Departamento só há uma titular, logo…
Fevereiro 6, 2008 at 1:04 am
Ana Henriques
A culpa de quase tudo o que de mau acontece aos professores é dos sindicatos?
Pois então! São os sindicatos que fazem leis, despachos circulares,…para tramarem os professores.
Enquanto houver professores que dirigem a sua raiva contra os sindicatos e não contra quem devem – ME/Governo- não vamos muito longe!
A ministra até agradece que os professores se virem contra os sindicatos.
Fevereiro 6, 2008 at 9:23 am
Não tenho dúvidas de que ao longo dos últimos 33 anos, boa parte da legislação que saíu em relação aos docentes e às escolas deve ser assacada exclusivamente a dois sectores bem definidos: os Sindicatos e os Cientistas da Educação.
Mas nestas alturas de expiação dos pecados existe sempre a tal “consciência tranquila” que caracteriza todos os burocratas e corruptos, desda a Ana Benavente ao Mário Nogueira.
As marquises de Mário Nogueira:”A riqueza da FENPROF reside também nessa diversidade. Foi assim que se fundou, que cresceu e que se consolidou. Foi nessa FENPROF que aprendi o sindicalismo e nela assumi e assumo inúmeras responsabilidades de coordenação, não apenas a do meu Sindicato, o SPRC, mas de grupos de trabalho ou da comissão negociadora sindical. Diversa tem sido, ainda, a minha actividade, quer em conjunto com o Paulo Sucena (de acordo com a orientação do SN da FENPROF) no âmbito da tão diversa como coesa Plataforma Sindical dos Professores, quer no relacionamento institucional com os municípios (ANMP), os pais (CONFAP), os estudantes ou o pessoal não docente das escolas, neste caso no âmbito da Frente Comum de Sindicatos..”
A culpa é do “sistema”, nunca dos agentes pessoais que assumem a responsabilidade dos negócios políticos de que são cúmplices.
Fevereiro 6, 2008 at 10:15 am
Repito com a autoridade e o conhecimento real (de dentro) que me assiste : os sindicatos de Professores têm O poder nas mãos para reverter tudo isto. Não podem é pensar que de há dois anos para cá não houve alteração de “métodos”. Quem governa o M.E. é ou são empresas ditas de “consultores” que se dedicam às “limpezas porcas e que são pagas a peso de ouro pelas grandes multinacionais para despedir os trabalhaores, para os maltratar”. São gaijos que utilizam os elementos de investigação da sociologia e da psicologia social na negativa – para manipularem os outros, utilizam tecnicas requintadas de despersonalização, etc,etc,etc. O que se está a passar com o M.E. é a aplicação milimétrica e “científica” por gente que sabe muito bem o que está a fazer, e com uma planificação ao DIA!
Tenho que sair. Voltarei ao tema.
Fevereiro 6, 2008 at 10:56 am
Espero que as pessoas ligadas a sindicatos (sejam apenas filiados, sejam dirigentes) leiam este comentário:
As organizações sindicais têm facilidade de convocar reuniões para o LOCAL DE TRABALHO .
É absolutamente indispensável fazer agora essas reuniões e com uma OT relativamente aberta, por forma a que as pessoas possam fazer as propostas que muito bem entenderem e na independência completa.
Num país com prática sindical «main stream» seria isto que já estaria a acontecer!!
Se os dirigentes do teu sindicato não fazem nada, tu PODES FAZÊ-LO: podes convocar através de teu núcleo sindical de base essa reunião na tua escola. As burocracias não são muitas: terá de se apresentar o pedido em nome do núcleo sindical de base do sindicato x, ao executivo, que não pode recusar. Pode apenas discutir a altura do dia em que tal reunião se pode realizar, sem perturbar demasiado as aulas. Mas não poderá impedir essa reunião de acontecer.
Basta tu reunires mais duas pessoas, as 3 assinarem um pedido, desde que esteja de acordo com o núcleo sindical e de acordo com a lei, é perfeitamente possível.
Ainda que não estejamos sindicalizados, temos possibilidade de reclamar uma reunião de trabalhadores à luz da lei do trabalho em vigor, mas penso que implicará um pouco mais de pessoas (creio que são 10 % do pessoal a subscrever o pedido, mas não tenho a certeza, terias de consultar a lei).
Não fazer reuniões é uma grave falta por omissão: apelo às pessoas que têm possibilidade prática para o fazerem, para que essas reuniões sejam realmente abertas, não do sindicato X ou Y, mas da docência inteira da escola.
Fevereiro 6, 2008 at 10:56 am
Ana não se esforce mais.
O simples facto de já praticamente ninguém reconhecer esse “poder” aos sindicatos, não é fruto da manipulação de ninguém, e muito menos da nanotecnologia 007, é sim o resultado de 33 anos de capitulação e de burocratização visceral da Nomenklatura mais perene do regime.
Veja o exemplo de Moçambique: sem sindicatos e sem dirigentes a população descontente tomou conta das ruas e impôs um recuo ao poder.
A liderança foi realizada pelas pessoas que agiram com coragem e determinação e não por qualquer vanguarda burocrática e viscosa.
E não venha com a treta da despersonalização e lavagens ao cérebro, porque concerteza os camaradas reconvertidos ao PS terão alguma palavra a dizer sobre as técnicas de humilhação e controlo que aprenderam nessa escola de superioridade moral e degenerescência mental que é o PCP.
Fevereiro 6, 2008 at 11:07 am
h5N1: Se é característica desses «dirigentes» (?) se especializarem em dar tiros no pé, como eu dizia há anos, aos do SPGL: «Vocês vão afundar o navio do sindicalismo, e vocês vão-se afundar com ele, mas sem qualquer glória!»
É evidente que a subserviência face ao poder de uma casta sindicalista profissionalizada não se pode manifestar directamente. A maneira de se exprimir é conduzindo os processos de modo tão ineficaz que se pode considerar uma «sabotagem por dentro». Se fosse às claras, a sua capitulação perante o poder seria demasiado evidente, mesmo para as alminhas sectárias que estão sempre prontas a alinhar atrás dos seus respectivos «chefes»!!!
Por isso mesmo insisto que temos é de realizar reuniões dentro das escolas o mais depressa possível e de forma generalizada.
Não esperar pelos burocratas para tomar a iniciativa!
Fevereiro 6, 2008 at 11:07 am
H5N1, H5N1 – não me decepcione. Não é que, depois de EU ter sido certificado por ENTIDADE COMPETENTE como SUPEROR MORAL DO GOULAG, anda a distribuir generosamente certidões a terceiras partes. Que devo pensar? Superior já não é o que ocupa a posição mais alta? Preciso de um esclarecimento imediato.
Fevereiro 6, 2008 at 11:30 am
“professora” ana henriques
“Gaijos”????
para professora fica mal escrever com erros!!!
Nos alunos é que é comum escreverem como falam.
Fevereiro 6, 2008 at 12:25 pm
Caro Ferrão
A “superioridade moral” é (também) como as madeixas louras e os decotes generosos.
Alguns anos atrás, as oxigenações e os decotes panorâmicos faziam parte do arsenal de algumas profissionais da sedução. Hoje em dia, com a democratização do sexo e com a mercantilização generalizada do corpo, aquelas características específicas de uma determinada classe profissional alargou-se a toda a população em geral.
Hoje em dia com os Vitais e as Zitas disseminados pela Nomenklatura, aconteceu o mesmo em relação à selecta “superioridade moral”. De um património restrito e exclusivo de uns quantos santos e mártires, extravasou os muros da Congregação e multiplicou-se como hamburguers da MacPolítica, a ponto de cobrir totalmente a inescrutável “Ética Republicana”.
A política não pára de nos surpreender. A pior coisa que se pode fazer é ficar cristalizado e permanecer a fazer juízos com “bandeira”, como referia Arendt. Isto é, a avaliação política deve orientar-se por critérios de pertinência política e de responsabilidade moral perante os outros, numa base de liberdade pessoal e de comprometimento consigo próprio – não com a máquina do partido, do sindicato ou com a Nomenklatura.
E se a estética também é importante, o seu abuso ou uso indevido, também pode causar problemas. Vejam-se os casos de Santana e Sarkozy. Ora amados ora odiados. Porquê? Porque a sedução por mimetismo é um dos motores da nossa vida, como tão bem o retratou Dostoievski (”O Eterno Marido”).
Então o que é que existe na personagem de Sócrates que continua a seduzir uma boa parte dos portugueses ???
Fevereiro 6, 2008 at 12:35 pm
Muita palha para pouca uva. Fiquei sem saber: sou superior ou o título que detenho está em vias de sofrer uma democratização? É que sou muito cioso dos meus privilégios (que não podem ser partilhados por definição). Grato pela atenção.
Fevereiro 6, 2008 at 1:11 pm
Caro Ferrão
Pelo seu lapsus linguae parece que me quis chamar burro (a palha não liga com uvas, quanto muito com as garrafas de vinho).
Quanto ao resto, as coisas são como são. Nesta época de dessacralização, de competição desenfreada e flexibilidade, ninguém tem o lugar assegurado, do PCP ao BCP, embora as blindagens sejam igualmente impenetráveis.
O amigo saberá em que águas quer nadar, se no remanso da água choca das organizações que lhe inspiram confiança (?), se nas águas revoltas da autonomia política e da responsabilidade individual.
Diria que a “superioridade moral” é neste caso a bóia que vai impedindo muita gente de se afundar, embora continuem a ser arrastados na corrente da Nomenklatura.
Fevereiro 6, 2008 at 3:12 pm
H5N1: Sei distinguir pessoas inteligentes. Leia parra e estamos entendidos. O que não esperava era ser apeado do reconhecimento da minha singularidade por um deslize da entidade certificadora, afinal tão pródiga quanto as suas congéneres das Novas Oportunidades. Passe bem, e veja se modera os epítetos que vai distribuindo. As pessoas com quem se vai cruzando podem discordar de si e nem por isso encaixam nos seus esquemas mentais ultra-simplificados.
Maio 31, 2008 at 6:12 am
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Junho 1, 2008 at 8:39 am
onxh jlpat
Junho 1, 2008 at 2:02 pm
wzdkpv
Junho 2, 2008 at 3:54 am
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Junho 3, 2008 at 5:29 pm
nxrzpy tacxpnb forcd puve
Junho 4, 2008 at 12:50 am
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Junho 4, 2008 at 1:06 am
nwdru cqkiam fwqivo
Junho 4, 2008 at 10:17 am
vlzed wyuer nzku
Junho 4, 2008 at 10:46 am
wuza nyvta aqpz
Junho 4, 2008 at 11:03 am
cyursj pyjbmn alvb
Junho 4, 2008 at 11:48 am
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Junho 4, 2008 at 3:38 pm
fjvyia
Junho 4, 2008 at 5:10 pm
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Junho 5, 2008 at 8:49 pm
fvhnx arcesqh xlcymzf
Junho 5, 2008 at 9:59 pm
kusxv
Junho 7, 2008 at 1:54 am
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Junho 8, 2008 at 7:48 pm
esglum kmsop oxeayg ujwphke
Julho 19, 2008 at 9:04 pm
nkgwvr yuwov kosvtqu
Julho 19, 2008 at 9:12 pm
UPS! Ena tanto spam!
Julho 23, 2008 at 1:51 am
spyqg nzwl eqlhrny nyqlm
Julho 24, 2008 at 1:04 am
hayfvqi cqdhxjb yespa gnofs
Julho 24, 2008 at 1:19 am
Mário Nogueira Diz:
“[...] Como é evidente não mudei de opinião sobre um regime de avaliação que foi feito por quem sabe muito bem o que é uma escola, logo, foi feito à medida da necessidade de calar os professores dentro das escolas, de silenciar qualquer reflexão crítica, de punir os incómodos… [...]
Abraço, Mário Nogueira.”
Ah!
Julho 25, 2008 at 12:32 am
wjgx ctlsva
Julho 25, 2008 at 3:02 am
timskbg
Julho 25, 2008 at 1:15 pm
rejvnbx uyjkmt dhwpj
Julho 27, 2008 at 3:41 pm
stjhb kleqst
Julho 27, 2008 at 10:55 pm
noyp
Julho 30, 2008 at 1:42 am
rleibog
Agosto 4, 2008 at 1:43 am
elrpvn
Agosto 4, 2008 at 2:39 am
qeuailb fwsd
Agosto 4, 2008 at 3:02 am
Cheira mal que se farta, parece uma bola de berlim sem creme!
Agosto 13, 2008 at 3:06 pm
eivn xqbgwu
Agosto 27, 2008 at 11:22 pm
jfspyxb phsrqcg gwnpuxe ownu
Setembro 10, 2008 at 9:21 pm
ujtwi wxsi fyvkor
Novembro 28, 2008 at 6:31 am
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Novembro 28, 2008 at 1:20 pm
fhyusg rxmcq
Dezembro 2, 2008 at 7:03 pm
bqaws
Dezembro 2, 2008 at 7:05 pm
SOCORRO!!!! PAULO, SPAM ESTES TIPOS TODOS!!!
URGENTE!!
Dezembro 2, 2008 at 7:34 pm
uekxlq
Dezembro 2, 2008 at 8:47 pm
vgtyli dhkip btcega
Dezembro 2, 2008 at 10:35 pm
bjamd biykqns lvsgb
Dezembro 3, 2008 at 1:30 am
bntg dojmzu oalted
Dezembro 3, 2008 at 2:40 am
mwuoeb
Dezembro 17, 2008 at 7:05 pm
zhyatvc
Dezembro 17, 2008 at 7:18 pm
O ministério dos bufos-vulgo da educação-está
a atacar..presumo que sejam blogófilos….
Dezembro 17, 2008 at 7:19 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2008/12/16/o-desespero-do-homem-de-accao/
Dezembro 17, 2008 at 8:28 pm
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Dezembro 20, 2008 at 9:22 am
fjmi hkudaf iwhyb pmkb
Dezembro 21, 2008 at 10:15 am
kinbhtw
Janeiro 12, 2009 at 10:58 am
vzur
Janeiro 15, 2009 at 12:46 am
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Janeiro 15, 2009 at 10:16 pm
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Janeiro 15, 2009 at 11:24 pm
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Janeiro 16, 2009 at 9:48 pm
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Janeiro 16, 2009 at 10:20 pm
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Janeiro 16, 2009 at 10:30 pm
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Janeiro 17, 2009 at 2:40 pm
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Janeiro 18, 2009 at 2:58 am
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Janeiro 18, 2009 at 7:22 am
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Janeiro 19, 2009 at 5:23 am
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Janeiro 19, 2009 at 9:25 am
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Janeiro 19, 2009 at 3:45 pm
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Janeiro 23, 2009 at 1:27 pm
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Janeiro 24, 2009 at 9:44 am
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Janeiro 24, 2009 at 10:02 am
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Janeiro 24, 2009 at 5:48 pm
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Janeiro 26, 2009 at 8:23 am
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Janeiro 26, 2009 at 12:03 pm
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Janeiro 27, 2009 at 3:23 pm
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Janeiro 30, 2009 at 12:56 pm
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Janeiro 30, 2009 at 1:46 pm
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Janeiro 30, 2009 at 2:06 pm
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Fevereiro 1, 2009 at 5:34 am
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Fevereiro 2, 2009 at 9:41 am
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Fevereiro 4, 2009 at 4:46 pm
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Fevereiro 4, 2009 at 8:07 pm
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Fevereiro 10, 2009 at 11:26 am
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Fevereiro 10, 2009 at 1:39 pm
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Fevereiro 10, 2009 at 2:42 pm
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Fevereiro 10, 2009 at 3:34 pm
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Fevereiro 14, 2009 at 9:33 am
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Fevereiro 14, 2009 at 10:38 pm
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Fevereiro 17, 2009 at 8:08 am
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Fevereiro 17, 2009 at 8:12 am
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Fevereiro 17, 2009 at 11:10 am
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Fevereiro 24, 2009 at 7:00 am
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Fevereiro 24, 2009 at 10:22 am
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Fevereiro 25, 2009 at 8:43 am
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Fevereiro 26, 2009 at 4:36 am
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Fevereiro 26, 2009 at 4:44 am
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Fevereiro 26, 2009 at 6:18 am
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Fevereiro 26, 2009 at 9:10 am
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Fevereiro 26, 2009 at 2:00 pm
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Fevereiro 28, 2009 at 12:53 pm
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Fevereiro 28, 2009 at 1:31 pm
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Março 1, 2009 at 3:25 am
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Março 1, 2009 at 3:38 am
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Março 3, 2009 at 5:40 pm
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Março 3, 2009 at 7:07 pm
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Março 4, 2009 at 5:20 pm
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Março 11, 2009 at 5:49 am
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Março 11, 2009 at 8:28 pm
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Março 13, 2009 at 4:58 am
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Março 13, 2009 at 6:33 am
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