Escolas reafirmam não ter tempo

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“À partida, o coordenador de departamento tem de assistir a aulas de todos os colegas do mesmo departamento. Ora, há departamentos com 30 ou mais docentes, o que inviabiliza tal tarefa, já que o coordenador também tem as suas aulas para dar. Fala-se na possibilidade de delegar, mas ninguém sabe como e a quem”, disse ao CM o presidente do conselho executivo de uma escola do Porto, sublinhando que “este é só um exemplo do muito que falta clarificar”.
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O Conselho das Escolas também se mostrou crítico aos prazos dados pela tutela para a implementação da avaliação. Em parecer, o Conselho diz ser “manifestamente inexequível a aplicação do novo modelo de avaliação do pessoal docente nos termos, prazos e procedimentos com que está a ser aplicado”.

Mas o homem do chicote tem a solução, que não é, obviamente, nenhuma chantagem:

“Está-se a querer exigir saber o que não é necessário saber para já”, sublinhou por seu lado o secretário de Estado Jorge Pedreira, acusando os sindicatos de “instigar algumas escolas a não cumprirem o prazo para evitar que a avaliação se faça”.
“Estes sindicatos pretendem que este seja mais um ano congelado, mas, a haver qualquer suspensão, o período que não for avaliado não conta para a progressão dos professores”, avisou o governante.

Não há nada como um ex-sindicalista para saber como se mete a maralha na ordem. Voz grossa e bota pesada.

Que todos os santos nos protejam deste tipo de viradeiras.

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