Nova confederação de pais reclama pluralidade de vozes

Claro que a Confap, subsidiada a 93% pelo ME desde que cumpra um plano de actividades aprovado pela 5 de Outubro (na base do famoso protocolo estabelecido há uma década) se insurge contra esta quebra da desejada unicidade parental. Porque o pluralismo é bom no caso dos sindicatos, mas mau na própria casa.

Seria interessante que os líderes da Confap encarassem com naturalidade e sem nervosismo a diversidade de posições e o incómodo que a colagem da actual direcção ao ME suscita em parte do movimento associativo de pais. Porque se há coisa que a Confap, sob a direcção dos actuais protagonistas (retomando o que já fizeram antes), gosta de confundir é o MAP – Movimento Associativo de Pais – e a própria Confap. Porque as coisas são bem distintas e a Confap mais não é do que uma parte do MAP, não todo o MAP. Basta olhar para o número de Associações de Pais que estiveram na base da eleição da sua actual direcção.

Aliás, a Confap parece mais um organismo dependente do ME do que uma entidade autónoma, de tal modo tende a clonar as posições governamentais e a aparecer de braço dado com dirigentes de topo do ME (ou ex-dirigentes) como num recente encontro realizado em Alcochete.