Órgão meramente consultivo
A presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores esclareceu que este órgão é apenas consultivo, “sem qualquer poder normativo ou executivo”. Na sua primeira intervenção pública depois de ser conhecida a sua nomeação para a presidência do Conselho, Conceição Castro Ramos esclareceu , em Guimarães, perante dezenas de docentes, que não pode responder às dúvidas dos professores sobre como serão avaliados e quem irá avaliar os avaliadores. Quem implementa o processo de avaliação é a Direcção Geral dos Recursos Educativos”, frisou.
Mas então que é responsável pela elaboração das grelhas?
E como é que elas foram feitas em menos de 24 horas, se foram disponibilizadas na noite de dia 25, quando as recomendações «genéricas» só foram conhecidas na manhã desse dia?
E o que acham da forma como a Presidente do CCAP já está a sacudir qualquer responsabilidade pelo processo de avaliação que devia monitorizar?
Atendendo à longa experiência profissional de Conceição Castro Ramos será difícil perceber aquilo que ela – tal como todos os não-adesivos - adivinha relativamente ao estado caótico em que vai decorrer todo este processo?
Janeiro 28, 2008 at 12:20 am
As recomendações da srª sairam minutos antes das grelhas.
Reparei no cuidado que tiveram com a sequência da saída dos documentos.
Pois! Sacode a água do capote.
Mas repara no despacho que lhe dá “os poderes para sozinha, elaborar as recomendações.
O despacho é uma resposta à pergunta da srª sobre o que fazer já que as escolas não se calam.
Talves se não perguntasse nem se lembrassem de a mandar trabalhar sem o resto da equipa. A srª ainda não tem equipa, a srª não tem quem presidir, a srª não tem nem o regulamento nem o regimento “do gabinete aprovados, mesmo que já os tenha elaborado para justificar o tempo que lá está – aliás deve ter sido o que aconteceu com as ditas recomendações… foi-se entretendo! Entretendo mas, quanto a mim sem validade jurídica – legalmenbte não existe. E não é a teoria do pedrinha no rim que me convence. Não é por dizer que muitas vezes as pessoas ocupam os lugares e depois é que sai a nomeação que explica isto. Aqui, saiu a nomeação para um lugar que ainda não existe oficialmente. E aqui foi produzida documentação legal sem suporte legal do cargo (já foi aprovado, mas não foi publicado – se calhar quando for entra com a rectoactividade a que já estamos habituados para justificar as asneiras que fazem)
Janeiro 28, 2008 at 1:52 am
Já se impunha uma intervenção do PR para dizer a esta cambada que pare de brincar com coisas sérias. Os alunos são a razão de ser da escola, e mereciam que quem tutela o Ensino tivesse pelo menos uma vaga noção do que está a fazer.
Não há psicólogos, médico e enfermeiro escolar, as invencionices curriculares e legais acumulam-se, hostilizam-se os docentes, virando a opinião pública contra estes. O que é que esta gente quer? O melhor que tinham a fazer era não mexer, estar quietos. Pelo menos não estragavam. Se querem “deixar marca”, recuperem o ensino técnico, por exemplo. Recuperem coisas boas que houve, mas não inventem!