Alunos portugueses «estudam pouco»
O secretário de Estado da Educação declarou, ontem, em conversa com os alunos da Correlhã, Ponte de Lima, onde se deslocou para inaugurar o edifício da escola básica integrada, que os alunos em Portugal «estudam pouco». Valter Lemos defendeu também que de pouco valerá fazer investimentos avultados na reorganização da rede criando todas as condições se os «professores e os pais não se empenharem». O governante esteve no concelho de Ponte de Lima para inaugurar três equipamentos escolares, que no conjunto representam um investimento de cerca de quatro milhões de euros.
Presunção e água benta…. (com o agradecimento ao António Antão por mais esta pérola)
Janeiro 26, 2008 at 6:20 pm
Ora aí tens!
Eles estudam pouco! Se tu não te empenhares não tens sucesso!
Continua a mesma lógica! Nenhuma voz se “alevanta” para dizer: “meninos! vocês estudam pouco! Vocês têm que estudar porque não é o trabalho dos vossos pais e dos vossos professores que vai fazer os vossos testes e ter sucesso!
Bolas!
Janeiro 26, 2008 at 6:33 pm
… portanto, avaliem-se os Professores…
Lógico!!!
Janeiro 26, 2008 at 6:48 pm
O homem é um espanto. Há alguns dias um dos Secretários de Estado (terá sido ele?) disse na inauguração de uma outra escola que com umas instalações tão bonitas só se podia esperar bons resultados. Afinal as instalações e os portáteles não chegam para fazer a malta estudar (vá-se lá saber porquê…). Se o ridículo matasse já tínhamos tido exéquias solenes
Janeiro 26, 2008 at 6:50 pm
O homem é um espanto. Há alguns dias um dos Secretários de Estado (terá sido ele?) disse na inauguração de uma outra escola que com umas instalações tão bonitas só se podia esperar bons resultados. Afinal as instalações e os portáteles não chegam para fazer a malta estudar (vá-se lá saber porquê…). Se o ridículo matasse já tínhamos tido exéquias solenes
Janeiro 26, 2008 at 6:55 pm
Ups! A última mensagem apareceu a dobrar…
Janeiro 26, 2008 at 10:49 pm
Os portáteles estão a ficar todos estragados.
Os 2 quadros interactivos aguardam a sua “operacionalização” e terão o mesmo caminho.Ou pior, serão pouco utilizados, dada a escassez de tempo.
Janeiro 26, 2008 at 11:12 pm
Portáteles estragados? Será da kolidade (ou da falta dela)? Na minha escola já temos um definitivamente nas boxes e há mais uns quantos que já foi preciso fazer o restauro do sistema porque havia programas que já não arrancavam ou não conseguiam encontrar a rede. Agora é só esperarmos pela kolidade dos que hão-de vir até se atingir o rácio de 5 alunos por computador (ou 2 alunos por computador – adoro estes números exactos, assim género olhómetro
) e um quadro por cada quatro sala de aula. O governo diz que vai haver contratos para manutenção mas a malta que está no terreno já sabe no que é que vai dar. E como teremos os portáteles, os quadros (e umas escolas bonitas, quiçá?) já não haverá razão para os alunos não terem 133,65% de sucesso.
Janeiro 27, 2008 at 12:46 am
O grande problema dos portáteles reside na bateria (de iões de lítio, dizem alguns fabricantes) que exige manutenção, como descarga completa mensal seguida de carga total. Uma bateria, mesmo fabricada na China, custa cerca de 150 euros.