Função pública deve perder poder de compra pelo nono ano

Fracasso das previsões da inflação leva a admitir que aumentos de 2,1 sejam ultrapassados pela subida dos preços, à semelhança do que acontece desde 2000. (Público, sem ligação)

Já sei, são os eleitores de 4 em 4 anos que fazem a avaliação, mas verdade seja dita que a avaliação do PS guterrista foi negativa e veio o PSD barrosista-santanista, que também acabou com avaliação negativa, dando lugar ao PS socrático.

O problema é que os «erros» continuaram e continuarão enquanto isto for aquilo que é, o mesmo com cores ligeiramente diferentes, danças de cadeiras nas direcções-gerais e administrações, mas fundamentalmente a mesma crença que os «erros» acabam ser por penalizar os mesmos.

E o que me chateia assim um bocado mais mesmo (daria bem 1% para não os ouvir…) é ter de aturar opinadores e especialistas – nos intervalos de serem políticos de segunda linha, assessores ou coordenadores de estudos – a perorarem de forma douta a posteriori sobre aquilo devia ter sido feito e não fizeram quando podiam.

E depois a culpa é dos interesses corporativos. Claro, dos seus interesses corporativos.

Pois alguém conhece algum congelamento dos seus vencimentos ou progressões?

E nove anos ainda não foram tempo suficiente para demonstrarem a sua competência? É que, parecendo que não, é mais de um quarto do tempo que vivemos em democracia.

E isto não é ser demagogo ou anti-democrata, é apenas observar que a culpa pelos «erros» acaba sempre ao deus-dará, com desculpas adequadamente ridículas como a que surgirá daqui por um ano, justificando os erros de agora com o facto de «não ser previsível», por exemplo, o aumento do preço do petróleo ou o clima económico recessivo internacional …

Bullocks…