A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) entende que não existem motivos que justifiquem a apreensão dos pais de alunos deficientes. “Não têm necessidade de se preocupar”, afirma Albino Almeida, presidente da Confap, garantindo que “tem a garantia do secretário de Estado da Educação de que todos estes casos serão tratados de modo a responderem aos interesses dos alunos e das famílias”. (Correio da Manhã)
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Se um parágrafo ou dois a seguir afirma que «vai mudar o paradigma» eu rendo-me logo. Agora definir um que é exactamente um paradigma é que seria divertido.
Claro que a garantia do secretário de Estado é para valer. Poderia alguém pela Confap dizer o contrário, agora que anda em digressão pelo país em defesa das medidas do Governo, de braço dado com directores-gerais, actuais ou pretéritos?
Janeiro 15, 2008 at 9:34 am
Com o AA de braço dado com o secretário de estado, nada há a temer.
E com a senhora ministra muito envergonhada: “Se há área em que me envergonho como cidadã é esta. Prevaleciam todos os interesses menos os das crianças.”
Doravante, todos os meninos, meninas, jovens deficientes e seus pais vão poder ficar descansados.
Chama-se a isto mentir comme un arracheur de dents.
Janeiro 15, 2008 at 2:10 pm
Se o Secretário de Estado da Educação garantiu então podemos (os professores, os alunos e os pais) estar descansados que é uma promessa verdadeira e 100% certa. A não ser que:
1- O Secretário de Estado mude de ideia quando mudar de camisa (ou qualquer outra peça de roupa);
2- O Secretário de Estado estivesse a falar de qualquer outra coisa que não os alunos com NEE;
3- O que o Secretário de Estado disse não era aquilo que ele disse mas aquilo que ele queria dizer que podia ser diferente daquilo que ele estava a pensar em dizer;
4- O Secretário de Estado seja detentor de um forte campo de distorção da realidade (algo que todos sabemos ser verdade).
Janeiro 15, 2008 at 2:45 pm
Muita gente emite palpites e tem algo a acrescentar às “impressões” e declarações de princípio sobre o modo como funcionava o processo de educação especial.
Mas alguém tem uma avaliação rigorosa e objectiva do que realmente se passava/passa, ou estamos apenas na presença de estados de alma e de momentos impressionistas ??
Sinceramente, parece-me que há muita gente que saíria muito mal deste filme se fosse apresentada uma versão integral, sem cortes e sem censura, se se apreciasse o trabalho efectivo realizado pelos diferentes intervenientes/responsáveis por alunos NEE e respectivos resultados em termos de desenvolvimento pessoal, social e académico.
Com isto não quero condescender com as afirmações da ministra (porque nem sequer percebo onde quer chegar ou o que realmente quer dizer e temo que o futuro ainda seja mais tenebroso para os alunos NEE), nem prestar atenção à indingência canina da CONFAP, mas apenas chamar a atenção para a ficção daquilo a que se chama “inclusão” e para a lenga-lenga do “paradigma” da “Escola Pública” onde cabe tudo e o seu contrário.
Janeiro 15, 2008 at 3:27 pm
Isto é de loucos, as escolas regulares não têm condições – professores especializados, auxiliares, terapeutas, etc, para trabalhar com alunos com deficiências graves. Estes vão andar ao monte nas escolas.
Vai ser o desatre!
O Albino é uma besta!
Como membro de uma AP não me identifico com nada do que diz.