Nada como disponibilizarem meios online para resolvermos de forma célere os nossos problemas com as empresas que nos fornecem serviços essenciais. É todo um admirável mundo novo de oportunidades de comunicação.
Ou quase.
Perante uma situação de disputa com a Galp quanto a um certo e determinado pagamento que eu fiz, mas do qual me apareciam repetidas notas de dívida, recebi hoje o seguinte mal:
Estimado Cliente
Acusamos a recepção do E-mail de V.Ex.ª, no dia 30 de Maio de 2007, que mereceu a nossa melhor atenção, resultando deste os seguintes esclarecimentos.
Após análise da conta corrente de V. Ex.ª, informamos que as facturas F212006051000085 emitida em 02/05/2006 de 32,38€ e F212006061036344 emitida em 30/06/2006 de 29,21€, no total de 61,59€, encontram-se liquidadas.
Aproveitámos ainda para informar, que nesta data, não existem facturas em divida para a morada de consumo sita na R. xxxxxxxxxxxx.
Esperamos ter esclarecido V.Ex.ª e estamos ao dispor sempre que entenda por conveniente através dos nossos contactos habituais:
Linha Galp Gás: 808 508 100 (dias úteis das 9:00 às 19:00 horas)
E-mail: Linhagalpgas@galpenergia.com
Quase sete meses depois responderam-me que eu afinal tinha mesmo razão. Só é pena que, e apesar de outros contactos por via telefónica e por carta, me tivessem ameaçado cortar o gás a meio de Dezembro caso eu não pagasse as ditas facturas. E lá fui eu pagá-las.
Já imaginaram a trabalheira que vai ser preciso agora para reaver o dinheiro?
E já imaginaram se as escolas, enquanto “organizações”, tratassem assim os seus “clientes”?
Janeiro 11, 2008 at 11:37 pm
Parece-me vislumbrar aqui o modelo “melhor articulação dos serviços centrais com as escolas” publicitado na carta de MLR enviada aos estabelecimentos de ensino do país. Terá a Galp servido de “musa inspiradora”?
Janeiro 11, 2008 at 11:53 pm
Estas super empresas nacionais parecem ministérios, com catrefadas de advogados. Há pouco tempo, na mudança de servidor ISP tive problemas e ameaças de uma advogada de Lisboa; para evitar ir a tribunal paguei cento e tal euritos, fiquei quase um mês sem “net” por causa da “migração”, isto depois de várias cartas com aviso de recepção.
Hoje em dia, quem não está sempre atento está XXXXXX, os abutres pairam por todo o lado.
Janeiro 12, 2008 at 1:12 am
Nao vem muito a propósito, mas também faz parte do wonderful new world: O Carefur já sofreu um upgrade para Continente. Abaixo o monopólio do estado. Viva o mercado livre e a concorrência. Um dia destes, se quisermos comer, teremos que pedir meças (ou créditos) ao tio Belmiro, que agora só tem que ir puxando o cordel.
Janeiro 12, 2008 at 1:51 am
Não poder ser anónimo é terrível e confrangedor. Passear pela net não é a mesma coisa que por livrarias, à procura de um livro para ler. A net é uma biblioteca onde só o olhar para a lombada de um livro é equivalente a preencher a requisição de leitor, ou seja, tem de se dar o nome, morada, habilitações, número de filhos, etc. Não fosse a net uma invenção americana. E o tio Belmiro vai dando descontos no cartão, o trio da educação (liderado por um líder com liderança que não deixa ninguém demitir-se) continua com o brainstorming à procura de resultados sem investimento.
Viajar na net já o tinham previsto Dante e Camões.
Janeiro 12, 2008 at 10:17 am
A minha migração – e foi dentro do mesmo grupo – do Sapo e PT para o sistema MEO não acabou assim, mas quase.
O corte do Sapo foi nunca dado dia para poder aceder ao MEO, mas para eles aconteceu apenas 9 dias depois.
Como a coisa se traduziu em menos de 3 euros – e sei que eles apostam nisso – não sei se ganho para os selos andar a chateá-los.
J+a com o serviço de TV por cabo querem cobrar mais dois meses, porque não receberam a 1ª carta, patati, patatá, e depois são precisos 30 dias para desconectar o serviço.
Blá, blá, blá: resultado, vieram cá cortar o serviço e pelos vistos deixaram tudo na mesma, porque se enganaram no apartamento e o meu vizinho já tinha o serviço cortado.
Agora tenho dois serviços sobrepostos sem necessidade.