É o nosso amigo subsidiodependente em regime de voluntariado que já disse de sua justiça sobre o novo modelo de gestão à “imprensa de referência disponível” logo que o anúncio surgiu no Parlamento (a prosa foi publicada dia 13). Anote-se esta passagem, brilhante tanto pela forma como encara a ortografia como pelo modo como insinua que já sabia o que aí vinha:
Cremos que estes objectivos são forte e maioritáriamente consensuais entre todos os que acompanham as questões educativas, seja como parceiros sociais – caso da Confap – seja como simples cidadãos interessados na matéria.
Os parceiros, de resto, há muito que aguardavam este anúncio e, também, em 5 de Outubro passado, disso fez eco o Presidente da Républica, num notável e histórico discurso! No dia anterior – ao celebrar o Dia do Professor – eu próprio, em nome da Confap, propunha ao Presidente da FNE a organização de debates sobre o assunto, por todo o país. A FNE programou, há um mês, essa iniciativa, na qual nos incluíremos.
Atentem na forma de acentuação e distribuição de vírgulas, de forma a sincopar as frases, mesmo quando isso não é necessário.
A utilização da expressão “parceiros sociais” deve ser encarada em sentido lato, obviamente (ou será melhor óbviamente?).
Entre o artigo publicado e o texto disponível na página da Confap existem ligeiras discrepâncias como a que se pode detectar mesmo no final do texto quando se referem as 2000 associações de pais existentes no país (ou será pais?).
Dezembro 21, 2007 at 10:50 pm
Eu ouvi o anúncio.
Dezembro 21, 2007 at 11:46 pm
Pela escrita escorreita apresentada por tão digno representante (ao que chegámos)verifica-se que está radiante. As vírgulas em profusão e a despropósito (defende-se uma escola de sucesso, não é o que dizem?) atestam-no.
Quando os humores se encontram mais biliosos, troca a vírgula abundante pelo ponto de exclamação em catadupa.
Dezembro 22, 2007 at 12:07 am
Realmente a única diferença que existe entre si e ele, é que ele tem a projecção mediática que o meu caro gostaria ter, mas não tem!
Pois no fundo, ambos falam muito mas dizem pouco.
Essa dor de cotovelo… está a tornar-se obsessiva!
Dezembro 22, 2007 at 12:29 am
Este prof… a que corrente de pensamento pertencerá? Como são curiosas as argumentações dos contestatários que cá aparecem…
Paulo , “dor de cotovelo” ?!
Dezembro 22, 2007 at 2:25 am
Eu, nos textos do meu blog, assino “prof”, mas não tenho nada a ver com esse prof aí acima. O Paulo não tem razões para ter dores de cotovelo de quem nem escrever sabe, escrevendo ele com a facilidade que todos lhe conhecemos e muitos de nós apreciámos. Projecção mediática? Haverá neste momento, no país, blog mais lido e divulgado do que o do Paulo?
Bom fim-de-semana!
Dezembro 22, 2007 at 10:11 am
Tudo isto é lamentável, pelo facto de ser mais um dos aspectos reveladores de que a sociedade portuguesa está a ser arrastada para o caos sem que a esmagadora maioria da população tenha consciência de tal.
Dezembro 22, 2007 at 10:51 am
Prof,
Um bom natal para si, apesar de ter em relação a mim aquilo que me diz ser a minha obsessão.
Quanto ao cotovelo, peço o favor de mais atenção, pois no início do Outono confessei que o esquerdo me começa a doer sempre que se aproxima tempo húmido.
Claro que esta semana me doeu razoavelmente, mas ainda está bom para dar umas cotoveladas nas filas para os sonhos, azevias e outras coisas boas da época.
Fique bem, fique tranquilo.
Dezembro 22, 2007 at 10:58 am
Cá venho eu que não sou professor comentar mais uma vez.
Na leitura desta notícia http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=270857&idselect=10&idCanal=10&p=200
achei caricato este trecho:
“Segundo Jorge Pedreira, secretário de Estado adjunto e da Educação, a colocação de um professor à frente do Conselho Geral “iria diminuir a autoridade do director de escola sobre os professores”, pelo que só um encarregado de educação, autarca ou membro da comunidade local pode assumir tal tarefa.
”
Nem sei como interpretar estas palavras. Vejo duas hipóteses para o seu significado:
1- “Estão a ver, se fosse um professor era alguém que sabia de educação e poderia discordar fundamentadamente das decisões do director.Se for um talhante o director pode responder-lhe “Vá encher chouriços que é disso que percebe”"
2- “Isto é a aplicação das Novas Oportunidades. Fez a 4º classe com custo, ficou com o negócio de broa do seu pai e preside à associação industrial e comercial do concelho mas está farto que lhe chamem o João Padeiro ? Tem aqui a Nova oportunidade de reconhecimento público, este governo dá-lhe a hipótese de presidir ao conselho da escola. Verá que ao entrar há miúdos que lhe chamarão “sotor”
3-”Pois isto é o reforço da autoridade. Estamos mesmo já a produzir legislação de forma a que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça não possa ser um juiz nem licenciado em Direito. Será um cortador de carnes com licença do matadouro municipal. Quanto à Ordem dos Médicos será dirigida por um representante da Federação das Empresas de Construção Civil e Obras Públicas,na dos economistas pensamos inicialmente no professor Zandinga mas infelizmente já morreu. Estamos em alternativa a estudar a hipótese do Prof. Bambo como integrante do espaço Schegen, poder ocupar o lugar.
Dezembro 22, 2007 at 11:02 am
Afinal foram três.
Esta também é interessante:
“O peso dos docentes na composição do Conselho Geral pode, em determinados casos, ser minoritário, uma vez que a sua representação está situada entre os 30 e 40 por cento dos membros. Mais: o número de representantes do pessoal docente e não docente não pode ultrapassar metade do Conselho Geral. ”
É em determinados casos é. E 2+2,em determinados casos, é igual a quatro.
Dezembro 22, 2007 at 7:02 pm
Isto não é possível, tem de haver por lá alguém informado que clarifique todas estas questões.