Os cérebros da 5 de Outubro conseguiram enfiar uma eleição num processo de concurso público, de maneira a tentar tapar a brecha aberta em relação à LBSE.
Não é que a solução me convença, mas há que admitir que alguém deve ter passado umas horas a congeminar isto.
Claro que é uma solução meio encavalitada na fronteira da compatibilidade com a LBSE.
Os artigos 21º e 23º são uma pérola antológica sobre como tornear a letra e o espírito da LBSE. Já adivinhava isto que, aliás, seria praticamente a única forma de – formalmente – respeitar a incómoda «democraticidade do processo».
Eu de certa forma até concordo que, em termos nacionais, esta talvez fosse uma solução a adoptar: em vez de uma eleição tradicional, deveríamos abrir um concurso público para Primeiro-Ministro, ao qual pudessem concorrer políticos com um mínimo de experiência – um mandato como detentores de um cargo político executivo – mesmo de países envolventes ou mais distantes.
Conforme as candidaturas apresentadas, os currículos e os projectos, depois uma espécie de Conselho Corporativo Geral da Nação (note-se que no Conselho Geral das escolas só os elementos do corpo docente e dos funcionários estão sujeitos a eleição, sendo os outros nomeados, designados ou cooptados) reunir-se-ia e escolheria o melhor candidato.
Aposto que muito provavelmente não teríamos acabado com uma espécie de engenheiro.
Dezembro 21, 2007 at 6:19 pm
E o que me dizes da inovação da limitação de mandatos para o Director? Ao fim de 12 anos de mandato há que dar o seu lugar a outro… é evidente que a dança das cadeiras entre os elementos da equipa pode eternizar o poder…
Dezembro 21, 2007 at 6:19 pm
Deve ter sido algum destes advogados!
Contratos secretos
Governo esconde informações sobre os contratos de milhões de euros com advogados
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=71417
Dezembro 21, 2007 at 6:29 pm
Miguel, penso que apenas podem ficar 9 anos, depois de cessarem o actual mandato, caso seja(m) a(s) mesma(s) pessoa(s). Depois têm um período de afastamento compulsivo de um triénio e podem voltar.
Dezembro 21, 2007 at 6:48 pm
Para não termos essa espécie de engenheiro como Primeiro-Ministro, o tal concurso deveria exigir um retrato psicológico de cada candidato e excluir liminarmente determinados “filhos da mãe”!
Dezembro 22, 2007 at 4:15 pm
Espero que tenham imprimido o sentido correcto às minhas palavras que, garanto, não foi com intenção de ofender. Se a mãe tem um forte ascendente sobre a forma como nos relacionamos com as mulheres, as emoções e os sentimentos e a sociedade em geral, uma criança que aos 6 ou 7 anos é afastada da mãe e dos irmãos deve ficar seriamente afectada. Talvez seja por isso que a sociedade portuguesa está a ser penalizada, digo eu!