José Sócrates deu uma entrevista ao Libération, cuja análise é motivo de peça jornalística no nosso DN (à falta de melhor digere-se o que vem de fora). Esta é a parte em que o nosso primeiro declara as suas afinidades políticas:
Ao enviado do “Libé”, Sócrates elege como modelo político o blairismo britânico: “Gosto muito dos trabalhistas britânicos que fizeram muito para a renovação do pensamento socialista na Europa.” Afirma que “não se reconhece de todo” no socialismo à francesa, que considera “ultrapassado”. “A afirmação dos partidos socialistas faz-se ao centro”, diz. Mais, segundo Sócrates: “O que é que diferencia a esquerda da direita? A igualdade. Mas, para mim, o primeiro valor, aquele que se sobrepõe aos outros, é a liberdade. Eu sou, pois, um democrata socialista.”
O resto também é de bom nível, sendo de realçar a admissão de provincianismo por parte de JS.
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Dezembro 19, 2007 at 8:54 pm
Do artigo do Libération, gostei particularmente da parte das zangas com a companheira “beaucoup plus libérale que lui en matière de mœurs.”
Charmant! Ou ridicule, très ridicule, trop ridicule, complètement ridicule.
O Libération que sempre foi um jornal de esquerda fez um lindo retrato à direita do homem que se diz da esquerda moderna.
Qu’est-ce que c’est que ça?
Dezembro 19, 2007 at 8:59 pm
O Sócrates precisa é de uma Bruni para o fazer largar os numaros, pois também ela é beaucoup plus libérale (et aussi plus belle, digo eu).
Dezembro 19, 2007 at 9:14 pm
As Bruni não apreciam material contrafeito (je suppose, bien sûr).