Ler com toda a atenção a pequena peça que hoje vem no Expresso sobre a questão dos critérios usados pelo Observatório da Segurança Escolar (confesso que de cada vez que leio o nome parece mudar) para elaborar o seu relatório sobre violência nas Escolas (cliquem para aumentar)

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Como o exercício de camuflagem, para além de mandar “limpar” certas ocorrências das estatísticas também as “empurrou” para fora das Escolas, fazendo-as recair na área de acção do MAI, a coisa provavelmente não terá caído bem fora da 5 de Outubro, porque a quebra de casos nas Escolas fez disparar os casos em redor das ditas.

Para além disso note-se como o ME nega o acesso aos dados sobre a situação nos TEIP (olha eu num e ao lado de outro), assim como (não) responde às dúvidas colocadas pelas jornalistas.

Porque esta é mais uma das enorme manobras de mistificação estatística em decurso, baseada no princípio de que mudando os números a realidade percepcionada pela opinião pública pode ser moldada. Ou «se mudarmos os números e manipulando a informação, mudamos a realidade sobre a qual se fala e sobre a qual se fazem análises».

Por isso as nossas estatísticas são historicamente uma miséria em termos de qualidade.