Recebi este documento que poderá ter um certo e determinado interesse para todos nós (constitucionalidade.pdf).
Novembro 21, 2007
Ahhhhhhhhhhhhh… Afinal! A Fiscalização da Constitucionalidade do ECD!
Posted by Paulo Guinote under Coisas Boas, Estatuto, Legislação[16] Comments
Novembro 21, 2007 at 8:48 pm
Não deixa de ser interessante que tal documento só surja agora, na conjuntura do “novo” PSD.
Novembro 21, 2007 at 9:05 pm
O populismo tem destas benesses.
Aposto que, por muito mau que fosse, o SLopes nunca seria capaz de dar aval a um ECD deste tipo.
Quanto ao Menezes não faço a mínima ideia.
Mas nada como aproveitar…
Novembro 21, 2007 at 9:40 pm
Ainda bem que se procedeu ao envio de tal pedido, populismos à parte. Ainda sobre a avaliação de docentes, gostaria de referir o seguinte:
1- estranho que na minha escola o pedagógico ainda não se tenha pronunciado sobre o assunto nesta altura do ano lectivo;
2- fiz uma análise ao número de docentes por departamento e nem com 35h semanais de trabalho me parece viável a assistência dos coordenadores às aulas – será outro aspecto não previsto, à semelhança do sucedido quanto ao ratio inspectores/coordenadores de departamento?
3- também ainda não consegui entender como irão os coordenadores de departamentos multidisciplinares avaliar colegas seus de disciplinas diferentes- como irá um professor de Ciências avaliar o colega de CFQ, por exemplo? Ou um de Inglês avaliar as aulas de Francês?
Esta última questão já a coloquei em pedagógico e não obtive resposta.
Novembro 21, 2007 at 10:12 pm
Um colega meu disse-me há dias que na sua escola a avaliação irá ser feita da seguinte forma:
1- O professor titular do Departamento considera que não tem tempo para avaliar todos os docentes (não sei quantos são mas se ele acha que não consegue…);
2- Vai daí e delegou no sub-coordenador de departamento a avaliação de alguns dos professores;
3- Resta dizer que o sub-coordenador é contratado, e portanto nem sequer tem vínculo à escola nem ao ME.
Acho isso muito estranho mas, “desde que vi um porco a andar de bicicleta”….
Sabem-me dizer se isto tem cobertura legal? Mas legal mesmo e não das leis à Valter Lemos.
Novembro 21, 2007 at 10:41 pm
Espreita o teu mail, Paulo, pf. Um abra;o
Novembro 21, 2007 at 10:57 pm
Estive agora numa sessão de esclarecimento sobre a Avaliação de Desempenho por Objectivos, dada por alguém que “implementou” este sistema de avaliação em empresas públicas e privadas.
Esta avaliação da Função Pública foi “beber” ao que foi feito nos EUA.
Para além de muita informação sobre esta GPO (Gestão por Objectivos), o formador/consultor alertou para o facto de isto ser um processo que leva tempo a ser implementado – no mínimo 3 anos e que os objectivos devem ser claros e em nº reduzido- 2 ou 3.
Ou seja, diz quem anda nisto há algum tempo que não é fácil, que não é possível fazer-se muito ao mesmo tempo, que a GPO não é “o que querem que eu faça, mas aquilo que mu comprometi a fazer”, que uma das dificuldades poderá ser o “policiamento” e a “manipulação” e que sem avaliação de escola não pode existir avaliação de docentes, o que está , entre outras coisas, ligado à pergunta: Que recursos existem para se avançaram com os objectivos a atingir?
Finalmente, foi chamada a atenção para as entrevistas entre avaliadores e avaliados que tem muito que se lhe diga, não sendo tão fácil como se possa pensar. Requer muito treino e preparação.É assim mais ou menos como uma relação psicólogo/cliente.(!!??)
Enfim, se há escolas que ainda não acordaram, outras estão já a trabalhar a todo o vapor, como é costume nestas coisas. E depois dá maus resultados. Isto sou eu a pensar.
Novembro 21, 2007 at 11:18 pm
Fernanda
É exactamente como diz. Concretamente na área da supervisão/avaliação de desempenho dos professores, sobre a qual não existem muitos estudos entre nós, a literatura especialmente americana é vasta, pois a realidade tem entre eles já muitos anos. No entanto, tanto quanto pude verificar, as opiniões dos investigadores são pouco consensuais, e vários defendem que a função de assistência e de avaliação não devem executadas pela mesma pessoa. Nos EUA é vulgarmente o director que tem a função de avaliação, ficando a assistencia e apoio ao desenvolvimento profissional acometidos ao coordenador de departamento ou equivalente. Entre nós parece-me que os coordenadores ainda não se aperceberam bem da enorme responsabilidade que lhes estão a colocar nos ombros!
Quanto à eentrevista, que faz parte dos procedimentos de avaliação clínica, é evidentemente necessário muito treino e conhecimentos para as conduzir, bem como para a observação de aulas e de um modo geral todo o processo de supervisão. No mínimo exigia-se um processo com algum amadurecimento e formação adequada para todos os que irão ser responsáveis por ele.
Novembro 21, 2007 at 11:33 pm
PD
http://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/M_Html/Mid_189/Anexos/Avaliação_de_Desempenho.pdf
Artº 12º – pode delegar noutros professores, mas que sejam titulares e de preferência do departamento do avaliado. Pelo que percebi toda a gente pode ir delegando… desde o Pres. do CE ao coordenador.
Poderei delegar as avaliações todas?
Novembro 21, 2007 at 11:51 pm
LOL! És um espectáculo! [desculpem, o que disse não tem nada a ver com teor do post ou comentários!]
Novembro 22, 2007 at 1:03 am
Maria lisboa,
Creio que o processo de “delegação” da avaliação está para ser definido ainda pelo ME. Pelo menos foi isto que li algures no ECD ou na legialação sobre A de Desempenho.
Que critérios estarão previstos, não sei. Mas como passei a desconfiar de tudo, já estou à espera do que poderá daí resultar.
AP,
Concordo inteiramente consigo.
“No mínimo” exigia-se que as coisas fossem bem feitas. Mas estamos habituados a começar a casa pelo telhado. E sai tudo – tanto trabalho, tanto tempo, tanto papel, tanto objectivo pela borda fora, como tem sido costume.
Novembro 22, 2007 at 1:13 am
Bem, pelo menos que haja alguém que não descure o exercício das suas competências e que pugne pela defesa dos direitos fundamentais!
Novembro 22, 2007 at 1:28 am
Marta,
Gostava de pensar isso. Infelizmente, não acredito.
Novembro 22, 2007 at 2:09 am
Fernanda,
Apesar de tudo, um grupo de deputados já submeteu o ECD à apreciação do TC.
Novembro 22, 2007 at 10:56 am
Alguém me consegue explicar porque é que o artigo que prevê uma prova de acesso à carreira docente não aparece neste documento? Ou vejo muito mal, ou mais uma vez os contratados que se lixem!…
Novembro 22, 2007 at 11:21 am
Obrigado maria lisboa
Esse era também o meu entendimento, mas já acredito em tudo.
Novembro 27, 2007 at 6:08 pm
Olá!
Vim aqui parar pela “mão” do Correio da Educação e é com agrado que vamos encontrando sítios onde alguém nos entende e marcha sob a mesma bandeira.
A minha Escola está muda e queda relativamente ao processo de avaliação.
Sumariamente: tenho 25 anos de carreira e estou nesta escola a leccionar o 20º ano, 16 anos delegada, orientei estágios, fui coordenadora durante 4 anos do PPE’s, fui vice presidente do C.E, sou correctora de E.N desde 1995, fui presidente da Assembleia de Escola, etc, etc, Azar! No ano lectivo 2002/2003, pelo facto de ser a única docente com formação ( por conta própria e não à cata dos famigerados), créditos)para implementar os novos programas fiquei sem cargos. No meu departamento, não subi a titular porque uma colega, sem culpa desta roleta russa, teve pontuação a dobrar como coordeandora dos nocturnos – secundário e 3º ciclo- fiquei a um ponto, e se exéqua acederia a prof. titular: mais anos de serviço ( cerca de 10 anos) e apenas 2 faltas em 5 anos. Nem está o meu acesso em causa, nem tão pouco me preocupo com isso, absolutamente nada, o que eu sinto é uma espécie de sentimento de perda quando leio o perfil do professor titular definido pelo M.E. Eu nunca fui nem sou nada daquilo.
Desculpem este longo preâmbulo e indo direita ao assunto: a coordenadora não só não é da minha área como nenhuma das outras duas, e nenhuma tem qualquer tipo de experiência em observação de aulas, logo, qual será o meu (nosso!) papel nisto? Que lhes vale “o delegar em”?!Trabalhar para o retrato? Fiz esta pergunta directamente à ministra e desafiei-a: Venha a Srª, venha a Drec em peso observar as minhs aulas, nada temo, mas não tenho idade, nem experiência, para passar pela humilhação de vir a ser avaliada por alguém que nem sequer é da minha área. Terminei dizendo que o M.E. queria que todos trabalhássemos num-faz-de-conta e ficássmos todos bem na galeria de fotos e ainda que não sabia ser/fazer melhor nem sabia se iria quer fazer isso. Esclareço que tenho a melhor das relações com as minhas colegas e que também elas foram apanhadas neste tufão e sentem algum desconforto na situação criada.
Sou completamente a favor da avaliação mas que quem avalia pertença à área e que a domine tanto ou mais do que o avaliado. É o mínimo de dignidade que se pode exigir!