Este protocolo (prot.pdf)!!!
O interessante é que desde que se falou mais acesamente neste assunto e se insistiu no pedido de publicitação do documento, houve quem desaparecesse da discussão subitamente.
Mais estranho é que o documento seja uma coisa quase mirífica no MAP, em cujas reuniões é lido em voz alta e dificilmente mostrado aos interessados, mesmo quando o assunto é o financiamento do movimento (parece que houve um encontro em Marco de Canavezes sobre o tema, o tal em que o verbo foi lido e mostrado de longe para os incréus se converterem à bondade da fé e dos seus apóstolos).
Embora a falta de tempo empurre para mais logo uma leitura pessoal do documento gostaria de deixar aqui algo que foi escrito por quem conhece a estória de tudo isto e a razão da circulação restrita do documento:
Talvez não seja o seu blogue o meio, supostamente, propício à discussão e esclarecimento deste assunto; acontece, porém, que caberia à estrutura CONFAP a divulgação do documento, tal como que lhe deveria ser, na generalidade, imanente a transparência.
Perante esta verificação, é legítimo esclarecer neste fórum aquilo que já há muito deveria ter sido conhecido por intervenção da Confap – trata-se de uma questão de interesse público.
Eu também concordo, mais que não seja em nome de todas as famílais que terão interesse nas actividades da Confap, quiçá mesmo para mais convictamente as apoiarem.
Novembro 20, 2007 at 7:31 pm
Acho uma enormidade de dinheiro.
21000000$00!!! Vinte e um mil contos!!!! São vinte e um MIL contos!!!
Novembro 20, 2007 at 7:36 pm
Em 1997.
Novembro 20, 2007 at 8:33 pm
Quando li a primeira vez os meus olhos leram (ou quiseram ler) 21 mil euros. Mas ficaram esbugalhados quando me apercebi dos inúmeros zeros que por lá havia.
Ainda assim, será que 4 mil contitos seria aceitável?
Bem, para uma confederação nacional que consegue reunir 85 pessoas para numa eleição de corpos sociais, parece-me muito. Agora se o trabalho que desenvolvem for de âmbito alargado e profícuo para as associadas ….
Mas vinte e um MIL contos, parece-me quase pornográfico. Já agora, Paulo, saberá por que razão foram 21 MIL contos e não foram 120 MIL ou 2 MIL contos? Qual o critério para a atribuição do montante de VINTE e UM MIL CONTOS?
Novembro 20, 2007 at 8:45 pm
E será que alguma vez iremos ser esclarecidos sobre este protocolo?
Novembro 20, 2007 at 8:47 pm
Garanto-vos que serão esclarecidos, como eu serei por parte de quem conhece os meandros da peça.
Entretanto vou alinhavando as ideias e percebendo que, na prática, lendo o que MArçal Grilo escreveu, este protocolo foi uma espécie de contrato de prestação de serviços da Confap ao ME, de maneira a tornar o MAP um parceiro credível.
Porquê?
Para quê?
Porque é este um assunto tabu em que ninguém parece querer mexer?
Isso é toda uma nebulosa que se irá desvendando.
Novembro 20, 2007 at 9:27 pm
Isto explica muita coisa. O principal: porque razão não há voz activa dos pais na cena política, apenas um arremedo inócuo que vai fazendo de caixa de ressonância dos desmandos do Ministério-Patrão. Que falta de verticalidade. A isto chegámos no movimento associativo?
Novembro 20, 2007 at 9:37 pm
Só a mim não me sai o euromilhões…
Novembro 20, 2007 at 9:50 pm
Ainda aparecerá o presidente da CONFAP argumentando que a organização está certificada, que te assembleia geral e contas em ordem e tudo o mais.
Mas o que eu acho que está em causa é, não tanto o subsídio, mas o montante envolvido.
Com uma pipa de massa deste calibre estávamos (professores) à espera de quê?
Novembro 20, 2007 at 9:53 pm
Usando os coeficientes de desvalorização da moeda publicados pelo ministério das Finanças todos os anos (neste ano pela Portaria n.º 768/2007 de 9 de Julho – I série nº 130) e dado o documento ter data de 1996, o valor actual dos 21 mil contos seria obtido pela multiplicação por 1,33= 27930.
Considerando 1997 seria por 1,31= 27510
Novembro 20, 2007 at 10:04 pm
As transferências detectadas para 2006 são inferiores, mas é verdade que a grande discussão em torno das eleições no início de 2007 rondava bastante a forma como eram geridas as verbas da instituição.
Num parecer sobre as contas que até está online no site verificava-se que existiam em caixa umas dezenas de milhar de euros.
E o que se nota é que ao fim de dez anos, as funções que o ME determinou à Confap continuam por realizar, pois só assim se percebe a manutenção do subsídio, ano lectivo, após ano lectivo.
Novembro 20, 2007 at 10:30 pm
Caro Paulo Guinote
Aqui está um exemplo da fraqueza da dita «sociedade civil» (não percebo o que o civil faz na expressão): o Estado compra (com tiques de suborno) e além disso centraliza (numa organização; numa ou em poucas pessoas) aquilo que deveria ser plural e complexo, como o social. Mata o natural na semente e cria um clone. Muito pior do que a falta de autonomia das escolas, é a falta de autonomia de organizações como os sindicatos ou as associações de encarregados de educação, autonomia que deveria começar por ser financeira, isto é, tais associações nunca se fortalecerão enquanto dependerem no todo ou em parte do Estado. O nosso Estado é especialista em engenharias sociais desta natureza e tem sempre quem, do outro lado, responda prontamente, criando-se um circuito para que, muitas vezes, o mesmo núcleo (tipo clube privado) de pessoas ande de um lado para o outro. Portanto, critico a situação que o teu excelente trabalho divulgou, não pelos montantes em causa, mas por uma questão de Princípio. A actual «crise» poderia e deveria ser o momento do corte umbilical, indispensável para a reconversão de tais organizações e para a própria reconversão do Estado. O último jamais respeitará de forma genuína uma sociedade que vive das suas migalhas em matérias de luta por direitos sociais e qualidade da vida pública, mesmo e sobretudo (mas evidentemente não só) entre os funcionários públicos e demais serviços prestados pelo Estado. Por seu lado, o termo «associações de pais» não faz sentido porque os professores não o são dos filhos dos outros, mas de alunos da instituição, assim como no momento em que os pais transpõem o portão das escolas dever-se-ia esperar deles o papel institucional de encarregados de educação, independentemente dos laços biológicos que mantêm com quem estão a representar. É simbólico, mas é sintomático. Há documentos do Ministério da Educação, como o estatuto do aluno, que promovem essas confusões, sinal de que a cabeça de quem os produz não tem ideias claras. Existem, portanto, uma série de clarificações que devem ser feitas pois sem elas dificilmente o ensino mudará. Refiro-me a clarificações administrativas (como as que aqui se discutem), mas também simbólicas (como a confusão entre pais e professores ou família e escola), dado que as últimas derivam em parte das primeiras e essa salada russa é uma causa importante da crise institucional da escola.
Continua o teu trabalho no «Umbigo», cada vez mais escala obrigatória para quem em Portugal queira encher a boca de Educação, sobretudo os «ilustres».
Novembro 20, 2007 at 10:37 pm
Obrigado Gabriel, também pelas tuas achegas.
Realmente, não é só a questão do montante, mas sim o carácter sistemático do financiamento que está em causa.
E é no mínimo estranho que este protocolo tivesse sido até há pouco, coisa acessível apenas a um núcleo restrito de pessoas. Sendo que felizmente alguém achou por bem que, na falta da Confap, aqui se divulgasse o conteúdo de um docuemnto que deveria ser obrigatoriamente público.
Mas abordar ainda uma outra questão interessante que passa pela miscigenação entre docentes e encarregados de educação e do duplo papel que muitos assumem, na própria escola ou, mais curiosamente, em escolas diversas. Aqui como docentes críticos dos EE’s, ali como EE’s críticos dos docentes.
A esse propósito lembro-me de alguém que, sendo meu colega de grupo numa escola e tendo chegado aos órgãos de gestão dessa e outra escola, destacando-se pelo laxismo da conduta, depois se ia postar à porta de uma escola vizinha (por onde passaste) a pedir matrizes dos testes aos colegas “do outro lado”, puxando dos triplos galões de PCE, EE e professor de um “ciclo superior”.
Mas enfim, estes são assuntos sempre sensíveis.
Novembro 20, 2007 at 10:45 pm
Isto está a aquecer… Parabéns Paulo pela investigação que já dura há meses.
Novembro 20, 2007 at 10:53 pm
Semanas. Meses não diria, mas chatearam-me e isso nunca é bom. Especialmente para mim porque depois perco imenso tempo.
Novembro 20, 2007 at 11:06 pm
Pois bem, fará amanhã 1 semana que fui convidado para estar presente numa reunião de uma federação concelhia que se prepara para ir a votos e necessita de constituir lista, para depois se abalançar à federação distrital. Não consegui apurar muito mais para além do seguinte:
1-A maior parte das pessoas presentes revelaram-se-me bem intencionadas no que fizeram, faziam e queriam fazer.
2-A maior parte do tempo gasto, começamos às 21h30 e acabámos às 24h00+- conversou-se sobre o excesso de protagonismo de um dos elementos presentes a que se opunha frontal e claramente um elemento que não estava presente e não tive a oportunidade de conhecer; pela aragem vi quem ia na carruagem. Inofensivo a meu ver, mas…
3-Aqui soube que Albino Almeida exerce profissão liberal relacionada com a indústria do calçado o que lhe dá para poder exercer voluntariamente o cargo de presidente da Confap; E que a sua eleição, por cá,foi algo trapalhona e não consensual;
4-Elegeram-se as autarquias locais, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais como entidades a pressionar, vigiar e exigir o cumprimento das leis para a educação mas também foram referidos os Conselhos Executivos de algumas escolas como parceiros coniventes desses incumprimentos autárquicos;
5-Apercebi-me que quanto ao estatuto do aluno o que preocupava uma boa parte dos presentes foi a perda da obrigatoriedade da representação dos pais em conselhos disciplinares embora todos se tivessem manifestado contra a questão da inexistência de penalizações graves por causa das faltas. Até houve quem defendesse multas e outras penalizações para as famílias e alunos «abzentistas».
6-Esta reunião serviu para os elementos se conhecerem e por isso não se fez nenhum plano de acção o que virá a ser feito em próxima reunião a realizar; serviu também para saber que a Confap recebe 30,00 euros de cada Associação e que distribui verbas pelas federações distritais/regionais em cerca de 40% do seu orçamento que é de +- 150.000,00 euros/ano e estas às concelhias para que haja formação, apoio e esclarecimentos que levem as associações de Pais a legalizar-se, a conhecer as leis e a saberem actuar. Mas para isso tem de haver planos e projectos de trabalho.
Conclusão:
-Apercebi-me que a federação distrital e concelhia são compostas por meia dúzia de pessoas!!!
-Que os pais ali presentes querem aproveitar as oportunidades de gerir actividades desde que lhes disponibilizem recursos embora não vejam com bons olhos a municipalização da educação e o descartar de responsabilidades do ME para eles;
-Da qualidade das aprendizagens nada foi dito e da qualidade do ensino pouco se falou; aguardo melhor oportunidade;
Finalmente, como podem ver, estive numa reunião em que a parra foi muita e a uva muito pouca. Mas não desistirei e quero ir mais além e ver o que posso fazer neste domínio. A representatividade dos presentes era +- de seis escolas num universo de 30 a 35, mas estes valores não os registei e por isso não são fiáveis.
Agora já fico com a consciência mais aliviada porque me tinha comprometido a dizer algo sobre esta reunião.
E assim vamos por aqui. Desculpem o lençol.
Novembro 20, 2007 at 11:10 pm
Os lençóis, esclarecedores como este, são sempre bem-vindos.
Novembro 20, 2007 at 11:51 pm
Agora que acabei de ler o protocolo, que ainda não tinha lido, fico consciente que na dita cuja reunião estava alguém com o recado protocolar bem estudado. Pela positiva concluo que pelo menos há alguém na Confap que se preocupa em cumpri-lo e fazê-lo cumprir. Justiça seja feita. Embora o rabo fique sempre de fora pelas implicações óbvias…
Ao Gabriel Mithá os meus agradecimentos por partilhar as suas reflexões e observações que reputo de muito mas mesmo muito importantes sobre a matéria e que tomarei em consideração nas minhas reflexões, intervenções e pronúncias sobre o assunto.Obrigado.
Após a clara explanação do Gabriel, é de facto prescindível o subsídio/prisão do ME às associações de encarregados de educação. A precisão dos termos, com que concordo e de que não me tinha apercebido pelas promiscuidades que pode gerar, também é urgente e prioritária efectuar-se. No plano do financiamento do movimento, em vez de se cobrar 30,00 euros pode ser cobrado um pouco mais sem que tal desequilibre as finanças das associações. O lucro disso é infinitamente incomensurável: LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA de actuação e pensamento. Valores altamente preciosos nos tempos que correm…
Novembro 21, 2007 at 12:05 am
Qual é o post em que ele disse ter uma filha professora?
Novembro 21, 2007 at 11:38 am
Num ou outro da passada semana. Não me perguntes exactamente qual, mas se pesquisares naquela caiximja do próprio blog pelo nome deves ir lá dar.
Hoje estou em dia de trabalhos forçados, tipo das 10 às 20 horas, talvez com tempo para almoço.
Novembro 21, 2007 at 5:09 pm
Ah ha! … Pois!…
Agora já se compreende perfeita e comprovadamente a actuação, ou melhor, a falta de actuação, as omissões, as posições (ou a falta delas), as intervenções, as alusões… da Confap.
Bolas!…
Compraram mesmo o árbitro!
Obrigadão Paulo pelo trabalho efectuado, e por o teres partilhado connosco!
Novembro 21, 2007 at 10:58 pm
Portugal perdeu a vergonha…isso é que é!
Mas ainda me resta saber qual é na verdade o objectivo desta coisa toda? Será que há um plano para destruir o país?
Novembro 21, 2007 at 11:00 pm
Estamos perante o “Apito Dourado” na educação! Amizades, compadrios e toca a andar que a “mama” dá para quem convém!
E os piratas somos nós!
Novembro 22, 2007 at 2:29 am
Bravo,Paulo Guinote!
Você é um grande realizador!
Estou e estarei a apreciar a sua/vossa novela!
Em silêncio! Não tinha eu dito que era mais um esforço seu e descobriria «tudo»?!!! Estava tudo na pag Web…
…Vê como encontrou?
E,depois há os «travestis» e os «infiltrados» com lençóis…
Já não é preciso acrescentar mais nada: tudo o que escrevi se está a confirmar!
Palavras para quê? Bastará andar por aqui!…
Até sempre! Definitivamente…
Novembro 22, 2007 at 8:47 am
O Profeta Albino Almeida anda por aí, tal como o outro, só não sei se terá “Albinetes”.
Um sujeito presidente de uma Associação de Pais, Parceira do ME, que fala como um saloio, escreve como um analfabeto, que se apresenta como Consultor e que recebe uma pipa de massa dos nossos impostos para fazer fretes ao Poder, só mesmo neste país de crentes, mercenários e mafiosos de pacotilha.
Novembro 22, 2007 at 8:58 am
Nada do que postei estava na página da Confap.
Não foi dada por infiltrados.
Registo que não replica quanto a nenhum, mas absolutamente nenhum, dos meus argumentos.
Isso é sintomático de que aqui se usa o rigor.
Novembro 22, 2007 at 11:25 am
31 MIL contos são uma obscenidade. É óbvio que, tendo um mínimo de vergonha na cara, faz bem em não atacar mais os professores deste umbigo.
Isto é um perfeito circo montado e alguém anda a comer à minha custa. Cada vez são mais. E para além de comerem à minha custa, ainda apoiam quem me quer lixar a vida. Para quê? Para poderem continuar a mamar na teta do Estado e dos nossos impostos.
Novembro 23, 2007 at 7:37 pm
[...] Polémicas A ausência, ao fim de vários dias, de uma reacção mais ou menos indignada a este, este e mais este post sobre o financiamento da Confap pelo ME com base no mítico [...]
Novembro 24, 2007 at 1:44 am
Oh Sr Albino Almeida as reuniões da Confap, Federações Distritais e concelhias tratam assuntos sigilosos que eu como pai e encarregado de educação e todos os outros não possamos saber? Qual é o seu conceito de infiltrado? A quem se refere?
Oh Homem já se esqueceu, ou melhor tem lido todos os postes e comentários que sobre a Confap aqui se têm feito?
Duvido, veja como vai a sua saudinha… tiros nos pés é o que é.
Março 5, 2008 at 9:46 pm
[...] no dia de hoje e os dados disponíveis confirmam tudo o que escrevi em Novembro passado no dia 19, 20 (o post da divulgação da minuta do protocolo), novamente 20 (sistematização de ideias e [...]
Julho 2, 2008 at 9:21 am
e preciso investigar mais