Num número recente da New Yorker relatava-se a caricata situação de, nas acvtividades da abertura no ano lectivo na Universidade de Nova York, a par de outras iniciativas, existir um seminário subordinado ao tema Facebook in the Flesh destinado a orientar novos alunos quanto à melhor maneira de de relacionarem pessoalmente com os seus novos colegas.
Aparentemente, depois de saberem da sua admissão, ou mesmo antes, durante o processo de candidatura, muitos futuros alunos inscrevem-se em fóruns online, de que o Facebook é uma das plataformas mais populares, para contactarem virtualmente os seus futuros colegas. Nessas redes de amizades chegam a “conhecer” e tornar-se “amigos” de centenas de futuros colegas mas, depois, o contacto pessoal revela-se difícil e intimidatório, não valendo de nada os aparentes gostos comuns longamente discutidos em salas de chat e mostruários como o dito Facebook (ou como por cá o HI5, o Ringo, Netlog, etc, etc).
A adição/dependência das redes virtuais de amigos acaba por atrofiar as capacidades de socialização interpessoal e, como alguns confessam, o contacto cara-a-cara torna-se complicado e embaraçoso.
Pelos vistos se o vídeo acabou com as estrelas de rádio, a net ainda acaba com as estrelas de carne e osso.
Outubro 11, 2007 at 6:24 pm
Claro que a rede não substitui as relações sociais mas pode complementá-las…
Outubro 11, 2007 at 6:32 pm
Mas neste caso foi o inverso.
O mergulho na net, deixou jovens impreparados para entrar no círculo das relações pessoais reais.
Outra coisa é a rede servir para alguém enriquecer o seu tipo de relacionamento.
Outubro 11, 2007 at 7:48 pm
Resta saber se foram divulgadas meras conclusões ou se da experiência se terão retirado estratégias para melhorar a socialização dos referidos estudantes.
Outubro 11, 2007 at 7:57 pm
Meras constatações.
As estratégias ao que parece, passaram apenas por promover seminários para que os humanos passassem a relacionar-se entre si, sem se assustarem por tocar-se e descobrirem que são reais.
Outubro 11, 2007 at 8:52 pm
A propósito dá uma vista de olhos no
Blog Cartoons
Outubro 11, 2007 at 9:01 pm
Vem ao encontro do «average american» que considera bárbara a nossa forma de cumprimento. Para eles, os latinos cumprimentarem-se de determinada forma, é sentido como «intrusão» ao invés de ser encarado como uma simples questão cultural.
Outubro 12, 2007 at 1:29 pm
Mas nós em Portugal, também temos a “Escola Móvel”…e finalmente conseguimos tirar da escola determinadas populações (os meninos de circo, por ex.)
O problema é que os meninos navegam por tudo quanto é lado, menos por onde devem navegar (pelas chamadas aulas virtuais).
A avaliação dos meninos depois é feita pelos mentores do projecto, à “porta fechada” e os resultados…são aqueles que a tutela quer, apresentados sempre em seminários, com o show e brilho que convém.