Com um respeitoso ósculo público à Amélia Pais que me enviou o naco de prosa de Maria Filomena Mónica que surgiu hoje no Público acerca da eminência parda do ME, de seu nome Valter Lemos. As minhas reservas sobre obras passadas de MFM estão neste momento suspensas. O texto integral porque sim.
Não, sr. secretário de Estado
Maria Filomena Mónica
Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no Parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, Valter Lemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário. Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei.
Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na “ciência” que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de “projectos e missões do Ministério da Educação” e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por “doutor”, título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não.
Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei.
Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota.
Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: “Quem mais conhece melhor ama.” Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na “medição” da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como “skill cognitivos”.
Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias “grelhas de análise”. Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno “interrompe o professor”, se “não cumpre as tarefas em grupo” e se “ajuda os colegas”.
Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo “Diferencialidade”: “Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste.” Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal “índice de dificuldade e o de discriminação de cada item”. É ela a seguinte: Df= (M+P)/N em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.
O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, “tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes “desculpas de mau pagador”, sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal”. Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância.
Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: “Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo.” O sábio pedagógico-burocrático dixit.
O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas “ciências exactas”, não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro.
Setembro 30, 2007 at 8:35 pm
Foram os Mestrados da Bosta.
Apanhei imensos nos meus anos de estágio.
Um deles, defendia a abertura das portas da sala de aula a toda a “comunidade” que por lá quisesse aparecer. Era o movimento o Meio vai à escola e a Escola está com o Meio.
Nós respondíamos que sim senhor, no Meio é um descanso.
Outros, defendiam que se devia ensinar aos alunos o que eles quisessem.
Até me lembro de um ter dito que se os alunos preferissem estudar, por exemplo, a “batata”, pois que o fizessem. Ao longo de um período ou no ano inteiro.
Setembro 30, 2007 at 9:18 pm
Experimentem só “googlar” – “doutor Valter Lemos”.
É uma catrefa de páginas. Mas já vi no Diário da República o doutor escarrapachado por inteirinho…
Deve ser outro caso como o outro… vocês sabem bem….
Setembro 30, 2007 at 9:25 pm
Para não dizerem que é só má língua, olhem aqui:
http://dre.pt/pdf2sdip/2005/05/099000000/0791607916.pdf
Setembro 30, 2007 at 9:27 pm
Quem? O simpatetic?
Setembro 30, 2007 at 9:27 pm
Pouco elucida o artigo de MFM sobre este homem-sombra de Penamacor.
De qualquer maneira é útil, embora a ideia de que quem não fizer um bom discurso não tem competência seja um bocadinho americana(bons discursos faziam Salazar, Hitler e Bill Gates).
E sobre o outro homem-sombra, o homem das pedras, o grande sindicalista do ensino superior?
Setembro 30, 2007 at 9:41 pm
Para não ter de falar do resto, posso apenas manifestar o especial gosto pelo desconhecimento flagrante das regras de pontuação…
Outubro 1, 2007 at 12:01 am
Pouco elucida o artigo de MFM sobre este homem-sombra de Penamacor.
De qualquer maneira é útil, embora a ideia de que, quem não fizer um bom discurso não terá competência, seja uma americanice de caixeiro viajante, bons discursos faziam Salazar, Hitler e Bill Gates.
E sobre o outro homem-sombra, o homem das pedras, o grande sindicalista do ensino superior, grande substituído?
Fazer pontuação não é fácil, especialmente hoje em dia, com as Novas Oportunidades.
Saudações
Outubro 1, 2007 at 12:17 am
Costumo embirrar com as ideias de menina-bem de MFM, mas desta vez esteve bem.
Outubro 1, 2007 at 9:08 am
MFM oscilou entre o esquerdismo-caviar-oxfordiano dos anos 70 e início de 80 e uma deriva bem-pensante novamente oxfordiana mais conservadora.
Claro que pelo percurso se vão dando umas guindas valentes e se é obrigado a abandonar certos textos de não-tão-assim jucentude como o seu livro sobre a Educação durante o Salazarismo.
Nos últimos anos, até concordo com muito do que escreve desde que não seja obrigado a vê-la e ouvi-la com o seu tom de voz, pois pertence quase ao chamado clube da “voz aflautada” (natural ou imitada) – que inclui aquele que não podemos nomear, a sua mentora Edite Estrela, a família política Portas e vários comentadores radiofónicos como os de hoje no RCP onde pontifica a tia Avillez e o sobrinho Osório.
Irra, que acordei com a bílis toda de fora.
Outubro 1, 2007 at 9:10 am
Pelo que já me foi dado a entender, este senhor já tentara noutra ocasião implementar estas medidas, mas foi-lhe “barrado” o acesso com outra cor política, no início da década de 90 do século passado (só para parecer mais erudito!). Se atentarem nas participações da Ex.ª Senhora Ministra, este senhor anui com a cabeça às afirmações da mesma, não em pose de subalterno que concorda mas sim em mentor que aprecia, consubstanciado em olhares de cumplicidade trocados na procura do seu assentimento. Já “Alguém” dizia que “só sei que nada sei!”, e essa deve ser a base da construção das certezas, no entanto, há alguns que acham que já possuem a certeza na sua pobreza de espírito.
Outubro 1, 2007 at 9:13 am
Tudo o que se está a (re)fazer em termos de avaliação é o que VLemos defende há 20 anos: desresponsabilização dos alunos e vergasta nos professores.
Só não sei porque não o colocaram como Ministro.
Provavelmente tiveram medo que ficassem demasiado expostas as suas carências e os seus pecadilhos.
Assim, coloca-se a senhora defronte e ele ai-lhe dando as dicas ao ouvido.
Triste e patético.
Outubro 1, 2007 at 9:29 am
Essa da voz aflautada está muito engraçada! Também eu não suporto ouvir falar Maria João Avilez, Zezinha Nogeira Pinto ou a ala direita da família Portas. Mas quero aqui abrir uma excepção: a Catarina Portas é uma beleza da Natureza, pelo que tenha ela o tom de voz que tiver, será sepre música para os meus (nossos?) ouvidos!
Outubro 1, 2007 at 11:20 am
VL comanda a orquestra, mas dos bastidores. Esta sumidade tem tentado desde a época dos tais mestrados bostonianos em Ciências da Educação só destinados a «alguns» -e ainda bem-, para nosso sossego e de toda a comunidade educativa, ter um lugar de protagonismo. Finalmente consegui-o e ei-lo impante e inchado (não só metaforicamente)…chegou a constar que iria ele ficar com a pasta do ministério,substituindo MLR, mas será que já não o faz?
Os colegas do tempo em que dava aulas têm dele uma visão bastante própria. Também falta referir no artigo de Filomena Mónica a sua passagem por Macau…
Outubro 1, 2007 at 12:25 pm
Pessoalmente, acho que enquanto o Sócrates lá estiver o Valter não sai.
Também já tive o pesadelo de ser ele a subir a ministro da educação, tal como no guterrismo, saiu o Grilo, subiram a ministros o Oliveira Martins e o Santos Silva(já não me lembro da ordem cronológica).
É o Valter quem está por trás da generalidade da “asneirada” educativa deste governo:
-Professor Generalista no 2.º ciclo;
-Tentativa(falhada) de acabar com exames nacionais do 12.º ano;
- repetição dos exames de física e de química em 2006, com um despacho interno;
etc…
Mas o Valter já é secretário de estado desde 2005 e só agora é que estão a apertar com ele?
Outubro 1, 2007 at 3:25 pm
No último “Prós e Contras” sobre a educação, não deixei de reparar no ar dessa figura, assim como a do seu confrade Pedrosa.
Pedrosa esteve todo o programa com um ar entre o sorriso amarelo e o sorriso cínico, principalmente quando outros, que não da sua facção, discursavam. Valter Lemos mais parecia um menino bem comportado com ar muito atento e afirmativo, ouvindo o que dizia a sua professora MLR!
Não deixei de rir! Temos de rir para não chorar.
Outubro 1, 2007 at 6:12 pm
DA: Concordando com tudo o que disse, não acha que não é de admirar que só agora estejam a “apertar com ele”? Só agora as pessoas com “autoridade” para falar sobre educação (ou seja, segundo a mentalidade geral, os professores universitários) começam a descobrir o que se está a passar na educação não superior e até no próprio ensino superior não universitário. Eu diria que é tarde mas mais vale tarde do que nunca. Seria muito bom que a Prof.Filomena Mónica e outras autoridades de opinião reparassem no que se passa há muito no ensino superior politécnico, que é uma das incubadoras dos “valteres”. Por exemplo, o coordenador do conselho de presidentes dos institutos politécnicos não é doutorado (nem mestrado tem): fez “provas públicas”, é professor coordenador e tem possivelmente pena de não ser secretário de Estado.
Outubro 1, 2007 at 7:33 pm
Os primeiros dois anos foram de estado de graça para este ME que conseguiu neutralizar quaisquer focos relevantes de contestação, caricaturando as discordãncias e tentando desacreditar os docentes insatisfeitos, fazendo-lhes uma barragem comunicacional em momentos estratégicos.
Mas não se consegue enganar toda a gente durante todo o tempo, não é?
E o senhor mestre VL tem aquelas sólidas solidariedades beirãs que bem sabemos.
Outubro 1, 2007 at 7:54 pm
Paulo, a sua bílis está imparável…
Outubro 1, 2007 at 8:40 pm
Isto está cada vez melhor…
Outubro 1, 2007 at 9:26 pm
fap, fap, fap……
( e não suspendo as minhas dúviadas pelo que sra. tem escrito, na generalidade.)
e já agora: já foram ver o último filme do Harry Potter? É que está lá a carucatura do VL a pregar decretos nas paredes….!!!!!
ah!ah!
Outubro 2, 2007 at 12:23 pm
A MFM é snob e pretensiosa. Claro que é. Tem condições para o ser. Não tem sequer problemas em reconhecê-lo. É uma intectual brilhante que diz o que pensa. Que escreveu uma das melhores autobiografias que eu li nos últimos anos. Uma liberal talvez recém convertida mas convicta e convincente. Não me afligem as elites quando estas têm conteudo, têm algo a dizer.
Esqueçam lá as vozes flautadas e as poses elitistas. O nosso problema é não termos mais elites com verdadeiro substrato. Se alguém viu na passada sexta-feira o documentário sobre Vitorino Nemésio sabe do que falo: o homem era presunçoso, lunático e errático. So what?
Outubro 2, 2007 at 6:04 pm
Mas a poesia dele… meu Deus… então a erótica…
Pronto, vamos descontar que aquilo foi entre os anos 50 e 70.
Mas meu caro MFaces, já reparou no cruzamento de figuras que se encontra nos portadores de vozes aflautadas?
Outubro 3, 2007 at 5:05 pm
Os colegas do tempo de Macau, e os de Castelo Branco, poderiam dar algumas achegas para compor o “retrato” desta personagem. Investiguem… Investiguem…
Outubro 4, 2007 at 8:57 pm
Neste Governo os de Castelo Branco são os maiores. Este Srº VL mais parece um trolha do que um secretário,o homem trabalha que se farta contra os professores e não fala porque não sabe…o que dizer.
“Assim vai este país” já dizia o Nicolau.A regressão está em marcha.
Outubro 6, 2007 at 11:17 pm
Jovem Menina
O mundo está cheio de pataratas bem pensantes e não menos bem falantes. Falam…Falam… Falam e nada. Nada dizem de sério que se possa aproveitar. A coisa é tanto mais grave quanto se toma como paradigma do crítico encartado – vejam lá! – um “ouriço-queixeiro” que é o único espécime, na natureza, que é especialista em tudologia.
A menina conhece de certeza a canção. É do seu tempo… Conhece a canção do Paulo de Carvalho que Começa assim: “gostava de vos ver aqui…” Vá lá! Tenha coragem! Posicione-se . Queira dar o seu contributo para a renovação do próximo elenco do Ministério da Educação. Menezes precisa do seu contributo… não fique de fora a vender pataniscas. Isso não interessa ao País. Pode crer. J:F.Santos
Outubro 6, 2007 at 11:52 pm
Adenda:
Monicasinha, vá lá! Não se faça rogada! Contamos consigo,palavra de honra!… Não perca tempo! Consigo à cabeça do touro, todos ficávamos a ganhar. Consigo,todos sairíamos instruidos e educados.
Intelectual fogosa, cheia de garbo e de robustez natural, é assim destas “Padeiras de Aljubarrota” que o País precisa para varrer, de uma assentata, estes raianos ineptos que, de educação, nada sabem. Perfilhe-se, Mónica, perfilhe-se já:seu contributo pode ser precioso.O País precisa de si e o bom povo português agradece.Eu, pelo que me toca, ficarei eternamente penhorado.J.F.Santos
Outubro 6, 2007 at 11:58 pm
Adenda: eu penso que se escreve “fugosa” em vez de fogosa, mas não tenho a certeza, e não tenho pachorra para ir ao dicionário ver como é que se escreve. Se errei, paciência…
J.F.Santos
Outubro 7, 2007 at 3:49 pm
Adenda:Mais um erro ortográfico.As minhas desculpas.
Chamei-lhe “Monicasinha”, quando lhe devia ter-lhe chamado “Monicazinha”, mas o dicionário “on-line” é que é o responsãvel. Não o acusou.
Outubro 7, 2007 at 3:51 pm
Não há probrêma, por vezes o teclado escapa-se-nos.
Novembro 13, 2007 at 4:09 pm
Epa mata-te, só te sabes queixar sua cota triste.Vocês professores são todos tristes, são uns trolhas, burros, estúpidos e idiotas.
Vocês professores só se sabem queixar e não querem trabalhar epá matem-se todos!
E Sim isto foi escrito por jovens de 18 anos que frequentam o 12º ano.
Por isso quem está mal não somos nós são vocês
Matem-se todos.
Novembro 13, 2007 at 6:07 pm
Se é verdade, é triste que seja preciso mais de um para escrever este comentário.
Epá!
Novembro 13, 2007 at 9:45 pm
Penso que já está a ficar um pouco descontrolada a situação, sou a favor claramente da opinião de cada um, mas penso que neste caso existe uma certa hostílidade entre os leitores/navegadores do website.
Por Favor isto é um website e não uma espécie de circo onde podemos insultar qualquer um.
Por Favor Juventude Tuga tome alguma calma e não torne isto num “local” de bocas, tenha respeito por Paulo Guinote e por qualquer outro leitor/navegador que expresse a sua opinião neste website por favor.
Janeiro 5, 2008 at 12:54 pm
Filomena Mónica uma intelectual brilhante? Como?!! Indiquem-me, por favor, a sua produção científica, designadamente os artigos publicados em revistas com peritagem científica indexadas no ISI. Trata-se de uma pedante que nem sequer tem consciência das suas limitações, cuja notoriedade é fruto do nepotismo que grassa nos jornais dirigidos pelos seus compadres.
Fevereiro 17, 2008 at 12:24 pm
Educação e Sociedade no Portugal de Salazar, 1978
Artesãos e Operários, 1986
Visitas ao Poder, (3 edições, 1993,1994 e 1999, pelo qual recebeu o Prémio Máxima de Literatura)
Turista à Força, 1996
Os Filhos de Rousseau, 1997
Vida Moderna, 1997
Cenas da Vida Portuguesa, 1999
Fontes Pereira de Melo, 1999
Eça de Queirós, 2001
Autobiografia Bilhete de Identidade, 2005.
mostre-me a do DOUTOR Valter Lemos, só para compararmos
Setembro 24, 2008 at 5:51 pm
Minha Senhora, é tristemente incrível como uma pessoa do seu gabarito(Oxford? Uau)se dá ao luxo de contemplar com enorme convicção e numa página assim, que encontrei por mero acaso, uma pessoa que você, claro está, não conhece. Ou se conhece, conhece bem mal…tal como as muitas coisas de que fala.
Aliás, e com o devido respeito acho ainda mais triste o povo português nunca se contentar com aquilo a que se chama em países evoluidos, a evolução da sociedade num contexto natural de tentativas de melhoramento, seja ele na educação ou em outro sector qualquer.
Nem sempre é fácil, cometem-se erros, óbvio e continua-se a tentar na buscar do melhor.
Mas o “povo”, só sabe dizer mal, porque afinal não sabem fazer mais nada…a nossa sociedade ainda é muito antiquada nesse aspecto, para não lhe chamar outra coisa e vai continuar a sê-lo infelizmente porque as pessoas perdem tempo a fazerem blogs deste género.
A Senhora, se só sabe dizer mal do esforço dos outros, e ainda faz disso profissão, ou pior hobbie, porque náo vai você para lá?! Vá fazer melhor do que os que lá estão. Que sabe você, ou quem é que julga que é para falar de coisas que desconhece?
Brinca com a frase famosa “Quem mais conhece, melhor ama”, quando você mesma coloca num blog “roupa suja” – Típico de quem não tem vida própria e gosta mais da vida dos outros do que da sua; falando de algo que desconhece por completo…
Concluindo, o que é que você ama na sua vida?
É patéticamente triste.
Dezembro 17, 2008 at 5:07 pm
Maria Filomena Mónica tem toda a razão no que diz a respeito a Valter Lemos. ´E um fabrico das novas «Ciências da Educação» que têm lançado o ensino na bagunça que se conhece. Armados em vanguardistas de meia tigela, estes novos «especialistas» têm posto o ensino pelas ruas da amargura e formado doutores incompetentes e analfabetos, daí o desemprego de muitos deles. Algunes comentários negativos a este artigo de MFM só mostram a miserável ignorância sobre o ensino em Portugal, que anda de rastos e os professores é que pagam as favas de um sistema obsoleto e concentracionário próprio de uma ditadura fascisante.
Janeiro 31, 2009 at 12:19 am
É puro exagero alguém ter toda a razão no que diz a respeito de outro alguém.
“Vanguardistas de meia tigela” é uma prova disso.
“Doutores incompetentes e analfabetos” também.
“Miserável ignorância” já é desonestidade!
“Pagar as favas” classifica o queixoso?
“Ditadura fascisante” edição obsoleta (cassette?)
MFM & FAB –> candidatem-se ao MEC
Março 8, 2009 at 2:16 pm
Para fazer melhor figura dos que lá estão não é preciso ter muita inteligência.
Quanto à «ditadura fascisante leia-se o artigo «Sócrates e a Liberdade», que António Barreto escreveu no « Publico», e que apenas transcrevo a parte final: « NÃO SEI SE SÒCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo.O Primeiro-minmistro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas décadas. TEMOS DE RECONHECER: tão inqietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder, é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…». Aqui está o retrato a corpo inteiro de um ditador em potência. Sei do que falo: vivi trinta anos sob o regime de Salazar.
Junho 24, 2009 at 9:51 am
A Senhora é brilhante e mesmo vaidosa a falar, adoro ouvi-la e não fala nada à Tia, é um gosto ouvi-la.
PS: e ao contrário de muitos, tem razões para ser vaidosa.
Junho 24, 2009 at 10:53 am
Podia descodificar sff?
Já lá vão uns meses… e correu tanta água… que se me varreu